Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
Convites tardios
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Pecados na Tribulandia
DN
Linhas direitas
luís delgado Jornalista
Pecados nacionais
(...)
7. Soberba dá-se nos abruptos incontinentes, traidores por feitio e natureza, que sempre se venderam por uma sacola de 30 dinheiros. É o pecado dos sem-vergonha, sem pátria e sem coluna. E dos inchados. E são muitos...
Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço...
Linhas direitas
luís delgado Jornalista
Pecados nacionais
(...)
7. Soberba dá-se nos abruptos incontinentes, traidores por feitio e natureza, que sempre se venderam por uma sacola de 30 dinheiros. É o pecado dos sem-vergonha, sem pátria e sem coluna. E dos inchados. E são muitos...
Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço...
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Vai tudo dar na mesma na Tribulandia
Diário Digital
Que venha 2005!
Luís Delgado
Assim como assim, e depois de tudo o que se passou em 2004, que venha o novo ano e tudo o que nele vai acontecer. E que venha rápido, para se acabar com as incertezas.
Só os ingénuos é que acreditam que os anos seguintes são sempre melhores, ou piores que os anteriores. Na verdade, são apenas imprevisíveis. Tudo pode acontecer, de bom e mau.
E este 2005 está repleto de incógnitas. Para todos. Para cada um. Uns acreditam. Outros pedem coragem. E os demais mudanças. No final, feitas as contas, vai dar tudo ao mesmo. Mais coisa, menos coisa.
Vai tudo dar na mesma para os palermas que sustentam os astrólogos do sistema. Para os que abanam a cauda tudo vai cada vez melhor.
Que venha 2005!
Luís Delgado
Assim como assim, e depois de tudo o que se passou em 2004, que venha o novo ano e tudo o que nele vai acontecer. E que venha rápido, para se acabar com as incertezas.
Só os ingénuos é que acreditam que os anos seguintes são sempre melhores, ou piores que os anteriores. Na verdade, são apenas imprevisíveis. Tudo pode acontecer, de bom e mau.
E este 2005 está repleto de incógnitas. Para todos. Para cada um. Uns acreditam. Outros pedem coragem. E os demais mudanças. No final, feitas as contas, vai dar tudo ao mesmo. Mais coisa, menos coisa.
Vai tudo dar na mesma para os palermas que sustentam os astrólogos do sistema. Para os que abanam a cauda tudo vai cada vez melhor.
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Um ano de arte e um desastre de custos e de utilização
Público
Estádio Municipal de Braga Um Ano de Arte, Encanto e Sucesso
Por MATILDE ROCHA DIAS
Derrapagens e manutenções da discórdia
(...)
Se a arte e o sucesso desportivo do Braga caracterizam o primeiro ano do Estádio Municipal, a polémica não lhes fica atrás, nomeadamente no que diz respeito às derrapagens financeiras na construção do recinto - os custos totais roçaram os 100 milhões de euros, tornando o estádio no mais caro "per capita" de todos os construídos para o Euro 2004 e ultrapassam em quase o dobro as estimativas iniciais - e aos custos de manutenção anuais (perto de meio milhão de euros, a que se junta um valor semelhante semelhante para conservar o velhinho 1.º de Maio).
"A oposição ao executivo chefiado por Mesquita Machado tem enfatizado estes assuntos nos últimos 12 meses, chamando a atenção para o "esforço elevado" que a câmara terá que suportar para cobrir o investimento (recorreu ao financiamento bancário em todas as fases da obra), o qual poderá complicar a gestão do erário público na próxima vintena de anos. Pelo meio, discussões em torno do contrato-programa com o Braga, que já vai no terceiro aditamento e obriga o clube a pagar uma renda de seis mil euros e a não ceder espaços a terceiros sem a autorização da autarquia. Acresce algum receio de que o Municipal se fique pelas condições estéticas e não garanta nem a multifuncionalidade para que foi concebido nem sustentabilidade económica. É que os espectáculos futebolísticos só acontecem duas vezes por mês. "
Um sucesso estético e um desastre de utilização de fundos públicos com uma utilização deficiente. Assim vai o reino dos faraós na Tribulandia.
Estádio Municipal de Braga Um Ano de Arte, Encanto e Sucesso
Por MATILDE ROCHA DIAS
Derrapagens e manutenções da discórdia
(...)
Se a arte e o sucesso desportivo do Braga caracterizam o primeiro ano do Estádio Municipal, a polémica não lhes fica atrás, nomeadamente no que diz respeito às derrapagens financeiras na construção do recinto - os custos totais roçaram os 100 milhões de euros, tornando o estádio no mais caro "per capita" de todos os construídos para o Euro 2004 e ultrapassam em quase o dobro as estimativas iniciais - e aos custos de manutenção anuais (perto de meio milhão de euros, a que se junta um valor semelhante semelhante para conservar o velhinho 1.º de Maio).
"A oposição ao executivo chefiado por Mesquita Machado tem enfatizado estes assuntos nos últimos 12 meses, chamando a atenção para o "esforço elevado" que a câmara terá que suportar para cobrir o investimento (recorreu ao financiamento bancário em todas as fases da obra), o qual poderá complicar a gestão do erário público na próxima vintena de anos. Pelo meio, discussões em torno do contrato-programa com o Braga, que já vai no terceiro aditamento e obriga o clube a pagar uma renda de seis mil euros e a não ceder espaços a terceiros sem a autorização da autarquia. Acresce algum receio de que o Municipal se fique pelas condições estéticas e não garanta nem a multifuncionalidade para que foi concebido nem sustentabilidade económica. É que os espectáculos futebolísticos só acontecem duas vezes por mês. "
Um sucesso estético e um desastre de utilização de fundos públicos com uma utilização deficiente. Assim vai o reino dos faraós na Tribulandia.
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As diferenças entre a forma e o conteúdo na Tribulandia
Público
José Sócrates
Por EDUARDO PRADO COELHO
Sócrates começou por ser uma personagem polémica, em confronto com Manuel Alegre. Não sei se Alegre pensou alguma vez em ser secretário-geral do PS. Mas tinha pelo menos um objectivo: manter no interior do partido uma ideia de esquerda, uma tradição, uma memória, um conjunto digno e vertical de princípios. Procurando evitar que se fizesse uma deriva, e que alguma esquerda, de que Mário Soares poderá ser hoje o representante mais visível, ficasse em situação de naufrágio, ou escolhesse outras opções de esquerda, à falta de melhor (se é que elas existem).
(...)
O Partido Socialista corre um risco óbvio: dar-nos a imagem fatigada do "já visto". As listas para deputados não são nesse plano particularmente entusiasmantes. São os mesmos nomes nos mesmos lugares. Talvez sejam os nomes que podem ganhar - não sei. Mas não são certamente os nomes que vão trazer uma outra imagem da política, uma outra forma de mudar a vida e o quotidiano de cada um de nós, uma outra ideia de esquerda. Será imprescindível combinar um certa aceitação das concessões ao aparelho com uma efectiva transformação da imagem da política. Porque doutro modo os portugueses verão o mesmo do mesmo e acabarão por pensar que a política é um jogo que se passa no interior de si mesmo, e nada acontece que nos traga a novidade e a esperança.
Continuamos no dilema entre a forma e o conteúdo. Nos próximos tempos, a forma continuará a prevalecer, infelizmente...
José Sócrates
Por EDUARDO PRADO COELHO
Sócrates começou por ser uma personagem polémica, em confronto com Manuel Alegre. Não sei se Alegre pensou alguma vez em ser secretário-geral do PS. Mas tinha pelo menos um objectivo: manter no interior do partido uma ideia de esquerda, uma tradição, uma memória, um conjunto digno e vertical de princípios. Procurando evitar que se fizesse uma deriva, e que alguma esquerda, de que Mário Soares poderá ser hoje o representante mais visível, ficasse em situação de naufrágio, ou escolhesse outras opções de esquerda, à falta de melhor (se é que elas existem).
(...)
O Partido Socialista corre um risco óbvio: dar-nos a imagem fatigada do "já visto". As listas para deputados não são nesse plano particularmente entusiasmantes. São os mesmos nomes nos mesmos lugares. Talvez sejam os nomes que podem ganhar - não sei. Mas não são certamente os nomes que vão trazer uma outra imagem da política, uma outra forma de mudar a vida e o quotidiano de cada um de nós, uma outra ideia de esquerda. Será imprescindível combinar um certa aceitação das concessões ao aparelho com uma efectiva transformação da imagem da política. Porque doutro modo os portugueses verão o mesmo do mesmo e acabarão por pensar que a política é um jogo que se passa no interior de si mesmo, e nada acontece que nos traga a novidade e a esperança.
Continuamos no dilema entre a forma e o conteúdo. Nos próximos tempos, a forma continuará a prevalecer, infelizmente...
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Quem vier atrás que feche a porta
Jn
Liga de Bombeiros estranha não ter sido ouvida
Duarte Caldeira
Contrariamente ao habitual, segundo o seu presidente, Duarte Caldeira, a Liga dos Bombeiros Portugueses não foi informada previamente sobre o conteúdo do plano de prevenção e combate a incêndios para 2005 ontem anunciado pelo Governo. "Estranhamente, uma vez que o combate aos fogos é feito por bombeiros de que o Governo não é proprietário", vincou aquele dirigente ao "Jornal de Notícias", assegurando que a sua organização também não foi ouvida para a elaboração do plano.
Ainda se ouvissem os sindicatos de pescadores e os armadores de pescas...
Liga de Bombeiros estranha não ter sido ouvida
Duarte Caldeira
Contrariamente ao habitual, segundo o seu presidente, Duarte Caldeira, a Liga dos Bombeiros Portugueses não foi informada previamente sobre o conteúdo do plano de prevenção e combate a incêndios para 2005 ontem anunciado pelo Governo. "Estranhamente, uma vez que o combate aos fogos é feito por bombeiros de que o Governo não é proprietário", vincou aquele dirigente ao "Jornal de Notícias", assegurando que a sua organização também não foi ouvida para a elaboração do plano.
Ainda se ouvissem os sindicatos de pescadores e os armadores de pescas...
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Uma política irresponsável na Tribulandia
JN
Reformas antecipadas continuam a aumentar
"O número de trabalhadores que decidiu abandonar precocemente o mercado de trabalho continua a aumentar em Portugal. Os dados mais recentes da Segurança Social mostram que, em Novembro, havia cerca de 83 mil pensionistas com a reforma antecipada, o que representa um crescimento de 16% face a Dezembro do ano anterior e de 33% face a 2002.
De acordo com a edição de ontem do "Jornal de Negócios", o ritmo de crescimento de quem antecipa a sua reforma é muito superior ao do universo geral de pensionistas, que cresceu apenas 2,4%."
Por aqui se vê que o país se encontra numa forte progressão económica. Pode-se dar ao luxo das reformas antecipadas e continuar a crescer a bom ritmo. E também podemos verificar a forte motivação do trabalhador nas empresas onde andava...
Reformas antecipadas continuam a aumentar
"O número de trabalhadores que decidiu abandonar precocemente o mercado de trabalho continua a aumentar em Portugal. Os dados mais recentes da Segurança Social mostram que, em Novembro, havia cerca de 83 mil pensionistas com a reforma antecipada, o que representa um crescimento de 16% face a Dezembro do ano anterior e de 33% face a 2002.
De acordo com a edição de ontem do "Jornal de Negócios", o ritmo de crescimento de quem antecipa a sua reforma é muito superior ao do universo geral de pensionistas, que cresceu apenas 2,4%."
Por aqui se vê que o país se encontra numa forte progressão económica. Pode-se dar ao luxo das reformas antecipadas e continuar a crescer a bom ritmo. E também podemos verificar a forte motivação do trabalhador nas empresas onde andava...
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Exibicionismo a quanto obrigas
JN
REVEILLONS
A noite mais longa do ano para vários gostos e carteiras
Pedro ARMESTRE/afp
Woody Allen, na sua faceta de músico pela primeira vez em Portugal
"Festas e concertos de todo o tipo marcam a noite de amanhã A principal atracção reside na estreia de Woody Allen no nosso país, com um concerto único, no palco do Casino Estoril que já está esgotado"
Ainda gostávamos de saber quantos desses admiradores de Woody Allen viram os seus filmes e gostaram...
REVEILLONS
A noite mais longa do ano para vários gostos e carteiras
Pedro ARMESTRE/afp
Woody Allen, na sua faceta de músico pela primeira vez em Portugal
"Festas e concertos de todo o tipo marcam a noite de amanhã A principal atracção reside na estreia de Woody Allen no nosso país, com um concerto único, no palco do Casino Estoril que já está esgotado"
Ainda gostávamos de saber quantos desses admiradores de Woody Allen viram os seus filmes e gostaram...
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A subida da incompetência ao poder
Público
Com a Carteira Ou com o Coração? (Vistos do Lado do PSD e do PP)
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
O PSD deseja a bipolarização na próxima campanha eleitoral, mas parece não saber como a conseguir e encontra-se com limitações muito significativas para funcionar como um pólo de atracção activo para o eleitorado. Pelo contrário, parece estar mais a ser um pólo de rejeição do que de atracção. As limitações do acordo com o PP têm um papel na dificuldade de bipolarizar, impossível de fazer sem pretender sugar todos os votos anti-PS, o mesmo terreno em que o PP vai actuar.
(...)O partido está debilitado, entregue a dirigentes de secção promovidos a presidentes de distritais, que, desde que entraram na JSD, têm carreiras de profissionais políticos. Pensam que exagero? Publiquem e analisem os currículos, retirem-lhes os cargos públicos de nomeação governamental, ou de acesso por listas em lugares electivos e secundários - vereadores, membros de assembleias municipais, deputados do meio da lista - e vejam o que sobra de "vida" profissional. Estas pessoas nas direcções partidárias fazem aquilo que sempre souberam fazer: preservar o seu "espaço", que é também o seu emprego, para o que aliás não precisam necessariamente de "ganhar", basta-lhes permanecer numa quota razoável de poder e de cargos, que o estatuto de um partido nacional como o PSD tem garantidamente.
A tendência é para cada vez mais o partido ficar dependente da liderança e do pequeno grupo de estrita confiança que a apoia. Este é um dos problemas mais graves de partidos como o PSD e o PS, onde o caminho para a desertificação é idêntico.
Concordamos inteiramente. Por isso estamos cheios de medíocres profissionais e excelentes ocupantes de "tachos".
Com a Carteira Ou com o Coração? (Vistos do Lado do PSD e do PP)
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
O PSD deseja a bipolarização na próxima campanha eleitoral, mas parece não saber como a conseguir e encontra-se com limitações muito significativas para funcionar como um pólo de atracção activo para o eleitorado. Pelo contrário, parece estar mais a ser um pólo de rejeição do que de atracção. As limitações do acordo com o PP têm um papel na dificuldade de bipolarizar, impossível de fazer sem pretender sugar todos os votos anti-PS, o mesmo terreno em que o PP vai actuar.
(...)O partido está debilitado, entregue a dirigentes de secção promovidos a presidentes de distritais, que, desde que entraram na JSD, têm carreiras de profissionais políticos. Pensam que exagero? Publiquem e analisem os currículos, retirem-lhes os cargos públicos de nomeação governamental, ou de acesso por listas em lugares electivos e secundários - vereadores, membros de assembleias municipais, deputados do meio da lista - e vejam o que sobra de "vida" profissional. Estas pessoas nas direcções partidárias fazem aquilo que sempre souberam fazer: preservar o seu "espaço", que é também o seu emprego, para o que aliás não precisam necessariamente de "ganhar", basta-lhes permanecer numa quota razoável de poder e de cargos, que o estatuto de um partido nacional como o PSD tem garantidamente.
A tendência é para cada vez mais o partido ficar dependente da liderança e do pequeno grupo de estrita confiança que a apoia. Este é um dos problemas mais graves de partidos como o PSD e o PS, onde o caminho para a desertificação é idêntico.
Concordamos inteiramente. Por isso estamos cheios de medíocres profissionais e excelentes ocupantes de "tachos".
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As estratégias da Tribulandia
Público
Língua Portuguesa: à Procura do Futuro
Por CARLOS REIS
Os termos em que a língua portuguesa foi repensada, num colóquio muito participado que recentemente teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, mostram que este é um tema mobilizador, premente do ponto de vista político e motivador de abordagens diversificadas.
(...)
Do lado de Portugal, digamo-lo com desassombro, não está claramente estabelecida uma estratégia articulada de difusão da língua (e da cultura, é bom acrescentar), estratégia que devia ser um desígnio nacional, substituindo acções desgarradas, ao sabor das mutações partidárias e da rotação dos seus protagonistas.
Esperemos que os chineses se interessem pelo tema.
Língua Portuguesa: à Procura do Futuro
Por CARLOS REIS
Os termos em que a língua portuguesa foi repensada, num colóquio muito participado que recentemente teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, mostram que este é um tema mobilizador, premente do ponto de vista político e motivador de abordagens diversificadas.
(...)
Do lado de Portugal, digamo-lo com desassombro, não está claramente estabelecida uma estratégia articulada de difusão da língua (e da cultura, é bom acrescentar), estratégia que devia ser um desígnio nacional, substituindo acções desgarradas, ao sabor das mutações partidárias e da rotação dos seus protagonistas.
Esperemos que os chineses se interessem pelo tema.
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Prognósticos na Tribulandia
Público
Um Plano para 2005
Por LUÍS COSTA
Acabado mais um ano civil e com o "revéillon" à porta, é tempo de balanços do que passou e de previsões do que está para vir.
Quanto aos prognósticos, manda o bom senso que as artes divinatórias sejam confiadas a quem sabe do assunto - à taróloga Maya, por exemplo, ou ao cartomante Luís Delgado, que são profissionais do ramo -, pois até o Presidente da República se enganou redondamente quando afiançou que o Governo não padecia de nenhuma predisposição para ser dissolvido. Isto para não falar no desejo premonitório expresso por Santana Lopes - "Quero um país que vá subindo no seu astral" -, sem que o próprio suspeitasse que a súbita ascensão celeste do estado de espírito colectivo iria fazer-se, escassos dias depois de proferida a emblemática frase, à custa da sua própria queda.
Qualquer um dos astrólogos é bom para traçar o nosso futuro...o buraco.
Um Plano para 2005
Por LUÍS COSTA
Acabado mais um ano civil e com o "revéillon" à porta, é tempo de balanços do que passou e de previsões do que está para vir.
Quanto aos prognósticos, manda o bom senso que as artes divinatórias sejam confiadas a quem sabe do assunto - à taróloga Maya, por exemplo, ou ao cartomante Luís Delgado, que são profissionais do ramo -, pois até o Presidente da República se enganou redondamente quando afiançou que o Governo não padecia de nenhuma predisposição para ser dissolvido. Isto para não falar no desejo premonitório expresso por Santana Lopes - "Quero um país que vá subindo no seu astral" -, sem que o próprio suspeitasse que a súbita ascensão celeste do estado de espírito colectivo iria fazer-se, escassos dias depois de proferida a emblemática frase, à custa da sua própria queda.
Qualquer um dos astrólogos é bom para traçar o nosso futuro...o buraco.
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Os poderes limitados ao mínmo indispensável
Público
O Poder do Presidente
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
"O ano de 2005 vai ser marcado por duas eleições: as legislativas de Fevereiro e a preparação das Presidenciais de Janeiro de 2006. Tal calendário talvez ajude a clarificar algo que os últimos 20 anos têm deixado nebuloso: quais são ou devem ser os poderes do Presidente da República.
A imagem criada na opinião pública é que Mário Soares foi um Presidente activo, interventivo, incómodo e que levou ao limite o exercício da função presidencial, em contraste com um Jorge Sampaio apagado por circunstâncias diferentes, maneira de ser e convicção.
(...)
No essencial ambos exerceram o poder de acordo com uma doutrina que não fugiu muito da ideia da "magistratura de influência", algures entre a vigilância mínima dos actos do Governo, o papel simpático de "ouvidor" das queixas da Nação e os "recados" enviados aqui e além, procurando assim condicionar o rumo da governação.
Dado que não temos o cargo de provedor das lamentações... resta-nos um monarca eleito.
O Poder do Presidente
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
"O ano de 2005 vai ser marcado por duas eleições: as legislativas de Fevereiro e a preparação das Presidenciais de Janeiro de 2006. Tal calendário talvez ajude a clarificar algo que os últimos 20 anos têm deixado nebuloso: quais são ou devem ser os poderes do Presidente da República.
A imagem criada na opinião pública é que Mário Soares foi um Presidente activo, interventivo, incómodo e que levou ao limite o exercício da função presidencial, em contraste com um Jorge Sampaio apagado por circunstâncias diferentes, maneira de ser e convicção.
(...)
No essencial ambos exerceram o poder de acordo com uma doutrina que não fugiu muito da ideia da "magistratura de influência", algures entre a vigilância mínima dos actos do Governo, o papel simpático de "ouvidor" das queixas da Nação e os "recados" enviados aqui e além, procurando assim condicionar o rumo da governação.
Dado que não temos o cargo de provedor das lamentações... resta-nos um monarca eleito.
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
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As feiras como elemento educativo de líderes políticos
JN
Menezes pode voltar a Gaia mas vai às feiras de Braga
psd Escolhido para encabeçar lista por Braga, o presidente da Câmara de Gaia não sabe o que vai fazer depois das eleiçõesPara já, suspende o mandato e fala contra o Porto "omnipoderoso"
"Apesar de a escolha ter merecido o apoio unânime de todas as estruturas locais, Luís Filipe Menezes, designado cabeça de lista do PSD pelo círculo de Braga, não se compromete a assumir o lugar de deputado. Tudo depende do quadro político que se seguir às legislativas"
Era uma perda nacional se ele não fosse às feiras de Braga. Sempre pode aprender alguma coisa com os feirantes...
Menezes pode voltar a Gaia mas vai às feiras de Braga
psd Escolhido para encabeçar lista por Braga, o presidente da Câmara de Gaia não sabe o que vai fazer depois das eleiçõesPara já, suspende o mandato e fala contra o Porto "omnipoderoso"
"Apesar de a escolha ter merecido o apoio unânime de todas as estruturas locais, Luís Filipe Menezes, designado cabeça de lista do PSD pelo círculo de Braga, não se compromete a assumir o lugar de deputado. Tudo depende do quadro político que se seguir às legislativas"
Era uma perda nacional se ele não fosse às feiras de Braga. Sempre pode aprender alguma coisa com os feirantes...
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
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Novo sistema de alertas na Tribulandia
O sistema de alertas da Tribulandia para maremotos e sismos chama-se "Adivinhar". Experências conduzidas, ultimamente, revelaram resultados surpreendentes. A monotorização destes fenómdenos naturais está a cargo de uma equipa de astrólogos chefiada pelo professor Mambo, tendo como acessores representantes dos maiores partidos da Tribulandia. Experiências realizadas demonstraram que os estádios dos principais clubes estão a salvo destas catástrofes. Outras situações que possam acontecer terão desde já discursos de lamentação preparados.
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
Meios escassos para tanto e abnegado trabalho
As centrais telefónicas das embaixadas da Tribulandia são tão pequenas que só servem para marcar viagens, almoços e jantares oficiais.
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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Os comentadores da Tribulandia
Muitos dos comentadores televisivos da Tribulandia são muito parecidos com os antigos piratas das Caraíbas. Normalmente, usam uma pala num olho.
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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As ameaças ao poder instalado
Público
O País "Retalhado"
"Mesmo que defenda a sua reforma para travar dissidências internas em torno da regionalização, Miguel Relvas não deve fazer regressar ao debate chavões como os que alertam para putativas ameaças à "unidade nacional""
Unidade nacional de quem?
O País "Retalhado"
"Mesmo que defenda a sua reforma para travar dissidências internas em torno da regionalização, Miguel Relvas não deve fazer regressar ao debate chavões como os que alertam para putativas ameaças à "unidade nacional""
Unidade nacional de quem?
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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Demissões para voltar à origem
Público
Singularidades
Por EDUARDO PRADO COELHOO FIO DO HORIZONTE
Quem pensar que este ex-Governo é um conjunto de tecnocratas rodeado de fanáticos mediáticos engana-se. Trata-se de gente culta, sensível, a que não falta sentido poético nem profundidade metafísica. A prova foi dada por Luís Nobre Guedes. A sua grande originalidade está em ter anunciado que se iria demitir de um Governo que já se tinha demitido.
(...)
Nobre Guedes trouxe para o Governo um tempo dentro do tempo. Afinal esta maioria vive de paradoxos e contradições. Vítor Martins demite-se de presidente da Caixa Geral de Depósitos para poder voltar a ser presidente do cargo de que se demitiu. E Teresa Caeiro cancela os subsídios de teatro que no dia seguinte vai homologar. A poesia está na rua.
O que nos vale é a poesia e o sonho num tempo de palhaçadas.
Singularidades
Por EDUARDO PRADO COELHOO FIO DO HORIZONTE
Quem pensar que este ex-Governo é um conjunto de tecnocratas rodeado de fanáticos mediáticos engana-se. Trata-se de gente culta, sensível, a que não falta sentido poético nem profundidade metafísica. A prova foi dada por Luís Nobre Guedes. A sua grande originalidade está em ter anunciado que se iria demitir de um Governo que já se tinha demitido.
(...)
Nobre Guedes trouxe para o Governo um tempo dentro do tempo. Afinal esta maioria vive de paradoxos e contradições. Vítor Martins demite-se de presidente da Caixa Geral de Depósitos para poder voltar a ser presidente do cargo de que se demitiu. E Teresa Caeiro cancela os subsídios de teatro que no dia seguinte vai homologar. A poesia está na rua.
O que nos vale é a poesia e o sonho num tempo de palhaçadas.
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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Os famosos também caem da cama
Liza Minelli cai da cama aos 58 anos e é internada em Nova Iorque
Onde se prova que a cama também é um lugar perigoso.
Onde se prova que a cama também é um lugar perigoso.
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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A capacidade de improvisação da Tribulandia
Público
Portugal Tem Falta de Capacidade de Resposta em Caso de Terramoto
Por ANA MACHADO
(...)
"Mesmo em Portugal, o conhecimento dos riscos é reduzido. "A inexistência de planos de emergência e estudos sobre as consequências de um sismo de grande intensidade em Portugal" foi ontem denunciada pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. "Apesar de existir algum trabalho (muito pouco) efectuado sobre as consequências e formas de socorro em caso de sismo, os bombeiros portugueses - principalmente os sedeados em zonas de maior risco - continuam a ignorar como devem actuar, devido à inexistência de planos de emergência que indiquem a forma e as zonas onde devem actuar e a articulação que têm de ter com as corporações dos concelhos contíguos e com as forças de segurança.""
Mesmo para coisas mais previsíveis nunca existiram planos quanto mais para sismos. Na altura logo se verá e se houver desgraças não faltarão discursos caridosos na televisão e comentadores avalizados de desgraças.
Portugal Tem Falta de Capacidade de Resposta em Caso de Terramoto
Por ANA MACHADO
(...)
"Mesmo em Portugal, o conhecimento dos riscos é reduzido. "A inexistência de planos de emergência e estudos sobre as consequências de um sismo de grande intensidade em Portugal" foi ontem denunciada pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. "Apesar de existir algum trabalho (muito pouco) efectuado sobre as consequências e formas de socorro em caso de sismo, os bombeiros portugueses - principalmente os sedeados em zonas de maior risco - continuam a ignorar como devem actuar, devido à inexistência de planos de emergência que indiquem a forma e as zonas onde devem actuar e a articulação que têm de ter com as corporações dos concelhos contíguos e com as forças de segurança.""
Mesmo para coisas mais previsíveis nunca existiram planos quanto mais para sismos. Na altura logo se verá e se houver desgraças não faltarão discursos caridosos na televisão e comentadores avalizados de desgraças.
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Notícias importantes da Tribulandia
JN
BMW recolhe modelos série 5 e 7
"A Bayerische Motoren Werke (BMW) anunciou, ontem, a recolha de automóveis dos modelos série 5 e série 7 devido a um defeito que provoca um sobreaquecimento excessivo nos encostos dos bancos. A medida vai afectar apenas quatro carros em Portugal."
Sem comentários...
BMW recolhe modelos série 5 e 7
"A Bayerische Motoren Werke (BMW) anunciou, ontem, a recolha de automóveis dos modelos série 5 e série 7 devido a um defeito que provoca um sobreaquecimento excessivo nos encostos dos bancos. A medida vai afectar apenas quatro carros em Portugal."
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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No país de "O povo é sereno"
JN
Participação disciplinar contra defensor da Casa Pia
"O advogado das vítimas da Casa Pia, António Pinto Pereira, vai ser alvo de uma participação disciplinar dirigida à Ordem dos Advogados, na sequência do valor atribuído por si às declarações de Carlos Silvino, que de novo implicam Paulo Pedroso. O jurista é ainda acusado de descredibilizar a justiça, tendo em conta as decisões judiciais anteriores que se decidiram pela não pronúncia do deputado socialista."
Mais uma tentativa de credibilizar a justiça...
Participação disciplinar contra defensor da Casa Pia
"O advogado das vítimas da Casa Pia, António Pinto Pereira, vai ser alvo de uma participação disciplinar dirigida à Ordem dos Advogados, na sequência do valor atribuído por si às declarações de Carlos Silvino, que de novo implicam Paulo Pedroso. O jurista é ainda acusado de descredibilizar a justiça, tendo em conta as decisões judiciais anteriores que se decidiram pela não pronúncia do deputado socialista."
Mais uma tentativa de credibilizar a justiça...
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Pedro
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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Um balanço abrangente da Tribulandia em 2004
JN
Quercus faz um balanço "muito mau" do ano 2004
Nuno Marques
"O ano de 2004 foi "muito mau para o ambiente" considera a associação ecologista Quercus que, ontem, apresentou o balanço do sector num período em que a política seguida teve "muitos princípios, mas poucos meios e fins". Os responsáveis da Quercus lembram que ao longo destes 12 meses, o Ambiente conheceu três ministros (Amílcar Theias, Arlindo Cunha e Luís Nobre Guedes), cada um deles com ideias distintas. Resultado "Atrasos na resolução de vários problemas ambientais graves" e o "enfraquecimento" do próprio ministério."
Aliás como quase todos os sectores, mesmo sem mudança de ministros. Será altura de começar a pensar em privatizar alguns ministérios?
Quercus faz um balanço "muito mau" do ano 2004
Nuno Marques
"O ano de 2004 foi "muito mau para o ambiente" considera a associação ecologista Quercus que, ontem, apresentou o balanço do sector num período em que a política seguida teve "muitos princípios, mas poucos meios e fins". Os responsáveis da Quercus lembram que ao longo destes 12 meses, o Ambiente conheceu três ministros (Amílcar Theias, Arlindo Cunha e Luís Nobre Guedes), cada um deles com ideias distintas. Resultado "Atrasos na resolução de vários problemas ambientais graves" e o "enfraquecimento" do próprio ministério."
Aliás como quase todos os sectores, mesmo sem mudança de ministros. Será altura de começar a pensar em privatizar alguns ministérios?
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
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A política na Tribulandia
JN
Matilde Sousa Franco é primeira por Coimbra
Ps Manuel Pinho encabeça lista de Aveiro, Vitorino de Setúbal e Viana fica com Luís Amado Cravinho e Lacão são únicos apoiantes de Alegre a bisar.
"Matilde Sousa Franco vai ser a cabeça de lista do PS por Coimbra e Manuel Pinho por Aveiro, Luís Braga da Cruz é a escolha para o Porto e Aníbal Araújo lidera o círculo do resto do mundo. São os quatro independentes escolhidos para encabeçar os candidatos a deputados nas legislativas de 20 de Fevereiro."
Quanto não vale começar a ser mediático na Tribulandia. Bastou-lhe ser sorridente. E quem disse que não estamos numa nova monarquia?
Matilde Sousa Franco é primeira por Coimbra
Ps Manuel Pinho encabeça lista de Aveiro, Vitorino de Setúbal e Viana fica com Luís Amado Cravinho e Lacão são únicos apoiantes de Alegre a bisar.
"Matilde Sousa Franco vai ser a cabeça de lista do PS por Coimbra e Manuel Pinho por Aveiro, Luís Braga da Cruz é a escolha para o Porto e Aníbal Araújo lidera o círculo do resto do mundo. São os quatro independentes escolhidos para encabeçar os candidatos a deputados nas legislativas de 20 de Fevereiro."
Quanto não vale começar a ser mediático na Tribulandia. Bastou-lhe ser sorridente. E quem disse que não estamos numa nova monarquia?
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Terça-feira, Dezembro 28, 2004
Uma novidade fantástica que é nenhuma novidade
Público
Aprovado Orçamento da Câmara do Porto
"Sem rasgo nem ambição" e de "uma continuidade confrangedora" foi como os deputados da oposição qualificaram ontem o orçamento da Câmara do Porto. A crítica não impediu que o documento, no valor de 236,4 milhões, fosse aprovado com 26 votos a favor (PSD e CDS-PP), 18 contra (PS e BE) e três abstenções (CDU).
A única "nuance" na discussão foi a introduzida pelo próprio Rui Rio. Depois de ter dito que o documento não trazia "novidade nenhuma", o autarca deu ontem a volta ao discurso, considerando que, afinal, "o orçamento tem uma novidade fantástica", que é a sua "coerência absoluta com o do ano anterior". E as apostas mantêm-se: equilíbrio das contas, reabilitação dos bairros sociais, beneficiação das escolas e conclusão do túnel de Ceuta.
Esperemos que tenha sido aprovada uma moção para a continuação da política do buraco e das obras sem fim apontado. Pelos vistos a vivificação do tecido urbano, cultural e económico não anda nas preocupações dos ilustres autarcas. Toca a sacrificar a vida actual e diária do cidadão em nome do equilíbrio podre.
Aprovado Orçamento da Câmara do Porto
"Sem rasgo nem ambição" e de "uma continuidade confrangedora" foi como os deputados da oposição qualificaram ontem o orçamento da Câmara do Porto. A crítica não impediu que o documento, no valor de 236,4 milhões, fosse aprovado com 26 votos a favor (PSD e CDS-PP), 18 contra (PS e BE) e três abstenções (CDU).
A única "nuance" na discussão foi a introduzida pelo próprio Rui Rio. Depois de ter dito que o documento não trazia "novidade nenhuma", o autarca deu ontem a volta ao discurso, considerando que, afinal, "o orçamento tem uma novidade fantástica", que é a sua "coerência absoluta com o do ano anterior". E as apostas mantêm-se: equilíbrio das contas, reabilitação dos bairros sociais, beneficiação das escolas e conclusão do túnel de Ceuta.
Esperemos que tenha sido aprovada uma moção para a continuação da política do buraco e das obras sem fim apontado. Pelos vistos a vivificação do tecido urbano, cultural e económico não anda nas preocupações dos ilustres autarcas. Toca a sacrificar a vida actual e diária do cidadão em nome do equilíbrio podre.
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Terça-feira, Dezembro 28, 2004
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Quando os grandes tubarões se reunem
Público
Líderes Mundiais Discutem Clima, Economia e Comércio em Davos
A reunião anual do Fórum Económico Mundial marcada para o fim de Janeiro vai reunir chefes de Estado de todo o mundo para discutir alterações climáticas, economia global e comércio mundial, foi ontem anunciado no site da organização.
Durante cinco dias, entre 26 e 30 de Janeiro, homens de negócios e representantes do mundo da política e diplomacia vão reunir-se na cidade suíça de Davos, pela trigésima quarta vez, para debaterem o tema "Assumir responsabilidades por escolhas difíceis", de acordo com informação disponibilizada pelo site da organização.
Em discussão vai estar a expansão e os desafios da China, as alterações climáticas, a globalização equitativa, a Europa, a economia global, a governação, o Islão, o Médio Oriente, a pobreza, a liderança dos EUA no mundo, armas de destruição maciça e o comércio mundial.
Depois de tantas reuniões muita parra e pouca uva. Será que continuaremos a ver apenas fotografias de circunstância? E quais serão as prioridades para estas sumidades? A pobreza?
Líderes Mundiais Discutem Clima, Economia e Comércio em Davos
A reunião anual do Fórum Económico Mundial marcada para o fim de Janeiro vai reunir chefes de Estado de todo o mundo para discutir alterações climáticas, economia global e comércio mundial, foi ontem anunciado no site da organização.
Durante cinco dias, entre 26 e 30 de Janeiro, homens de negócios e representantes do mundo da política e diplomacia vão reunir-se na cidade suíça de Davos, pela trigésima quarta vez, para debaterem o tema "Assumir responsabilidades por escolhas difíceis", de acordo com informação disponibilizada pelo site da organização.
Em discussão vai estar a expansão e os desafios da China, as alterações climáticas, a globalização equitativa, a Europa, a economia global, a governação, o Islão, o Médio Oriente, a pobreza, a liderança dos EUA no mundo, armas de destruição maciça e o comércio mundial.
Depois de tantas reuniões muita parra e pouca uva. Será que continuaremos a ver apenas fotografias de circunstância? E quais serão as prioridades para estas sumidades? A pobreza?
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Terça-feira, Dezembro 28, 2004
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A linguiagem da verdade na Tribulandia
Público
2005
Por TERESA DE SOUSA
"Normalmente, as sociedades só tomam decisões difíceis em momentos de crise profunda. A Europa a que pertencemos está cheia de exemplos, mais ou menos bem sucedidos, de reformas corajosas e impopulares, algumas das quais já estão a dar os seus frutos. Haverá em Portugal a percepção suficiente da gravidade da crise e da urgência e da dificuldade das soluções? É difícil de saber. Mas se houver, então serão penalizados, de uma forma ou de outra, os partidos que se recusarem a falar verdade."
Isto ainda não bateu no fundo. E se esperarmos pelos partidos usarem uma linguagem e acção de verdade, bem que podemos esperar sentados. Não são os mesmos que andam por lá há décadas?
2005
Por TERESA DE SOUSA
"Normalmente, as sociedades só tomam decisões difíceis em momentos de crise profunda. A Europa a que pertencemos está cheia de exemplos, mais ou menos bem sucedidos, de reformas corajosas e impopulares, algumas das quais já estão a dar os seus frutos. Haverá em Portugal a percepção suficiente da gravidade da crise e da urgência e da dificuldade das soluções? É difícil de saber. Mas se houver, então serão penalizados, de uma forma ou de outra, os partidos que se recusarem a falar verdade."
Isto ainda não bateu no fundo. E se esperarmos pelos partidos usarem uma linguagem e acção de verdade, bem que podemos esperar sentados. Não são os mesmos que andam por lá há décadas?
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Modelos de segurança pública para a Tribulandia
Segundo lemos no "Le Monde" a polícia sul-africana é protegida or guardas privados que se encarregam da protecção dos comissariados de polícia. Até o seu quartel-general é protegido por privados. Num país onde se atingem recordes de criminalidade (cerca de 20000 assassinatos e 30000 tentativas de assassinato) existem 4500000 agentes de companhias privadas contra apenas 130000 polícias. Certamente, não demorará muito que na Tribulandia alguém defenda um modelo parecido.
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
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Os famosos planos de recuperação da Tribulandia
"Governo cedeu a pressões fortíssimas da opinião pública"
Augusto Mateus diz que consolidação orçamental implica um esforço continuado por seis anos. E está solidário com as decisões de Jorge Sampaio sobre o Governo. O antigo ministro do PS fala sobre a situação e os desafios da economia portuguesa
Lucília Tiago
(...)
""Plano Mateus" mostrou que vale a pena cumprir"
Se a conjuntura fosse a mesma, Augusto Mateus voltaria hoje a fazer um "Plano Mateus", ou seja, um plano de recuperação de empresas em situação difícil e de regularização de dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Porque, acima de tudo, era necessário acabar com a indisciplina fiscal e consequente concorrência desleal que se verificava em muitas situações. Apesar das críticas de que foi alvo, Augusto Mateus considera que o plano teve várias virtudes, nomeadamente acabar com a faceta do Estado usurário e até de mostrar às pessoas e às empresas de que vale a pena ser cumpridor. Ou seja, foi feito para criar uma outra cultura e mostrar que "quem paga impostos não é parvo. Porque numa democracia, as formas de oportunismo mais cedo ou mais tarde são derrotadas".
Ainda gostaríamos de saber quais foram os resultados alcançados com este plano (aliás como muitos outros). Montes de legislação, burocracia quanto baste e um arrastar de situações que, normalmente, conduzem à falência final. Se os oportunistmos mais tarde ou mais cedo são derrotados, isso demora mais de trinta anos, seguramente.
Augusto Mateus diz que consolidação orçamental implica um esforço continuado por seis anos. E está solidário com as decisões de Jorge Sampaio sobre o Governo. O antigo ministro do PS fala sobre a situação e os desafios da economia portuguesa
Lucília Tiago
(...)
""Plano Mateus" mostrou que vale a pena cumprir"
Se a conjuntura fosse a mesma, Augusto Mateus voltaria hoje a fazer um "Plano Mateus", ou seja, um plano de recuperação de empresas em situação difícil e de regularização de dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Porque, acima de tudo, era necessário acabar com a indisciplina fiscal e consequente concorrência desleal que se verificava em muitas situações. Apesar das críticas de que foi alvo, Augusto Mateus considera que o plano teve várias virtudes, nomeadamente acabar com a faceta do Estado usurário e até de mostrar às pessoas e às empresas de que vale a pena ser cumpridor. Ou seja, foi feito para criar uma outra cultura e mostrar que "quem paga impostos não é parvo. Porque numa democracia, as formas de oportunismo mais cedo ou mais tarde são derrotadas".
Ainda gostaríamos de saber quais foram os resultados alcançados com este plano (aliás como muitos outros). Montes de legislação, burocracia quanto baste e um arrastar de situações que, normalmente, conduzem à falência final. Se os oportunistmos mais tarde ou mais cedo são derrotados, isso demora mais de trinta anos, seguramente.
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
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Olhares cor de rosa sobre a Tribulandia
Público
Ponto de Situação
Por LUÍS SALGADO DE MATOS
"Os próximos tempos serão dominados pelo pessimismo nacional. A campanha eleitoral para as legislativas talvez produza os habituais números voluntaristas mas voltaremos à depressão mal saiam os números do Eurostat. É bom aproveitarmos o fim do ano para fazermos um ponto da situação realista e evitarmos quer excesso de optimismo quer - o que nos vai mais a carácter - excessos de pessimismo.
Qualquer ponto de situação tem três elementos: onde chegámos? Para onde vamos? A que velocidade vamos? Tentemos responder a cada uma destas perguntas. Responderemos sobretudo na óptica económica, a que mais interessa aos portugueses como grupo político. Não encararemos o aspecto espiritual nem o da segurança."
Excessos de pessimismo? A caminhar neste caminho de desagregação social vamos longe. Claro que o pequeno grupo que vive à custa de habilidades e de crédito deve estar a pensar divertir-se na passagem de ano.
Ponto de Situação
Por LUÍS SALGADO DE MATOS
"Os próximos tempos serão dominados pelo pessimismo nacional. A campanha eleitoral para as legislativas talvez produza os habituais números voluntaristas mas voltaremos à depressão mal saiam os números do Eurostat. É bom aproveitarmos o fim do ano para fazermos um ponto da situação realista e evitarmos quer excesso de optimismo quer - o que nos vai mais a carácter - excessos de pessimismo.
Qualquer ponto de situação tem três elementos: onde chegámos? Para onde vamos? A que velocidade vamos? Tentemos responder a cada uma destas perguntas. Responderemos sobretudo na óptica económica, a que mais interessa aos portugueses como grupo político. Não encararemos o aspecto espiritual nem o da segurança."
Excessos de pessimismo? A caminhar neste caminho de desagregação social vamos longe. Claro que o pequeno grupo que vive à custa de habilidades e de crédito deve estar a pensar divertir-se na passagem de ano.
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
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A estratégia de ficar a dever sempre ne Tribulandia
Público
"Liga e FPF não têm que assumir nada"
Totonegócio: Liga e FPF reúnem-se hoje para preparar a resposta a Bagão Félix
"A Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol reúnem-se ao início da tarde de hoje na sede desta, em Lisboa, para decidir qual o passo a dar na resolução do famoso acordo "totonegócio". Do encontro, meramente técnico, poderão sair algumas estratégias bem como a decisão de avançar com um processo-crime por difamação contra o ministro das Finanças."
E porque é que teriam que assumir agora? Quem quer divertimento que o pague. Olha com quem ele se foi meter...
"Liga e FPF não têm que assumir nada"
Totonegócio: Liga e FPF reúnem-se hoje para preparar a resposta a Bagão Félix
"A Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol reúnem-se ao início da tarde de hoje na sede desta, em Lisboa, para decidir qual o passo a dar na resolução do famoso acordo "totonegócio". Do encontro, meramente técnico, poderão sair algumas estratégias bem como a decisão de avançar com um processo-crime por difamação contra o ministro das Finanças."
E porque é que teriam que assumir agora? Quem quer divertimento que o pague. Olha com quem ele se foi meter...
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Domingo, Dezembro 26, 2004
Os amigos dos espíritas
Público
A "Coração da Cidade", instituição de auxílio a pessoas necessitadas sediada na cidade do Porto, voltou, este Natal, a organizar uma das mais mediáticas consoadas, tendo por ali passado, ontem e anteontem, cerca de 700 pessoas carenciadas. Carne assada com batatas, arroz e esparregado compunham a ementa do jantar solidário de ontem, depois de, anteontem, a ceia ter contado com o tradicional bacalhau e com a já habitual presença de alguns "amigos" da associação: o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o governador civil do Porto, Manuel Moreira, o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, e os presidentes das câmaras municipais de Gaia e de Matosinhos, Luís Filipe Menezes e Narciso Miranda, respectivamente.
(...)
A Comissão de Pais do vizinho Infantário Pom Pom é que continua a não ver com bons olhos as actividades do "Coração da Cidade". Ainda anteontem, em comunicado enviado às redacções, os encarregados de educação criticaram a presença de Marco António Costa e de Manuel Moreira na ceia ali promovida, estranhando igualmente o repetido apoio público e os donativos concedidos pelo governador civil a esta "instituição espírita". O documento lança uma série de suspeitas sobre as actividades da associação, que, alegadamente, gera situações de "insegurança e insalubridade" na zona, terminando por considerar que os fundos por ela recolhidos poderiam valer aos mais necessitados "um pouco mais de conforto do que desta forma acontece".
Só lá faltou o Rui Moreira para abrilhantar a associação...
A "Coração da Cidade", instituição de auxílio a pessoas necessitadas sediada na cidade do Porto, voltou, este Natal, a organizar uma das mais mediáticas consoadas, tendo por ali passado, ontem e anteontem, cerca de 700 pessoas carenciadas. Carne assada com batatas, arroz e esparregado compunham a ementa do jantar solidário de ontem, depois de, anteontem, a ceia ter contado com o tradicional bacalhau e com a já habitual presença de alguns "amigos" da associação: o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o governador civil do Porto, Manuel Moreira, o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, e os presidentes das câmaras municipais de Gaia e de Matosinhos, Luís Filipe Menezes e Narciso Miranda, respectivamente.
(...)
A Comissão de Pais do vizinho Infantário Pom Pom é que continua a não ver com bons olhos as actividades do "Coração da Cidade". Ainda anteontem, em comunicado enviado às redacções, os encarregados de educação criticaram a presença de Marco António Costa e de Manuel Moreira na ceia ali promovida, estranhando igualmente o repetido apoio público e os donativos concedidos pelo governador civil a esta "instituição espírita". O documento lança uma série de suspeitas sobre as actividades da associação, que, alegadamente, gera situações de "insegurança e insalubridade" na zona, terminando por considerar que os fundos por ela recolhidos poderiam valer aos mais necessitados "um pouco mais de conforto do que desta forma acontece".
Só lá faltou o Rui Moreira para abrilhantar a associação...
Os momentos importantes da Tribulandia
JN
Patriarca apela ao voto dos cristãos
"O patriarca de Lisboa apelou aos cristãos, durante a homilia da noite de Natal, a procurarem caminhos para Portugal e exercerem as suas responsabilidades democráticas, numa aparente alusão às eleições legislativas antecipadas. Falando na Sé Patriarcal de Lisboa, D. José Policarpo sublinhou que neste Natal o país vive um momento particularmente importante."
Será que sempre nos vamos candidatar a organizar um campeonato do mundo de futebol? Mais estádios???
Patriarca apela ao voto dos cristãos
"O patriarca de Lisboa apelou aos cristãos, durante a homilia da noite de Natal, a procurarem caminhos para Portugal e exercerem as suas responsabilidades democráticas, numa aparente alusão às eleições legislativas antecipadas. Falando na Sé Patriarcal de Lisboa, D. José Policarpo sublinhou que neste Natal o país vive um momento particularmente importante."
Será que sempre nos vamos candidatar a organizar um campeonato do mundo de futebol? Mais estádios???
Na Tribulandia tudo é possível
JN
Carros da Câmara usados nos abusos
Casa Pia MP quer levar ex-assessor da autarquia de Odivelas a tribunal, entre outros dez arguidos
"O ex-assessor do Município de Odivelas, Pedro Inverno, um dos 11 arguidos do "Processo do Parque" acusado por abuso sexual de crianças e menores, utilizou veículos da autarquia para transportar jovens e neles praticar abusos, segundo o Ministério Público.
A acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso, refere que o arguido, frequentador do Parque Eduardo VII, sujeitava os menores a práticas sexuais na sua residência em Lisboa; num escritório da capital, "cuja exacta localização não se logrou determinar"; e "no interior dos automóveis que habitualmente conduzia", quer os seus veículos particulares, quer os da Câmara de Odivelas."
Ora aí está um bom exemplo de gestão autárquica. Deve ser bom o controlo de utilização dos veículos públicos, pagos pelos cidadãos.
Carros da Câmara usados nos abusos
Casa Pia MP quer levar ex-assessor da autarquia de Odivelas a tribunal, entre outros dez arguidos
"O ex-assessor do Município de Odivelas, Pedro Inverno, um dos 11 arguidos do "Processo do Parque" acusado por abuso sexual de crianças e menores, utilizou veículos da autarquia para transportar jovens e neles praticar abusos, segundo o Ministério Público.
A acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso, refere que o arguido, frequentador do Parque Eduardo VII, sujeitava os menores a práticas sexuais na sua residência em Lisboa; num escritório da capital, "cuja exacta localização não se logrou determinar"; e "no interior dos automóveis que habitualmente conduzia", quer os seus veículos particulares, quer os da Câmara de Odivelas."
Ora aí está um bom exemplo de gestão autárquica. Deve ser bom o controlo de utilização dos veículos públicos, pagos pelos cidadãos.
Contrastes da Tribulandia
Público
Algarve, Alentejo e Porto com Mais Gente a Viver em Barracas
As regiões do Algarve, Alentejo e Porto tinham em 2001 mais gente a viver nos
chamados "alojamentos não clássicos" (barracas, casas rudimentares de madeira, caravanas e barcos, celeiros e garagens, por exemplo) do que dez anos antes.
Público
Pinto da Costa Admite Apoiar Candidatura Independente
Por NUNO CORVACHO
(...)
Agora, foi a vez de Pinto da Costa lhe dar uma palavra de incentivo, ao exortá-lo a que "continue a lutar pelo Porto e a prosseguir o seu trabalho fantástico". "Quanto maior for o Porto, maior será Portugal!", bradou, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, o presidente dos "dragões". Mais tarde, Pinto da Costa viria a considerar que uma eventual candidatura de Rui Moreira seria "uma forma de servir a cidade".
Pelo que se tem visto nos últimos anos o desenvolvimento da cidade e da região é inversamente proporcional aos resultados do futebol. Talvez seja por isso que o país está a andar para trás. E basta olhar para os diferenciais de rendimento entre as regiões do Porto e de Lisboa.
Algarve, Alentejo e Porto com Mais Gente a Viver em Barracas
As regiões do Algarve, Alentejo e Porto tinham em 2001 mais gente a viver nos
chamados "alojamentos não clássicos" (barracas, casas rudimentares de madeira, caravanas e barcos, celeiros e garagens, por exemplo) do que dez anos antes.
Público
Pinto da Costa Admite Apoiar Candidatura Independente
Por NUNO CORVACHO
(...)
Agora, foi a vez de Pinto da Costa lhe dar uma palavra de incentivo, ao exortá-lo a que "continue a lutar pelo Porto e a prosseguir o seu trabalho fantástico". "Quanto maior for o Porto, maior será Portugal!", bradou, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, o presidente dos "dragões". Mais tarde, Pinto da Costa viria a considerar que uma eventual candidatura de Rui Moreira seria "uma forma de servir a cidade".
Pelo que se tem visto nos últimos anos o desenvolvimento da cidade e da região é inversamente proporcional aos resultados do futebol. Talvez seja por isso que o país está a andar para trás. E basta olhar para os diferenciais de rendimento entre as regiões do Porto e de Lisboa.
Um espírito que dura poucos dias na Tribulandia
Depois do frenesi das compras, o silêncio nas ruas começou a sentir-se pouco antes da ceia de Natal. Paz e alegria em muito lugar, sorrisos esquecidos que voltaram a aquecer o ambiente e o coração das pessoas.Uns prendas de moda e de tecnologia, outros peúgas e pijamas. Outros, ainda, com maior sensibilidade, uma prenda auto-confeccionada.Uma dedicatória aqui e ali, cheia de emoção.Altura para alguns se lembrarem dos pobrezinhos e menos bafejados por uma sociedade injusta. O nosso primeiro lá veio com a lengalenga do costume, sem nada de novo. Depois virá o presidente, cada um no calor das lareiras e salas que pagamos toda a vida para eles lá estarem sentados.Palavras leva-as o vento e eles bem conhecem o ditado. Aliás fica bem fazer de caridoso. Ás vezes, lembramo-nos que se não houvesse tanta miséria material e moral em que consistiriam os discursos? Talvez estes não estivessem lá sentados. Talvez não precisássemos de líderes cegos e incompetentes. Talvez eles tivessem que trabalhar honestamente para ganhar o pão de cada dia. Cobertos com a capa diáfana das telenovelas, quintas e futebóis lá vão enganando o povo com falsas emoções. O que lhes vale é a ignorância do povo que eles procuram manter a todo o custo. Uma espécie de uma nova escravatura podre e bem longe dos princípios que o Salvador veio trazer à terra. Assim, o Natal fica no coração de poucos e dura poucos dias. Amanhã virão a esperteza saloia do politicamente correcto e as baboseiras do costume.
Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
Um Santo Natal para todos os que por aqui passam
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Pedro
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Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
A moderna arca de Noé da Tribulandia
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Pedro
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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
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Uns aproveitam e os outros esquecem
Diário Digital
Dias de Natal
Luís Delgado
"Venha o que vier, esta é a semana do Natal, da família, do retemperamento e da redenção de cada um e de todos. Não vale a pena, nesta época, levar a sério e com grande preocupação o que já passou, o que existe e o que vem aí. Seja o que for, será sempre um desafio."
Mas que conversa tão bonita. Uns divertem-se a estragar a vida dos outros durante o ano e os outros têm uma semana para esquecer.
Dias de Natal
Luís Delgado
"Venha o que vier, esta é a semana do Natal, da família, do retemperamento e da redenção de cada um e de todos. Não vale a pena, nesta época, levar a sério e com grande preocupação o que já passou, o que existe e o que vem aí. Seja o que for, será sempre um desafio."
Mas que conversa tão bonita. Uns divertem-se a estragar a vida dos outros durante o ano e os outros têm uma semana para esquecer.
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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
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Quanto mais tens mais gastas na Tribulandia
Público
Descontrolo
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Há muito que era conhecido: desde a aprovação do Orçamento do Estado de 2004 que sabíamos, para cumprir a meta dos três por cento do défice, seria necessário recorrer a receitas extraordinárias. Na altura estimadas em 1,5 mil milhões de euros. Mais: Manuela Ferreira Leite avisara que mesmo assim o OE era difícil de cumprir e havia que ser muito rigoroso do lado da despesa.
O que é que se passou? Passou que chegámos ao fim do ano com necessidade de 2,7 mil milhões de receitas extraordinárias. Mais 1,2 mil milhões. Porquê? Podia ser porque as receitas ficaram aquém do previsto. Não ficaram: a cobrança de impostos correu melhor do que o esperado, o que quer dizer que o Estado teve mais dinheiro para gastar. Mas mesmo com mais dinheiro para gastar, ainda conseguiu gastar mais.
O problema não está pelos vistos só do lado da receita. Está sobretudo no nível da despesa e a continuar assim ainda andaremos de tanga e de telemóvel ao ouvido.
Descontrolo
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Há muito que era conhecido: desde a aprovação do Orçamento do Estado de 2004 que sabíamos, para cumprir a meta dos três por cento do défice, seria necessário recorrer a receitas extraordinárias. Na altura estimadas em 1,5 mil milhões de euros. Mais: Manuela Ferreira Leite avisara que mesmo assim o OE era difícil de cumprir e havia que ser muito rigoroso do lado da despesa.
O que é que se passou? Passou que chegámos ao fim do ano com necessidade de 2,7 mil milhões de receitas extraordinárias. Mais 1,2 mil milhões. Porquê? Podia ser porque as receitas ficaram aquém do previsto. Não ficaram: a cobrança de impostos correu melhor do que o esperado, o que quer dizer que o Estado teve mais dinheiro para gastar. Mas mesmo com mais dinheiro para gastar, ainda conseguiu gastar mais.
O problema não está pelos vistos só do lado da receita. Está sobretudo no nível da despesa e a continuar assim ainda andaremos de tanga e de telemóvel ao ouvido.
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