Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Só cá ficam os parvos ou os que já não podem sair
JN
Portugal deixa fugir 19,5% dos "cérebros"
Um cada cinco portugueses com qualificações superiores (universitárias ou técnicas) vive fora de Portugal, uma "fuga" que coloca o nosso país no topo do ranking europeu da perda de trabalhadores qualificados. E na desconfortável 21ª posição na "fuga de cérebros" entre as nações do mundo com mais de cinco milhões de habitantes. Uma perda que não consegue ser compensada pela entrada no território de cérebros estrangeiros e tende a piorar com os anos.
Para já, os que mandam acham que eles não necessários, bastando olhar para tanta escolha feita. Por outro lado, é mais fácil mandar em imbecis que abanem sempre a cabeça e concordem com os chefes.
Quinta-feira, Outubro 27, 2005
Um União Europeia em crise
Tony Blair tomou a iniciativa da cimeira europeia informal de Hampton Court para que o 25 tenham uma reflexão sobre a crise que atravessa a Europa e sobre as reformas a efectuar face à globalização. Apresdentou seis prioridades: pesquisa científica, política energética, competitividade das universidades, demografia, controlo das migrações e constituição de um fundo de globalização. Nada foi precisado quanto à articulação destas prioridades com a política orçamental. Foi criticado por diversos parlamentares, considerando alguns que ele tem sido um presidente ausente e outros que se limitou a apresentar uma shopping list repetida (de Junho). Parece que a Europa se encontra num impasse quanto à Constituição, ao orçamento e à inspiração.
Falta saber o que o governo português vai defender, tendo em linha se conta a sua cega obediência ao controlo orçamental e à sua capacidade de mexer com as leis laborais. É mais do que evidente que apenas com estes instrumentos não vai poder inverter o rumo da economia em decadência. Sem uma política geral e concertada e a aplicação de fundos em áreas estratégicas fora do betão e dos campeonatos de futebol, para já não falar da corrupção, o país não se aguentará. Esperemos que o fundo de suporte à globalização se concretize e a UE imponha regras para sua aplicação.
Esta "democracia" promoveu incompetentes e imbecis
JN
Competitividade
Sampaio apela à qualificação e modernização
Presidente diz que é "absolutamente indispensável" para atrair investimento estrangeiro
(...)
"A verdade é que, muitas vezes, discutimos mais as consequências do que as causas, o curto prazo do que o longo prazo, trocando o estudo e a reflexão pelo sensacionalismo mediático", sustentou.
E quem tem trocado a competência pelo compadrio? Quem tem elevado a lugares proeminentes e decisivos tanto borra bota? Agora que todos pagamos as consequências da incompetência e do arbítrio é que chamamos por Santa Bárbara.
A dança do Orçamento
O muro das lamentações
DN
Portugueses querem PR mais activo
m. s.
A esmagadora maioria dos portugueses deseja ver em Belém um chefe do Estado mais activo perante o Governo.
Pelos vistos, já estão cheios do muro das lamentações.
O presidente vidente
Sampaio certo de que haverá mais atentados
(...)
Apesar de considerar que o terrorismo não será capaz de "pôr em perigo as democracias ocidentais", alertou para a possibilidade de novos atentados. "Por maiores que sejam os esforços para combater, no terreno, a ameaça terrorista, mais vale não alimentar ilusões temos de contar com a ocorrência de novos atentados nos próximos anos, cuja dimensão não podemos avaliar", disse.
Porque será que ele não prevê o que vai acontecer neste país?
A defesa de uma instituição fundamental - A Justiça
JN
Greve na Justiça entre os 57 e 100 %
(...)
Segundo a Associação Sindical dos Juízes Portugueses, o protesto visa também o actual estado da justiça e a falta de medidas de fundo.
Os juízes criticam a forma como o Governo tem conduzido a política da Justiça, considerando que põe em causa "o estado de Direito e a Independência dos Tribunais".
A paralisação continua quinta-feira com a greve dos juízes e funcionários dos registos e notariado.
A Tribulandia saúda a coragem dos magistrados e dos funcionários de Justiça que resistem às arbitrariedades do Governo.
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
A pandemia das histórias sobre a gripe das aves
O paraíso dos tecnocratas
Segundo a actual orientação governativa, o país só estará equilibrado quando os trabalhadores aceitarem um horário mínimo de 72 horas, fizerem formação durante o perído nocturno, prescindirem da segurança social, aceitarem ser um custo varíável produção e acharem que, quando velhos e sem utilidade produtiva, não têm direito a pensão de reforma.
É sempre a somar
DN
Oxor corre o risco de encerrar
A laboração da Oxor, empresa de plásticos e moldes da Moita, encontra-se paralisada. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a empresa pode querer recorrer ao lay-off (fecho por justa causa), mas a situação já foi denunciada por se suspeitar que não esteja de acordo com a lei. Luís Franco Pinto, chefe de gabinete do governador civil de Leiria, disse à Lusa que a EDP já cortou a electricidade". O sindicato já tinha solicitado ao governo civil que interviesse com urgência, depois de ter alertado para a retirada de equipamentos da fábrica.
Mais um resultado "positivo" da política económica...
A civilização numérica
"Peurs et espoirs de la civilisation numérique, par Eric Le Boucher". Um artigo muito interessante sobre a civilização actual que pode ler aqui
Impostos só para o trabalho
DN
Relatório da competitividade propõe redução do IRC
cátia almeida
Reduzir a taxa de IRC e determinar a evolução salarial em função da produtividade são duas das medidas propostas para aumentar a competitividade de Portugal, apresentadas hoje no relatório anual da competitividade.
O documento - elaborado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa (AIP) e Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) - propõe a adopção de novas estratégias empresariais e faz uma análise da situação do País relativa a vários indicadores.
Podem estar descansados que este governo tudo fará para diminuir o IRC e aumentar o IRS e os impostos indirectos.
Uma solução para a mediocridade
Só falta dinheiro para os que vivem mal
DN
Defesa sem dinheiro para ex-combatentes
Ministro assegura pagamentos nos próximos anos, mas não a longo prazo
susete francisco
O ministro da Defesa, Luís Amado, foi ontem ao Parlamento afirmar que o complemento de pensão aos antigos combatentes deve ser repensado, dado que o Estado não tem dinheiro para suportar os encargos financeiros desta medida.
Seguramente, não vai faltar dinheiro para viagens, jantares de gala, comitivas de convidados, carros de luxo e desperdícios de todo o tipo.
O ataque aos velhos e desprotegidos
DN
Pensionistas vão pagar IRS igual a trabalhadores
eva cabral
Os rendimentos dos pensionistas vão passar a ser tributados com um IRS igual ao dos trabalhadores activos. A medida está expressa no relatório do Orçamento do Estado para 2006, em que se refere que, a médio prazo, se revoga a categoria H de IRS que actualmente abrange os pensionistas. Ou seja, os pensionistas, para além da redução da dedução específica, vão perder, no futuro, as tabelas de retenção mais vantajosas.
Como os reformados não podem reagir e fazer greve, toca a torná-los mais pobres. Aliás, se morrerem mais depressa deixam de ser um encargo para a Segurança Social. Nem o anterior regime "fascista" se lembraria de tal medida.
O povo a gemer e feliz
JN
Soares afirma ser o garante da estabilidade e concórdia
Candidato do PS diz divergir de Cavaco "no estilo e no conteúdo" e desafia adversário a falar sobre coesão social Ser agente mobilizador e pacificador é vontade assumida
Mário Soares disse, ontem, que se for o próximo chefe de Estado todos os portugueses "podem dormir tranquilos quanto às suas liberdades, direitos, garantias e haveres", garantindo ser "um factor de estabilidade, de concórdia nacional e de segurança" por ter "condições únicas para evitar a crispação política e a grande conflitualidade social".
Está-se mesmo a ver que é já a seguir ao cumprimento das promessas eleitorais do partido que o apoia e que governa como se vê...
A demagogia dos igualitarismos
JN
Sócrates considera paralisação injusta e absurda
O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou ontem "absolutamente absurdo" e "injusto" o motivo que está na origem da greve convocada pelos magistrados.
"Juízes e magistrados estão a convocar a greve por um único motivo não querem ter um sistema na protecção na doença igual ao que tenho e igual ao que tem a generalidade dos funcionários públicos", declarou José Sócrates, em Sintra, antes de um encontro com o presidente da Eslováquia, Ivan Gasparovic.
Dividir para reinar. Agora são os magistrados os privilegiados...
Terça-feira, Outubro 25, 2005
Homenagem a Rosa Parks - Uma mulher notável

Público
Morreu a pioneira dos direitos civis Rosa Parks
Morreu hoje, aos 92 anos de idade, a mulher que ficou na História por se ter recusado a ceder o seu lugar num autocarro a um homem branco, em 1955. Rosa Parks era considerada a mãe do movimento dos direitos civis, que poria fim à segregação racial nos Estados Unidos.
A memória da História
A Turquia critica critica o acordo entre o grupo segurador AXA e os descendentes do genocídio arménio. Ler o artigo aqui
1,5 milhões de arménios foram mortos. Grande credencial para a adesão aos princípios democráticos da UE!
A favor ou contra o povo libertado?
JN
Britânicos indesejados
iraque Sondagem pedida por Londres revela que a 65% dos iraquianos está a favor de atentados País viveu mais um dia de explosões e mortos
Milhões de iraquianos consideram que os ataques suicidas contra as forças britânicas são justificados, revelou o semanário "Sunday Telegraph", citando uma sondagem secreta encomendada por oficiais superiores britânicos.
A sondagem indica que 65% dos iraquianos apoiam os ataques suicidas e menos de 1% considera que a intervenção das forças aliadas contribuiu para melhorar a segurança no país.
Não será motivo para repensar a estratégia vigente?
A vida das crianças em Portugal para além do nascimento
No "Prós e Contras" da RTP1 um programa sobre a situação das crianças em Portugal que segundo relatório invocado da Unicef nos coloca nas piores posições quanto a maltratar as infelizes. Falou-se de violações, desaparecimentos, mortes provocadas por espancamento e por aí adiante. Temos montes de organismos e comissões mas, pelos vistos, os resultados são muito insuficientes. Como de costume, muito palavreado para abater. A selvajaria anda por aí à solta no país dos brandos e ignorantes costumes e os responsáveis pela defesa das crianças impotentes para a suster. Onde param agora os "hipócritas" defensores da vida em embrião?
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
A atracção do partido do ódio versus tolerância
As sombras da nossa existência na cidade
Andam pelas ruas absortos como se o seu único objectivo fosse o deambular. Às vezes falam sózinhos ou fazem gestos que os passantes teimam em não perceber. Alguns, sentam-se nos poucos bancos que existem pela cidade e embalados pelo ruído dos carros, vão tombando de lado e adormecendo. Aqui e acolá, pendurados no balcão de algum café bebem uma cerveja ou tomam uma aguardente. Seu semblante é muito parecido com os mais ocupados e apressados que, eles, também deambulam na roda do trabalho. No café, em pequenos grupos, discutem futebol.Na antecâmara do descanso final, resignados, escoam a vida, num universo de modernidade que os deixou para trás.A chama dos grandes entusiasmos já se foi e há que acomodar-se, assim manda o "bom senso" dos ilustrados. Muitas vezes, nas farmácias, perguntam porque razão o genérico é mais caro. São o espelho vivo da solidãodos outros. Servem talvez para dar importância aos melhor instalados na escala da sobrevivência. E onde param os sorrisos de criança, a alegria de ver o sol aquecer os rostos ou a emoção dos desejos? No cruzar do seu olhar ficamos um pouco mais frustrados.
Os grandes desígnios nacionais
O melhor é o calado
Para que serve o capital de risco em Portugal?
DN
entrevista
"Estado deveria apoiar risco dos empresários"
nhelena garrido
nrudolfo rebêlo
Proteger mercados. "Estado deve abrir sectores estratégicos" a estrangeiros," mas num quadro de reciprocidade", diz Murteira Nabo
(...)
Não acha que a classe empresarial está viciada em programas de apoio ao financiamento?
Um pouco, mas o País precisa de apostas... O Governo devia também tentar atrair investidores através do capital de risco. O risco não pode estar concentrado apenas no empresário. Ideias, tecnologias devem ser protegidas. É assim em todo o mundo.
Isto se houvesse alguma imaginação. O capital de risco, neste país, é para apoiar, subsidiariamente, grandes grupos.
Ums gastam e os outros pagam
DN
Impostos aumentam para todas as classes
nrudolfo rebêlo
Os portugueses vão pagar mais impostos em 2006. Os contribuintes mais afectados serão os que auferem menores rendimentos e a classe média, sem capacidade para investir dois mil euros num Plano de Poupança Reforma (PPR). Para todas as classes de contribuintes, a "compra" do benefício fiscal é mesmo a única via para fugir ao aumento do imposto em IRS.
E o que seria de esperar com um governo "socialista" com maioria absoluta?
Domingo, Outubro 23, 2005
A desgraça dos comentadores domingueiros
O ponto mais alto do cabotinismo é atingido na televisão com os comentários políticos do professor Marcelo. Mesmo o sorriso nos faz fazer zapping mas o resto é quase todo igual. Quando existirá uma Alta Autoridade para o bom gosto e a sobriedade?
Quem procura trabalho sofre
Se busca empleado (para humillar) . Algumas técnicas de recrutamento analisadas no "El Pais". Uma reportagem que mostra bem quanto sofrem os candidatos a um posto de trabalho, no mercado actual. Ler o artigo completo aqui
A ansiedade social na Europa e no mundo
A General Motors que sofre pesadas perdas financeiras e que perde mercado nos últimos vinte anos anunciou um plano de economias que vai alterar a parte social da empresa: mais de um bilião de dólares de redução das suas contribuições para a segurança-doença dos seus 106.000 assalariados e o seu milhão de reformados. Esta crise, segundo o Le Monde, anuncia o fim do regime social desta grande empresa que paga bem e oferece garantias. Verifica-se assim que também nos EUA se instalou a chamada "ansiedade social" tão apregoada na Europa. Com a globalização são cada vez maiores os montantes de importação de países com baixos salários e as consequências aí estão. Todas as empresas que fabricam produtos e não caminham na onda da tecnologia de ponta estarão sujeitas a esta concorrência. Segundo alguns, a criação do Mercado Comum e do Euro seria uma resposta à mundialização mas ela nunca chegou a criar um grande dinamismo. Se esta situação já é preocupante para países como a França e a Alemanha com modelos sociais fortes e mais eficazes mas com economias mais poderosas o que não representará para Portugal com o seu modelo ineficaz e desigual e baseado numa economia cheia de pés de barro e sem grande consistência? Teremos, certamente, um maior volume de desemprego e a continuação das políticas de redução dos, na sua maioria, fracos regimes de segurança. Será ainda e certamente a classe média que vai sofrer mais, embora ainda esteja pouco ciente do que a espera. A política global já criou fortes problemas em países subdesenvolvidos e agora cria problemas no seio das economias mais desenvolvidas. Significará isto que tudo o que não é produtivo é para abandonar ao seu destino? Que se assistirá à equiparação social da Europa com o Terceiro Mundo para aqueles que dão e já deram, trabalhando, o seu contributo para a riqueza dos países? Haverá apenas lugar no mundo para alguns grupos sócio-económicos que funcionam no sistema da troca e mesmo alguns desses virão a atingir o limite da precariedade? Se existe uma crise mundial ela também deriva de excesso da oferta em relação à procura e dos desequilíbrios sociais entre os diversos intervenientes. Ficam fortes dúvidas sobre o modelo de produção e de consumo adoptado. Uma nova política económica e social é necessária para tentar equilibrar os pratos da balança.
A polémica possível adesão da Turquia à UE
"Público" de 23-10-05
Escritor Orhan Pmuk apela a maior liberdade de expressão na Turquia
Em Frankfurt, numa feira do livro cada vez mais politizada, a "questão turca", nas suas diversas nuances, tem estado em destaque.
"A Turquia foi durante muito tempo uma sociedade fechada, secretista. Os factos foram escondidos às pessoas (...) Quando eu falei no assunto (o massacre dos curdos e dos arménios), ficaram chocadas. O Estado turco não lhes disse a verdade e nos manuais escolares não se encontra nada sobre o assunto"
O escritor fala ainda da ignorância dos políticos europeus. Ignorância ou interesse em ignorar? Só nos falam de vantagens...
O "One man show " e o "Super Mário"
Em "Público" de 23-10-05,
A FICÇÃO
Vasco Pulido Valente
A política portuguesa tornou-se numa completa ficção. A eleição presidencial é um exemplo disso, Tanta palavra, tanto zelo, tanto entusiasmo para quê? Nenhum dos candidatos quer, no fundo mudar nada, e nenhum concertea mudará nada.
(...)
De qualquer maneira, envergonha que ver dois dos candidatos descem às bandeirinhas do Euro e de Marcelo e à irredimível patetice do "Compromisso Portugal" e do "Portugal Positivo". Envergonha mas não admira. A ficção tomou conta de tudo e de toda a gente,
Seria de esperar outra coisa dos dois candidatos das cliques política e financeira?
Um sério atentado à liberdade de expressão
Em "Público" de 23-10-05
Domesticar os jornalistas
Francisco Teixeira da Mota
"Lenta e paulatinadamente, o governo avança contra mais uma das "corporações". Desta vez é a dos jornalistas. Mas não pretende (para já) pôr em causa o "especialíssimo" regime de previdência de que gozam estes profissionais. Não, para já, o objectivo corre o risco de ser outro: torná-los reverentes e receosos...para mal de todos nós"
(...)
E se é certo que o governo, provavelmente retirando lições da recente presidência da CCPJ (Comissão da Carteira Profissional de Jornalista), afastou a ideia de ter um magistrado à frente deste orgão, a verdade é que a criação de um terceiro organismo, para além da entidade patronal e dos tribunais, perante o qual os jornalistas passam a ter de responder e a ser punidos pelo que escrevem, constitui um acrescido risco de atentados à sua liberdade de produzir informação e à nossa de a receber. Um enorme risco.
Não descansam enquanto não amordaçarem a imprensa a seu belo prazer para tranquilidade do regime. O que se chamará a isto, vindo de um governo socialista?
As maravilhas da falta de carácter
"Expresso", 22-10-05
Daniel Oliveira
"Portugal é viciado em consensos. Timor, Benfica, Amália, Eusébio, A Vaca Cordélia e a selecção nacional. Odeia o confronto. E o novo consenso está escolhido. É Cavaco e Silva."
Tanto consenso e tanta asneira feita. Tanta estabilidade a caminho do fundo do poço.
A apologia do salvador ao virar da esquina
Mais um dado foi lançado para a corrida à cadeira da Presidência. Aparato, medição de silêncios, perfil escolástico, apelos que ninguém ouviu. A salvação está aí ao dobrar da esquina, sentada num cadeirão orçamental e disposta a tornar a vida do país num livro de deve e haver. Aliás, nos últimos anos sempre temos tido quem nos impinja contas que no final pagamos todos, mesmo sem sermos convidados para as festanças e galas. O general já veio a terreiro explicar porque apoia o professor: um Presidente de confiança no "Expresso". Uma ternura. Sabendo nós que o general nunca gostou de Mário Soares e é "cara de pau" não é difícil ver para ondei ria o seu apoio, uma vez que não se lhe conhecem gostos poéticos. A seguir, no mesmo semanário, o Medina dos impostos (foram verdadeiramente "inovadoras" a suas propostas de fiscalista em vários debates televisivos)quer mudança a partir de reformas de um imaginário presidencialismo e ameaça-nos com um desgosto (o dele?). Finalmente no editorial, José António Saraiva torna-se vidente e dá a vitória (antecipada a Cavaco e Silva). Bem, podemos ficar descansados: já decidiram tudo e por todos. Para muitos que têm pouca memória, talvez. Para os que não comem muito queijo e se lembram do tal "passado", possivelmente a candidatura de Manuel Alegre será a mais independente e a que melhor poderá incorporar os desejos dos portugueses. Para os mais adeptos do sistema de meias-tintas: paciência e caldos de galinha. Mas, por favor, não nos queiram fazer a cabeça.
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
O candidato espectáculo
JN
Operação mediática com apoiantes entusiastas
Uma operação mediática montada a rigor, com as horas e os minutos da entrada e da declaração do professor reveladas previamente aos jornalistas - muitos deles estrangeiros - e um final bem preparado, com o aparecimento nas escadas do Centro Cultural de Belém de membros da JSD a entoar um hino futebolístico de apoio ao candidato (que já suspendeu a filiação no PSD) foram os aspectos mais relevantes do anúncio da candidatura de Cavaco Silva.
(...)
O candidato socialista foi, aliás, uma sombra no discurso e nas respostas de Cavaco Silva, que, no dia em que perfez 42 anos de casamento, saiu do CCB de mão dada com a mulher, Maria. Alexandra Marques
O espectáculo está montado. É entrar, é entrar que há maravilhas para ver.
Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Uma extraordinária capacidade
Juscelino Nóbrega da Luz, um paranormal brasileiro que visiona acontecimentos futuros, reinvindica 25 milhões de dólares dos Estados-Unidos, em tribunal, por ter indicado o local de esconderijo de Saddam Hussein. Ler o artigo completo aqui
Gostaríamos que ele fosse convidado a vir a Portugal para vermos algo do futuro que nos espera.
Uma desgraça nacional
A economia de Portugal é como uma padaria: tem imensos padeiros que sabem 1001 maneiras de coser pão mas, quando põem a mão na massa, o pão que sai do forno é intragável.
Uma estratégia de dificuldades
Diário Económico
Editorial > 2005-10-19 14:00
O mais difícil é o de 2007...
António Costa
E o 2008, 2009, 2010, 2011, 2012...




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