Quinta-feira, Setembro 29, 2005

O que é preciso é complicar a vida ao cidadão

DN
Legislação complexa, ineficaz e contraditória
r. c

Complexa, contraditória e pouco eficiente. É assim a legislação sobre planos e licenciamento, facto que descredibiliza as instituições, atrapalha o investimento e abre caminho a soluções menos claras e lícitas. "É tão difícil obter um licenciamento que é mais rápido tentar ir por outro lado", lamenta o secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão.

E não terá sido feita para complicar e ir a outro lado, nomeadamente aos escritórios de advogados? Algum normal mortal é capaz de a entender?

Opção política

Quanto mais tempo na televisão mais votos

DN

Bárbara na rua agita hostes do PSD
francisco almeida leite
filipe santos costa

A entrada de Bárbara Guimarães na campanha de Manuel Maria Carrilho está a preocupar as hostes da candidatura do PSD à Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada por Carmona Rodrigues. O DN sabe que a estrutura de campanha já discutiu informalmente o assunto, ao ponto de considerarem que desde o dia 18 - o dia em que a mulher de Carrilho se estreou na Feira do Relógio - a candidatura do PS "tem tido mais tempo de antena nas televisões."

Assim vai a pedagogia política na Tribulandia...

Causas e efeitos


coxandforkum

A hipocrisia dos falsos moralistas

Finalmente, aprovaram um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. A hipocrisia continua sobre um problema de saúde pública. A decisão em si é do foro íntimo e o Estado deve evitar que situações reais e verificadas todos os dias sejam tratadas de maneira perigosa, às escondidas e sem um mínimo de garantias. Defender a vida, em determinadas circunstâncias excepcionais? E as crianças que nascem e morrem de fome ou vivem abaixo de um mínimo? Aliás referimo-nos à Europa a torto e a direito por dá cá aquela palha. E neste caso? Somos os alegres espertos do aborto clandestino. Haja paciência! Agora, vêm as datas. Veremos o que vem a seguir num parlamento receoso de perder votos relativamente a mentalidades retrógradas. E situação caricata de ter uma lei que todos prevêm não ser aplicada?

DN Online: Quem testemunha pela testemunha?

Entre Mário Soares e Cavaco Silva há uma diferença de idade, sem dúvida. Mas um homem que vai a caminho dos 70, como Cavaco Silva, quando havia o salazarismo já era bastante crescido. Será que, estudante de economia em Inglaterra, não se apercebeu que em Portugal havia uma ditadura?
(...)
Cavaco Silva é um bom economista, não há dúvida. Dentro da linha da economia que pertence à sua visão do mundo, of course o neoliberalismo. Que não me parece propriamente o modelo económico mais favorável para os "pobres e remediados". Mas não era o Salazar, também ele, um entendido em Finanças, na linha da sua visão do mundo? A economia não é uma ciência objectiva como a química ou a física, é uma ciência humana.
Antonio Tabucchi

Com tãos bons economistas chegamos onde estamos. Como seria se fossem maus? E o neoliberalismo é bom para as médias empresas? E será bom para alguém?

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Uma realidade esquecida

Diário Digital
Medo dos portugueses
Luís Carvalho
(...)
De facto, como é bom de ver, o poder espanhol, económico, político, militar, é, de há muito, incomensuravelmente superior ao nosso. Num tempo globalizado como este que vivemos as conquistas territoriais fazem-se através das empresas e dos mercados, e, neste aspecto, com Prisa ou sem ela, há muito que estamos conquistados pelos espanhóis.

Como diz o autor mais adiante, "Portugal quedou-se pela mediocridade, perderam-se oportunidades, gastaram-se biliões, iludiram-se aas pessoas com promessas de crescimento que nunca se confirmaram, sem critério nem coerência." E assim continuamos alegres e prazenteiros...


A espera eterna


Babsi Jones
Publicada ao abrigo de uma licença Creative Commons

A liberdade de imprensa


Cartoonists Rights Network

DN
Sinais preocupantes de degradação cívica
Ujosé de matos correia
(...)
É um equívoco frequente, mas perigoso, sustentar que todas as formas de intervenção política hão-de fazer-se, forçosamente, através do crivo partidário. Não pode, nem deve, questionar-se o papel essencial que, em democracia, cabe aos partidos políticos. Mas, uma coisa é assumir que queremos uma democracia com partidos e outra, bem diversa, tudo reduzir a uma democracia de partidos.


A degradação cívica tem como base os partidos mas generalizou-se na sociedade.

Jornal de Notícias - Ex-provedora nega ter aceite patrocínio

Santa Casa pretende financiar rali Lisboa-Dacar com 1,5 milhões de euros

A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e candidata do CDS-PP à câmara da capital negou, ontem, que o patrocínio da instituição ao rali Lisboa- Dacar tenha sido negociado durante a sua administração.
(...)
Em comunicado, a Santa Casa declara que tenciona patrocinar a mais importante competição mundial de todo-o- terreno com uma verba de 1,5 milhões de euros, "na sequência do processo de negociação que teve início durante o período da anterior administração".


Até onde vai a caridade neste país?

As alterações do clima

Veja aqui o que as alterações climáticas podem significar para todo o mundo: Greenpeace

Terça-feira, Setembro 27, 2005

CHOQ fm
Ricardo Petrella - Il faut réinventer le monde
[Vincent Poiré ]
Date : 21/08/04
Par : Par : Marie-Eve Brouard

Jeudi le 19 août dernier se tenait à l’hôtel Crown Plaza la première grande conférence de l’Université du Nouveau Monde. À cette occasion, Ricardo Petrella est venu partager, dans une salle comble, sa vision du bien commun et d’un monde meilleur.
Dans un exposé enrichissant, Petrella remet les pendules à l’heure et nous définit clairement ce qu’est une bonne société. Le principe fondamental en dit que tous ont droit à la vie, sans condition et sans « mais ». C’est une société où les individus décident de vivre ensemble et d’exercer leur citoyenneté par une démocratie participative. C’est aussi une société composée d’un ensemble de ressources communes (eau, terre, forêt…) et qui se dote de moyens pour parvenir à ses objectifs.


Vale a pena ler o artigo completo. Verfica-se que há quem pense para além da sua barriga e dos seus bolsos, com um nível intelectual superior.

O choque tecnológico

JN
Emprego cai no sector das novas tecnologias

As empresas de telecomunicações, media e tecnologias de informação (TMT) reduziram, entre 2001 e 2004, mais de 10 mil trabalhadores, em Portugal. A conclusão consta no estudo da Reportium XXI Consulting, segundo o qual, em 2004, o sector empregava 65 808 pessoas, menos 10 568 mil do que em 2001, o que aponta para uma redução de mão-de-obra de 3,8%. Ainda de acordo com a análise, que teve por base os resultados de mais de 440 empresas de TMT, até 2008, a tendência será de redução de postos de trabalho no sector.

Estamos no bom caminho...

A água pertence a todos

JN
Associação Água Pública critica governo português em Estrasburgo

Uma responsável da Associação Água Pública afirmou hoje em Estrasburgo que o governo português utiliza o argumento de transposição da directiva-quadro da Lei da Água como "um cavalo de Tróia" para impor uma lei com "custos terríveis".

A privatização da água é um dos temas mais acesos internacionalmente. Restringir o acesso à este recurso natural poderá ter consequências terríveis para os menos favorecidos. Veja o que diz Ricardo Petrella, conselheiro junto da Comissão Europeia e professor de Economia da Universidade de Louvain (entre outros cargos): Três perguntas a Ricardo Petrella

O s imaculados

Visão Online
PALAVRASDEPAREDE.PT
Miguel Carvalho

A distância que vai entre o mensalão e o saco azul não é assim tão grande. Uma paróquia pode ser o retrato de um País

Fatinha
Fátima voltou, imaculada.

(..)
Há muitas Fátimas e Avelinos, mais refinados. Podem não fugir para o Brasil, mas ficam por cá com a mesma impunidade.

Enquanto alguns estão no palco, os outros descansam...

A pobreza no mundo

Radio Nederland

"Mais da metade da população mundial vive na pobreza. Contam com menos de dois dólares por dia para sobreviver, ou seja, menos de cinco reais. É o que mostra uma pesquisa do Departamento de Referência da População (PRB), de Washington, em seu relatório 2005 sobre população."

Mais de metade é uma minoria?

Uma explicação simplicista e enganadora

DN
Tentar perceber
Escândalo
Francisco sarsfield cabral

"Os furacões nos EUA deram pretexto para renovar a controvérsia em torno do anti e do pró-americanismo, com as banalidades do costume. Mas muita gente ficou chocada ao descobrir que o país mais poderoso do mundo alberga afinal tanta miséria. Uma miséria largamente ignorada. O Terceiro Mundo em plena América surgiu como um escândalo. Os furacões tornaram os pobres subitamente visíveis, como se lia no Washington Post de quinta-feira."
(...)
"Sociedades com um altíssimo nível de prosperidade global toleram a persistência da miséria no seu interior. Não é supreendente. É que, hoje, os pobres são minorias. Muitos deles nem votam, logo não contam.
A surpresa de alguns prende-se com a crescente tendência para não ver essas minorias de marginalizados. Muitos não querem recordar um passado familiar de pobreza. E convém afastar os pobres da vista, porque incomodam as consciências (daí, também, a moda dos condomínios fechados)."


Os pobres são minorias? Será apenas uma questão de visibilidade? Não seria melhor aprofundar este tema e ler o que se escreve por esse mundo fora por economistas e sociólogos de renome internacional?

Uma boa pergunta

DN
A ética anda no ar
Ojosé medeiros ferreira

O cardeal Ratzinger tem um texto sobre a Nova Europa (uma expressão pouco recomendável em termos históricos…), datado de 1990, em que retoma uma pergunta da filosofia clássica sobre o poder político "O que é que distingue um Estado de uma associação de malfeitores bem organizada?"

Observatoire de la Mondialisation

Os problemas das deslocalizações

A Hewlett-Packard tenciona suprimir 1240 postos de trabalho em França até 2008. Ver desenvolvimento de mais este caso aqui

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Perspectivas


gapingvoid

A democracia sequestrada

Dirigentes socialistas afastam-se de Alegre
"Mário Soares é o candidato apoiado pelo PS"

Os dirigentes socialistas Maria de Belém e Vera Jardim manifestaram hoje o respeito pela decisão de Manuel Alegre concorrer às presidenciais de 2006, mas afastaram-se dessa candidatura, sublinhando que Mário Soares é o candidato apoiado pelo PS.
"Com todo o respeito e amizade por Manuel Alegre, o candidato à Presidência da República, o candidato apoiado pelo PS é o dr. Mário Soares", afirmou à agência Lusa Maria de Belém.
"É essa a deliberação dos órgãos nacionais, que eu respeito", acrescentou a vice-presidente do grupo parlamentar do PS e ex-ministra da Saúde de António Guterres.
Por sua vez, o deputado Vera Jardim, que foi, como Maria de Belém, um apoiante da candidatura derrotada de Manuel Alegre à liderança do PS, em 2004, contra José Sócrates e João Soares, declarou que apoia Mário Soares.

Depois venham dizer que é uma candidatura independente...

A demagogia do igualitarismo

Os crescentes ataques aos privilégios de militares, magistrados, professores, polícias e outras profissões, têm, porventura, base em discrepâncias construídas ao longo dos tempos por diversos governos e, algumas, serão mesmo de eliminar. Mas também não nos parece menos verdade que o principal objectivo da campanha não é corrigir "injustiças" mas sim desprestigiar orgãos fundamentais de soberania do país. Sabem muito bem os que as provocam que é fácil criar invejas e que comparar regalias entre classes profissionais diferentes é um problema sem solução. Dizer, demagogicamente, aos que ganham pouco que outros são privilegiados e que vão ser apertados soa-nos a falso. Faz-nos lembrar as técnicas revolucionárias do pós 25 de Abril, onde todo aquele que não era operário e usava uma gravata era um reaccionário! Dividir para reinar! Por outro lado, já viram atacar os vencimentos dos jogadores ou treinadores de futebol?
Isolando aquelas classes que não interessam ao poder, classificando-as como corporativas, tentam fazer o povo esquecer as suas desgraças e desditas e acreditar que são "justos".

A ofensiva dos comentadores políticos

Confessamos que ficamos estupefactos com os comentadores políticos, em serviço televisivo. Se já nos custa ver o arrazoado do prof. Marcelo, ao vermos o Vitorino e o Eduardo Prado Coelho não resistimos e mudamos de canal. E porquê? São todos do mesmo prisma afunilador: a defesa (intelectualizda) do que convém à teoria dominante do neoliberalismo e à conivência com a destruição do país. Estes, ao contrário de muitos outros, sabem o que estão a fazer. Instalados, deixaram os ideais para trás e cultivam o politicamente correcto para estar ao lado de quem manda. Analisam as questões e deixam sempre o mas ou outra expressão que leva a água ao seu moínho. Aparecem todos como sendo de esquerda ou do centro e procuram parecer que estão no campo contrário ao do interlocutor (supostamente de direita), defendendo as mesmas coisas.Assim lá vão enganando o povo. Marcelo, depois de falar da candidatura de Manuel Alegre, diz que vai falar de coisas mais sérias e, com algum rebate de consciência, corrige que a candidatura de Manuel Alegre também é séria. Vitorino, apropósito das eleições alemãs, lá vem defender as reformas necessárias, à diminuição do papel do Estado (não diz é as razões objectivas das causas dos desequilíbrios na Alemanha, nem fala da maneira como é, muitas vezes, desbaratado o dinheiro público, nem tão pouco dos aspectos negativos da globalização). Prado Coelho, modernizado de beije, vermelho e roxo, preferia o Vitorino a candidato. Está tudo dito. Estes e outros definem as candidaturas à presidência como individuais e legítimas de qualquer cidadão mas depois acham que quem não tem máquina partidária não vai lá. Mas a seguir definem os seus candidatos como independentes dos partidos. Vá-se lá entender! E têm sempre muita admiração e estima por Manuel Alegre mas entende-se que preferiam que não aparecesse. Duarte Lima até o aponta como candidato do PS! Outros que a amizade não tem a ver com a política mas esquecem-se de dizer que tem a ver com o carácter.
Por essas e por outras, preferimos os comentadores da BBC ou de prestigiadas cadeias americanas. São mais coerentes e os entrevistadores não deixam passar incongruências.

As condições de trabalho da Justiça

Depois exigem rapidez e eficácia!!!

O euro e a disciplina orçamental

DN
O dilema europeu

"A economia mundial vive tempos de grande prosperidade. Com uma grande excepção, a Europa no seu núcleo de 15 países.
(...)
A tentação de atribuir os problemas europeus à criação do euro é grande. O FMI mostra que quatro dos doze cresceram abaixo da média europeia desde 1999, incluindo-se neste grupo a Alemanha, Itália, Portugal e Holanda. Esta é, em geral, a tese dos eurocépticos, apontando o dedo à disciplina orçamental imposta pelo Pacto de Estabilidade, numa construção monetária em que não existe nem um orçamento central nem mobilidade de trabalhadores entre os países.

Sempre bem colocados...

Popularidade a quanto obrigas

JN
"Está aqui uma pessoa a jogar..."

Nas ruas da Musgueira, Nogueira Pinto enfrentou alguns momentos de hostilidade, deparando-se com a desconfiança de vários moradores, que se queixavam de serem apenas visitados por políticos em véspera de eleições. No clube Águias da Musgueira, a candidata aproveitou para dar uma tacada num jogo de "snooker" entre dois sócios, mas falhou a tacada e a bola branca ziguezagueou pelo pano, sem bater em nenhuma outra, o que irritou um dos jogadores. "Está aqui uma pessoa a jogar e vêm para aqui para a fotografia estragar o jogo a um gajo, pá! Vão trabalhar!".

Depois das eleições já podem jogar à vontade...

Jornal de Notícias - Jorge Catarino foi a Vigo captar investimento espanhol

Jorge Catarino foi a Vigo captar investimento espanhol
maia Candidato socialista quer criar incentivos fiscais que facilitem entrada de capital estrangeiro no concelho

O candidato socialista à Câmara da Maia, Jorge Catarino, deslocou-se à cidade espanhola de Vigo numa operação de charme que visou a captação de investimentos estrangeiros para o concelho, com base numa política de incentivos fiscais.

Como se os espanhóis precisassem de mais ajuda...

PUBLICO.PT

Por anunciar candidatura presidencial em reunião do PS
José Lello acusa Manuel Alegre de criar "ruído" na campanha autárquica


"O dirigente socialista José Lello criticou hoje Manuel Alegre por ter anunciado a sua candidatura presidencial numa reunião autárquica do PS, acusando-o de "parasitar" e criar "ruído de fundo" na campanha em curso."

Muito gostam alguns do silêncio...

Um grande desafio para Manuel Alegre

Sócrates tinha um dilema: queria uma política neoliberal mas não lhe agradava que Cavaco e Silva fosse presidente pois este poderia ter outras ideias para o país (mais homem de Estado), embora fosse da área tecnocrata. Manuel Alegre com o seu carácter era um perigo ( ainda por cima poeta) e foi a correr buscar ao baú Mário Soares com a intenção de ter um presidente tipo Sampaio II e ir buscar votos à esquerda e à direita. Os candidatos, para marcar presença, lá engoliriam outra vez sapos e na segunda volta apelariam ao voto no fixe Soares. Só que muita malta já anda farta de rótulos e de enganos e muitos dos que não se reviam nesses candidatos votariam, para variar, no Cavaco e Silva.
Manuel Alegre, sabe-se lá por quê, andou por ali indeciso. Que não tinha apoios, que lhe faltava isto e aquilo e foi empatando. Vieram as sondagens e viu que sempre havia portugueses que acreditavam nele, não apenas de esquerda, seguramente. Avançou em Águeda. Cairam-lhe as comadres em cima, desvalorizando ou começando a morder. Os pequenos candidatos ficaram inquietos. Então o PS já não tinha um candidato para eles depois apoiarem? Lá se vai o esquema habitual. Esquecem-se todos de que precisamos na presidência, em nossa opinião, de um homem de convicções, com carácter forte, humanista, culto, não atrelado aos partidos, não acomodado ao "sistema" vigente e patriota. Homens nessas condições há poucos: Adriano Moreira que não serve a esta "direita" dos negócios e retirou-se, Freitas do Amaral que arrumaram com o ministério e Manuel Alegre. E não vemos mais. Tipo Guterres e Vitorino não faltam. Se Manuel Alegre concorre por ideais e não para servir de muleta a Mários Soares na segunda volta, pode ganhar. Saiba ele capitalizar a tristeza e descontentamento de quem não se revê como criado e servo de interesses estranhos e ainda sente orgulho em ser português.

Domingo, Setembro 25, 2005

Já contavam com o ovo...

Visão-Online
Presidenciais
Alegre é candidato
O deputado socialista anunciou sábado a sua candidatura às eleições presidenciais de Janeiro de 2006 com o objectivo de derrotar Cavaco Silva. A decisão de Manuel Alegre foi desvalorizada por adversários e ignorada pela direcção do PS

Pode ser que se enganem redondamente...

A verdade vem sempre ao de cima

Visão Online
Da bola e outras coisas redondas
PALAVRASDEPAREDE.PT
Miguel Carvalho

Nos EUA, repousa ainda nos arquivos nacionais, em absoluto secretismo, um ficheiro sobre Soares, ainda inacessível por razões de «segurança nacional». É uma pena
(...)
Percebe-se também que Soares fazia fita quando se indignava com as suspeições de então e garantia não receber um dólar dos EUA. Era verdade: não foi um dólar, foram alguns milhares. Os documentos comprovam que Soares, o nosso Mário, até pediu armas à Casa Branca, mas Kissinger preferiu dar-lhe dinheiro. Ele aceitou, claro. Nos EUA, repousa ainda nos arquivos nacionais, em absoluto secretismo, um ficheiro sobre Soares, ainda inacessível por razões de «segurança nacional». É uma pena. É precisamente por razões de segurança nacional que, por aqui, dava imenso jeito saber o que lá está.

E esta hem?

Vá lá o Diabo entender...

Público
Durante os dois anos em que esteve no Brasil
Fátima Felgueiras afirma que não contactou o PS

(...)
"Ao que o PÚBLICO apurou, Fátima Felgueiras manteve, nos últimos meses, contactos com a cúpula do PS, que serviram para concertar as condições do seu regresso a Portugal, a par de algumas garantias recíprocas."

Nada como um serviço bem combinado...

Limpar o passado


gapingvoid

A bandalheira da Tribulandia

"Os sacos azuis compensam, a fuga à Justiça compensa e a falta de vergonha parece compensar ainda mais"
José António Lima
Expreso, 24-09-05

Que o diga o nosso primeiro que, na campanha, mentiu ao povo inteiro.

Uma opereta mal ensaiada

"Felgueiras, Valentins, Isaltinos e Avelinos não são casos isolados, são cenas mal ensaiadas numa opereta há muitos anos em cena e que se chama financiamento dos partidos"
Paulo Baldaia
Diário de Notícias, 24-09-05

Dos partidos e dos políticos, segundo o Eng. Cravinho. Esta é a grande questão de se saber quem tem o poder real.

Um desaparecimento na República

No programa "Eixo do Mal" da SIC Notícias com Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, José Júdice e o apresentador Nuno Artur Silva, aquela jornalista estranha que ninguém intervenha perante a sucessão de escandaleiras que se passam no país, em especial o presidente da República, dada a sua influência de opinião, se este existisse para além das lamentações habituais. Nunca nos tinha passado esta ideia de não existência mas pensando bem ela tem razão: é como se não existisse.

Na saída é que se fazem os grandes negócios

No "Público" DE 23-09-05,

Logo após ter saído do Governo, onde tinha responsabilidades na negociação do caso, José Lamego passou a representar a parte contrária ao Estado e o seu cliente obteve a indemnização que lhe havia sido recusada
Escritório de Lamego, Costa e Vitorino conseguiu indemnização para um cliente que tinha sido recusada por Cavaco e Slva

O Governo de António Guterres pagou, em 2001, uma indemnização de quase 12 milhões de euros à Multinacional Eurominas, depois de a empresa passar a ser representada nas negociações destinadas a pôr fim ao litígio que a opunha ao Estado, pelo dirigente socialista José Lamego e outros advogados do escritório, criado por ele próprio, por António Vitorino e pelo actual ministro da Justiça, Alberto Costa, após a saída dos três do executivo em finais de 1997.

Primeiro, representa-se o Estado e depois a parte contrária. Belo esquema. E são estes que andam a moralizar a vida do Estado.

Ele lá saberá do que fala

DN
AUTáRQUICAS 2005
Jorge Coelho pede fiscalização atenta
Dirigente do PS diz que os adversários "são capazes de tudo" na contagem do voto

Jorge Coelho deixou ontem um aviso aos socialistas de Valongo. O coordenador nacional das autárquicas do PS alertou que, no dia das eleições, é preciso "manter uma fiscalização até ao último minuto" nas mesas de voto, sob a pena de existir uma deturpação na contagem.

Ao que nós chegamos...

DN Online: Europa previne cenário de um novo 28 de Maio

Europa previne cenário de um novo 28 de Maio
F. M.

Perante "tropas na rua, juízes em greve e polícias também", caso não estivéssemos actualmente inseridos no espaço da União Europeia, poderíamos estar a repetir o cenário da I República, que abriu caminho ao 28 de Maio de 1926 e ao salazarismo, adverte Fernando Ruivo.
A opinião pública, reforça o mesmo sociólogo, depara-se com uma democracia que parece ter imensos défices "Um bate com a porta, outro vai-se embora, vem um novo que não sabia o valor exacto do défice", numa alusão a situações protagonizadas por Guterres, Barroso e Sócrates.


A Europa não pode servir apenas para caucionar tanta incompetência, imbecilidade e arrogância nem a destruição do Estado.

Um português na Presidência


Manuel Alegre
Referimos o nosso post de 25 de Julho

DN Online: A caricatura a roçar a ameaça

A caricatura a roçar a ameaça
O desafogo não vai durar por muito tempo. Sejam quais forem os resultados eleitorais, e seja qual for o veredicto do tribunal [relativamente a Fátima Felgueiras], os agravos ao sistema vigente já foram tantos que o fingir que não está a acontecer nada só contribuirá para lhe avolumar a gravidade
Hdiogo pires aurélio

Há momentos assim, em que a tentação é fechar os olhos, tapar os ouvidos, o nariz, tudo quanto nos põe em contacto com o exterior, e ficar ausente o ar que se respira é já suficientemente incómodo, para se recear que alguma coisa mais, que ainda possa estar escondida, venha a acontecer.

Nem tapando o nariz se deixa de sentir o cheiro a podre...

Uma pedra no pântano?

JN
Alegre avança para Belém
Deputado socialista anuncia que se vai candidatar às eleições de Janeiro por um "imperativo cívico" José Sócrates desvaloriza ao lembrar que PS já aprovou apoio a Soares
(...)
"Faço-o por imperativo cívico, porque sou republicano e porque é necessário um novo patriotismo nesta hora em que Portugal enfrenta o desafio da globalização", justificou, assim, Alegre a sua decisão.
(...)
"A democracia e a cidadanina não podem ser confiscadas apenas pelos directórios dos partidos", atacou, dizendo-se um cidadão de plenos direitos. Daí que não tencione abandonar a militância do PS. "Ser militante não é uma perda de cidadania", justificou.

Esperemos que estes imperativos cívicos não o deixem pactuar com as habituais jogadas do sistema.

O panorama geral da Tribulandia

No "Público", de 22-09-05, ainda Miguel de Sousa Tavares:

"A 9 de Outubro próximo, o país vai-se confrontar com o sintoma mais deprimente da degradação da nossa democracia. E não adianta fingir que Felgueiras, Gondomar, Amarante e Oeiras são maus exemplos que não representam o todo. Simplesmente, não é verdade. Basta olhar para muitas das caras de candidatos que enxameiam o país, de norte a sul: nem é preciso chamar o Ministério Público, está lá tudo escrito na cara deles"

E porquê? Porque fazem parte do mesmo sistema instalado cujas virtudes são o dinheiro e a imbecilidade.