Morreu Michael Jackson. Como qualquer morte de um ser humano, é lamentável e digna de desgosto ara os seus mais próximos. A morte, única regra democrática que toca a todos, cria no entanto, em certos casos, uma histeria colectiva, difícil de explicar. Esses casos são, normalmente, figuras mediáticas que os meios de comunicação engrandeceram e levaram a ícones desta sociedade ávida de acontecimentos clamorosos. Já foi assim, por exemplo com Diana, Princesa de Wales e agora com o cantor acima mencionado. Não interessam até os lados menos positivos do seu carácter e só o endeusamento conta. Claro que tudo isto se traduz em negócio futuro de recordações e venda de revistas e discos ou outros artefactos. Estátuas são erguidas, algumas vezes igrejas, os jovens vestem-se à maneira dos ídolos e gastam-se milhões de dólares ou euros que normalmente sairão do bolso dos contribuintes, adeptos ou não dos deuses. Neste caso, a cidade de Los Angeles tem um défice de quatrocentos milhões de dólares, coisa pouca, em período de crise, e não se sabe muito bem quem pagará a despesa das cerimónias gigantescas, embora se presuma que haverá muitos doadores entre os crentes. Certo é que a editora já começou a vender record de discos, o dono do clube onde Michael Jackson fez a sua estreia tenciona vender o edifício aos pedaços e a Forbes que publica anualmente uma lista com as 13 celebridades mortas mais lucrativas seguramente vai incluir esta na sua lista de 2009.
O editor desta revista escreveu já que o artista foi um dos grandes entertainers mundiais e foi continuamente acusado de molestar crianças e por tal não acredita que as pessoas vão pagar para ir ao rancho Neverland, símbolo das suas excentricidades.
O que é para já incontestável é a onda de loucura colectiva que o marketing montou.
Alguém disse que tudo se compra e tudo se vende e nem a morte escapa às leis do mercado.
domingo, julho 05, 2009
sábado, julho 04, 2009
Sócrates a perder o gás
elpais
Sócrates pierde fuelle en Portugal en pleno periodo preelectoral
La dimisión del ministro de Economía agudiza la crisis del Gobierno socialista
FRANCESC RELEA - Lisboa - 04/07/2009
Al primer ministro portugués, José Sócrates (socialista), le crecen los enanos desde la aparatosa derrota sufrida por su partido en las elecciones europeas del 7 de junio. En tres semanas, el líder arrogante, seguro de sí mismo y confiado en mantener la mayoría absoluta ha dado paso a un político debilitado, errático y acosado desde múltiples frentes. Mal asunto a tres meses de las elecciones legislativas del 27 de septiembre, en las que está en juego el próximo Gobierno. Cada día que pasa, el escenario político portugués es más confuso y el futuro más incierto.
O líder arrogante passa a coelhinho...
Sócrates pierde fuelle en Portugal en pleno periodo preelectoral
La dimisión del ministro de Economía agudiza la crisis del Gobierno socialista
FRANCESC RELEA - Lisboa - 04/07/2009
Al primer ministro portugués, José Sócrates (socialista), le crecen los enanos desde la aparatosa derrota sufrida por su partido en las elecciones europeas del 7 de junio. En tres semanas, el líder arrogante, seguro de sí mismo y confiado en mantener la mayoría absoluta ha dado paso a un político debilitado, errático y acosado desde múltiples frentes. Mal asunto a tres meses de las elecciones legislativas del 27 de septiembre, en las que está en juego el próximo Gobierno. Cada día que pasa, el escenario político portugués es más confuso y el futuro más incierto.
O líder arrogante passa a coelhinho...
Uma tourada na Assembleia da República
Foi na verdade inusitado. Já se tinham percebido insultos entre os deputados e caretas mais ou menos agressivas. Num universo onde a imagem e o palavreado imperam para uma plateia nacional emotiva e pouco racional, esperava-se mais uma morna sessão na pseudo-defesa dos nossos interesses. Vasco Pulido Valente interpreta no Público a atitude como uma expressão do:-Vão-se lixar todos. Lixados já andamos com as decisões deste governo acéfalo, explorador do sangue do povinho e vendendo gato por lebre. Todos os grupos políticos se mostraram indignados o que "parece" só lhes ficar bem. Mas não sera´uma falsa ética parlamentar aquele coro unânime de reprovação à atitude dos corninhos do Manuel Pinho? Não andarão eles todos a insultar de outra maneira a nossa inteligência e a tentarem passar uma imagem decente de toda uma série de porcarias que nos vão envenenando a vida? Veja-se que até um acusado de pedofilia veio reprovar a atitude como se fosse um poço de virtudes. Valeu-lhe uma justiça pouco digna do nome pois mais parece um braço armado dos poderosos e dos ricos. Alguns dirão que é preciso calma e que é natural errar mas reparem que os erros deles são tantos e tão cheios de corrupção que mais parecem obra de mafiosos experimentados. O Estado foi assaltado por uma corja e agora é um fartar vilanagem.
Haverá solução para isto? Cremos que só o aprofundar do poço onde nos metemos e quando o lodo subir aos narizes haverá uma nova política. Pelo andar da carruagem, isso ainda vai demorar o seu tempo e quando chegar o momento estaremos a pedir esmola aos turistas.
Já nos esquecíamos de dizer que não pensem que isto é uma visão catastrófica.
Haverá solução para isto? Cremos que só o aprofundar do poço onde nos metemos e quando o lodo subir aos narizes haverá uma nova política. Pelo andar da carruagem, isso ainda vai demorar o seu tempo e quando chegar o momento estaremos a pedir esmola aos turistas.
Já nos esquecíamos de dizer que não pensem que isto é uma visão catastrófica.
domingo, junho 28, 2009
Reformas no país das Bananas
IOL Diário
O ex-homem forte do BCP, Jardim Gonçalves, reformado do banco desde o final de 2007, continua a utilizar o avião alugado e pago pelo banco para uso pessoal - um Falcon 2000, que é alugado anualmente pela instituição financeira à Heliavia, empresa de Hipólito Pires, revela o «Diário de Notícias».
...
Mas as regalias de Jardim Gonçalves não ficam por aqui. Segundo o mesmo jornal, o ex-presidente e fundador do maior banco privado português mantém um conjunto de regalias, nomeadamente a hipótese de viajar pelo mundo e contar com cerca de 40 seguranças privados, cujos custos são suportados pelo banco.
No país dos cegos quem tem um olho é rei...
O ex-homem forte do BCP, Jardim Gonçalves, reformado do banco desde o final de 2007, continua a utilizar o avião alugado e pago pelo banco para uso pessoal - um Falcon 2000, que é alugado anualmente pela instituição financeira à Heliavia, empresa de Hipólito Pires, revela o «Diário de Notícias».
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Mas as regalias de Jardim Gonçalves não ficam por aqui. Segundo o mesmo jornal, o ex-presidente e fundador do maior banco privado português mantém um conjunto de regalias, nomeadamente a hipótese de viajar pelo mundo e contar com cerca de 40 seguranças privados, cujos custos são suportados pelo banco.
No país dos cegos quem tem um olho é rei...
A importância de ser Provedor na Tribulandia
Dizem os entendidos que os blogs já eram e que agora o que se está a usar é o twitter, os encontros instantâneos nos Messenger, o Facebook e o MySpace. A rede ama a imagem e assim também o upload de fotografias e de vídeos tornaram-nos a todos jornalistas dos media. Claro que sempre fomos um pouco voyeurs, imediatistas e pouco dados ao pensamento, à leitura e à escrita. Estes últimos enfadonhos se comparados com qualquer jogo de futebol na televisão.
Pomos assim em dúvida a utilidade de estarmos para aqui a expressar pensamentos que muitas vezes chocam com a mediocridade bovina que por aí grassa. Mas algumas vezes não resistimos, em termos de desabafo, perante tanta estupidez e sonolência imposta pelo regime. Note-se que o Sócrates mudou de estilo o que fez a delícia de todos os comentadores arregimentados à panela do Estado. Assim, podemos esquecer a falência do neoliberalismo, as vigarices dos banqueiros e as reformas chorudas como compensação do brilhantismo das suas cabeças ao utilizarem a ineficiência da justiça em seu proveito.
Mas hoje vimos aqui tratar dos Provedores e Altas Autoridades da Justiça, do Tribunal de Contas, da Comunicação Social e quejandos que eles são muitos mais do que as mães. São sempre figuras respeitáveis a quem incumbe defender os cidadãos do inevitável. Lembremo-nos da quantidade de auditorias que o Tribunal de Contas faz, das notícias alarmantes nos jornais e na televisão e dos resultados das mesmas: zero, zero e zero. Assim, o sistema criou um escudo virtual que nos dá a sensação de protecção mas é só para admirar em noites de luar. Veja-se a polémica do Provedor de Justiça, do desacordo e acordo dos maiores partidos e finalmente a nomeação de um tal de Sousa que como os restantes assume um ar sério (não dizemos que pessoalmente o não seja), vai ocupar um gabinetezinho, ter uma secretária, um carrinho com motorista eum vencimento também condizente. Vai dar entrevistas, produzir palavreado, assegurar que tudo está sobre controlo e quando chegar a casa vai dizer à mulherzinha que é um baluarte da República. Claro que se não fosse para este lugar iria para Provedor do Crédito, matéria que supomos desconhece completamente. Mais adequado na justiça por ser da especialidade embora os resultados venham a ser semelhantes.
O Público diz mesmo que a sua nomeação resultou de um "acordo de cavalheiros". Mas que cavalheiros! De facto, chamar cavalheiro a um ilustre membro da seita política que nos tem governado parece um delírio.
Boa sorte Senhor Provedor e veja se se entretêm a plantar uma batatas no seu jardim para fazer algo de útil.
Pomos assim em dúvida a utilidade de estarmos para aqui a expressar pensamentos que muitas vezes chocam com a mediocridade bovina que por aí grassa. Mas algumas vezes não resistimos, em termos de desabafo, perante tanta estupidez e sonolência imposta pelo regime. Note-se que o Sócrates mudou de estilo o que fez a delícia de todos os comentadores arregimentados à panela do Estado. Assim, podemos esquecer a falência do neoliberalismo, as vigarices dos banqueiros e as reformas chorudas como compensação do brilhantismo das suas cabeças ao utilizarem a ineficiência da justiça em seu proveito.
Mas hoje vimos aqui tratar dos Provedores e Altas Autoridades da Justiça, do Tribunal de Contas, da Comunicação Social e quejandos que eles são muitos mais do que as mães. São sempre figuras respeitáveis a quem incumbe defender os cidadãos do inevitável. Lembremo-nos da quantidade de auditorias que o Tribunal de Contas faz, das notícias alarmantes nos jornais e na televisão e dos resultados das mesmas: zero, zero e zero. Assim, o sistema criou um escudo virtual que nos dá a sensação de protecção mas é só para admirar em noites de luar. Veja-se a polémica do Provedor de Justiça, do desacordo e acordo dos maiores partidos e finalmente a nomeação de um tal de Sousa que como os restantes assume um ar sério (não dizemos que pessoalmente o não seja), vai ocupar um gabinetezinho, ter uma secretária, um carrinho com motorista eum vencimento também condizente. Vai dar entrevistas, produzir palavreado, assegurar que tudo está sobre controlo e quando chegar a casa vai dizer à mulherzinha que é um baluarte da República. Claro que se não fosse para este lugar iria para Provedor do Crédito, matéria que supomos desconhece completamente. Mais adequado na justiça por ser da especialidade embora os resultados venham a ser semelhantes.
O Público diz mesmo que a sua nomeação resultou de um "acordo de cavalheiros". Mas que cavalheiros! De facto, chamar cavalheiro a um ilustre membro da seita política que nos tem governado parece um delírio.
Boa sorte Senhor Provedor e veja se se entretêm a plantar uma batatas no seu jardim para fazer algo de útil.
terça-feira, março 24, 2009
Noticiário é algo surrealista em Portugal
Ligar a televisão na altura dos noticiários é algo de surrealista. A crise aparece invariavelmente através de entrevistas individualizadas a trabalhadores, políticos e empresários. Todos eles enchem a boca de lugares comuns como a importação da crise, a acção da Europa ou que estão muito preocupados. Nós ficamos com a sensação que percebem muito pouco de economia. O chavão exportar está agora na primeira linha, isto vai recuperar lá para Junho (sabem lá eles quando) e só falta falar de forças ocultas pois essas andam muito ocupadas a inventar (?) corruptos como se tal fosse necessário.
O ministro Manuel Pinho com a sua superior inteligência vem nos informar que passou o dia a falar com a administração da Qimonda. E pode saber-se sobre o quê? O Basílio Horta atira-se ao parlamento alemão local e vai-se embora com cara de muito aborrecido para o almoço. Sócrates diz que está a fazer tudo o que é possível mas parece-nos que esse possível é muito pouco.
Anos e anos de desorganização empresarial, de burocracia estatal, de má educação e formação profissional, de endividamento estúpido perante o estrangeiro, de geração de analfabetos que sabem ler a Bola, de atraso na investigação (veja-se a percentagem do PNB destinada a tal fim), de espertismo saloio político, de neolibaralismo cego tinham que dar isto. Para já não falar no sistema de justiça, torto, encravado e totalmente cego como a sua padroeira.
O ministro Manuel Pinho com a sua superior inteligência vem nos informar que passou o dia a falar com a administração da Qimonda. E pode saber-se sobre o quê? O Basílio Horta atira-se ao parlamento alemão local e vai-se embora com cara de muito aborrecido para o almoço. Sócrates diz que está a fazer tudo o que é possível mas parece-nos que esse possível é muito pouco.
Anos e anos de desorganização empresarial, de burocracia estatal, de má educação e formação profissional, de endividamento estúpido perante o estrangeiro, de geração de analfabetos que sabem ler a Bola, de atraso na investigação (veja-se a percentagem do PNB destinada a tal fim), de espertismo saloio político, de neolibaralismo cego tinham que dar isto. Para já não falar no sistema de justiça, torto, encravado e totalmente cego como a sua padroeira.
Nada como uma reformulação oportuna
JN
F.C. Porto não será castigado pela UEFA
O FC Porto ficará a salvo de qualquer sanção por parte da UEFA depois de terem sido reformulados, esta terça-feira, os critérios de admissão às competições europeias pelo Comité Executivo, reunido em Copenhaga.
Fonte da UEFA confirmou à Agência Lusa que os novos critérios de admissão definem que um clube será suspenso por um ano das provas caso tenha estado envolvido, directa ou indirectamente, na manipulação ou viciação de um jogo, desde que os factos tenham ocorrido após 27 de Abril de 2007, altura da reformulação dos estatutos do organismo.
Como os dois casos de tentativa de corrupção - pelos quais o FC Porto foi condenado pela justiça desportiva portuguesa - ocorreram em 2004, os tetracampeões nacionais ficarão a salvo de qualquer castigo da UEFA no que respeita às condenações no âmbito do Apito Final.
Até já lhe mudaram o nome para Apito Final. Aliás o que é que interessa a manipulação dos resultados? Tudo uma questão de data...
F.C. Porto não será castigado pela UEFA
O FC Porto ficará a salvo de qualquer sanção por parte da UEFA depois de terem sido reformulados, esta terça-feira, os critérios de admissão às competições europeias pelo Comité Executivo, reunido em Copenhaga.
Fonte da UEFA confirmou à Agência Lusa que os novos critérios de admissão definem que um clube será suspenso por um ano das provas caso tenha estado envolvido, directa ou indirectamente, na manipulação ou viciação de um jogo, desde que os factos tenham ocorrido após 27 de Abril de 2007, altura da reformulação dos estatutos do organismo.
Como os dois casos de tentativa de corrupção - pelos quais o FC Porto foi condenado pela justiça desportiva portuguesa - ocorreram em 2004, os tetracampeões nacionais ficarão a salvo de qualquer castigo da UEFA no que respeita às condenações no âmbito do Apito Final.
Até já lhe mudaram o nome para Apito Final. Aliás o que é que interessa a manipulação dos resultados? Tudo uma questão de data...
Um rato de mil e quinhentos euros
JN
Dirigente tentou comprar árbitro com 1500 euros
NUNO MIGUEL MAIA
Um vice-presidente do Coimbrões é suspeito de ser o mandante de um intermediário apanhado em flagrante pela Polícia Judiciária quando entregava 1500 euros a um árbitro. Mas o detido nem sequer foi interrogado por juiz.
"Acho que a montanha está a parir um rato", diz presidente
Só que a montanha anda a parir ratos todos os dias...
Dirigente tentou comprar árbitro com 1500 euros
NUNO MIGUEL MAIA
Um vice-presidente do Coimbrões é suspeito de ser o mandante de um intermediário apanhado em flagrante pela Polícia Judiciária quando entregava 1500 euros a um árbitro. Mas o detido nem sequer foi interrogado por juiz.
"Acho que a montanha está a parir um rato", diz presidente
Só que a montanha anda a parir ratos todos os dias...
A política do Pinóquio
JN
Mais 60 mil perdem trabalho num mês
ALEXANDRA FIGUEIRA
O fim de contratos a prazo e os despedimentos colectivos estão a deixar no desemprego dezenas de milhares de pessoas. Só nos dois primeiros meses desde ano, 131 mil acorreram a inscrever-se, 60 mil dos quais em Fevereiro.
Este é o paraíso qu o Pinóquio sonhou para nós...
Mais 60 mil perdem trabalho num mês
ALEXANDRA FIGUEIRA
O fim de contratos a prazo e os despedimentos colectivos estão a deixar no desemprego dezenas de milhares de pessoas. Só nos dois primeiros meses desde ano, 131 mil acorreram a inscrever-se, 60 mil dos quais em Fevereiro.
Este é o paraíso qu o Pinóquio sonhou para nós...
Nada acontece por acaso nesta crise
O sistema montado deu os seus resultados. Endividaram-se os cidadãos pelo incentivo ao consumo, lucraram-se milhões com operações de investimento fantasma e depositou-se o problema no Estado. Este, obediente e submisso, embora com grandes palavreados, através dos seus legítimos proprietários, os nossos queridos governantes toca de acudir ao fogo.
Tudo já estava mais fragilizado neste paraíso à beira mar plantado mas a crise internacional veio dar uma ajuda para tapar a sujidade própria, a incompetência, a corrupção, a sem vergonha e a qualidade exacrável dos nossos políticos.
Os media ajudam com o seu alarido a tornar banal a safardice e passados alguns dias ou semanas tudo continua na mesma: pedófilos, subsídios repartidos entre quem recebe e quem concede, futebol manuseado, políticos que se agridem verbalmente e dividem os lucros a meias. A Justiça tão célere em prender quem rouba um pão, arranja os argumentos mais irracionais para safar os amiguinhos de poder e o cidadão que sempre trabalhou é espoliado na saúde, nas reformas, nos impostos absurdos e no engordar da Galp, da EdP e da Galpgas. Nunca neste país se pagaram impostos tão elevados para sustentar uma democracia podre e a cheirar mal. Assim se vai gastando a vida de milhões em prol da ostentação de alguns.
Afinal parece que, passem as palavras bonitas dos discursos, o sistema está montado para a desonestidade e castiga quem se mantiver honesto. Claro que é preciso alguma esperteza para se manterem na ilegalidade dentro das leis que eles mesmos fabricam. Ao lado da criminalidade mais tradicional temos a de colarinho branco não menos perigosa mas mais estável nos sofrimentos que inflige.
Vamos para onde? Para tapetes dos senhores, para uma nova forma de escravidão adormecida nas telenovelas, nas transmissões consecutivas de futebol, nos escândalos das revistas. Do país pouco há a dizer. Está quase todo vendido e só falta nos obrigarem a falar outra língua qualquer. No meio disto tudo, Manuel Alegre continua a fazer de virgem impoluta romana, farta de andar nos bacanais.
Tudo já estava mais fragilizado neste paraíso à beira mar plantado mas a crise internacional veio dar uma ajuda para tapar a sujidade própria, a incompetência, a corrupção, a sem vergonha e a qualidade exacrável dos nossos políticos.
Os media ajudam com o seu alarido a tornar banal a safardice e passados alguns dias ou semanas tudo continua na mesma: pedófilos, subsídios repartidos entre quem recebe e quem concede, futebol manuseado, políticos que se agridem verbalmente e dividem os lucros a meias. A Justiça tão célere em prender quem rouba um pão, arranja os argumentos mais irracionais para safar os amiguinhos de poder e o cidadão que sempre trabalhou é espoliado na saúde, nas reformas, nos impostos absurdos e no engordar da Galp, da EdP e da Galpgas. Nunca neste país se pagaram impostos tão elevados para sustentar uma democracia podre e a cheirar mal. Assim se vai gastando a vida de milhões em prol da ostentação de alguns.
Afinal parece que, passem as palavras bonitas dos discursos, o sistema está montado para a desonestidade e castiga quem se mantiver honesto. Claro que é preciso alguma esperteza para se manterem na ilegalidade dentro das leis que eles mesmos fabricam. Ao lado da criminalidade mais tradicional temos a de colarinho branco não menos perigosa mas mais estável nos sofrimentos que inflige.
Vamos para onde? Para tapetes dos senhores, para uma nova forma de escravidão adormecida nas telenovelas, nas transmissões consecutivas de futebol, nos escândalos das revistas. Do país pouco há a dizer. Está quase todo vendido e só falta nos obrigarem a falar outra língua qualquer. No meio disto tudo, Manuel Alegre continua a fazer de virgem impoluta romana, farta de andar nos bacanais.
domingo, fevereiro 01, 2009
Um cidadão que não se cala e engole
No blog de José Maria Martins
Caso Freeport - A equipa mista proposta pelos ingleses e a teoria do "orgulhosamente sós" da PGR
No âmbito da apaixonada discussão do caso "Freeport" e , sobretudo, no debate sobre a eventual culpabilidade de José Sócrates, assistimos a factos suficientemente graves que devem merecer a nossa atenção especial.
Ao ouvir a Drª Cândida Almeida os portugueses ficaram perplexos. Parece muito claro que José Sócrates nunca será investigado em Portugal. É Primeiro Ministro, o PGR foi nomeado pelo Governo, a Drª Cândida Almeida parece aspirar a vir a ser PGR.
No entanto, tendo em atenção a posição das polícias britânicas há - pelo menos para eles - indicios suficientes para abrirem uma investigação envolvendo o PM português.
A Drª Cândida Almeida , ainda mais surpreendemente, disse à SIC que não era aceitável polícias estrangeiros investigarem o PM português!
Ora, este "orgulhosamente sós" choca com três ordens de razões:
1ª - Noriega era Presidente do Panamá , mas nem por isso deixou de ser destituído, julgado e encarcerado nos EUA;
2ª - Saddam Hussein, claramente ex-aliado dos EUA, não deixou de ser deposto, preso, julgado e enforcado;
3ª - A Comunidade Internacional tem regras que não param perante o PM do Estado menos desenvolvido da União Europeia, o mais dependente.
Caso Freeport - A equipa mista proposta pelos ingleses e a teoria do "orgulhosamente sós" da PGR
No âmbito da apaixonada discussão do caso "Freeport" e , sobretudo, no debate sobre a eventual culpabilidade de José Sócrates, assistimos a factos suficientemente graves que devem merecer a nossa atenção especial.
Ao ouvir a Drª Cândida Almeida os portugueses ficaram perplexos. Parece muito claro que José Sócrates nunca será investigado em Portugal. É Primeiro Ministro, o PGR foi nomeado pelo Governo, a Drª Cândida Almeida parece aspirar a vir a ser PGR.
No entanto, tendo em atenção a posição das polícias britânicas há - pelo menos para eles - indicios suficientes para abrirem uma investigação envolvendo o PM português.
A Drª Cândida Almeida , ainda mais surpreendemente, disse à SIC que não era aceitável polícias estrangeiros investigarem o PM português!
Ora, este "orgulhosamente sós" choca com três ordens de razões:
1ª - Noriega era Presidente do Panamá , mas nem por isso deixou de ser destituído, julgado e encarcerado nos EUA;
2ª - Saddam Hussein, claramente ex-aliado dos EUA, não deixou de ser deposto, preso, julgado e enforcado;
3ª - A Comunidade Internacional tem regras que não param perante o PM do Estado menos desenvolvido da União Europeia, o mais dependente.
A cabala e as forças ocultas
Nos últimos trinta anos um fenómeno desenvolveu-se na nossa sociedade: o enriquecimento rápido. Normalmente e naturalmente, acompanhado de muitos escândalos, investigações criminais e relatórios inócuos do Tribunal de Contas. A maior parte destes processos encontram-se enterrados. Paz à sua alma. O crédito fluía para a compra de carros, casas e gadjets electrónicos, a crise vinha longe e tudo era aceite no bom costume brando do deixa correr. Infelizmente, o Benfica não ganhava campeonatos mas como todos os outros clubes alimentava as ilusões do povo adormecido. Continuávamos atrasados em relação aos outros países europeus mas também nunca tínhamos conhecido o progresso. Aliás, ainda hoje continuamos a confundir o pedido de um pequeno favor com o desvio de milhões. Tudo no mesmo saco e assim a desculpabilização torna-se fácil. Quem se lembra do pagamento de facturas em duplicado na Capital da Cultura ou das comissões pagas pelo aluguer de barcos para a Expo que nunca foram utilizados? Talvez algum mal intencionado...
Dividido o país em fatias e distribuidas as regalias pelos vários intervenientes de diversos partidos, agora mando eu e comes tu, amanhã mandas tu e como eu a coisa lá vai caminhando. A justiça (se é que ainda conserva o nome) lá foi debitando declarações e justificando a sua ineficiência. Isto para o grande crime que, para o pequeno, lá vai actuando. Tudo um pântano de comportamentos sem qualquer dignidade nem ética. De vez em quando, a imprensa não consegue abafar a escandaleira e lá vai subindo as tiragens à custa da porcaria que vem ao de cima. Sabemos todos, perfeitamente que depois de um grande alarido a coisa arrefece e esquece à espera de um novo caso. Alguns até levam indemnizações chorudas pois para isso servem os bons advogados que fazem as leis e conhecem os buracos da mesma.
Por fim, esquecíamos de referir que tudo não passa de cabalas montadas por poderes ocultos até prova em contrário que nunca chega a ver a luz do dia. E como factos destes também se verificam na Europa porquê desejarmos ser diferentes?
Dada a falta de emprego que existe para os jovens, sugerimos até cursos de formação em cabalas pois assim termos mais uma profissão no país para defender os inocentes apropriadores da coisa alheia que sempre se preocuparam com o nosso bem estar.
Só para terminar uma pequena nota: recomendamos à Clara Ferreira Alves do programa "Eixo de Mal" que não abuse da nossa inteligência, querendo fazer-nos crer que a polícia inglesa anda a quer deixar-nos mal vistos...
Dividido o país em fatias e distribuidas as regalias pelos vários intervenientes de diversos partidos, agora mando eu e comes tu, amanhã mandas tu e como eu a coisa lá vai caminhando. A justiça (se é que ainda conserva o nome) lá foi debitando declarações e justificando a sua ineficiência. Isto para o grande crime que, para o pequeno, lá vai actuando. Tudo um pântano de comportamentos sem qualquer dignidade nem ética. De vez em quando, a imprensa não consegue abafar a escandaleira e lá vai subindo as tiragens à custa da porcaria que vem ao de cima. Sabemos todos, perfeitamente que depois de um grande alarido a coisa arrefece e esquece à espera de um novo caso. Alguns até levam indemnizações chorudas pois para isso servem os bons advogados que fazem as leis e conhecem os buracos da mesma.
Por fim, esquecíamos de referir que tudo não passa de cabalas montadas por poderes ocultos até prova em contrário que nunca chega a ver a luz do dia. E como factos destes também se verificam na Europa porquê desejarmos ser diferentes?
Dada a falta de emprego que existe para os jovens, sugerimos até cursos de formação em cabalas pois assim termos mais uma profissão no país para defender os inocentes apropriadores da coisa alheia que sempre se preocuparam com o nosso bem estar.
Só para terminar uma pequena nota: recomendamos à Clara Ferreira Alves do programa "Eixo de Mal" que não abuse da nossa inteligência, querendo fazer-nos crer que a polícia inglesa anda a quer deixar-nos mal vistos...
Uma crise anunciada
O ano de 2008 terminou com a explosão do neo-liberalismo como já havíamos previsto anteriormente. Na verdade, toda a loucura tem seu fim e os desequilíbrios eram tantos que só poderiam dar asneira. A mãozinha invisível deixou de funcionar e a crise apareceu em todo o seu esplendor. O senhor Greenspan, muito entendido em finanças, ficou surpreendido e o nosso céguinho Vitor Constâncio não viu nada como é natural. Claro que os anteriores adeptos d uma completa privatização do sistema bancário mudaram de opinião, em nome da salvação da economia (coitada) e viraram-se para o saque dos nossos impostos como tábua de salvação, esquecendo-se que o dinheiro que não havia para a saúde ou para a educação já existe para cobrir prejuízos. Os grandes gestores foram saindo pela porta baixa mas certamente de bolsos cheios à custa dos tolos. Claro que no nosso país a culpa da crise e do desnorte veio de fora e são todos inocentes. Inocentes ou incompetentes?
Junto com a crise do subprime vieram os Oliveira e Costa e os Rendeiros, acolitados pelo Cadilhe a fazer de virgem financeira com uns milhões no bolso, na esperança de sacar mais 600 milhões ao Estado. Um a coisa é certa: quando há lucro é para alguns e quando dá para o torto pagamos todos. Santa moral.
Junto com a crise do subprime vieram os Oliveira e Costa e os Rendeiros, acolitados pelo Cadilhe a fazer de virgem financeira com uns milhões no bolso, na esperança de sacar mais 600 milhões ao Estado. Um a coisa é certa: quando há lucro é para alguns e quando dá para o torto pagamos todos. Santa moral.
terça-feira, novembro 18, 2008
Democracias há muitas
JN
Governo quer esclarecimentos sobre a ideia de suspender a democracia
19h50m
O ministro dos Assuntos Parlamentares exortou a presidente do PSD a esclarecer rapidamente a sua ideia de suspender a democracia por seis meses, alegando que existem "fundadas dúvidas" sobre o que pensa do regime democrático.
No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite perguntou, a propósito da reforma do sistema de justiça, se "não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem".
Em reacção a estas palavras da líder dos sociais-democratas, Augusto Santos Silva considerou estar perante "declarações gravíssimas".
Olha quem reclama! Certamente está a pensar numa democracia tipo cubana... Lembram-se do controlo sobre os jornalistas? A dos senhores ou a dos escravos?
Governo quer esclarecimentos sobre a ideia de suspender a democracia
19h50m
O ministro dos Assuntos Parlamentares exortou a presidente do PSD a esclarecer rapidamente a sua ideia de suspender a democracia por seis meses, alegando que existem "fundadas dúvidas" sobre o que pensa do regime democrático.
No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite perguntou, a propósito da reforma do sistema de justiça, se "não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem".
Em reacção a estas palavras da líder dos sociais-democratas, Augusto Santos Silva considerou estar perante "declarações gravíssimas".
Olha quem reclama! Certamente está a pensar numa democracia tipo cubana... Lembram-se do controlo sobre os jornalistas? A dos senhores ou a dos escravos?
Onde para a democracia para todos?
JN
"Não é bom haver seis meses sem democracia?"
00h30m
ISABEL TEIXEIRA DA MOTA
A líder do PSD foi longe na ironia de querer explicar por que falham os governos. Manuela Ferreira Leite disse esta terça-feira que mais vale suspender por uns meses a democracia para se poder fazer todas as reformas necessárias e só depois, então, repô-la.
O PS é que não gostou das palavras da social-democrata. E houve reacções de protesto sucessivas em todos os partidos, incluindo as vindas do interior do PSD.
Discursando como convidada na Câmara de Comércio Luso-Americana, ontem, em Lisboa, Ferreira Leite confessou ser pouco crédula no que toca a fazer reformas em democracia: "Eu não acredito em reformas quando se está em democracia", disse a presidente do maior partido da oposição e ex-ministra das Finanças.
Manuela Ferreira Leite falava da reforma da Justiça, aquela que elegeu como prioritária para pôr a economia nacional a funcionar. Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de Justiça, demarcou-se da declaração do primeiro-ministro que, na sua tomada de posse, "anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".
A democracia formal funciona. A democracia real nasceu desformada e com a maioria absoluta funciona como ditadura de meia dúzia.
"Não é bom haver seis meses sem democracia?"
00h30m
ISABEL TEIXEIRA DA MOTA
A líder do PSD foi longe na ironia de querer explicar por que falham os governos. Manuela Ferreira Leite disse esta terça-feira que mais vale suspender por uns meses a democracia para se poder fazer todas as reformas necessárias e só depois, então, repô-la.
O PS é que não gostou das palavras da social-democrata. E houve reacções de protesto sucessivas em todos os partidos, incluindo as vindas do interior do PSD.
Discursando como convidada na Câmara de Comércio Luso-Americana, ontem, em Lisboa, Ferreira Leite confessou ser pouco crédula no que toca a fazer reformas em democracia: "Eu não acredito em reformas quando se está em democracia", disse a presidente do maior partido da oposição e ex-ministra das Finanças.
Manuela Ferreira Leite falava da reforma da Justiça, aquela que elegeu como prioritária para pôr a economia nacional a funcionar. Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de Justiça, demarcou-se da declaração do primeiro-ministro que, na sua tomada de posse, "anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".
A democracia formal funciona. A democracia real nasceu desformada e com a maioria absoluta funciona como ditadura de meia dúzia.
Uma conferência de imprensa para inglês ver
De repente no telejornal um grande suspense. Anuncia-se a todo o momento uma conferência de imprensa da Dra Maria de Lurdes Rodrigues, a campeã das certezas absolutas, que parece vem dizer algo muito importante. Finalmente lá aparece com o seu ar seráfico e tomamos atenção. Uma jornalista pergunta-lhe se vai suspender o modelo de avaliação dos professores, tendo em atenção a oposição generalizada de todas as organizações de professores e dos próprios. Ela responde que teve um dia muito ocupado com reuniões que a levaram a entender os pontos de vista de algumas dessas organizações e que continuava a trabalhar. Posta perante a questão da suspensão do modelo ou não, começa a responder com voltinhas de linguagem, praticamente sem dizer nada de novo. O telejornal sai da conferência e vai para outras notícias. Em resumo, a montanha pariu um rato. O que andará naquela brilhante cabeça ou quem lhe teria aconselhado a fazer uma conferência de imprensa de repente? Para nos entreter com habilidades discursivas e evasivas? Mostra que aprendeu bem com o chefe Sócrates que também costuma dizer muito pouco. Ah, esquecíamos de referir que este perante a s chefias militares terminou um discurso com palavras de Camões (Esta é a ditosa pátria minha amada) e com um viva as Forças Armadas! Isto deve ser sinónimo de maiores pesadelos para os militares pois a invocação do poeta pretendia. certamente, por os militares a chorar...
segunda-feira, novembro 17, 2008
No Name têm os que os orientam
Público
Outros cinco suspeitos só vão ser ouvidos amanhã
"No Name Boys": três detidos saíram em liberdade
17.11.2008 - 21h38 Lusa, PÚBLICO
Três dos 13 detidos na operação que visou elementos da claque benfiquista “No Name Boys” saíram em liberdade do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, enquanto outros cinco foram transferidos para as instalações do Governo civil de Lisboa, uma vez que só amanhã deverão ser ouvidos.
O fenómeno das claques não andará ligado aos negócios dos clubes de futebol? Quem os incentiva? A quem dá jeito a sua existência? Não nos venham com a historia de que é um fenómeno desportivo para entreter jovens. Prendem-se os pequenos mas os tubarões continuam à solta. Para nós não passam de marionetas de senhores muito ilustres que se dedicam a altos jogos e não incendeiam autocarros para enraivecer a populaça.
Outros cinco suspeitos só vão ser ouvidos amanhã
"No Name Boys": três detidos saíram em liberdade
17.11.2008 - 21h38 Lusa, PÚBLICO
Três dos 13 detidos na operação que visou elementos da claque benfiquista “No Name Boys” saíram em liberdade do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, enquanto outros cinco foram transferidos para as instalações do Governo civil de Lisboa, uma vez que só amanhã deverão ser ouvidos.
O fenómeno das claques não andará ligado aos negócios dos clubes de futebol? Quem os incentiva? A quem dá jeito a sua existência? Não nos venham com a historia de que é um fenómeno desportivo para entreter jovens. Prendem-se os pequenos mas os tubarões continuam à solta. Para nós não passam de marionetas de senhores muito ilustres que se dedicam a altos jogos e não incendeiam autocarros para enraivecer a populaça.
Estamos fartos de rótulos
Ferraz da Costa que nos parece ter parado no tempo, veio à Sic Notícias explicar que 70% dos professores portugueses são comunistas! Para ele todas as manifestações havidas são obra do PCP. Valha-nos Santa Bárbara! Onde é que já ouvimos isto?
A partir de agora quem reclamar os seus direitos é comunista! E quem não gostar do governo do Sr Sócrates é fascista? Deixem-se de rótulos...
A partir de agora quem reclamar os seus direitos é comunista! E quem não gostar do governo do Sr Sócrates é fascista? Deixem-se de rótulos...
A luta popular de Saldanha Sanches
Por falar em comentadores, o ex-MRPP Saldanha Sanches veio hoje à SIC vestidinho com um casaco feito com pano de bilhar, armado em justiceiro dos off-shores. Vá lá que acabou por reconhecer que os impostos dos Estados são elevados sobre os rendimentos e que algumas operações só são viáveis sem essa exagerada carga fiscal. E qual será a diferença entre não pagar os tais impostos para satisfazer a mania das grandezas dos Sócrates & Cª e outras habilidades legais (mas imorais) e essa dita fuga? Mais tarde ou mais cedo esse dinheiro entra no circuito produtivo através de investimento e gera impostos. Não será assim? E só haverá dinheiro lavado nas off-shores? E quem criou as off-shores? Foi obra divina?
Comentadores, uma fonte de sabedoria
Já nos era difícil aturar os comentadores desportivos na televisão. As suas análises complicadas do que é simples enjoam-nos. Agora começamos também a ter a tentação no dedo de mudar de canal e muito, muito depressa. Ele são professores de economia que só têm um olho e fazem análises desastradas, tentando tapar o sol com a peneira ou então fiscalistas e empresários meio vesgos. Hoje apareceu um a dizer que o dinheiro injectado nos bancos era muito bom para evitar o efeito dominó (jogo que nunca foi tão popular) e que era mau injectar dinheiro na indústria automóvel norte-americana porque os sindicatos eram muito fortes. Claro que o dinheiro injectado para tapar buracos em jogos financeiros duvidosos é bom para os gestores aldrabões mas manter milhões de postos de trabalho é mau. Continuam a esquecer-se que tudo na Economia se refere a utilização de recursos para satisfazer necessidades e que o dinheiro é simplesmente um meio de facilitar a troca. Continuam a esquecer-se que existe uma economia real e não modelos abstractos de sala de aula. Para o leigo que nada estudou destas matérias eles parecem sábios mas as suas teorias vê-se onde nos levam. Depois defendeu o crescimento da China para permitir exportar para lá, esquecendo-se dos direitos humanos, do trabalho condigno e do direito ao descanso dos trabalhadores e também da poluição que acabará por nos liquidar a todos. E já agora, porque não investem em África para aumentar o equilíbrio das trocas mundiais?
E finalmente, lembrem-se que os recursos são finitos e que a aumentar sempre a produção, um dia nem haverá talvez que comer (veja-se a destruição das águas do mar, a poluição dos plásticos e lixos informáticos e quejandos). Sim é necessária uma nova ordem económica que satisfaça necessidades reais e não nos atire para o abismo ou para guerras que permitam a sobrevivência apenas dos vencedores. E por falar em sobrevivência, vejam se tiram o Vitor Constâncio do Banco de Portugal. Sempre seria uma ajudinha para nos livrarmos de um sonsa que não sabe para onde cair.
E finalmente, lembrem-se que os recursos são finitos e que a aumentar sempre a produção, um dia nem haverá talvez que comer (veja-se a destruição das águas do mar, a poluição dos plásticos e lixos informáticos e quejandos). Sim é necessária uma nova ordem económica que satisfaça necessidades reais e não nos atire para o abismo ou para guerras que permitam a sobrevivência apenas dos vencedores. E por falar em sobrevivência, vejam se tiram o Vitor Constâncio do Banco de Portugal. Sempre seria uma ajudinha para nos livrarmos de um sonsa que não sabe para onde cair.
domingo, novembro 16, 2008
Quem sai aos seus não degenera
Vital Moreira escreve no Causa Nossa
Activo político
Não tendo conseguido evitar a guerra da maioria dos professores contra a avaliação (e contra as demais reformas no ensino), o Governo só tem uma via a seguir, se não a quiser perder -- tornar claro que não cede, aguentar firme e ganhar a população a seu favor contra a tentativa de boicote corporativo, invocando o interesse geral (e sobretudo o interesse da escola e dos alunos) contra os interesse sectoriais e profissionais.
Ai, a velha escola marxista-leninista que vem, de vez em quando, ao de cima. Aqueles tempos radiosos da obediência cega aos iluminados do Comité Central...
Activo político
Não tendo conseguido evitar a guerra da maioria dos professores contra a avaliação (e contra as demais reformas no ensino), o Governo só tem uma via a seguir, se não a quiser perder -- tornar claro que não cede, aguentar firme e ganhar a população a seu favor contra a tentativa de boicote corporativo, invocando o interesse geral (e sobretudo o interesse da escola e dos alunos) contra os interesse sectoriais e profissionais.
Ai, a velha escola marxista-leninista que vem, de vez em quando, ao de cima. Aqueles tempos radiosos da obediência cega aos iluminados do Comité Central...
O silêncio do Presidente
No Telejornal, a jornalista questiona o Sr Cavaco sobre a sua manutenção de confiança no Dr Dias Loureiro, ex-administrador da SLN (Sociedade Lusa de Negócios - caso BPN) conselheiro por ele escolhido e aquele pede que compreenda a sua não resposta.
Claro que compreendemos e bem. Pode ficar descansado. Não se passa nada. Zero. E ponto final.
Claro que compreendemos e bem. Pode ficar descansado. Não se passa nada. Zero. E ponto final.
O inocente Vitor Constâncio
josemariamartins escreve:
Terça-feira, Novembro 04, 2008
Nacionalização do Banco Português de Negócios - A ponta do Iceberg da corrupção e da vigarice
O Diário de Notícias de hoje, notícia que o Governador do Banco de Cabo Verde informou o Governador do Banco de Portugal que havia irregularidades no Banco Insular, em Cabo Verde, logo em Março de 2008, como se pode ver aqui:
Victor Constâncio - que tem um"ordenado" no montante de quase o dobro do seu homólogo nos Estados Unidos da América - nada terá feito.
Com o colapso do BNP o Governo de José Sócrates decidiu nacionalizá-lo. O Governo estava entre a espada e a parede e preferiu a nacionalização.
A primeira questão é esta: Porque não agiu de imediato o Governador do Banco de Portugal? Nomeadamente participando os factos ao Ministério Público?
A segunda é esta: Como é possível que Victor Constâncio - fracassado Secretário-Geral do Partido Socialista - ter estado quieto desde Março de 2008?
Boas perguntas. Só que a maioria dos ilustres gestores socialistas tudo farão para apagar os traços...
Terça-feira, Novembro 04, 2008
Nacionalização do Banco Português de Negócios - A ponta do Iceberg da corrupção e da vigarice
O Diário de Notícias de hoje, notícia que o Governador do Banco de Cabo Verde informou o Governador do Banco de Portugal que havia irregularidades no Banco Insular, em Cabo Verde, logo em Março de 2008, como se pode ver aqui:
Victor Constâncio - que tem um"ordenado" no montante de quase o dobro do seu homólogo nos Estados Unidos da América - nada terá feito.
Com o colapso do BNP o Governo de José Sócrates decidiu nacionalizá-lo. O Governo estava entre a espada e a parede e preferiu a nacionalização.
A primeira questão é esta: Porque não agiu de imediato o Governador do Banco de Portugal? Nomeadamente participando os factos ao Ministério Público?
A segunda é esta: Como é possível que Victor Constâncio - fracassado Secretário-Geral do Partido Socialista - ter estado quieto desde Março de 2008?
Boas perguntas. Só que a maioria dos ilustres gestores socialistas tudo farão para apagar os traços...
Quando a verdade vem ao de cima
Público
Segundo Manuel Alegre, "o partido [PS] neste momento é uma máquina eleitoral, é uma máquina de poder. Deixou de ter uma vida própria e uma vida autónoma, a direcção do partido é o Governo".
E que bem exerce o poder em benefício de meia dúzia... Tudo em nome do socialismo. Esperemos as palavras simpáticas do Vital Moreira a explicar o inexplicável.
Segundo Manuel Alegre, "o partido [PS] neste momento é uma máquina eleitoral, é uma máquina de poder. Deixou de ter uma vida própria e uma vida autónoma, a direcção do partido é o Governo".
E que bem exerce o poder em benefício de meia dúzia... Tudo em nome do socialismo. Esperemos as palavras simpáticas do Vital Moreira a explicar o inexplicável.
O desencanto: fome, ensino e política
Domingo que termina. Semana nova que começa. Repetição de ritmos assumidos na constante Metropolis que se instalou nas nossas vidas. Na Etiópia correm risco de vida 5 milhões de pessoas por falta de alimentos. Ninguém se incomoda. Falam na seca e no aumento do preço dos alimentos. Ficam por aqui as intervenções de Banco Mundial e de todos os bancos centrais. Encantadora e singela posição do salve-se quem puder. Na boca dos famintos não entra a piedade dos cristãos. Entra a penas a saliva das rezas exteriorizadas e dos améns.
Em Portugal, os professores ainda não desistiram de vir à rua manifestar o seu descontentamento. Como pode isto acontecer, pergunta-se o Governo, com tanto futebol e com tanta telenovela? Ingratos é o que eles são. Deviam curvar a espinha como todos os outros e submeterem-se voluntariamente ao arbítrio e ao poder absoluto. Será que eles não estão contentes pelo Ronaldo ter marcado o seu 101º golo?
Avaliar e controlar. Reformar e sacar. Deixar os crimes de colarinho branco impunes. Isto sim é bem governar-se.
Manuel Alegre diz que talvez não acompanhe Sócrates nas próximas eleições. Até este pacífico socialista começa a ter vergonha de entrar na palhaçada. Cumprirá ou voltará ao rebanho? Veremos...
Em Portugal, os professores ainda não desistiram de vir à rua manifestar o seu descontentamento. Como pode isto acontecer, pergunta-se o Governo, com tanto futebol e com tanta telenovela? Ingratos é o que eles são. Deviam curvar a espinha como todos os outros e submeterem-se voluntariamente ao arbítrio e ao poder absoluto. Será que eles não estão contentes pelo Ronaldo ter marcado o seu 101º golo?
Avaliar e controlar. Reformar e sacar. Deixar os crimes de colarinho branco impunes. Isto sim é bem governar-se.
Manuel Alegre diz que talvez não acompanhe Sócrates nas próximas eleições. Até este pacífico socialista começa a ter vergonha de entrar na palhaçada. Cumprirá ou voltará ao rebanho? Veremos...
quinta-feira, novembro 13, 2008
O país das maravilhas
Nascem em bairros de lata. Não vão à escola e os seus locais de brincadeira são as ruas. Os pais, também eles párias forçados de uma sociedade desumanizada, emborracham-se e batem nas mulheres. Querem possuir o que os outros jovens têm e não podem. Vêm a felicidade nos objectos mais ou menos sofisticados da sociedade de consumo. Começam a roubar na adolescência, a fazer sexo com um machismo entranhado na pele. Fazem filhos cedo que irão prolongar o mesmo ciclo. Falam mal, são agressivos e revoltados. Mais tarde ou mais cedo irão ser julgados e parar à cadeia.
Ao seu lado, passam, nas viaturas reluzentes, os sortalhudos desta roda cega que alimenta a sociedade. Estes acham que os outros feios e porcos tornam o ambiente feio.
Estes admiram os futebolistas, os modelos e os Vitor Constâncios do sistema. Para aqueles espertos são os que roubam milhões. Passam trinta anos e tudo fica pior. Culpa de quem? De ninguém...
Ao seu lado, passam, nas viaturas reluzentes, os sortalhudos desta roda cega que alimenta a sociedade. Estes acham que os outros feios e porcos tornam o ambiente feio.
Estes admiram os futebolistas, os modelos e os Vitor Constâncios do sistema. Para aqueles espertos são os que roubam milhões. Passam trinta anos e tudo fica pior. Culpa de quem? De ninguém...
Uma região em decadência
JN
Norte bate recorde de taxa de desemprego
A região Norte atingiu o máximo histórico de 186 mil desempregados, segundo um estudo divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. A falta de mão-de-obra qualificada continua a sentir-se e o salário médio mensal está 9,5 por cento abaixo da média nacional.
A miséria nortenha é compensada pela ilusão de ganhar no jogo da bola. Quanto ao resto é uma verdadeira tristeza. E chamam-lhe a capital do trabalho. Só pode ser por ironia...
Norte bate recorde de taxa de desemprego
A região Norte atingiu o máximo histórico de 186 mil desempregados, segundo um estudo divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. A falta de mão-de-obra qualificada continua a sentir-se e o salário médio mensal está 9,5 por cento abaixo da média nacional.
A miséria nortenha é compensada pela ilusão de ganhar no jogo da bola. Quanto ao resto é uma verdadeira tristeza. E chamam-lhe a capital do trabalho. Só pode ser por ironia...
Aplauso dos alunos aos membros do Governo
JN
Alunos atiram ovos a secretários de Estado
JN
(Em actualização) A equipa de intervenção rápida da PSP foi chamada à Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa, após vários alunos terem atirado ovos aos secretários de Estado da Educação Valter Lemos e Jorge Pedreira, confirmou ao JN fonte das Relações Públicas do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Se a moda pega, qualquer dia não há ovos suficientes para mimosear os governantes...
Alunos atiram ovos a secretários de Estado
JN
(Em actualização) A equipa de intervenção rápida da PSP foi chamada à Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa, após vários alunos terem atirado ovos aos secretários de Estado da Educação Valter Lemos e Jorge Pedreira, confirmou ao JN fonte das Relações Públicas do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Se a moda pega, qualquer dia não há ovos suficientes para mimosear os governantes...
O inocente governador do Banco de Portugal
JN
Operação de financiamento de 100 milhões foi subscrita por clientes do banco
Constâncio autorizou SLN Valor a financiar-se junto dos clientes do BPN
13.11.2008 - 09h22
Por Cristina Ferreira
O Banco de Portugal (BdP) autorizou em Julho deste ano accionistas do Grupo Banco Português de Negócios (BPN) a endividarem-se em 100 milhões de euros junto dos clientes do banco, através de títulos de dívida de curto prazo.
A decisão da autoridade de supervisão decorreu três meses antes da nacionalização do banco e quando já era do seu conhecimento que este se encontrava insolvente, com uma insuficiência de 800 milhões de euros. O BdP já veio dizer, no entanto, que nessa fase ainda estava à procura de uma solução para o BPN.
Toca a tapar o buraco com o dinheiro dos clientes mesmo que o BPN já se encontrasse insolvente. Sem qualificativo. Até onde vai a sem-vergonha?
Operação de financiamento de 100 milhões foi subscrita por clientes do banco
Constâncio autorizou SLN Valor a financiar-se junto dos clientes do BPN
13.11.2008 - 09h22
Por Cristina Ferreira
O Banco de Portugal (BdP) autorizou em Julho deste ano accionistas do Grupo Banco Português de Negócios (BPN) a endividarem-se em 100 milhões de euros junto dos clientes do banco, através de títulos de dívida de curto prazo.
A decisão da autoridade de supervisão decorreu três meses antes da nacionalização do banco e quando já era do seu conhecimento que este se encontrava insolvente, com uma insuficiência de 800 milhões de euros. O BdP já veio dizer, no entanto, que nessa fase ainda estava à procura de uma solução para o BPN.
Toca a tapar o buraco com o dinheiro dos clientes mesmo que o BPN já se encontrasse insolvente. Sem qualificativo. Até onde vai a sem-vergonha?
A culpa morreu solteira
Jornal de Negócios
João Salgueiro defende governador do Banco de Portugal
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, saiu hoje em defesa do governador do Banco de Portugal ao afirmar que não vê "nenhuma razão" para se dizer que a supervisão falhou.
Jornal de Negócios com Lusa
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, saiu hoje em defesa do governador do Banco de Portugal ao afirmar que não vê "nenhuma razão" para se dizer que a supervisão falhou.
"Não vejo nenhuma razão para dizer que a [supervisão] foi lenta", disse João salgueiro, acrescentado que "o importante é que a acção seja rápida" e que "o problema é da justiça".
Mais um compagnon de route que sai em defesa do desgovernador...
João Salgueiro defende governador do Banco de Portugal
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, saiu hoje em defesa do governador do Banco de Portugal ao afirmar que não vê "nenhuma razão" para se dizer que a supervisão falhou.
Jornal de Negócios com Lusa
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, saiu hoje em defesa do governador do Banco de Portugal ao afirmar que não vê "nenhuma razão" para se dizer que a supervisão falhou.
"Não vejo nenhuma razão para dizer que a [supervisão] foi lenta", disse João salgueiro, acrescentado que "o importante é que a acção seja rápida" e que "o problema é da justiça".
Mais um compagnon de route que sai em defesa do desgovernador...
quarta-feira, novembro 12, 2008
Quando há gente graúda não há segurança para ninguém
Correio da Manhã
12 Novembro 2008 - 09h00
Estado das Coisas
Mendigar segurança
“A segurança do juiz não pode ser vista como uma esmola que o Governo dá, como um favor que presta”
Os juízes consentiram que este Governo os tratasse a pão e água, clamando e mendigando sempre por melhores condições de trabalho. De forma envergonhada, lá iam pedindo essas condições, sempre com medo de incomodar quem decide. Raramente souberam ser ouvidos com eficácia. Mas é preciso dizer ‘basta’ no que toca à sua segurança. O juiz não tem de andar a mendigar a sua segurança ao Governo.
Vem isto a propósito da anunciada decisão da direcção da PSP de pretender retirar protecção ao juiz Carlos Alexandre,o único juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, onde estão os processos mais ‘quentes’ da Justiça portuguesa, como a ‘Operação Furacão’, Portucale, Freeport, submarinos e BPN, todos envolvendo ‘gente graúda’.
Assim funciona melhor a democracia socialista. Os juizes que tenham juízo senão ainda apanham. O Estado lava daí as mãos. Estamos mesmo a ver o teor das sentenças.
12 Novembro 2008 - 09h00
Estado das Coisas
Mendigar segurança
“A segurança do juiz não pode ser vista como uma esmola que o Governo dá, como um favor que presta”
Os juízes consentiram que este Governo os tratasse a pão e água, clamando e mendigando sempre por melhores condições de trabalho. De forma envergonhada, lá iam pedindo essas condições, sempre com medo de incomodar quem decide. Raramente souberam ser ouvidos com eficácia. Mas é preciso dizer ‘basta’ no que toca à sua segurança. O juiz não tem de andar a mendigar a sua segurança ao Governo.
Vem isto a propósito da anunciada decisão da direcção da PSP de pretender retirar protecção ao juiz Carlos Alexandre,o único juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, onde estão os processos mais ‘quentes’ da Justiça portuguesa, como a ‘Operação Furacão’, Portucale, Freeport, submarinos e BPN, todos envolvendo ‘gente graúda’.
Assim funciona melhor a democracia socialista. Os juizes que tenham juízo senão ainda apanham. O Estado lava daí as mãos. Estamos mesmo a ver o teor das sentenças.
Há máfias da noite e máfias de dia
Lisboa: Julgamento da Máfia da noite em risco. Juíza pergunta se há medo
Testemunhas temem Máfia da noite
Quando construiu a acusação por associação criminosa e lenocínio contra o grupo de Alfredo Morais, o Ministério Público tinha asseguradas quatro testemunhas-chave: o agente da PSP espancado, além dos sócios-gerentes do Gallery, do Elefante Branco e um funcionário deste bar de alterne. Os últimos três garantiram na fase de inquérito que eram aterrorizados – o grupo impunha-lhes as várias prostitutas que controlava e ainda lhes extorquia milhares de euros em troca de segurança. Quem não pagasse, sofria. Agora, ou não aparecem ou estão a desmentir tudo em julgamento. A própria juíza levantou ontem a suspeita de existir "medo" e a PSP deverá reforçar desde já a segurança às testemunhas ameaçadas.
E algum pedófilo foi condenado? E do Apito Dourado? E alguém de BPN vai ser investigado?
Testemunhas temem Máfia da noite
Quando construiu a acusação por associação criminosa e lenocínio contra o grupo de Alfredo Morais, o Ministério Público tinha asseguradas quatro testemunhas-chave: o agente da PSP espancado, além dos sócios-gerentes do Gallery, do Elefante Branco e um funcionário deste bar de alterne. Os últimos três garantiram na fase de inquérito que eram aterrorizados – o grupo impunha-lhes as várias prostitutas que controlava e ainda lhes extorquia milhares de euros em troca de segurança. Quem não pagasse, sofria. Agora, ou não aparecem ou estão a desmentir tudo em julgamento. A própria juíza levantou ontem a suspeita de existir "medo" e a PSP deverá reforçar desde já a segurança às testemunhas ameaçadas.
E algum pedófilo foi condenado? E do Apito Dourado? E alguém de BPN vai ser investigado?
O Provedor Nacional de Buracos
JN
"Numa economia de mercado há fraudes"
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considerou que num sistema de livre iniciativa existem fraudes e lembrou que os buracos encontrados em bancos noutros países não levantaram dúvidas sobre a supervisão.
Se há mais incompetentes no mundo está tudo justificado...
"Numa economia de mercado há fraudes"
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considerou que num sistema de livre iniciativa existem fraudes e lembrou que os buracos encontrados em bancos noutros países não levantaram dúvidas sobre a supervisão.
Se há mais incompetentes no mundo está tudo justificado...
Vitoe Constâncio de consciência tranquila
JN
BPN: Vítor Constâncio sem peso na consciência
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, rejeitou qualquer responsabilidade em relação ao que aconteceu no BPN, afirmando que não se demitirá
Se ele se demitisse é que era para admirar. Num país onde a vergonha desapareceu de cena e só os proveitos contam, tolo era ele para destoar do ambiente geral.
BPN: Vítor Constâncio sem peso na consciência
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, rejeitou qualquer responsabilidade em relação ao que aconteceu no BPN, afirmando que não se demitirá
Se ele se demitisse é que era para admirar. Num país onde a vergonha desapareceu de cena e só os proveitos contam, tolo era ele para destoar do ambiente geral.
Números não são para a ministra
JN
Ana Jorge deixou de ter condições para tutelar ministério
O deputado do PSD Carlos Miranda considerou hoje que a ministra da Saúde, Ana Jorge, deixou de ter condições para tutelar o ministério depois de ter manifestado ignorar o valor das dívidas acumuladas do sector.
Uma ministra que não sabe a quantas anda. Aliás, não é uma grande novidade que grande parte do governo não sabe o que anda a fazer. Vai por palpites...
Ana Jorge deixou de ter condições para tutelar ministério
O deputado do PSD Carlos Miranda considerou hoje que a ministra da Saúde, Ana Jorge, deixou de ter condições para tutelar o ministério depois de ter manifestado ignorar o valor das dívidas acumuladas do sector.
Uma ministra que não sabe a quantas anda. Aliás, não é uma grande novidade que grande parte do governo não sabe o que anda a fazer. Vai por palpites...
Democracia boa só a do governo
JN
Sócrates lamenta "comportamentos anti-democráticos" em Fafe
O primeiro-ministro, José Sócrates, lamentou os "comportamentos anti-democráticos" registados terça-feira em Fafe, quando alunos da Escola Secundária local atiraram ovos ao carro da ministra da Educação.
Agora são os alunos que são anti-democráticos? E o que vem fazendo esta maioria absoluta que nos governa? Lobos disfarçados de socialistas arriscam-se a levar com ovos e tomates quando o povo acordar da letargia.
Sócrates lamenta "comportamentos anti-democráticos" em Fafe
O primeiro-ministro, José Sócrates, lamentou os "comportamentos anti-democráticos" registados terça-feira em Fafe, quando alunos da Escola Secundária local atiraram ovos ao carro da ministra da Educação.
Agora são os alunos que são anti-democráticos? E o que vem fazendo esta maioria absoluta que nos governa? Lobos disfarçados de socialistas arriscam-se a levar com ovos e tomates quando o povo acordar da letargia.
O governador vai nu...
Todos se aprestam a defender o Dr Vitor Constâncio de qualquer culpa na falta de controlo do sistema bancário. Manuela Ferreira Leite é uma política que não se refere ao assunto e ao passar pelo blog Bicho Carpinteiro verifico que José Medeiros Ferreira escreve o seguinte:"Será que vão acusar Vítor Constâncio e absolver os accionistas e os pretéritos gestores do Banco Português de Negócios.?Há gente capaz de tudo..."
E a quem mais acusar? Certamente o Papa ou o Belzebu...
Vitor Constâncio tem a rara virtude de encaixar em todas com o seu ar seráfico de intelectual despreendido das coisas terrenas e capaz de embrulhar qualquer assunto económico ao sabor do poder estabelecido. Estar lá ou não estar teria o mesmp efeito: igual a zero. Aliás, ele é o padrão típico do assexuado, multifacetado e acomodado, elemento de bloco central da política económica que vem desgraçando o país.
E a quem mais acusar? Certamente o Papa ou o Belzebu...
Vitor Constâncio tem a rara virtude de encaixar em todas com o seu ar seráfico de intelectual despreendido das coisas terrenas e capaz de embrulhar qualquer assunto económico ao sabor do poder estabelecido. Estar lá ou não estar teria o mesmp efeito: igual a zero. Aliás, ele é o padrão típico do assexuado, multifacetado e acomodado, elemento de bloco central da política económica que vem desgraçando o país.
terça-feira, novembro 11, 2008
A Tribulandia e os mil ladrões
A Tribulandia tem como poderes reinantes dois grandes grupos: o PS (Pedantes Salafrários) e o PSD(Parvos Solidários Delirantes). Os seus membros mais ilustres alternam entre os orgãos de poder "democrático" e a gestão de empresas. Enquanto uns em nome do "socialismo", entenda-se Estado, sangram os cidadãos através dos mais absurdos impostos e do cortar de direitos, os outros vão-se governando através de uma gestão de sapateiros, deslocando os fundos das empresas para os seus bolsos e dos amigos. De vez em quando trocam de lugar mas o sistema segue igual. Quando já estão suficientemente gordos e anafados, o amigo Estado (deles) para cobrir os enormes buracos, injecta o dinheiro dos impostos e justifica-se com o interesse do povo. Este, na sua maioria analfabeto, acredita que a glória da Pátria se mede pelo êxito do futebol (uma máfia incrustada no sistema), que a telenovela é um sonho de viver e que os radiosos amanhãs também chegarão um dia para eles, depois de terem trabalhado dezenas de anos a ganhar uma miséria, endividados até ao pescoço para comprarem um GPS, um Phone ou outra porcaria qualquer tecnológica. No meio de tudo isto, meia dúzia de padres lá pregam no deserto, um ou outro jornalista tenta chegar à verdade e um ou outro escritor brada em vão. Outros dois grupos, o PC (Parvos Convictos) e o BE (Barraca de Espumante) lá compõem o leque para estabelecerem algum contraponto, sem qualquer resultado prático.
Perfeitamente drogado, o povinho acredita que o Miguel dos Cadinhos se foi sacrificar para salvar o BPN (Banco para as Negociatas). Se tudo isto não fosse trágico daria uma excelente comédia.
Perfeitamente drogado, o povinho acredita que o Miguel dos Cadinhos se foi sacrificar para salvar o BPN (Banco para as Negociatas). Se tudo isto não fosse trágico daria uma excelente comédia.
sábado, novembro 08, 2008
Leis feitas por medida
Maria de Lurdes Rodrigues continua a ser contestada na rua pelos professores. Hoje na televisão veio dar uma imagem das certezas absolutas que enformam este governo. A determinada altura refere que qualquer lei deve ser cumprida. Claro que em todos os países há leis, algumas bem aberrantes como a pena de morte ou o apedrejamento das mulheres adúlteras, dependendo de quem tem o poder de as fazer. Hitler, Mussolini e Franco também tinham as suas leis. Todos os que não professavam as suas ideias podiam ser mortos, torturados ou até queimados para sabão como os judeus. O cidadão tem o direito de protestar contra as leis que mais não fazem do que dar satisfação a alguns ou são extremistas. Podem ferir a moral, a equidade, o direito à dignidade e daí o direito ao protesto e à indignação. Claro que uma "democracia" com maioria absoluta pode equivaler uma ditadura. Basta reparar nos sorrisos descarados dos governantes quando interpelados pela oposição como quem pensa: - Vai-te adiantar muito! Lá estarão os paus mandados do partido para lhes assegurar que nada se alterará.
Querem lei mais fascista do que a proibição generalizada de fumar? Claro que o povo domesticado vem para a porta dos cafés como intocáveis dar um espectáculo triste e humilhante. Onde estão as provas científicas de que o fumo passivo mata? O que se passa é que o estado se julga dono e senhor de todos e tem que velar pela aplicação dos fundamentalismos. Já agora porque não proíbem todos os carros de circular?
Nada como uma boa hipocrisia para ser bom governante na Tribulandia...
Querem lei mais fascista do que a proibição generalizada de fumar? Claro que o povo domesticado vem para a porta dos cafés como intocáveis dar um espectáculo triste e humilhante. Onde estão as provas científicas de que o fumo passivo mata? O que se passa é que o estado se julga dono e senhor de todos e tem que velar pela aplicação dos fundamentalismos. Já agora porque não proíbem todos os carros de circular?
Nada como uma boa hipocrisia para ser bom governante na Tribulandia...
quinta-feira, novembro 06, 2008
Migula Cadilhe, paladino da via privada
Pois está encontrada uma nova máxima económica: quando há lucros na Banca, estes são para distribuir pelos administradores e accionistas; quando há prejuízos estes são para ser suportados por todos os contribuintes, encarregando-se o Estado de injectar o que for necessário, em nome do santo funcionamento do mercado. Mais tarde se verá quem e como recuperará o capital dispendido. Mesmo assim, o Miguel Cadilhe não fica satisfeito pois preferia que o Estado injectasse "a fundo perdido" 600 milhões de euros e depois quem viesse atrás que fechasse a porta. Claro que a porta só poderia ser fechada se ele e seus amigalhaços recebessem a reforma dourada que lhes permitisse uns últimos dias tranquilos nalguma ilha exótica.
Assim, agastado e sério, disse aos jornalistas que era uma questão política. Claro que é política, sobretudo quando mexe nos bolsos. Tenha dó de nós Dr Miguel Cadilhe e veja se ainda tem a reforma do BCP que não deve ser nada má. Algo mais do que o salário mínimo...
Assim, agastado e sério, disse aos jornalistas que era uma questão política. Claro que é política, sobretudo quando mexe nos bolsos. Tenha dó de nós Dr Miguel Cadilhe e veja se ainda tem a reforma do BCP que não deve ser nada má. Algo mais do que o salário mínimo...
domingo, novembro 02, 2008
Comida feita, companhia desfeita
O general Loureiro dos Santos (reformado) lá veio à televisão e aos jornais dar conta do descontentamento dos militares. Segundo ele, quer evitar que algum militar mais exaltado chame ou pronuncie nomes feios a algum governante. De uma forma suave,lá vai dizendo que as queixas que ouve são muitas, que os militares ganham mal e têm fraca assistência médica. Refere o caso dos reformados e que os do activo se revêm no que lhes fazem. O que agora acontece com os velhos, é evidente que vai acontecer pior com os agora novos e altivos defensores da Nação. Já foram úteis quando fizeram o 25 de Abril: agora toca a irem para o seu buraco e a sofrer com os comuns portugueses.
A democracia é muito bonita mas primeiro estão os interesses económicos dos amigos. Só depois e lá para o fundo da fila vêm os valores, os sacrifícios e o arriscar da pele. E não se esquecem de aparecer garbosos nos desfiles para deleite dos que estão no palanque e que nunca fizeram guerra nenhuma a não ser a dos tachos...
A democracia é muito bonita mas primeiro estão os interesses económicos dos amigos. Só depois e lá para o fundo da fila vêm os valores, os sacrifícios e o arriscar da pele. E não se esquecem de aparecer garbosos nos desfiles para deleite dos que estão no palanque e que nunca fizeram guerra nenhuma a não ser a dos tachos...
Toca a construir a muralha de contentores na faixa do Tejo
Em Lisboa o Governo prepara-se para autorizar o alargamento do terminal de contentores de Alcântara, criando uma muralha dom cerca de 1,5 quilómetros com 12 a 15 metros de altura o que certamente agradará muito à empresa Mota-Engil, cujo presidente é um ex-ministro das Obras Públicas e figura importante do PS.
Os cidadãos impedidos assim de ver o rio e dele se aproximarem, já reuniram 5500 assinaturas para levar o assunto a plenário da Assembleia da República.
São uns ingratos que não estão a ver as vantagens que de tal amontoado resultam pois desta maneira ficarão mais encaixotados, gastarão menos solas a passear à beira-rio e sempre ajudam o Dr Jorge Coelho (e seus amigos estivadores) que é uma santa pessoa..
Os cidadãos impedidos assim de ver o rio e dele se aproximarem, já reuniram 5500 assinaturas para levar o assunto a plenário da Assembleia da República.
São uns ingratos que não estão a ver as vantagens que de tal amontoado resultam pois desta maneira ficarão mais encaixotados, gastarão menos solas a passear à beira-rio e sempre ajudam o Dr Jorge Coelho (e seus amigos estivadores) que é uma santa pessoa..
A pen vazia do Governo
Constâcia Cunha e Sá vem no "Público" de 30 p.p. sob o título Lapsos e Trapalhadas, informar que o Governo, fazendo o seu melhor,entregou na Assembleia da República uma pen vazia que devia conter o Orçamento de Estado e que tal facto não suscitou grandes indignações. No dia seguinte, num gesto de grande altruísmo, o Ministro dos Assuntos Parlamentares pediu desculpa ao Parlamento. Os deputados aceitaram comovidos as explicações do Governo e os jornais exultaram com a "humildade" do Dr Santos Silva e puseram-no "a subir" nas colunas que registam os altos e baixoss das personalidades do mundo. A jornalista admira-se ainda como é que se consegue explicar que o Orçamento de Estado, elaborado pelo Governo e entregue na Assembleia da República. esteja sujeito às intervenções criativas de um ser desconhecido, capaz de surpreender o primeiro-ministro com o alcance das suas medidas (isto refere-se à alteração da Lei de Financiamento dos Partidos que passou a permitir o financiamento por particulares em dinheiro que a lei, entretanto tinha proíbido) Este lapso foi atribuído a mão invisível.
Tenha vergonha e demita-se Sr Governador
Foi interessante ver a confissão de Alan Greenspan, perante o COngresso, de que errou ao confiar demasiado nas capacidades auto-reguladoras dos mercados financeiros o que segundo João Caraça, Director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian, mostra bem a hipocrisia e o vazio das elites que, ao abrigo do poderio militar dos Estados Unidos controlaram os destinos de metade do mundo durante a agonia, o óbito e as exéquias da ordem da "guerra fria".
Hoje, em noticiário especial da SIC Notícias, vem o Dr Teixeira dos Santos acompanhado do sacristão Vitor Constâncio dar a notícia da "nacionalização" do Banco Português de Negócios. Se a atitude do ministro se entende pela aflição de salvar o sistema (podre) dos mercados financeiros em Portugal, já se entende menos a aparição do Dr Vitor Constâncio que deveria ter a decência e vergonha intelectual de não aparecer com o seu arrazoado técnico e vazio para disfarçar a incompetência do Banco Central que não controla nem nunca controlou nada, a não ser obrigado pelas circunstâncias. Lembram-se do caso BCP? A manta cobertora do inócuo Dr Constâncio lá foi sobrevivendo. E as imparidades para aqui, e as medidas europeias para acolá, e a regulação dos mercados e bla, bla, bla...
É as estes imbecis que entregamos as nossas poupanças e a vigilância das práticas que nos levam ao desastre. Haja paciência! Parece que o país se voltou de pernas para o ar e que uma ventoínha divina começou a espalhar merda para todo o lado.
Esquecíamos de referir que o ministro, para dourar a pílula, informou que vão liquidar as dívidas atrasadíssimas aos credores do Estado. Na verdade, isto depois da inspecção feita aos emails dos funcionários, e da penalização dos devedores de IVa não cobrado para contrariarem os Tribunais, não deixa de dar uma ideia dos princípios que norteiam este Governo: navegar ao sabor do vento.
Hoje, em noticiário especial da SIC Notícias, vem o Dr Teixeira dos Santos acompanhado do sacristão Vitor Constâncio dar a notícia da "nacionalização" do Banco Português de Negócios. Se a atitude do ministro se entende pela aflição de salvar o sistema (podre) dos mercados financeiros em Portugal, já se entende menos a aparição do Dr Vitor Constâncio que deveria ter a decência e vergonha intelectual de não aparecer com o seu arrazoado técnico e vazio para disfarçar a incompetência do Banco Central que não controla nem nunca controlou nada, a não ser obrigado pelas circunstâncias. Lembram-se do caso BCP? A manta cobertora do inócuo Dr Constâncio lá foi sobrevivendo. E as imparidades para aqui, e as medidas europeias para acolá, e a regulação dos mercados e bla, bla, bla...
É as estes imbecis que entregamos as nossas poupanças e a vigilância das práticas que nos levam ao desastre. Haja paciência! Parece que o país se voltou de pernas para o ar e que uma ventoínha divina começou a espalhar merda para todo o lado.
Esquecíamos de referir que o ministro, para dourar a pílula, informou que vão liquidar as dívidas atrasadíssimas aos credores do Estado. Na verdade, isto depois da inspecção feita aos emails dos funcionários, e da penalização dos devedores de IVa não cobrado para contrariarem os Tribunais, não deixa de dar uma ideia dos princípios que norteiam este Governo: navegar ao sabor do vento.
sexta-feira, outubro 31, 2008
A democracia dos palhaços
Um fenómeno muito interessante de verificar é que a legalidade na Tribulandia é imposta por escroques. Nascidos de fétidos ventres, convertidos do estalinismo, depressa decoraram os slogans do politicamente correcto e se arvoraram em defensores da "democracia" de barriga cheia para uns e miséria para a maioria. Como aliados, encontraram, rapidamente uma série de espertos que mamando na teta do orçamento e nos subsídios desviados da UE se transformaram em seus patronos e amos. Ficou a liberdade de falar mas com o grave risco de não arranjar emprego sem o cartão do partido. E todos se arranjam quer sejam de esquerda quer sejam de direita, se isto ainda tem algum significado. O país afunda-se em dívidas, as empresas abrem falência, os velhos são roubados nas suas reformas com impostos que não lembram ao diabo, há centenas de milhares sem qualquer tipo de assistência médica, a educação ficou uma palhaçada mediática e para estatística europeia ver, as telenovelas e o futebol encarregam-se do resto. Scolari foi embora mas deixou a virgem para nos acudir, os pedófilos pavoneiam-se e os transexuais viram vedetas. Maior porcaria seria difícil de imaginar pelo próprio Belzebu, senhor das Moscas. Isto para lembrar que as moscas mudam mas a merda é sempre a mesma. Já nos esquecíamos de falar do último progresso: o Magalhaes para quem não sabe nada das TIC.
segunda-feira, outubro 27, 2008
A democracia existe?
P: ¿Cree usted que la democracia existe? ¿La ha visto usted?
R: La formal, al menos, sí. Claro que existe. Pero, ¿quien puede creerse a estas alturas que el pueblo es soberano? ¿Que pasaría con los ejércitos si fueran los pueblos los que adjudicasen los presupuestos a los militares? Pues seguramente serían mucho más reducidos. Un sistema como el español, con listas cerradas y mayoría absoluta en el gobierno, no es una verdadera democracia. Es tan sólo una democracia formal. Es una democracia autoritaria. Pero no quiero decir que esto sea así sólo en España. ¿Como se hace un presidente de los Estados Unidos? Pues a fuerza de dinero para la campaña. Luego ese presidente deberá devolver el favor a los que le dejaron todo ese dinero. A los que apostaron por él. Y eso no es democracia. Pero sí creo que podría articularse un sistema más democrático. La democracia puede reinventarse, no es algo terminado. Si por ejemplo cada contribuyente pudiese determinar el destino del dinero que paga con la declaración de hacienda, si por ejemplo cada ciudadano pudiese elegir el destino de un 40% de sus impuestos, se conseguiría que en lugar de una vez cada cuatro años los ciudadanos votaran una vez al año, y de un modo mucho más directo. Es en los presupuestos donde se hace la verdadera política. Dar al pueblo la capacidad de decisión sobre en qué se va a gastar el dinero seria aumentar la democracia, hacerla más verdadera.
Jose Luis Sampedro
Ainda há economistas decentes ao contrário de tanto serventuário deste pequeno país à beira mar plantado...
R: La formal, al menos, sí. Claro que existe. Pero, ¿quien puede creerse a estas alturas que el pueblo es soberano? ¿Que pasaría con los ejércitos si fueran los pueblos los que adjudicasen los presupuestos a los militares? Pues seguramente serían mucho más reducidos. Un sistema como el español, con listas cerradas y mayoría absoluta en el gobierno, no es una verdadera democracia. Es tan sólo una democracia formal. Es una democracia autoritaria. Pero no quiero decir que esto sea así sólo en España. ¿Como se hace un presidente de los Estados Unidos? Pues a fuerza de dinero para la campaña. Luego ese presidente deberá devolver el favor a los que le dejaron todo ese dinero. A los que apostaron por él. Y eso no es democracia. Pero sí creo que podría articularse un sistema más democrático. La democracia puede reinventarse, no es algo terminado. Si por ejemplo cada contribuyente pudiese determinar el destino del dinero que paga con la declaración de hacienda, si por ejemplo cada ciudadano pudiese elegir el destino de un 40% de sus impuestos, se conseguiría que en lugar de una vez cada cuatro años los ciudadanos votaran una vez al año, y de un modo mucho más directo. Es en los presupuestos donde se hace la verdadera política. Dar al pueblo la capacidad de decisión sobre en qué se va a gastar el dinero seria aumentar la democracia, hacerla más verdadera.
Jose Luis Sampedro
Ainda há economistas decentes ao contrário de tanto serventuário deste pequeno país à beira mar plantado...
Quando Estaline inspira "democratas"
O governo da Tribulandia está cheio de estalinistas convertidos em neosocialistas da treta. Só que agora não perseguem o futuro igualitário nem os radiosos amanhãs mas sim o equilíbrio orçamental que pode deixar todos de tanga mas orgulhosos da inactividade gerada. A economia estagna (qual Cuba ou Sudão), o desemprego aumenta, a saúde piora, a educação é uma miragem de Magalhaes, os impostos não olham a meios para sangrar quem ainda tem algum dinheiro e são discursos e mais discursos de um europeísmo vazio e cheio de servilismo. Oa amigalhaços enchem os bolsos e quando se retiram da política preenchem lugares chorudos na actividade pública ou privada. O mundo para eles é uma maravilha. Alguns nem precisaram de frequentar as Universidades para serem doutores! O reino da incompetência baixou à terra. Chamam a isto democracia... Eles lá sabem porquê. Agora até o Ministro das Finanças manda ler os emails dos funcionários... Quando chegará a repressão física?
domingo, outubro 26, 2008
Ainda há bons tachos na Europa
É sempre muito educativo ver as reportagens sobre o parlamento europeu, sede da maior burocracia mundial. Aparece sempre um deputado de cada partido, bem vestidinho, cheio de sentenças balofas e de postas de pescada. Se pouco sabíamos sobre o assunto ficamos ainda pior. Parece que foram escolhidos a dedo. Aqueles lugares são uma espécie de reforma dourada para incompetentes sem fronteiras. E ainda nós não vislumbramos os que não aparecem mas enchem todos os edifícios da UE para elaborar regulamentos e exportar cera. E claro, não faltarão os filhos, os sobrinhos, as primas, as amigas e os amigalhaços de peito todos a comer do orçamento europeu. De vez em quando até convidam amigos para visitarem o cenáculo passarem uns dias em Bruxelas. Santa vida.
Há sempre quem queira tapar o sol com a peneira
Na "Única" que acompanha o "Expresso" desta semana, João Pereira Coutinho citando Dennis Sewell descobre a pólvora ao invocar que foi na administração Clinton que ideias absurdas(?) de inclusão social pressionaram a banca a alterar as regras de prudência na concessão de crédito para que os mais pobres pudessem ter casa! Daí, após uma série de deduções palermas chega à brilhante conclusão que a crise financeira que o mundo atravessa deriva dessa política! Enfim, os coitados dos bancos quiseram ajudar o governo americano a dar casas aos pobres e eis o resultado! Assim, em vez de condenar a gestão ruinosa dos bancos transformados em casinos para lucros de muitos, especialmente os gestores, Pereira Coutinho transfere para os políticos (Clinton, claro está!) a responsabilidade da crise do sistema. Além da ignorância em matéria económica e financeira o articulista revela uma habilidosa maneira de passar uma esponja ou uma escova de sapatos nos pobrezinhos banqueiros. Achamos que deveria ler o Finantial Times, pelo menos, para aprender alguma coisa.
terça-feira, outubro 21, 2008
Quando faz geito a diferenciação ideológica
Vital Moreira escreve no Causa Nossa:
"Os Republicanos cortaram nos impostos dos ricos e nas despesas sociais. Os Democratas querem aumentar os impostos sobre os ricos para poderem financiar mais despesas sociais (incluindo o apoio ao seguro de saúde dos pobres).
Quem é que disse que nos Estados Unidos não faz sentido a luta entre a direita e a esquerda?"
É caso para lhe perguntar se em Portugal a mesma questão faz sentido. É tão bom saborear os prazeres do neo-liberalismo-socialista e dizer-se intelectualmente de esquerda. Assim se enganam os tolos com papas e bolos. Isto para não lhe chamar outra coisa.
"Os Republicanos cortaram nos impostos dos ricos e nas despesas sociais. Os Democratas querem aumentar os impostos sobre os ricos para poderem financiar mais despesas sociais (incluindo o apoio ao seguro de saúde dos pobres).
Quem é que disse que nos Estados Unidos não faz sentido a luta entre a direita e a esquerda?"
É caso para lhe perguntar se em Portugal a mesma questão faz sentido. É tão bom saborear os prazeres do neo-liberalismo-socialista e dizer-se intelectualmente de esquerda. Assim se enganam os tolos com papas e bolos. Isto para não lhe chamar outra coisa.
segunda-feira, outubro 20, 2008
A curta memória dos democratas de pacotilha
Em tempos, Paulo Portas, ministro da Defesa lá conseguiu meia dúzia de euros para atribuir umas pensões de miséria aos combatentes da antiga guerra colonial. A palavra pátria estava banida do léxico dos "democratas" barrigudos e lá deixaram passar a decisão. Muitos regressaram sem condições para trabalhar, muitos foram prejudicados na sua vida profissional e, aleijados ou com doenças psicológicas, foram como sempre deixados à sua sorte. A memória é curta mas também foi à custa de muita luta desses militares que aconteceu o 25 de Abril. Só que os novos cristãos convertidos da política, bem instalados na vida à custa da banha da cobra, não queriam passar por saudosistas e como agora o orçamento está apertado, a seguir ao roubo que fizeram aos reformados, vão reduzir esses magros euros para os ex-combatentes. Para já não falar da sua sem-vergonha em tantos casos evidentes, esta atitude denota os mais baixos sentimentos e falta de sentido das responsabilidades. Claro que desta corja já nada mais resta a esperar de decente, e assim se regista mais uma indecorosa e podre atitude. Pode ser que a História os venha a recompensar...
quinta-feira, outubro 16, 2008
O segredo é alma da crise
Eles lá estão na TV: Silva Lopes, Macedo e Rendeiro. Discussão: crise. Que mais haveria de ser. Falam de regulação, da sua necessidade e de seus perigos. De menos ou demais. Macedo muito preocupado com o excesso de regulação do sistema financeiro que tão boa conta tem dados das nossa poupanças. Preocupado ainda com a palavra nacionalização (restos de um 25 de Abril para esquecer mas que lhes deu a oportunidade de saírem do buraco). Rendeiro explicando que os contribuintes vão ficar beneficiados com a injecção dos seus impostos nos bancos desfalcados e cheios de lixo tóxico! Claro que o dinheiro dos contribuintes serve para tapar buracos mas não serve para tirar o bolo aos que se desmandaram.. Silva Lopes, o mais esclarecido e decente intelectualmente, lá vai dizendo que o risco é elevado e que o prémio atribuído ao dinheiro emprestado se fosse atractivo não deixaria de interessar aos privados. A jornalista lá tenta levantar questões de coerência. Em vão. Estes senhores têm sempre umas palavrinhas no bolso para enrolar o cidadão. Empregam palavras difíceis mas explicam pouco. O segredo é a alma do negócio. É evidente que o jogo irá voltar ao normal, meia dúzia a puxarem os cordelinhos, os empregados políticos a passarem manteiga nos cidadãos e os de sempre a pagarem a crise.
segunda-feira, outubro 13, 2008
De boas intenções está o inferno cheio
O Presidente Cavaco aparece sempre cheio de recados abstractos e sem qualquer objectividade. Preocupado com as empresas, com a crise e com as famílias carenciadas vai debitando um discurso inócuo que não menciona responsáveis nem abre caminho a novas políticas. Fica bem com a sua consciência, tem o aplauso da Maria e vai dormir descansado no palácio. Dizem que se dirige ao governos e a seguir o primeiro-ministro diz estar inteiramente de acordo com o dito. Gostou muito de ver as vacas a ordenhar e achou os modelos do show da moda com caras bonitas. Acha que o IRC deve descer mas nem toca no IRS. Está claro quem vai pagar a crise: os de sempre, os contribuintes trabalhadores por conta de outrém. Com presidentes assim não há nação que sobreviva.
domingo, outubro 12, 2008
O fascismo latente
Segundo li no "El País", Christian Abbiati, guarda-redes do Milão sempre foi fascista em privado mas agora deu à luz algumas dicas sobre as suas eleições políticas. Recusa as leis radicais e a aliança de Mussolini com Hitler mas partilha dos ideais da pátria, religião católica e ordem. Por outro lado, Buffon, da Juventus foi denunciado pela comunidade judia e Cannavaro fez ondular uma bandeira fascista. Buffon usava a camisola 88 que remete para o famigerado Hitler e disse que não sabia mas logo a seguir escreveu numa camisola o slogan de Mussolini "Boia chi molla" (para a guilhotina quem se renda). Parece, inclusivé, que já não existe qualquer travão e muito menos sanção para que se exibam desta maneira. Ponta de um iceberg? Na verdade, como condutores de multidões para a alienação e pagos como divas de uma estranha religião estes novos ídolos do Circo de Roma (alastrado à UE) representam bem esta democracia podre que só mantém dos princípios o nome. Roubos por todo o lado, depois legalizados, riquezas ilícitas, miséria crescente, levam a sociedade a esquecer o que é convivência sã e preparam o terreno para piores tempos. Aqui fica o aviso para os incautos que acreditam na palavra vazia dos políticos actuais e esquecem que as mesmas pode ser o início de futuros mais sombrios.
sexta-feira, outubro 10, 2008
A doença de Sócrates
Diario Digital
Crise aumentou procura de consultas de psiquiatria
«A procura de consultas psiquiátricas tornou-se mais aguda com a crise social», disse hoje à Lusa Jorge Bouças, director do serviço de psiquiatria do Hospital de Gaia.
Os problemas de saúde mental têm registado um aumento ao longo dos anos o que faz com que «um em cada quatro pessoas tenha um problema de saúde mental», disse Jorge Bouças.
A depressão é a quarta doença com maior prevalência no mundo, sendo que 121 milhões de pessoas sofrem desta patologia.
Em Portugal, 30 a 40 por cento da população sofre de perturbações mentais e depressivas.
E com tendência para aumentar com os discursos da próxima campanha eleitoral...
Crise aumentou procura de consultas de psiquiatria
«A procura de consultas psiquiátricas tornou-se mais aguda com a crise social», disse hoje à Lusa Jorge Bouças, director do serviço de psiquiatria do Hospital de Gaia.
Os problemas de saúde mental têm registado um aumento ao longo dos anos o que faz com que «um em cada quatro pessoas tenha um problema de saúde mental», disse Jorge Bouças.
A depressão é a quarta doença com maior prevalência no mundo, sendo que 121 milhões de pessoas sofrem desta patologia.
Em Portugal, 30 a 40 por cento da população sofre de perturbações mentais e depressivas.
E com tendência para aumentar com os discursos da próxima campanha eleitoral...
Um ex-arauto das vantagens dos produtos tóxicos
Diario Digital
À deriva
Luís Delgado
A Europa (e Portugal) finalmente começou a perceber que a crise financeira não é apenas um problema americano, e que os produtos tóxicos estão espalhados por todo o mundo, por força da globalização. A Europa e Portugal já aceitaram que a catástrofe financeira se transformou num terramoto económico, a todos os níveis e envolvendo todos os sectores, e que é necessário um plano de emergência transversal.
Não havendo dinheiro não há actividade económica, e isso tem um final dramático: os bancos paralisam, as empresas grandes e pequenas tornam-se incapazes de resolver as suas obrigações e necessidades, o desemprego sobe, as famílias tornam-se insolventes e a agitação social dispara. Convém, por isso, que os Governos não olhem só para o sistema financeiro. Isso foi apenas o princípio…
A memória é curta e pelos vistos o saber também é pouco...
À deriva
Luís Delgado
A Europa (e Portugal) finalmente começou a perceber que a crise financeira não é apenas um problema americano, e que os produtos tóxicos estão espalhados por todo o mundo, por força da globalização. A Europa e Portugal já aceitaram que a catástrofe financeira se transformou num terramoto económico, a todos os níveis e envolvendo todos os sectores, e que é necessário um plano de emergência transversal.
Não havendo dinheiro não há actividade económica, e isso tem um final dramático: os bancos paralisam, as empresas grandes e pequenas tornam-se incapazes de resolver as suas obrigações e necessidades, o desemprego sobe, as famílias tornam-se insolventes e a agitação social dispara. Convém, por isso, que os Governos não olhem só para o sistema financeiro. Isso foi apenas o princípio…
A memória é curta e pelos vistos o saber também é pouco...
Os novos pobres e a nova acção social
JN
Banqueiros espanhóis pediram 100 mil milhões de euros ao governo
A banca espanhola pediu esta semana ao primeiro-ministro uma injecção de 100 mil milhões de euros para responder ao problema de liquidez e responder à dívida que se vence até finais de 2009, revela hoje a imprensa espanhola.
O pedido foi formulado por responsáveis de bancos e caixas de aforro que se reuniram na segunda-feira com o primeiro-ministro, José Luís Rodríguez Zapatero, a quem informaram de que a dívida que se vence até ao final do próximo ano ascende a 94 mil milhões de euros.
Nesse encontro, e segundo o jornal ABC, os banqueiros informaram que a banca espanhola serve de intermediário para a injecção anual de 100 mil milhões de euros (10 por cento do PIB) através de empréstimos ao exterior.
Aqui está o resultado do incentivo ao consumo desmesurado...
Banqueiros espanhóis pediram 100 mil milhões de euros ao governo
A banca espanhola pediu esta semana ao primeiro-ministro uma injecção de 100 mil milhões de euros para responder ao problema de liquidez e responder à dívida que se vence até finais de 2009, revela hoje a imprensa espanhola.
O pedido foi formulado por responsáveis de bancos e caixas de aforro que se reuniram na segunda-feira com o primeiro-ministro, José Luís Rodríguez Zapatero, a quem informaram de que a dívida que se vence até ao final do próximo ano ascende a 94 mil milhões de euros.
Nesse encontro, e segundo o jornal ABC, os banqueiros informaram que a banca espanhola serve de intermediário para a injecção anual de 100 mil milhões de euros (10 por cento do PIB) através de empréstimos ao exterior.
Aqui está o resultado do incentivo ao consumo desmesurado...
quinta-feira, outubro 09, 2008
As vantagens do neo-liberalismo
Por todo o lado a banca treme e arrasta consigo um colossal stress do mercado de valores. De repente, a liquidez desapareceu. Para onde terá ido? Esfumou-se? Foi tão grande a asneira e a pouca vergonha que parece que os activos são virtuais. E não terá havido quem lucrasse com essas negociatas voláteis? Os governos, até aqui defensores da privatização geral, de tudo e de todos, viraram intervencionistas. Agora já não tem importância o défice. Necessário é tapar a má gestão que deu lugar a este estado de coisas. E, espanto dos espantos vemos a Inglaterra a nacionalizar, a Alemanha a injectar dinheiro e por aí adiante. A grande mistificação financeira perdeu oxigénio e deixou de respirar.
Todos os sábios relatam o acontecido mas não sabem o que fazer para restabelecer a confiança dos cidadãos. Pudera, gato escaldado de água fria tem medo. Mas não adianta fugir a este esquema montado; se não for de forma voluntária será forçada pois para isso existem os impostos para nos sugar o sangue.
Finalmente, também descobriram que a crise financeira afecta a economia real: a dos que produzem alguma coisa. Desorientados mas governados baixam a taxa de juro e injectam meios líquidos. A inflacção deixa de ser papão. E as "comodities" sobem. A favor de quem?
Alguns pedem mais regulação. Regular a aldrabice? Uma nova era se avizinha.
E quando a economia recuperar quem vai lucrar? Os mesmos que a puseram em crise.
Já agora, o que andam a estudar nas universidades os sábios que mandam bocas na televisão? Não seria melhor aprenderem jardinagem nos cursos de maiores de 23? Pelo menos teríamos os jardins melhor tratados.
Todos os sábios relatam o acontecido mas não sabem o que fazer para restabelecer a confiança dos cidadãos. Pudera, gato escaldado de água fria tem medo. Mas não adianta fugir a este esquema montado; se não for de forma voluntária será forçada pois para isso existem os impostos para nos sugar o sangue.
Finalmente, também descobriram que a crise financeira afecta a economia real: a dos que produzem alguma coisa. Desorientados mas governados baixam a taxa de juro e injectam meios líquidos. A inflacção deixa de ser papão. E as "comodities" sobem. A favor de quem?
Alguns pedem mais regulação. Regular a aldrabice? Uma nova era se avizinha.
E quando a economia recuperar quem vai lucrar? Os mesmos que a puseram em crise.
Já agora, o que andam a estudar nas universidades os sábios que mandam bocas na televisão? Não seria melhor aprenderem jardinagem nos cursos de maiores de 23? Pelo menos teríamos os jardins melhor tratados.
terça-feira, setembro 30, 2008
A crise e as baratas tontas
Na televisão, Tony Blair, Vitorino e Costa Ribas. Uma santíssima trindade de banalidades feita. Atarantados com a crise da qual parece perceberem muito pouco, arranjaram uns remendos para o discurso não sair muito do anteriormente dito. Que a crise é global, grande novidade e que mesmo na crise há oportunidades. Claro que as há para os que ainda não foram afectados e vivem do discurso barato sem qualquer fundamento lógico nem fio de continuidade. Se nos deslocarmos para as telenovelas, veremos que a diferença não é muita. Uns e umas apelam ao coração e à lágrima fácil, outros ao doce desvario de um sonho de consumo transformado em pesadelo.
Ao menos o Herman deixou de fazer piada barata e dedicou-se aos concursos.
O Magalhães lá vai fazendo a delícia do Sócrates e o Chávez dá uma ajudinha preciosa ao negócio. Afinal, nem é já tão mau rapaz. Mas que grande elefante devem estar a engolir no fim das almoçaradas.. De facto, a tecnologia de "assemblar" computadores é algo que exige muita ciência!!! As criancinhas podem não saber ler ou interpretar um texto mas vão passar a saber teclar sem raciocinar. Belo! Já alguém pensou nos textos? Já alguém pensou nos professores que mal passam do Word? Sugerimos que ofereçam um Magalhães ao presidente Cavaco. Talvez assim, ele esqueça que os divórcios são mais do que uma partilha de bens. E por este caminho vamos, com a bolsa a parecer histérica de tanta oscilação.
Ao menos o Herman deixou de fazer piada barata e dedicou-se aos concursos.
O Magalhães lá vai fazendo a delícia do Sócrates e o Chávez dá uma ajudinha preciosa ao negócio. Afinal, nem é já tão mau rapaz. Mas que grande elefante devem estar a engolir no fim das almoçaradas.. De facto, a tecnologia de "assemblar" computadores é algo que exige muita ciência!!! As criancinhas podem não saber ler ou interpretar um texto mas vão passar a saber teclar sem raciocinar. Belo! Já alguém pensou nos textos? Já alguém pensou nos professores que mal passam do Word? Sugerimos que ofereçam um Magalhães ao presidente Cavaco. Talvez assim, ele esqueça que os divórcios são mais do que uma partilha de bens. E por este caminho vamos, com a bolsa a parecer histérica de tanta oscilação.
domingo, setembro 21, 2008
A roleta russa emocional
No "Expresso":
John Motulsky usou uma só palavra para descrever a atmosfera que se viveu até quinta-feira na capital do mundo financeiro:"Horrível". Mas, perguntámos, já bateu no fundo ou vai ainda piorar? A voz de Motulsky, director da StonehillCapital Management, denota cansaço e impaciência. Responde-nos com uma pergunta: "Quando é que o seu artigo é publicado? No sábado? Tenho pena de si, poeque o que você escrever hoje estará incorrecto amanhã, Ninguém sabe o que vai acontecer. É grave. Não posso falar. Estamos aqui numa reunião urgente.
Isto passava-se na quarta-feira, perto da meia noite.
A bolha da especulação e o encolhimento da "moeda" gerada pelo sistema bancário convivem com a mais profunda desorientação dos sábios. Será que eles, particularmente, também andarão aflitos?
John Motulsky usou uma só palavra para descrever a atmosfera que se viveu até quinta-feira na capital do mundo financeiro:"Horrível". Mas, perguntámos, já bateu no fundo ou vai ainda piorar? A voz de Motulsky, director da StonehillCapital Management, denota cansaço e impaciência. Responde-nos com uma pergunta: "Quando é que o seu artigo é publicado? No sábado? Tenho pena de si, poeque o que você escrever hoje estará incorrecto amanhã, Ninguém sabe o que vai acontecer. É grave. Não posso falar. Estamos aqui numa reunião urgente.
Isto passava-se na quarta-feira, perto da meia noite.
A bolha da especulação e o encolhimento da "moeda" gerada pelo sistema bancário convivem com a mais profunda desorientação dos sábios. Será que eles, particularmente, também andarão aflitos?
Em directo para alegrar com o sangue dos outros
Há tempos aconteceu em Lisboa um assalto a uma dependência bancária, daquelas pequenas, com pouco dinheiro na caixa, mais parecendo uma pequena mercearia. Os assaltantes eram brasileiros, dois jovens que talvez sem encontrarem o eldorado ou um trabalho decente, iludidos pela facilidade com que se rouba neste país, impunemente, sobretudo os colarinhos brancos, decidiram, em má hora para um deles, tentar a sorte. Foram pouco hábeis, pouco treinados e meteram-se na boca do lobo. O acontecimento foi dado em directo e chegou a assistir-se ao tiro de um polícia nervoso, mais tarde considerado herói pelo ministro da tutela e pelos media. Louvou-se ainda a eficiência da policia perante tão "temíveis" assaltantes que até apareceram à porta da agência com a luz acesa e uma refém que pode fugir tranquilamente depois do tiro... Santa inocência que dá aso a tanta parvoíce tola de pessoas responsáveis. Não teria sido possível evitar o sangue se houvesse um negociador capaz? Encurralados não lhes restava outra saída senão entregarem-se. Aliás o produto do roubo não mereceria tanto sacrifício, pois a agência pouco dinheiro tinha.
Alguns xenófobos de pacotilha logo se deitaram a adivinhar roubos a partir da nacionalidade. Tanta tristeza num país que não se mede e que deixa tanto gatuno de alto coturno a passear-se por aí e a vociferar conta a justiça. Sinais de um tempo sem valores.
Alguns xenófobos de pacotilha logo se deitaram a adivinhar roubos a partir da nacionalidade. Tanta tristeza num país que não se mede e que deixa tanto gatuno de alto coturno a passear-se por aí e a vociferar conta a justiça. Sinais de um tempo sem valores.
Cabecinha pensadora
No "Expresso":
Q.I. Lusitano
"Os trabalhadores são sensatos.(...)Vão aceitar as reduções salariais, que em muitos casos podem ser inevitáveis"
João César das Neves, economista, sobre os efeitos da crise, no "Diário Económico"
Com economistas destes quem precisa da crise da bolsa para empobrecer?
Q.I. Lusitano
"Os trabalhadores são sensatos.(...)Vão aceitar as reduções salariais, que em muitos casos podem ser inevitáveis"
João César das Neves, economista, sobre os efeitos da crise, no "Diário Económico"
Com economistas destes quem precisa da crise da bolsa para empobrecer?
Coisas sem grande significado para ministro
Lemos no "Expresso" sobre o ministro Manuel Pinho, da Economia nos Altos e Baixos:
Entre 2000 e 2008 o gasóleo subiu 100% em Portugal e 52% na UE; desde Julho que o petróleo caiu 35%, enquanto a nossa gasolina baixou 6%. E o ministro só agora se indignou?
Se a falta de carácter matasse, muitas cadeiras muitas de ministro ficavam viúvas...
Entre 2000 e 2008 o gasóleo subiu 100% em Portugal e 52% na UE; desde Julho que o petróleo caiu 35%, enquanto a nossa gasolina baixou 6%. E o ministro só agora se indignou?
Se a falta de carácter matasse, muitas cadeiras muitas de ministro ficavam viúvas...
Há crises e crises
Estivemos ausentes uns tempos. A crise já estava latente. Há tempos que vínhamos chamando a atenção para os perigos de um mercado que não é perfeito; encerra muitas virtualidades mas a mãozinha não funciona sempre, especialmente quando a loucura se apodera de gestores pouco escrupulosos e que transformam os mercados financeiros em autênticos casinos. Assim, as aplicações especulativas que alguns julgavam não afectar a economia de bens e serviços deram o que tinham que dar: incobráveis. E a bola de neve financeira começou rolar. Grandes instituições sem liquidez para solver responsabilidades, auxílio dos Estados (tão mal referenciados pelos privados em tempo de vacas gordas) agora transformados em salvadores, impostos para tapar buracos e muitos administradores e especuladores de bolsos cheios. Assim vai o mundo. Agora toca a apertar ainda mais o cinto dos que sempre o tiveram apertado. Sim, porque isto está para os que beneficiaram das asneiras e não para os que passaram a vida a ir para o trabalho e a regressar a casa. Pelo meio, muito futebol, telenovelas, gadgets (iPops e outros) e uma tribo de comentadores e de palhaços a enganar os tolos.
Quando já todos estiverem de joelhos, aptos a tudo aceitar e sofrer mesmo vencimentos de miséria talvez a economia se relance e nova especulação tenha oportunidade de arrancar...
Quando já todos estiverem de joelhos, aptos a tudo aceitar e sofrer mesmo vencimentos de miséria talvez a economia se relance e nova especulação tenha oportunidade de arrancar...
quinta-feira, julho 03, 2008
Medina Carreira põe a boca no trombone sobre a economia
Medina Carreira veia à SIC Notícias dar uma entrevista sobre o estado do país ao programa "Negócios da Semana". Aberto e contundente pôs a boca no trombone sobre a actuação do governo e sobre o descalabro que desabou sobre este país à beira-mar plantado. Muito do que expressou tem sido uma preocupação constante da Tribulandia em inúmeros "posts". Que os ministros não sabem o que andam a fazer e que são incompetentes, que o primeiro Sócrates não percebeu ainda nada do que se está a passar, que tudo não passa de uma palhaçada para inglês ver através dos meios de comunicação que testemunham actos pouco próprios de um governante que anda a conferir facturas na rua ou a distribuir computadores, em vez de pensar e cumprir o seu lugar. Disse claramente que a economia já estava há muito fragilizada e que tem tendência a piorar ainda mais quando a conjuntura internacional se agrava economicamente e que nada tem sido feito para alterar as estruturas. Em resumo, um autêntico desastre. O termo palhaçada é na verdade adequado.
Questionado sobre a possível evolução do país, no futuro, disse claramente que este tipo de regime democrático não serve porque os partidos e os seus políticos (a tratarem da sua vida e não da nação) são absolutamente incompetentes. Mais grave do que isso, disse ainda que a continuar tudo como até aqui não vislumbra o que se vai passar mas certamente não serão apenas protestos silenciosos.
O jornalista ficou um pouco incomodado e lá tentou levar a conversa para um tom mais conciliatório, sem resultado.
Os tempos estão a mudar e os puxa-saco habituais do governo devem ter ficado com as orelhas a arder. Ficamos satisfeitos por verificar que uma voz autorizada não está embalada no lodo habitual.
Questionado sobre a possível evolução do país, no futuro, disse claramente que este tipo de regime democrático não serve porque os partidos e os seus políticos (a tratarem da sua vida e não da nação) são absolutamente incompetentes. Mais grave do que isso, disse ainda que a continuar tudo como até aqui não vislumbra o que se vai passar mas certamente não serão apenas protestos silenciosos.
O jornalista ficou um pouco incomodado e lá tentou levar a conversa para um tom mais conciliatório, sem resultado.
Os tempos estão a mudar e os puxa-saco habituais do governo devem ter ficado com as orelhas a arder. Ficamos satisfeitos por verificar que uma voz autorizada não está embalada no lodo habitual.
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