Entramos outra vez na época das promessas. Os actores são mais ou menos os mesmos e preparam-se para depois de nos levarem a carne se deliciarem com os ossos. Debates todos os dias com a mesma conversa monótona e, certamente, aconselhada pelos consultores de imagem. Finalmente, vem aí o paraíso. Na verdade, ficamos encantados com as promessas e adoramos os seus tristes retratos nas pracetas, jardins e vias movimentadas. O Pinóquio tornou-se um socialista, a Manela mudou de penteado e tenta sorrir, o Louçã canta as auroras do amanhã esquerdista e quer ver as nossas contas bancárias (porque será?), o pobre do Jerónimo sonha com a medalha de operário modelo e o Portas dá uma no cravo e outra na ferradura. Onde andarão os Salazaristas? Talvez numa distribuição harmoniosa por todos eles.
Ao mesmo tempo, em terra de pobreza, cantam-se as loas do costume nos comentadores desportivos de segunda-feira. Que não foi ou foi penalty, que o relatório do árbitro era omisso (???) e que todos eles são licenciados nessa ciência chamada losangofute.
Haverá diferenças entre estes e os outros que nos querem salvar? Os desportivos querem fazer-nos adormecer e os políticos algo parecido.
Chama-se a isto liberdade de expressão por contraposição ao bom senso de não dizer asneiras. Claro que liberdade verdadeira têm os ilustres banqueiros que nos levaram a massa com uma limpeza digna de nota.
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terça-feira, setembro 15, 2009
domingo, novembro 16, 2008
O desencanto: fome, ensino e política
Domingo que termina. Semana nova que começa. Repetição de ritmos assumidos na constante Metropolis que se instalou nas nossas vidas. Na Etiópia correm risco de vida 5 milhões de pessoas por falta de alimentos. Ninguém se incomoda. Falam na seca e no aumento do preço dos alimentos. Ficam por aqui as intervenções de Banco Mundial e de todos os bancos centrais. Encantadora e singela posição do salve-se quem puder. Na boca dos famintos não entra a piedade dos cristãos. Entra a penas a saliva das rezas exteriorizadas e dos améns.
Em Portugal, os professores ainda não desistiram de vir à rua manifestar o seu descontentamento. Como pode isto acontecer, pergunta-se o Governo, com tanto futebol e com tanta telenovela? Ingratos é o que eles são. Deviam curvar a espinha como todos os outros e submeterem-se voluntariamente ao arbítrio e ao poder absoluto. Será que eles não estão contentes pelo Ronaldo ter marcado o seu 101º golo?
Avaliar e controlar. Reformar e sacar. Deixar os crimes de colarinho branco impunes. Isto sim é bem governar-se.
Manuel Alegre diz que talvez não acompanhe Sócrates nas próximas eleições. Até este pacífico socialista começa a ter vergonha de entrar na palhaçada. Cumprirá ou voltará ao rebanho? Veremos...
Em Portugal, os professores ainda não desistiram de vir à rua manifestar o seu descontentamento. Como pode isto acontecer, pergunta-se o Governo, com tanto futebol e com tanta telenovela? Ingratos é o que eles são. Deviam curvar a espinha como todos os outros e submeterem-se voluntariamente ao arbítrio e ao poder absoluto. Será que eles não estão contentes pelo Ronaldo ter marcado o seu 101º golo?
Avaliar e controlar. Reformar e sacar. Deixar os crimes de colarinho branco impunes. Isto sim é bem governar-se.
Manuel Alegre diz que talvez não acompanhe Sócrates nas próximas eleições. Até este pacífico socialista começa a ter vergonha de entrar na palhaçada. Cumprirá ou voltará ao rebanho? Veremos...
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