Vendem-se lotes de terreno junto ao oceano Atlântico com localização privilegiada para a construção de condomínios fechados e hoteis, podendo paralelamente serem adjudicados serviços de saúde, justiça e educação. As parcelas junto de bairros degradados, barracas e outras situações que possam incomodar a vista para o mar serão eliminadas. Há ainda a possibilidade de venda de vários estádios de futebol que entretêm muito a população desfavorecida e a afastam de incomodar os turistas e estrangeiros. Por uma avença módica mensal podem ser utilizados vários comentadores políticos e de futebol que dirão o que os compradores pretenderem. Também se alienam jornais, estações de televisão, rádios e outros meios de ilusão colectiva.
A população indígena existente é pacífica e contenta-se com algumas migalhas que sobrem do prato dos futuros donos.
Propostas em carta fechada (aceitam-se luvas)para o ministro das finanças rotas.
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sexta-feira, maio 21, 2010
terça-feira, março 24, 2009
Nada acontece por acaso nesta crise
O sistema montado deu os seus resultados. Endividaram-se os cidadãos pelo incentivo ao consumo, lucraram-se milhões com operações de investimento fantasma e depositou-se o problema no Estado. Este, obediente e submisso, embora com grandes palavreados, através dos seus legítimos proprietários, os nossos queridos governantes toca de acudir ao fogo.
Tudo já estava mais fragilizado neste paraíso à beira mar plantado mas a crise internacional veio dar uma ajuda para tapar a sujidade própria, a incompetência, a corrupção, a sem vergonha e a qualidade exacrável dos nossos políticos.
Os media ajudam com o seu alarido a tornar banal a safardice e passados alguns dias ou semanas tudo continua na mesma: pedófilos, subsídios repartidos entre quem recebe e quem concede, futebol manuseado, políticos que se agridem verbalmente e dividem os lucros a meias. A Justiça tão célere em prender quem rouba um pão, arranja os argumentos mais irracionais para safar os amiguinhos de poder e o cidadão que sempre trabalhou é espoliado na saúde, nas reformas, nos impostos absurdos e no engordar da Galp, da EdP e da Galpgas. Nunca neste país se pagaram impostos tão elevados para sustentar uma democracia podre e a cheirar mal. Assim se vai gastando a vida de milhões em prol da ostentação de alguns.
Afinal parece que, passem as palavras bonitas dos discursos, o sistema está montado para a desonestidade e castiga quem se mantiver honesto. Claro que é preciso alguma esperteza para se manterem na ilegalidade dentro das leis que eles mesmos fabricam. Ao lado da criminalidade mais tradicional temos a de colarinho branco não menos perigosa mas mais estável nos sofrimentos que inflige.
Vamos para onde? Para tapetes dos senhores, para uma nova forma de escravidão adormecida nas telenovelas, nas transmissões consecutivas de futebol, nos escândalos das revistas. Do país pouco há a dizer. Está quase todo vendido e só falta nos obrigarem a falar outra língua qualquer. No meio disto tudo, Manuel Alegre continua a fazer de virgem impoluta romana, farta de andar nos bacanais.
Tudo já estava mais fragilizado neste paraíso à beira mar plantado mas a crise internacional veio dar uma ajuda para tapar a sujidade própria, a incompetência, a corrupção, a sem vergonha e a qualidade exacrável dos nossos políticos.
Os media ajudam com o seu alarido a tornar banal a safardice e passados alguns dias ou semanas tudo continua na mesma: pedófilos, subsídios repartidos entre quem recebe e quem concede, futebol manuseado, políticos que se agridem verbalmente e dividem os lucros a meias. A Justiça tão célere em prender quem rouba um pão, arranja os argumentos mais irracionais para safar os amiguinhos de poder e o cidadão que sempre trabalhou é espoliado na saúde, nas reformas, nos impostos absurdos e no engordar da Galp, da EdP e da Galpgas. Nunca neste país se pagaram impostos tão elevados para sustentar uma democracia podre e a cheirar mal. Assim se vai gastando a vida de milhões em prol da ostentação de alguns.
Afinal parece que, passem as palavras bonitas dos discursos, o sistema está montado para a desonestidade e castiga quem se mantiver honesto. Claro que é preciso alguma esperteza para se manterem na ilegalidade dentro das leis que eles mesmos fabricam. Ao lado da criminalidade mais tradicional temos a de colarinho branco não menos perigosa mas mais estável nos sofrimentos que inflige.
Vamos para onde? Para tapetes dos senhores, para uma nova forma de escravidão adormecida nas telenovelas, nas transmissões consecutivas de futebol, nos escândalos das revistas. Do país pouco há a dizer. Está quase todo vendido e só falta nos obrigarem a falar outra língua qualquer. No meio disto tudo, Manuel Alegre continua a fazer de virgem impoluta romana, farta de andar nos bacanais.
domingo, abril 13, 2008
Um país sem vergonha
A democracia da Tribulandia é tão transparente que as vigarices se fazem perante todos e na praça pública. A vergonha, a honestidade, a justica e a ética, coitadinhas, emigraram. Espera-se que tenham melhor sorte noutros lugares do planeta.
terça-feira, julho 10, 2007
Pobre pássaro sonhador
O passarinho acordou fora da gaiola. Meio tonto, perdeu-se nas alegrias da liberdade. Afinal os gatos eram tão simpáticos e acolheram tão bem a situação. Flores para aqui, cravos muitos, solidariedade, unidade, etc..., etc..., encheram-lhe os ouvidos. Andou alguns meses na ilusão até que começou a ver olhares estranhos nos velhos gatos sabidos. Que afinal aquilo era liberdade demais e até lhe podia fazer mal. Deram-lhe umas guloseiras para fazer um ninho novo a pagar até morrer. Pintaram-lhe as asas de cores brilhantes e encantou-se com palavreados lindos das garças xuxialistas e reformadoras. Velhos companheiros de gaiola começaram a andar de braço dado com gatos e gatas. Não tardou nada que olhassem para ele de lado porque continuava a sonhar com a equidade e a justiça. Até que deu pelo desaparecimento de alguns companheiros do voo vadio à luz do sol. Que se passaria? Os gatos começaram a deitar as unhas de fora e ao abrigo das normas regulamentares recomeçaram a comer canários. A estória repetia-se e o cheiro da opressão, disfarçado, começou a encher o ar. Agoniado, caíu num dia de verão numa praia deserta. A seu lado gatos opulentos divertiam-se com a sua magreza. Que não tinha lugar na CEE! Que apenas servia para ornamentar pratos esquisitos a servir em reuniões de ministros! O pobre canário deixou de piar com a lei da expressão verbal e escrita. Ficou deitado à espera da nova gaiola agora dourada com as pírulas do voto inútil.
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