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quinta-feira, julho 01, 2010

A noção de democracia de Francisco Assis


Confrontado pela televisão acerca da afirmação de um deputado municipal sobre a possibilidade de um levantamento popular contra o pagamento de portagens nas SCUTS, o ilustre líder parlamentar do PS afirmou que vivívamos num estado de direito e que portanto, nessa eventualidade, o Estado não deixaria de usar os meio adequados (subentenda-se a GNR, a Polícia, os carros de água e as cargas de pancadaria, entre outras mais elaboradas por cérebros como o deles (políticos).
Ora aí esta o velho ditado: "Se queres ver o vilão, mete-lhe a vara na mão".
Não há qualquer dúvida que Francisco Assis é um democrata de gema. adepto de uma democracia musculada. Felizmente para ele, o povo é sereno e aguenta todas as arbritariedades. Os meios de escravizar os cidadãos acabam por ser sempre os mesmos.

terça-feira, março 24, 2009

Nada acontece por acaso nesta crise

O sistema montado deu os seus resultados. Endividaram-se os cidadãos pelo incentivo ao consumo, lucraram-se milhões com operações de investimento fantasma e depositou-se o problema no Estado. Este, obediente e submisso, embora com grandes palavreados, através dos seus legítimos proprietários, os nossos queridos governantes toca de acudir ao fogo.
Tudo já estava mais fragilizado neste paraíso à beira mar plantado mas a crise internacional veio dar uma ajuda para tapar a sujidade própria, a incompetência, a corrupção, a sem vergonha e a qualidade exacrável dos nossos políticos.
Os media ajudam com o seu alarido a tornar banal a safardice e passados alguns dias ou semanas tudo continua na mesma: pedófilos, subsídios repartidos entre quem recebe e quem concede, futebol manuseado, políticos que se agridem verbalmente e dividem os lucros a meias. A Justiça tão célere em prender quem rouba um pão, arranja os argumentos mais irracionais para safar os amiguinhos de poder e o cidadão que sempre trabalhou é espoliado na saúde, nas reformas, nos impostos absurdos e no engordar da Galp, da EdP e da Galpgas. Nunca neste país se pagaram impostos tão elevados para sustentar uma democracia podre e a cheirar mal. Assim se vai gastando a vida de milhões em prol da ostentação de alguns.
Afinal parece que, passem as palavras bonitas dos discursos, o sistema está montado para a desonestidade e castiga quem se mantiver honesto. Claro que é preciso alguma esperteza para se manterem na ilegalidade dentro das leis que eles mesmos fabricam. Ao lado da criminalidade mais tradicional temos a de colarinho branco não menos perigosa mas mais estável nos sofrimentos que inflige.
Vamos para onde? Para tapetes dos senhores, para uma nova forma de escravidão adormecida nas telenovelas, nas transmissões consecutivas de futebol, nos escândalos das revistas. Do país pouco há a dizer. Está quase todo vendido e só falta nos obrigarem a falar outra língua qualquer. No meio disto tudo, Manuel Alegre continua a fazer de virgem impoluta romana, farta de andar nos bacanais.

terça-feira, novembro 18, 2008

Democracias há muitas

JN
Governo quer esclarecimentos sobre a ideia de suspender a democracia
19h50m

O ministro dos Assuntos Parlamentares exortou a presidente do PSD a esclarecer rapidamente a sua ideia de suspender a democracia por seis meses, alegando que existem "fundadas dúvidas" sobre o que pensa do regime democrático.
No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite perguntou, a propósito da reforma do sistema de justiça, se "não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem".
Em reacção a estas palavras da líder dos sociais-democratas, Augusto Santos Silva considerou estar perante "declarações gravíssimas".


Olha quem reclama! Certamente está a pensar numa democracia tipo cubana... Lembram-se do controlo sobre os jornalistas? A dos senhores ou a dos escravos?