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domingo, outubro 03, 2010

Zita Seabra, a convertida, fala dos U2


JN
Concentremo-nos no essencial

..."Que ideia a do dr. Passos Coelho e do PSD de quererem ler e conhecer o Orçamento em vez de assegurarem de imediato que o aprovam e aclamam e o assinam de cruz, como nós todos fazemos com as infindáveis letras pequeninas dos papéis dos bancos e dos seguros. E depois o que lhe adianta ler o Orçamento se o nosso calendário assegura que até Junho de 2011 temos PS no Governo e ao leme do barco o eng.º Sócrates? Vamos a Coimbra ver os U2 que não vale a pena perder tempo com ninharias. Concentremo-nos no essencial."

Para esta ex-comunista, convertida aos benefícios deste sistema podre, na verdade, acaba por acertar no que é a política neste país: um circo ambulante.

segunda-feira, maio 17, 2010

Sinais de fogo a ou a casa dos outros a arder

"Sinais de fogo", programa de Miguel de Sousa Tavares na SIC, deriva do título de um romance de Jorge de Sena, e pretende ser um talk-show com alguma pretensão intelectual. Muito longe de um Jon Stewart com o seu humor peculiar, lá vai levando figuras públicas a pronunciarem-se sobre uma série de temas que varrem e trespassam a realidade nacional. Tudo está mal e não se vê solução. Desde António Barreto agora dedicado a uma base de dados de uma fundação qualquer até Marcelo Rebelo de Sousa todos repetem o linguado bem pensante de uma classe inútil que se revê em pensamentos especulativos acerca de uma realidade que e também ajudaram e ajudam a manter. Tira-se a conclusão que o povo é bovino e está embalado nos media, na simpatia do candidato corrupto ou no menos mau. Uma espéciie de fado trágico digno de uma tragédia grega que nos inunda de impostos e de falácias sobre o desenvolvimento (que há vários anos é antes retrocesso).Fala-se de um modo vago em despesa pública e em blá blá de gestão pública e privada. No final, ficamos tão esclarecidos como no princípio. Sócrates bem se pode rir sobretudo depois de ser acompanhado por outro dos encanastrados do sistema: o seu novo amigo Passos Coelho.
Na verdade, a democracia permitiu a uma série de imbecis dominar a coisa pública (seriam meros funcionários e empregados subalternos em qualquer lugar, sem a dita revolução dos cravos) e utilizar todo um conjunto de meios que embruteceram mais ainda a população. O problema é ainda mais grave porque se hipotecou completamentea independencia nacional a todo o tipo de interesses e o país pode mesmo deixar de existir enquanto realidade específica económica, cultural e social. Riam-se que isto não pode acontecer e esperem mais um bocado. O pai da democracia Mário Soares para aqui trouxe este povo e se ainda viver também poderá ser um dos coveiros, senão o principal.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Conversas inocentes e gravações indecentes

Segundo fontes bem informadas, as conversas gravadas entre José Sócrates e Armando Vara eram inocente diálogo de amigos que falavam do tempo e da possibilidade de chuva para os lados de Aveiro. Possivelmente, Vara lamentava-se de ter deixado o guarda-chuva na casa do José Godinho quando, em agradável convívio jogavam o jogo da sucata. Sócrates, sempre amigo do ambiente, dizia que a chuva era boa para os nabais e má para os procuradores que se podiam constipar. Sócrates terminou a conversa dizendo ao amigalhaço que tinha um guarda-chuva de reserva que lhe podia emprestar. Tudo muito inocente e nada de negócios nem de garotas...
Estes jornais armam cada conspiração...

quinta-feira, outubro 01, 2009

Cavaco e Silva confessa não saber nada de informática

Kafka devia ter raízes portuguesas. Só assim se podem compreender as peripécias do nosso jogo político. Agora discute-se o mal-fadado caso das escutas no palácio presidencial quando pelos vistos o que acontece é que o Cavaco e Silva não percebe nada de informática e não sabia que os sistemas são vulneráveis. Que o PS tem algumas tendências policiais também não é novidade e a sua expressão mais simpática é o Santos Silva que mudou o tom de vermelho ao sabor do liberalismo. Mas o mais interessante disto tudo é que parece que o PSD perdeu por causa do presidente ter ficado calado. Com tanto falatório na campanha e um mudo muda o sentido do voto!
Claro que todos eles andam há anos a tentar resolver os problemas reais do país mas parece que já resolveram muitos como por exemplo a compra dos submarinos que a NATO considerou um desperdício. Na verdade o que nos faz falta são os submarinos e a selecção nacional de futebol ganhar um campeonato qualquer nem que seja o dos pequeninos. Todos sabemos o quanto nos custa não termos uma frota de submarinos para dinamizar a nossa economia. Já nos esquecíamos do TGV para Madrid para os nossos vizinhos poderem vir ver "in loco" a nossa miséria franciscana (franciscana porque passamos a vida a apertar o cinto).
Agora, pelos vistos vamos ter as autárquicas onde por milagre da Virgem concorrem candidatos condenados e outros em vias de condenação. Ainda se fossem simplesmente arguídos, vá que não vá. Como ficam sempre em liberdade, alguém que assuma as culpas, possivelmente o destino ou a natureza.
Assim, o Sócrates, arquitecto e engenheiro de currais da Beira, tem toda a razão em continuar a política que nos está afundando. Logo que esta seja concretizada terá a hipótese de ser presidente da comissão europeia. Assim se fará justiça a este iluminado no meio dos cegos, como Saramago descreveu.
Não se esqueçam de votar nas autárquicas para termos mais uma rotundas nas cidades e estradas e mais uns primos da Suiça a juntarem dinheiro com muito suor.
Valha-nos Deus que os homens já não nos podem valer, a não ser que sejamos invadidos por estra-terrestres.

domingo, junho 28, 2009

A importância de ser Provedor na Tribulandia

Dizem os entendidos que os blogs já eram e que agora o que se está a usar é o twitter, os encontros instantâneos nos Messenger, o Facebook e o MySpace. A rede ama a imagem e assim também o upload de fotografias e de vídeos tornaram-nos a todos jornalistas dos media. Claro que sempre fomos um pouco voyeurs, imediatistas e pouco dados ao pensamento, à leitura e à escrita. Estes últimos enfadonhos se comparados com qualquer jogo de futebol na televisão.
Pomos assim em dúvida a utilidade de estarmos para aqui a expressar pensamentos que muitas vezes chocam com a mediocridade bovina que por aí grassa. Mas algumas vezes não resistimos, em termos de desabafo, perante tanta estupidez e sonolência imposta pelo regime. Note-se que o Sócrates mudou de estilo o que fez a delícia de todos os comentadores arregimentados à panela do Estado. Assim, podemos esquecer a falência do neoliberalismo, as vigarices dos banqueiros e as reformas chorudas como compensação do brilhantismo das suas cabeças ao utilizarem a ineficiência da justiça em seu proveito.
Mas hoje vimos aqui tratar dos Provedores e Altas Autoridades da Justiça, do Tribunal de Contas, da Comunicação Social e quejandos que eles são muitos mais do que as mães. São sempre figuras respeitáveis a quem incumbe defender os cidadãos do inevitável. Lembremo-nos da quantidade de auditorias que o Tribunal de Contas faz, das notícias alarmantes nos jornais e na televisão e dos resultados das mesmas: zero, zero e zero. Assim, o sistema criou um escudo virtual que nos dá a sensação de protecção mas é só para admirar em noites de luar. Veja-se a polémica do Provedor de Justiça, do desacordo e acordo dos maiores partidos e finalmente a nomeação de um tal de Sousa que como os restantes assume um ar sério (não dizemos que pessoalmente o não seja), vai ocupar um gabinetezinho, ter uma secretária, um carrinho com motorista eum vencimento também condizente. Vai dar entrevistas, produzir palavreado, assegurar que tudo está sobre controlo e quando chegar a casa vai dizer à mulherzinha que é um baluarte da República. Claro que se não fosse para este lugar iria para Provedor do Crédito, matéria que supomos desconhece completamente. Mais adequado na justiça por ser da especialidade embora os resultados venham a ser semelhantes.
O Público diz mesmo que a sua nomeação resultou de um "acordo de cavalheiros". Mas que cavalheiros! De facto, chamar cavalheiro a um ilustre membro da seita política que nos tem governado parece um delírio.
Boa sorte Senhor Provedor e veja se se entretêm a plantar uma batatas no seu jardim para fazer algo de útil.

domingo, janeiro 06, 2008

Engana o menino e papa-lhe o pão

Mais adiante, no mesmo Editorial do "Público":

"Estar no desemprego e ser privado de fumar no bar da esquina, não ter perspectivas de progressão na carreira docente e não ter um espaço no interior da escola onde discretamente se possa fumar não é lá muito agradável. Não será esse desconforto uma das vocações da moral pública da era Sócrates? Enquanto se discute o tabaco, sempre se esquece a crise e o desemprego."

Esta Roma de moral mais do que duvidosa não para de adormecer o povo, fazendo-o acreditar que vive num paraíso socialista...