quinta-feira, julho 01, 2010

A noção de democracia de Francisco Assis


Confrontado pela televisão acerca da afirmação de um deputado municipal sobre a possibilidade de um levantamento popular contra o pagamento de portagens nas SCUTS, o ilustre líder parlamentar do PS afirmou que vivívamos num estado de direito e que portanto, nessa eventualidade, o Estado não deixaria de usar os meio adequados (subentenda-se a GNR, a Polícia, os carros de água e as cargas de pancadaria, entre outras mais elaboradas por cérebros como o deles (políticos).
Ora aí esta o velho ditado: "Se queres ver o vilão, mete-lhe a vara na mão".
Não há qualquer dúvida que Francisco Assis é um democrata de gema. adepto de uma democracia musculada. Felizmente para ele, o povo é sereno e aguenta todas as arbritariedades. Os meios de escravizar os cidadãos acabam por ser sempre os mesmos.

A PT, a Telefónica, A Vivo e os interesses de Portugal

Nois últimos dias temos assistido a grandes declarações de várias personalidades dobre a venda da participação da PT na Vivo brasileira. Uns que querem vender e outros que advogam a manutenção de uma participação rentável. Finalmente, os accionistas privados disseram de sua justiça votando a favor da venda e O Estado usou o seu poder de veto através da sua golden-share. Agora virá o Tribunalç Europeu pronunciar-se sobre a "legalidade" de este veto. Tudo isto faria sentido se a PT sempre tivesse sido privada e não tivesse sido ao longo dos anos um monopólio que explorou os portugueses através de tarifas exorbitantes e de injecção de investimentos feitos com dinheiros públicos. O mesmo se passou com a EDP. Na ânsia de privatizar, de acordo com a filosofia de mercado liberal, nunca os interesses públicos foram bem defendidos. Tudo se vende a rasto barato e em nome de grandes filosofias. Se repararmos ainda a TAP tem-se aguentado com milhões de prejuízos à custa do erário público e, quando for vendida, certamente, não se repercutirão os prejuízos para os "privados" que muitas vezes recorrem ainda a empréstimos da Caixa Geral de Depósitos para comprar estas acções públicas, não arriscando a ponta de um chavo.
Como houve amplos protestos, desta vez o Governo tomou posição. Resta saber se não contam com o Tribunal Europeu para mais este espúrio negocial.
Refúgio político de muitos a PT, certamente, acabará vendida como tudo o que resta de um património nacional de gerações.

terça-feira, junho 29, 2010

Os três comentadores desportivos da SIC Notícias

Hoje, perdemos um bocado de tempo ouvindo os comentários desportivos dos comentadores da SIC José Guilherme Aguiar, Dias Ferreira e Silvio Cervan no "Dia seguinte" que mais parece o dia naterior. Falaram do campeonato do mundo de futebol da àfrica do Sul 2010, das perspectivas da selecção nacional e das arbritagens, entre outros. O jogo é sempre o mesmo: uma mascarada de sabedoria futebolística com a pretensa "ingenuidade" da crítica das arbitragens, da transparência e dos meios electrónicos para a "verdade desportiva". Claro está que, nas entrelinhas, logo se percebem as alusões ao caracter enganador e mafioso que está metido no futebol e,se por um lado lembram a necessidade de alterações por outro se verifica que "vivem" dos mesmos enganos e trafulhices, embora se apresentem de fato e gravata.
Nós entendemos que para além das longas horas de futebol em directo seja ainda necessário ter estes comentadores para encenar melhor a procura da tal verdade desportiva. Todos eles são de uma mediocridade absoluta e pavoneiam-se no ecran pequeno como autoridades em matéria de táctica, fair-play e adivinhos do futuro para além dum patriotismo barato e senil.
Não chegamos ao fim porque enjoamos. Nem sabemos bem porquê empregamos tempo neste programa. Masoquismo nacional? Restos de salazarismo caduco? Quem sabe? Só a "Bola" e o "Record" poderão esclarecer.
Vídeo:Sábado

domingo, junho 27, 2010

A beleza simples


Wineblat Eugene

A formatação das mentalidades

Sem dúvida alguma, vivemos uma época em que a formatação da maneira de pensar atingiu o seu auge, mercê dos meios tecnológicos, sobretudo audio-visuais, e consegue alinhar os comportamentos de grande parte da sociedade em diversas matérias, desde a política até ao espectáculo desportivo (sobretudo o futebol), transformado em altar de novos deuses que nos impulsionam para a irracionalidade e descontrolo emocional.
Fala-se de uma crise económica e financeira como se se tratasse de algo inevitável e transcendente derivada de circunstâncias alheias aos poderes instiuídos e que as populações têm que pagar através dos impostos e da redução de rendimentos, sobretudo do trabalho e ainda da redução dos cuidados de saúde e da educação. Por outro lado, a máquina de intoxicação colectiva continua a injectar modelos de vida totalmente desfasados da realidade, imbuindo muitos de ideais de consumo e opulência que só existem para alguns. A crise é real para a maioria mas a alienação é total também.
Veja-se o que acontece com o campeonato do mundo de futebol que paralisa países em horário laboral. Veja-se pessoas adultas nos cafés e bares, vestidos da maneira mais estranha, aos gritos e a soprar vuvuzelas como se fossem crianças de jardim infantil. Alguém em Portugal sabia o que era uma vuvuzela antes da campanha publicitária? Mulheres adultas enlouquecidas pelas pernas e peitorais do Cristiano Ronaldo, promovido a símbolo sexual, aguardam horas e horas junto do hotel para o verem ao longe. Aliás para alimentar esta histeria colectiva, consta-se que as mulheres espampanantes que o acompanham são pagas para tal, criando uma figura de macho irresístivel e, claro, ajudando a vender os produtos que ele publicita.
Todos estes ganham milhões pagos indirectamente pelas populações no consumo dos productos que englobam sempre uma percentagem para a publicidade. Este endeusamento serve na verdade para ilusionar quem nunca ganhará a milésima parte daqueles rendimentos e, se calhar, flutua no mercado de trabalho ao sabor do emprego d curta duração.
A democracia que tanto enche a boca dos políticos, a maioria ignorantes habilidosos que fazem carreira sem outro esforço que não seja a sabujice, é na verdade formal e pouco a pouco se torna um regime totalitário onde a polícia política foi substiuída pela persuasão da propaganda e da continuação da política da manutenção da ignorância colectiva. Muitas vozes como o prémio Nobel Krugman se levantam contra uma política económica de desastre social que, na verdade, nada mais pretende do que eliminar uma parte da população e submeter a restante a condições de vida de miséria e de sujeição às condições laborais que beneficiem os detentores do poder económico. De uma maneira geral, vamos como os bois para o matadouro, entretidos a observar um monitor de televisão.
Haverá alguma solução? Acreditamos que sim pois a história demonstra que acontecerá algo que destruirá esta vivência ilusória de felicidade no caos.

sexta-feira, maio 21, 2010

Vendem-se lotes da Tribulandia

Vendem-se lotes de terreno junto ao oceano Atlântico com localização privilegiada para a construção de condomínios fechados e hoteis, podendo paralelamente serem adjudicados serviços de saúde, justiça e educação. As parcelas junto de bairros degradados, barracas e outras situações que possam incomodar a vista para o mar serão eliminadas. Há ainda a possibilidade de venda de vários estádios de futebol que entretêm muito a população desfavorecida e a afastam de incomodar os turistas e estrangeiros. Por uma avença módica mensal podem ser utilizados vários comentadores políticos e de futebol que dirão o que os compradores pretenderem. Também se alienam jornais, estações de televisão, rádios e outros meios de ilusão colectiva.
A população indígena existente é pacífica e contenta-se com algumas migalhas que sobrem do prato dos futuros donos.
Propostas em carta fechada (aceitam-se luvas)para o ministro das finanças rotas.

A telenovela Portugal segue dentro de momentos

Temos de um lado os impostos para tapar os buracos que os nossos ilustres desgovernantes fizeram com o seu despesismo estúpido e, do outro lado, uma novela parlamentar sobre um inquérito às tentativas do governo de tomar conta de um grupo de comunicação social. A última cena que mais parece uma comédia apresenta o presidente da comissão parlamentar a abafar extractos das escutas que envolviam o nosso grande líder da patranha, o celebérrimo construtor de currais de vacas, Engº José Sócrates. Os deputados do PSD na comissaõ mostram-se agastados pela atitude do Mota Amaral que também veste a mesma camisola. Este invoca princípios constitucionais inexistentes para dar cobertura ao abafamento de provas... Uma palhaçada que mais não pretende do que manter os portugueses entretidos até começar o campeonato do mundo, na África do Sul.
Quanto aos impostos uma confusão dos diabos para explicar os procedimentos. No final, interessa é sacar a massa. Qual inconstitucionalidade qual carapuça. Qual ética ou responsabilidade... Qualquer vulgar vigarista não se portaria pior.
Para terminar uma moção de censura do PCP (sempre faz qualquer coisita) na qual o PSD embora chamando o governo de incompetente, de desastroso e de imbecil, se irá abster por não ser oportuno... Será que andaram a snifar? Sempre seria uma justificação plausível.

segunda-feira, maio 17, 2010

Sinais de fogo a ou a casa dos outros a arder

"Sinais de fogo", programa de Miguel de Sousa Tavares na SIC, deriva do título de um romance de Jorge de Sena, e pretende ser um talk-show com alguma pretensão intelectual. Muito longe de um Jon Stewart com o seu humor peculiar, lá vai levando figuras públicas a pronunciarem-se sobre uma série de temas que varrem e trespassam a realidade nacional. Tudo está mal e não se vê solução. Desde António Barreto agora dedicado a uma base de dados de uma fundação qualquer até Marcelo Rebelo de Sousa todos repetem o linguado bem pensante de uma classe inútil que se revê em pensamentos especulativos acerca de uma realidade que e também ajudaram e ajudam a manter. Tira-se a conclusão que o povo é bovino e está embalado nos media, na simpatia do candidato corrupto ou no menos mau. Uma espéciie de fado trágico digno de uma tragédia grega que nos inunda de impostos e de falácias sobre o desenvolvimento (que há vários anos é antes retrocesso).Fala-se de um modo vago em despesa pública e em blá blá de gestão pública e privada. No final, ficamos tão esclarecidos como no princípio. Sócrates bem se pode rir sobretudo depois de ser acompanhado por outro dos encanastrados do sistema: o seu novo amigo Passos Coelho.
Na verdade, a democracia permitiu a uma série de imbecis dominar a coisa pública (seriam meros funcionários e empregados subalternos em qualquer lugar, sem a dita revolução dos cravos) e utilizar todo um conjunto de meios que embruteceram mais ainda a população. O problema é ainda mais grave porque se hipotecou completamentea independencia nacional a todo o tipo de interesses e o país pode mesmo deixar de existir enquanto realidade específica económica, cultural e social. Riam-se que isto não pode acontecer e esperem mais um bocado. O pai da democracia Mário Soares para aqui trouxe este povo e se ainda viver também poderá ser um dos coveiros, senão o principal.

quinta-feira, maio 13, 2010

A sagrada trilogia portuguesa -futebol, fado e fátima

Chegou o Papa à terra do senhor Sócrates. Veio certamente purificar as almas, lavar a imagem de pedofilia instalada na "Igreja", aprofundar a transcendência para melhor poderem continuar a explorar a pobreza desgraçada dos que só podem aspirar a uma vida decente depois de morrer e a confirmar que o povo é sereno como disse o ministro das finanças. Nada como um ambiente bovino desta sociedade amorfa para vender o reino dos Céus. E será que estes vendedores representam Deus ou são a penas os figurantes de uma ópera cómico-trágica que se aproxima mais de Satanás e dos seus sequazes do que da doutrina de Cristo? Microfones de ouro, um altar que custou 200000,00 Euros, aviões luxuosos e vestes de sendeiro. Tudo isto e muito mais para convencer uma geração de pobres coitados que o paraíso há-de vir para eles quando morrerem enquanto outros também muito "religiosos" se dão aos prazeres do materialismo e da carne.
O espectáculo foi bem montado, segue-se o campeonato do Mundo de futebol e a elevação do fado a património da humanidade. Se isto não chegar haverá sempre recurso à violência policial para purificar os corpos e as almas. Tudo em nome de um regime podre e putrefacto. Até quando?

segunda-feira, maio 10, 2010

Medina Carreira e o plano inclinado

Temos vindo a acompanhar na SIC Notícias o "Plano Inclinado". O jornalista da estação Mário Crespo já foi incomodado pelas entrevistas que conduz. Medina Carreira que tem vindo a por a boca no trombone como já o afirmámos anteriormente, desdobra-se em raciocínios e em contas para demonstrar o grave desequilíbrio em que se encontra o que sobra deste país. Uma nova vaga de privatizações se avizinha com os chamados justificativos de melhor gestão privada, de necessidade de reduzir a dívida pública e de obedecer aos critérios estabelecidos por Bruxelas. Não se vê qualquer utilidade a não ser passar sectores lucrativos para as mãos de amigos e claro está estes devem, no futuro, mostra-se agradecidos com quem lhes fez os fretes. A mecânica é sempre a mesma e não é inocentemente que se festeja a vitória do Benfica durante horas nos canais televisivos ou se dão quatro telenovelas seguidas para entreter as donas de casa e não só. Durante meses, estivemos aqui a mostrar a técnica e a denunciar a falta de carácter dos nossos políticos. Se lerem este blog verão que a crise já cá foi anunciada há muito. A Justiça é o que se tem observado cheia de pressa em queimar provas que um dia possam, mesmo que tardiamente, demonstrar a responsabilidade criminal de muito ilustre compadre. Creio que sem grande margem para erro dizer que o sistema está infiltrado de uma máfia legalizada que vai absorvendo os dinheiros públicos. Depois, apela-se ao sentimento e "patriotismo" para cobrir os buracos deixados pelo despesismo, incompetência e roubalheira generalizada. Parece que este é o melhor regime mas não deixa de ser um regime abandalhado. Não é só aqui? Claro que não. O fenómeno é globalizado. Se tem alguma tradução em termos de slogan será:-Corruptos ao poder! Toca a fanar rapaziada!
Vê-se saída para isto? Nenhuma. Vê-se é que as gratificações de Natal vão ter imposto especial e que o que interessa é começar o campeonato do mundo de futebol e gritar aos ronaldos e quejandos que nos façam esquecera miséria em que vivemos.
Tranquilos com a protecção de juízes, militares e polícias irão continuando a sua tarefa de sugar o povo. As leis fazem-nas eles para consumo próprio e assim continuará a haver apitos dourados, furacões e faces ocultas. Serão assim tão ocultas? Embrulhados na mesma merda ficam o presidente da república, os pretensos honestos defensores da causa e, claro está, todos nós.
Obrigado Mário Soares, Cunhal e sócios por esta linda liberdade.

domingo, janeiro 24, 2010

Uma crise que encobre a incompetência

Pois a crise económica anda por aí. Os partidos estão muito preocupados com os carenciados e todos eles discutem medidas sociais. Falta é interrogarem-se porque é que os carenciados e desprovidos crescem tão rapidamente. Os famosos comentadores de televisão dizem as coisas mais contraditórias: que o Estado não pode gastar mais em apoios e subsídios por causa do famoso défice mas ao mesmo tempo apoiam a candidatura ao Campeonato do Mundo de futebol! Os exemplos da UE são sempre para comparar o pior. Nada para comparar com o melhor que há lá fora.
Falam muito de PMEs mas esquecem-se que a grande maioria sempre viveu descapitalizada e gerida como mercearia. Claro que num mundo competitivo como o actual, a maioria não tem quaisquer condições estruturais para sobreviver. Falam que é preciso exportar mas onde param os apoios nesta área? Não falamos apenas de dinheiro, falamos da capacidade de penetrar mercados externos com produtos inovadores e marketing adequado. E que é feito da base principal da competitividade: a educação e preparação profissional? Sabemos como para o sector gerido por meia dúzia de teóricos e entregue a corporações de professores que, grande parte, só vê os manuais e a progressão de carreira. Onde param as políticas de integração dos jovens na vida profissional? Se passarmos para a saúde, interrogamo-nos se existem bons profissionais com falta de dentes e esperando anos para serem operados? Isto para já não falar do índice de ocupação de postos elevados por elementos partidários com competências ao nível do primata.
Nunca nenhum país abre falência mas a grande maioria do povo cai sim a viver pior e a apertar o cinto. Um círculo vicioso de decadência onde os sindicatos apenas se preocupam em manter postos de trabalho obsoletos e a grande maioria dos ditos empresários a comprar Mercedes, a construir piscinas e a culparem a crise, acompanhados por uma classe política que já demonstrou bem a sua incompetência e voracidade para viver à custa dos outros sem fazer nada para já não falar da roubalheira de alguns "banqueiros" que descobriram o eldorado sobre a forma de prémios à destruição da poupança.
Continuamos no entanto a propagar a filosofia do agora e do consumo a todo o custo, tornando os nossos jovens, desde crianças, dependentes do telemóvel, do Ipod e das calças de marca. Estudar neste país só para meia dúzia de "burros" que, naturalmente, acabarão por emigrar.
Neste panorama do desenrasca-te serve par alguma coisa o governo que temos? Serve porque ele só pode ser o espelho de um país decadente.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Os milagres do Freeport

A zona onde está instalado o Freeport era zona protegida e obrigatória por decisão da União Europeia como condição para a construção da ponte Vasco da Gama. Sócrates como secretário de estado elaborou ou defendeu a legislação da protecção. Como ministro levantou a mesma interdição. Há quatro longos anos que a polícia judiciária investiga os contornos de negócio... Esta investigação envolve a polícia britânica pois há intervenientes do reino de sua majestade. Uma carta rogatória demora 44 dias a vir de Londres para Lisboa!!! O procurador-geral portugês só a menciona depois dela aparecer nos media... Aparece um tio do primeiro-ministro que começa a abrir a boca... Sócrates diz que não sabe nada do assunto mas mais tarde confessa que esteve numa reunião com os promotores do empreendimento. Os media que todos os dias falavam do assunto,há semanas que o esqueceram. A TVI que andava em volta do tema silenciou-se, voluntariamente (?). A polícia britânica arquiva o assunto. Há alguns arguídos mas tudo arraia miúda. A Pátria estará em perigo? Ou talvez a Pátria se condunda agoara com os bolsos de alguns. Tudo que os pode lesar é abafado.
Senhor procurador-geral tenha alguma vergonha e assuma uma atitude digna: demita-se.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Num mar de lama onde todos se sentem bem

Muitos e variados acontecimentos se têm verificado na chamada onda da Face Oculta. Desde espionagenm polítca até tentativa de assassinato de carácter, chega-se agora à fase dos insultos de deputados, cada qual a puxar a brasa para a sua sardinha. Um ambiente de generalizado decrédito das instituições e dos políticos se vai desenrolando, dissolvendo-se, lentamente, na indiferença dos cidadãos, mais ou menos confornmados com os seus destinos cinzentos e cotidianos. Uns sem emprego mas com subsídio, outros com emprego mas sem condições para uma vida digna. E quando nos referimos a uma vida digna não queremos significar apartamento novo, carro luzídio ou relógio de marca. Queremos sim significar um ambiente limpo de poluição e de maus costumes, uma supremacia do carácter e da honradez sobre a palavra fácil e embaladora dos spots televisivos.
Tudo se vende e tudo se compra na maior tranquilidade. Todos nos vendemos por um prato de lentilhas ou por um lugar na bancada vip. Por baixo uma porcaria lamacenta quer nos suja a alma e não os sapatos. A ignorância tornou-se raínha, os dias vivem-se aos bochechos e os subservientes tornam-se modelos de comportamento profissional.
Fim último da democracia tornar todos iguais na boçalidade? Criar valores de chico esperto para significar algo? Um marxismo tornado democratico a partir de nojo? Uma ditadura aceite e elogiada pelos escravos? Sócrates pode dormir tranquilo pois todo o ambiente lhe é favorável. Resta saber se as gerações vindouras sobrevirão a este mar de mansas ondas onde tudo é possível.

sábado, novembro 21, 2009

Uma sociedade kafkiana

Este país vai com os seus brandos costumes a caminho do abismo. Com o argumento da salvação da democracia desde a fraca qualidade do ensino até à mais descarada roubalheira, tudo vai roendo os alicerces de um futuro que se presumia e desejava risonho para as novas gerações do pós 25 de Abril. Nacionalizou-se tontamente e desnacionalizou-se parvamente. Agora com os buracos criados pela incompetência, desonestidade e pelo politicamente correcto, toca a desbaratar o produto do sacrifício de gerações e a tornar indigente a pouca classe média que ainda trabalha e paga impostos. Tiraram reformas fabulosas em meia dúzia de anos, ocupam cargos que nunca mereceram e viajavam em primeira classe para todo o lado. Superiores, basta apenas um palavreado mais ou menos entusiasmante para os pobres tolos semi-analfabetos, uns beijinhos nas crianças das escolas e a vidinha triste desses eleitos vai correndo.
Por detrás, nos bastidores, toda uma rede de relações e amizades escuras que aqui e ali ganham os concursos públicos de obras loucas e oferecem, facilmente, aos detentores do poder salvas de prata, Mercedes e casas ao preço da chuva. Como base destas cúpulas, nas concelhias e distritais toda uma série de subservientes bajuladores que esperam um lugar na junta de freguesia ou um emprego público para o sobrinho. Nas jotas a continuação da escola do subir sem esforço, tirando o agitar das bandeirinhas quando é preciso. Em cima de tudo isto, um Presidente figurativo para dar um ar honesto e uma justiça que só sabe aplicar os códigos aos mais desprotegidos cidadãos. Assim se constrói uma sociedade kafkiana.

Os fieis acólitos do chefe do PS

A propósito dos recentes escândalos do envolvimento de figuras muito próximas do primeiro-ministro Sócrates ( e das suspeições sobre a sua própria actuação) referiremos duas interessantes personagens que vagueiam no nosso horizonte político e jornalístico. Uma é o líder da bancada do PS (Partido da Sucata) Francisco Assis e e a outra Mário Bettencourt, jornalista e comentador habitual da SIC. Refere Francisco Assis que intentam "assassinar" o carácter de Sócrates o que é, manifestamente, impossível porque duvidamos muito que Sócrates tenha qualquer vestígio dessa qualidade (basta ver as trapalhadas que o têm acompanhado ao longo da carreira política). Mário Bettencourt com ar calmo e sereno, inteligente, vai debitando um discurso de perigo para a democracia e para o Estado de Direito ao aparecer o "inocente" Sócrates no centro de um descarado tráfico de influências. Não dizemos que eles sejam também corruptos mas são seguramente intelectualmente desonestos. No intuito de limparem, à partida, o chefe inventam os mais sofisticados argumentos para que tudo continue no pantanal. Claro que não esperamos grande coisa do procurador nem dos juízes e a memória do povo continuará a ser curta e a interessar-se por novos escândalos que venham a aparecer.
Nós não acusamos Sócrates sem se conhecerem as provas mas não aceitamos, também, limpezas "ab initio". Muito menos Goebbels e Goerings disfarçados de acólitos da verdade.
Será que tudo está justificado em nome da democracia? Ou será que vivemos uma ditadura do silêncio? Estaline também estava legal no seu tempo.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Conversas inocentes e gravações indecentes

Segundo fontes bem informadas, as conversas gravadas entre José Sócrates e Armando Vara eram inocente diálogo de amigos que falavam do tempo e da possibilidade de chuva para os lados de Aveiro. Possivelmente, Vara lamentava-se de ter deixado o guarda-chuva na casa do José Godinho quando, em agradável convívio jogavam o jogo da sucata. Sócrates, sempre amigo do ambiente, dizia que a chuva era boa para os nabais e má para os procuradores que se podiam constipar. Sócrates terminou a conversa dizendo ao amigalhaço que tinha um guarda-chuva de reserva que lhe podia emprestar. Tudo muito inocente e nada de negócios nem de garotas...
Estes jornais armam cada conspiração...

Um Estado de Direito muito torto

Decididamente, este nosso país, só por piada, se lhe pode chamar um Estado de Direito. A chamada separação de poderes só funciona para inglês ver pois os recentes acontecimentos de Furacão, submarinos e Face Oculta vão demonstrando as mais sofisticadas técnicas de levar as investigações de meia dúzia de agentes honestos da PJ para o baú do esquecimento. Ele são as certidões que chegam às pingas, as escutas que se anulam por interpretações duvidosas do interesse de Estado, os processos que dormem meses e anos nas gavetas e os sempre eternos arguídos, presumidos até à eternidade de inocentes (inocentados). Já não se fala dos pedófilos e o juiz de instrução bem sabe que levou cacetada. Depois vêm ainda os abraços de alguns limpos colegas para ajudar a lavar a imagem porque, no fundo, todos vivem de uma mentira sofisticada que transforma, passo a passo a democracia em moribunda fantochada.
Cairia o Estado se se soubesse a verdade? Talvez caísse mas de pé. Assim tombará de podridão.
Ninguém confia em ninguém e sabe-se quanto isto prejudica a actividade económica. Desemprego e mais desemprego, habilidades e mais habilidades. Quando existirá uma lanterna que permitirá encontrar, entre esta gente, um homem verdadeiro?
A verdade como a justiça parece que só chegará quando D. Sebastião regressar da bruma...