sexta-feira, outubro 10, 2008
A doença de Sócrates
Diario Digital
Crise aumentou procura de consultas de psiquiatria
«A procura de consultas psiquiátricas tornou-se mais aguda com a crise social», disse hoje à Lusa Jorge Bouças, director do serviço de psiquiatria do Hospital de Gaia.
Os problemas de saúde mental têm registado um aumento ao longo dos anos o que faz com que «um em cada quatro pessoas tenha um problema de saúde mental», disse Jorge Bouças.
A depressão é a quarta doença com maior prevalência no mundo, sendo que 121 milhões de pessoas sofrem desta patologia.
Em Portugal, 30 a 40 por cento da população sofre de perturbações mentais e depressivas.
E com tendência para aumentar com os discursos da próxima campanha eleitoral...
Crise aumentou procura de consultas de psiquiatria
«A procura de consultas psiquiátricas tornou-se mais aguda com a crise social», disse hoje à Lusa Jorge Bouças, director do serviço de psiquiatria do Hospital de Gaia.
Os problemas de saúde mental têm registado um aumento ao longo dos anos o que faz com que «um em cada quatro pessoas tenha um problema de saúde mental», disse Jorge Bouças.
A depressão é a quarta doença com maior prevalência no mundo, sendo que 121 milhões de pessoas sofrem desta patologia.
Em Portugal, 30 a 40 por cento da população sofre de perturbações mentais e depressivas.
E com tendência para aumentar com os discursos da próxima campanha eleitoral...
Um ex-arauto das vantagens dos produtos tóxicos
Diario Digital
À deriva
Luís Delgado
A Europa (e Portugal) finalmente começou a perceber que a crise financeira não é apenas um problema americano, e que os produtos tóxicos estão espalhados por todo o mundo, por força da globalização. A Europa e Portugal já aceitaram que a catástrofe financeira se transformou num terramoto económico, a todos os níveis e envolvendo todos os sectores, e que é necessário um plano de emergência transversal.
Não havendo dinheiro não há actividade económica, e isso tem um final dramático: os bancos paralisam, as empresas grandes e pequenas tornam-se incapazes de resolver as suas obrigações e necessidades, o desemprego sobe, as famílias tornam-se insolventes e a agitação social dispara. Convém, por isso, que os Governos não olhem só para o sistema financeiro. Isso foi apenas o princípio…
A memória é curta e pelos vistos o saber também é pouco...
À deriva
Luís Delgado
A Europa (e Portugal) finalmente começou a perceber que a crise financeira não é apenas um problema americano, e que os produtos tóxicos estão espalhados por todo o mundo, por força da globalização. A Europa e Portugal já aceitaram que a catástrofe financeira se transformou num terramoto económico, a todos os níveis e envolvendo todos os sectores, e que é necessário um plano de emergência transversal.
Não havendo dinheiro não há actividade económica, e isso tem um final dramático: os bancos paralisam, as empresas grandes e pequenas tornam-se incapazes de resolver as suas obrigações e necessidades, o desemprego sobe, as famílias tornam-se insolventes e a agitação social dispara. Convém, por isso, que os Governos não olhem só para o sistema financeiro. Isso foi apenas o princípio…
A memória é curta e pelos vistos o saber também é pouco...
Os novos pobres e a nova acção social
JN
Banqueiros espanhóis pediram 100 mil milhões de euros ao governo
A banca espanhola pediu esta semana ao primeiro-ministro uma injecção de 100 mil milhões de euros para responder ao problema de liquidez e responder à dívida que se vence até finais de 2009, revela hoje a imprensa espanhola.
O pedido foi formulado por responsáveis de bancos e caixas de aforro que se reuniram na segunda-feira com o primeiro-ministro, José Luís Rodríguez Zapatero, a quem informaram de que a dívida que se vence até ao final do próximo ano ascende a 94 mil milhões de euros.
Nesse encontro, e segundo o jornal ABC, os banqueiros informaram que a banca espanhola serve de intermediário para a injecção anual de 100 mil milhões de euros (10 por cento do PIB) através de empréstimos ao exterior.
Aqui está o resultado do incentivo ao consumo desmesurado...
Banqueiros espanhóis pediram 100 mil milhões de euros ao governo
A banca espanhola pediu esta semana ao primeiro-ministro uma injecção de 100 mil milhões de euros para responder ao problema de liquidez e responder à dívida que se vence até finais de 2009, revela hoje a imprensa espanhola.
O pedido foi formulado por responsáveis de bancos e caixas de aforro que se reuniram na segunda-feira com o primeiro-ministro, José Luís Rodríguez Zapatero, a quem informaram de que a dívida que se vence até ao final do próximo ano ascende a 94 mil milhões de euros.
Nesse encontro, e segundo o jornal ABC, os banqueiros informaram que a banca espanhola serve de intermediário para a injecção anual de 100 mil milhões de euros (10 por cento do PIB) através de empréstimos ao exterior.
Aqui está o resultado do incentivo ao consumo desmesurado...
quinta-feira, outubro 09, 2008
As vantagens do neo-liberalismo
Por todo o lado a banca treme e arrasta consigo um colossal stress do mercado de valores. De repente, a liquidez desapareceu. Para onde terá ido? Esfumou-se? Foi tão grande a asneira e a pouca vergonha que parece que os activos são virtuais. E não terá havido quem lucrasse com essas negociatas voláteis? Os governos, até aqui defensores da privatização geral, de tudo e de todos, viraram intervencionistas. Agora já não tem importância o défice. Necessário é tapar a má gestão que deu lugar a este estado de coisas. E, espanto dos espantos vemos a Inglaterra a nacionalizar, a Alemanha a injectar dinheiro e por aí adiante. A grande mistificação financeira perdeu oxigénio e deixou de respirar.
Todos os sábios relatam o acontecido mas não sabem o que fazer para restabelecer a confiança dos cidadãos. Pudera, gato escaldado de água fria tem medo. Mas não adianta fugir a este esquema montado; se não for de forma voluntária será forçada pois para isso existem os impostos para nos sugar o sangue.
Finalmente, também descobriram que a crise financeira afecta a economia real: a dos que produzem alguma coisa. Desorientados mas governados baixam a taxa de juro e injectam meios líquidos. A inflacção deixa de ser papão. E as "comodities" sobem. A favor de quem?
Alguns pedem mais regulação. Regular a aldrabice? Uma nova era se avizinha.
E quando a economia recuperar quem vai lucrar? Os mesmos que a puseram em crise.
Já agora, o que andam a estudar nas universidades os sábios que mandam bocas na televisão? Não seria melhor aprenderem jardinagem nos cursos de maiores de 23? Pelo menos teríamos os jardins melhor tratados.
Todos os sábios relatam o acontecido mas não sabem o que fazer para restabelecer a confiança dos cidadãos. Pudera, gato escaldado de água fria tem medo. Mas não adianta fugir a este esquema montado; se não for de forma voluntária será forçada pois para isso existem os impostos para nos sugar o sangue.
Finalmente, também descobriram que a crise financeira afecta a economia real: a dos que produzem alguma coisa. Desorientados mas governados baixam a taxa de juro e injectam meios líquidos. A inflacção deixa de ser papão. E as "comodities" sobem. A favor de quem?
Alguns pedem mais regulação. Regular a aldrabice? Uma nova era se avizinha.
E quando a economia recuperar quem vai lucrar? Os mesmos que a puseram em crise.
Já agora, o que andam a estudar nas universidades os sábios que mandam bocas na televisão? Não seria melhor aprenderem jardinagem nos cursos de maiores de 23? Pelo menos teríamos os jardins melhor tratados.
terça-feira, setembro 30, 2008
A crise e as baratas tontas
Na televisão, Tony Blair, Vitorino e Costa Ribas. Uma santíssima trindade de banalidades feita. Atarantados com a crise da qual parece perceberem muito pouco, arranjaram uns remendos para o discurso não sair muito do anteriormente dito. Que a crise é global, grande novidade e que mesmo na crise há oportunidades. Claro que as há para os que ainda não foram afectados e vivem do discurso barato sem qualquer fundamento lógico nem fio de continuidade. Se nos deslocarmos para as telenovelas, veremos que a diferença não é muita. Uns e umas apelam ao coração e à lágrima fácil, outros ao doce desvario de um sonho de consumo transformado em pesadelo.
Ao menos o Herman deixou de fazer piada barata e dedicou-se aos concursos.
O Magalhães lá vai fazendo a delícia do Sócrates e o Chávez dá uma ajudinha preciosa ao negócio. Afinal, nem é já tão mau rapaz. Mas que grande elefante devem estar a engolir no fim das almoçaradas.. De facto, a tecnologia de "assemblar" computadores é algo que exige muita ciência!!! As criancinhas podem não saber ler ou interpretar um texto mas vão passar a saber teclar sem raciocinar. Belo! Já alguém pensou nos textos? Já alguém pensou nos professores que mal passam do Word? Sugerimos que ofereçam um Magalhães ao presidente Cavaco. Talvez assim, ele esqueça que os divórcios são mais do que uma partilha de bens. E por este caminho vamos, com a bolsa a parecer histérica de tanta oscilação.
Ao menos o Herman deixou de fazer piada barata e dedicou-se aos concursos.
O Magalhães lá vai fazendo a delícia do Sócrates e o Chávez dá uma ajudinha preciosa ao negócio. Afinal, nem é já tão mau rapaz. Mas que grande elefante devem estar a engolir no fim das almoçaradas.. De facto, a tecnologia de "assemblar" computadores é algo que exige muita ciência!!! As criancinhas podem não saber ler ou interpretar um texto mas vão passar a saber teclar sem raciocinar. Belo! Já alguém pensou nos textos? Já alguém pensou nos professores que mal passam do Word? Sugerimos que ofereçam um Magalhães ao presidente Cavaco. Talvez assim, ele esqueça que os divórcios são mais do que uma partilha de bens. E por este caminho vamos, com a bolsa a parecer histérica de tanta oscilação.
domingo, setembro 21, 2008
A roleta russa emocional
No "Expresso":
John Motulsky usou uma só palavra para descrever a atmosfera que se viveu até quinta-feira na capital do mundo financeiro:"Horrível". Mas, perguntámos, já bateu no fundo ou vai ainda piorar? A voz de Motulsky, director da StonehillCapital Management, denota cansaço e impaciência. Responde-nos com uma pergunta: "Quando é que o seu artigo é publicado? No sábado? Tenho pena de si, poeque o que você escrever hoje estará incorrecto amanhã, Ninguém sabe o que vai acontecer. É grave. Não posso falar. Estamos aqui numa reunião urgente.
Isto passava-se na quarta-feira, perto da meia noite.
A bolha da especulação e o encolhimento da "moeda" gerada pelo sistema bancário convivem com a mais profunda desorientação dos sábios. Será que eles, particularmente, também andarão aflitos?
John Motulsky usou uma só palavra para descrever a atmosfera que se viveu até quinta-feira na capital do mundo financeiro:"Horrível". Mas, perguntámos, já bateu no fundo ou vai ainda piorar? A voz de Motulsky, director da StonehillCapital Management, denota cansaço e impaciência. Responde-nos com uma pergunta: "Quando é que o seu artigo é publicado? No sábado? Tenho pena de si, poeque o que você escrever hoje estará incorrecto amanhã, Ninguém sabe o que vai acontecer. É grave. Não posso falar. Estamos aqui numa reunião urgente.
Isto passava-se na quarta-feira, perto da meia noite.
A bolha da especulação e o encolhimento da "moeda" gerada pelo sistema bancário convivem com a mais profunda desorientação dos sábios. Será que eles, particularmente, também andarão aflitos?
Em directo para alegrar com o sangue dos outros
Há tempos aconteceu em Lisboa um assalto a uma dependência bancária, daquelas pequenas, com pouco dinheiro na caixa, mais parecendo uma pequena mercearia. Os assaltantes eram brasileiros, dois jovens que talvez sem encontrarem o eldorado ou um trabalho decente, iludidos pela facilidade com que se rouba neste país, impunemente, sobretudo os colarinhos brancos, decidiram, em má hora para um deles, tentar a sorte. Foram pouco hábeis, pouco treinados e meteram-se na boca do lobo. O acontecimento foi dado em directo e chegou a assistir-se ao tiro de um polícia nervoso, mais tarde considerado herói pelo ministro da tutela e pelos media. Louvou-se ainda a eficiência da policia perante tão "temíveis" assaltantes que até apareceram à porta da agência com a luz acesa e uma refém que pode fugir tranquilamente depois do tiro... Santa inocência que dá aso a tanta parvoíce tola de pessoas responsáveis. Não teria sido possível evitar o sangue se houvesse um negociador capaz? Encurralados não lhes restava outra saída senão entregarem-se. Aliás o produto do roubo não mereceria tanto sacrifício, pois a agência pouco dinheiro tinha.
Alguns xenófobos de pacotilha logo se deitaram a adivinhar roubos a partir da nacionalidade. Tanta tristeza num país que não se mede e que deixa tanto gatuno de alto coturno a passear-se por aí e a vociferar conta a justiça. Sinais de um tempo sem valores.
Alguns xenófobos de pacotilha logo se deitaram a adivinhar roubos a partir da nacionalidade. Tanta tristeza num país que não se mede e que deixa tanto gatuno de alto coturno a passear-se por aí e a vociferar conta a justiça. Sinais de um tempo sem valores.
Cabecinha pensadora
No "Expresso":
Q.I. Lusitano
"Os trabalhadores são sensatos.(...)Vão aceitar as reduções salariais, que em muitos casos podem ser inevitáveis"
João César das Neves, economista, sobre os efeitos da crise, no "Diário Económico"
Com economistas destes quem precisa da crise da bolsa para empobrecer?
Q.I. Lusitano
"Os trabalhadores são sensatos.(...)Vão aceitar as reduções salariais, que em muitos casos podem ser inevitáveis"
João César das Neves, economista, sobre os efeitos da crise, no "Diário Económico"
Com economistas destes quem precisa da crise da bolsa para empobrecer?
Coisas sem grande significado para ministro
Lemos no "Expresso" sobre o ministro Manuel Pinho, da Economia nos Altos e Baixos:
Entre 2000 e 2008 o gasóleo subiu 100% em Portugal e 52% na UE; desde Julho que o petróleo caiu 35%, enquanto a nossa gasolina baixou 6%. E o ministro só agora se indignou?
Se a falta de carácter matasse, muitas cadeiras muitas de ministro ficavam viúvas...
Entre 2000 e 2008 o gasóleo subiu 100% em Portugal e 52% na UE; desde Julho que o petróleo caiu 35%, enquanto a nossa gasolina baixou 6%. E o ministro só agora se indignou?
Se a falta de carácter matasse, muitas cadeiras muitas de ministro ficavam viúvas...
Há crises e crises
Estivemos ausentes uns tempos. A crise já estava latente. Há tempos que vínhamos chamando a atenção para os perigos de um mercado que não é perfeito; encerra muitas virtualidades mas a mãozinha não funciona sempre, especialmente quando a loucura se apodera de gestores pouco escrupulosos e que transformam os mercados financeiros em autênticos casinos. Assim, as aplicações especulativas que alguns julgavam não afectar a economia de bens e serviços deram o que tinham que dar: incobráveis. E a bola de neve financeira começou rolar. Grandes instituições sem liquidez para solver responsabilidades, auxílio dos Estados (tão mal referenciados pelos privados em tempo de vacas gordas) agora transformados em salvadores, impostos para tapar buracos e muitos administradores e especuladores de bolsos cheios. Assim vai o mundo. Agora toca a apertar ainda mais o cinto dos que sempre o tiveram apertado. Sim, porque isto está para os que beneficiaram das asneiras e não para os que passaram a vida a ir para o trabalho e a regressar a casa. Pelo meio, muito futebol, telenovelas, gadgets (iPops e outros) e uma tribo de comentadores e de palhaços a enganar os tolos.
Quando já todos estiverem de joelhos, aptos a tudo aceitar e sofrer mesmo vencimentos de miséria talvez a economia se relance e nova especulação tenha oportunidade de arrancar...
Quando já todos estiverem de joelhos, aptos a tudo aceitar e sofrer mesmo vencimentos de miséria talvez a economia se relance e nova especulação tenha oportunidade de arrancar...
quinta-feira, julho 03, 2008
Medina Carreira põe a boca no trombone sobre a economia
Medina Carreira veia à SIC Notícias dar uma entrevista sobre o estado do país ao programa "Negócios da Semana". Aberto e contundente pôs a boca no trombone sobre a actuação do governo e sobre o descalabro que desabou sobre este país à beira-mar plantado. Muito do que expressou tem sido uma preocupação constante da Tribulandia em inúmeros "posts". Que os ministros não sabem o que andam a fazer e que são incompetentes, que o primeiro Sócrates não percebeu ainda nada do que se está a passar, que tudo não passa de uma palhaçada para inglês ver através dos meios de comunicação que testemunham actos pouco próprios de um governante que anda a conferir facturas na rua ou a distribuir computadores, em vez de pensar e cumprir o seu lugar. Disse claramente que a economia já estava há muito fragilizada e que tem tendência a piorar ainda mais quando a conjuntura internacional se agrava economicamente e que nada tem sido feito para alterar as estruturas. Em resumo, um autêntico desastre. O termo palhaçada é na verdade adequado.
Questionado sobre a possível evolução do país, no futuro, disse claramente que este tipo de regime democrático não serve porque os partidos e os seus políticos (a tratarem da sua vida e não da nação) são absolutamente incompetentes. Mais grave do que isso, disse ainda que a continuar tudo como até aqui não vislumbra o que se vai passar mas certamente não serão apenas protestos silenciosos.
O jornalista ficou um pouco incomodado e lá tentou levar a conversa para um tom mais conciliatório, sem resultado.
Os tempos estão a mudar e os puxa-saco habituais do governo devem ter ficado com as orelhas a arder. Ficamos satisfeitos por verificar que uma voz autorizada não está embalada no lodo habitual.
Questionado sobre a possível evolução do país, no futuro, disse claramente que este tipo de regime democrático não serve porque os partidos e os seus políticos (a tratarem da sua vida e não da nação) são absolutamente incompetentes. Mais grave do que isso, disse ainda que a continuar tudo como até aqui não vislumbra o que se vai passar mas certamente não serão apenas protestos silenciosos.
O jornalista ficou um pouco incomodado e lá tentou levar a conversa para um tom mais conciliatório, sem resultado.
Os tempos estão a mudar e os puxa-saco habituais do governo devem ter ficado com as orelhas a arder. Ficamos satisfeitos por verificar que uma voz autorizada não está embalada no lodo habitual.
segunda-feira, junho 23, 2008
O Tratado de Lisboa
Pois é! O Tratado de Lisboa foi chumbado pela Irlanda. Malditos e pequenos irlandeses dirão os adeptos de uma Europa centralizada em Bona e Paris com uma florescente burocracia instalada em Bruxelas e a quem convinha desenvolver o seu domínio sobre tudo e todos. Aliás este novo Tratado não passa de uma série de remendos aos anteriores, pretendendo estender resoluções por maioria a muitos assuntos que mal se sabe como, dada a posição de muitos países em manter jurisdição própria sobre muitos temas. Mas eles não desistem. Querem a toda a força arranjar alguma coisa para manterem os privilegiados de Bruxelas. Matam a cabeça para arranjarem mais burocracia. Eles que são adeptos de um neoliberalismo doentio querem conciliá-lo com um novo Estado omnipresente em todos os pontos da Europa. Tarefa complicada.
Como já alguém disse em Bruxelas, primeiro têm que ser eles próprios a entenderem os regulamentos que elaboram. O que começou por ser uma tentativa de conciliar interesses de franceses e alemães tornou-se um elefante branco político que ninguém sabe onde vai parar. Aguardemos próximos capítulos de Barroso e sus muchachos.
Como já alguém disse em Bruxelas, primeiro têm que ser eles próprios a entenderem os regulamentos que elaboram. O que começou por ser uma tentativa de conciliar interesses de franceses e alemães tornou-se um elefante branco político que ninguém sabe onde vai parar. Aguardemos próximos capítulos de Barroso e sus muchachos.
quarta-feira, junho 11, 2008
Os cheiros da Primavera nas escolas
JN
Rottweiller guarda escola
pedro antunes pereira
As condições da Escola Básica e jardim-de-infância de Visage, na freguesia de Cervães, são muito más. As crianças estão rodeadas de barreiras nas suas brincadeiras habituais. A olhar para elas está uma cadela rottweiller.
...
Mas as queixas não se ficam por aqui: a "eterna" falta de caleiras e os entupimentos e sistemáticos são mais alguns dos problemas apontados. "As caixas de saneamento, às vezes, entopem e as crianças, além de ficarem sem sanitas, ficam também com líquidos e cheiros nauseabundos". Para José Luís Alves, "isto é um verdadeiro atentado à saúde pública" para o qual já foi pedida a intervenção do delegado de Saúde de Vila Verde.
Assim se tratam as crianças neste país tecnológico do Simplex. Claro que o cheiro nauseabundo não é exclusivo das escolas...
Rottweiller guarda escola
pedro antunes pereira
As condições da Escola Básica e jardim-de-infância de Visage, na freguesia de Cervães, são muito más. As crianças estão rodeadas de barreiras nas suas brincadeiras habituais. A olhar para elas está uma cadela rottweiller.
...
Mas as queixas não se ficam por aqui: a "eterna" falta de caleiras e os entupimentos e sistemáticos são mais alguns dos problemas apontados. "As caixas de saneamento, às vezes, entopem e as crianças, além de ficarem sem sanitas, ficam também com líquidos e cheiros nauseabundos". Para José Luís Alves, "isto é um verdadeiro atentado à saúde pública" para o qual já foi pedida a intervenção do delegado de Saúde de Vila Verde.
Assim se tratam as crianças neste país tecnológico do Simplex. Claro que o cheiro nauseabundo não é exclusivo das escolas...
Os arautos bem pagos da crise
A crise veio para ficar. O povo, cada vez mais endividado começa a sufocar. Vai valendo o facto de a selecção nacional ir ganhando uns joguitos aos turcos e aos checos. Como as coisa começam a ficar feias para o partido socialista que de socialista só tem a bandeirinha, os srs Mário Soares e Manuel Alegre, velhas relíquias do socialismo na gaveta, tentam através de declarações e comícios levar os seus adeptos a acreditarem que eles também pensam nos humilhados e ofendidos. Isto tudo, sem terem feito qualquer coisa para inverter a marcha da desgraça do governo. Claro que de boas intenções está o Inferno cheio. Esta bendita Europa de défice zero é uma autêntica corda de forca onde se metem alegremente a maioria dos cidadãos.
Será que estes intelectuais da política perderam a vergonha? Andaram a dar vivas à Cristina em prol da liberdade e depois fecharam os cidadãos num buraco de dívidas e de baixo nível de vida. Claro que a eles nada acontece, debaixo do guarda-chuva dos partidos, essa expressão de uma mentira descarada, onde o que hoje é verdade amanhã é outra coisa qualquer.
Será que estes intelectuais da política perderam a vergonha? Andaram a dar vivas à Cristina em prol da liberdade e depois fecharam os cidadãos num buraco de dívidas e de baixo nível de vida. Claro que a eles nada acontece, debaixo do guarda-chuva dos partidos, essa expressão de uma mentira descarada, onde o que hoje é verdade amanhã é outra coisa qualquer.
As consequências do aumento dos preços dos combustíveis
Os combustíveis atingem preços incríveis por causa de diversos factores: primeiro, os produtores que gerem a escassez; segundo, as petrolíferas que aproveitaram para realizar maiores lucros; terceiro, o governo que quer continuar a encher a arca som os seus impostos desalmados. Vai daí os camionistas revoltam-se porque já não aguentam o apertar do cinto. A sua associação passa o tempo a negociar com o governo, muito entretida. De modo espontâneo os camionistas, fartos de esperar, resolvem de sua livre iniciativa paralisar. Começam os problemas. Então os camionistas já não estavam domesticados pela sua querida associação? Mas que grande escândalo! Os engarrafamentos sucedem-se e as marchas lentas continuam. A associação sempre a negociar.Os produtos começam a faltar nos supermercados, muita gente a queixar-se e claro o governo à espera que o povo se vire contra os camionistas. Primeira conclusão: as associações e os sindicatos já começaram a perder o querido controlo dos associados para benefício dos seus dirigentes. O governo começa a conhecer o protesto dos seus cidadãos espoliados, especialmente o sr primeiro-ministro que parece ter a barriga inchada e daqui a pouco a cabeça e os poucos miolos que tem.
Na televisão, comentadores apressados vêm buscar a ilegalidade das manifestações por isto e por aquilo. Protestar sim mas mas dentro das água mornas e do lodo do sistema. Esquecem-se que nem os maiores impérios contiveram os cidadãos com papas e bolos durante os tempos da história.
Na televisão, comentadores apressados vêm buscar a ilegalidade das manifestações por isto e por aquilo. Protestar sim mas mas dentro das água mornas e do lodo do sistema. Esquecem-se que nem os maiores impérios contiveram os cidadãos com papas e bolos durante os tempos da história.
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