terça-feira, março 08, 2005

Todo o dia é dia do ser humano

Há sempre um dia para lembrar algo, muitas vezes para recordar situações que nunca deveriam ter acontecido. Hoje chamam-lhe Dia da Mulher como se separar a mulher do homem, da criança
ou do velho (classificativos muitas vezes englobadores) levasse a algo que não fosse a divisão. Discriminações são o pão nosso de cada dia nesta sociedade que cada vez se gosta de ver mais desiquilibrada. O ser humano equilibrado não necessita que lhe lembrem a existência da mãe, da companheira ou da filha ou em geral de todas as mulheres e homens que sofrem, muito menos ouvir discursos onde se lamenta a falta de acesso ao poder económico ou político por parte das mulheres, como se o poder fosse um objectivo realizador, em si. Há homens que dormem na rua, sózinhos e mulheres que gozam de grandes situações de riqueza e vice-versa. No dia que não seja necessário festejar certos dias (alguns por motivos comerciais) será sinal que nos respeitamos mutuamente e não roubamos os direitos de outros seres humanos.

O famoso pacto da estagnação económica

Público
O fim do Pacto?

O Pacto de Estabilidade era acusado de ser cego - a sua reforma arrisca-se a torná-lo inútil e descartável
O Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) está em vias de se tornar uma figura de retórica. As alterações ontem propostas visam, do ponto de vista formal, flexibilizar normas que, aplicadas cegamente, eram contraprodutivas, só que na prática podem representar desmantelamento do pacto.

Cego, surdo e mudo. Deve ter sido invenção de algum escriba que só olha para as contas certinhas.

Agarrem-me senão não sei...

Público
O olhar e a fuga
José Vítor Malheiros comentário

É frequente vermos na televisão um grupo de jornalistas perseguindo rua abaixo ou escada acima um político ou um advogado a quem submergem em perguntas disparadas à queima-roupa e gritadas aos microfones, a quem envolvem, apertam, espremem e empurram, enquanto o centro do assédio vai resmungando entre dentes que nada tem a dizer ou segue em frente de lábios cerrados e com olhar determinado, sem lançar um olhar aos microfones que se atravessam na sua cara.

E os coitadinhos dos perseguidos não gostam da perseguição?

Guardado está o bocado para quem o não merece

Público
Salvaguardar os serviços públicos
Vital Moreira

Segundo se pode ler no Expresso de sábado passado (suplemento de Economia), "os CTT tornaram-se uma empresa financeira rentável à custa do desprezo pelos utentes -, logo são cada vez menos os correios de Portugal. E prestam um serviço incompetente e próprio do Terceiro Mundo". Infelizmente os serviços postais não são os únicos serviços públicos tradicionais onde os níveis de satisfação dos utentes estão em declínio. As transformações por que têm passado os antigos serviços públicos nas duas últimas décadas nem sempre têm sido feitas sem sacrifício da sua "missão de serviço público".
Desde o "Estado social" do século XX, embora com raízes mais antigas, constitui responsabilidade do poder público a prestação directa ou a garantia de prestação aos cidadãos de certos serviços considerados como utilidades públicas básicas (public utilities) - como a água e o saneamento, a energia (electricidade e gás), os serviços postais e as telecomunicações, os transportes públicos urbanos e interurbanos -, bem como os serviços necessários à garantia dos direitos fundamentais de "segunda geração", ou seja, os direitos económicos, sociais e culturais, como o direito à educação, à saúde, à segurança social, à cultura, ao desporto, etc.

O artigo de VM é interessante. Mas devemos presumir que o Estado pode ser anti-social? O que muitos esquecem é que os investimentos pesados realizados, e que nenhuma entidade privada os faria, não só pelo volume de capital necessário como pela baixa rentabilidade que muitos deles proporcionariam (o nosso país é uma excepção em alguns sectores pelas exageradas tarifas praticadas) foram realizados com dinheiros públicos. Ao privatizar e ao comparticipar com os chamados privados qual é a repartição de custos e de proveitos? Serviços que nos custaram os olhos da cara a gerações são agora vendidos a preços convidativos. Alguém acredita que um investidor se lance numa actividade como a saúde para não ter lucro? Muito se poderia dizer quanto a esta matéria mas uma coisa fica clara: são sempre os mesmos a pagar a factura e quem não tiver dinhero que se safe. Tudo em nome duma eficiência que parece ter virado as costas ao sector público. E interessaria ser doutra maneira?

domingo, março 06, 2005

Recuperação urbana da Tribulandia

Porto
Porto

Os fados castiços dos catedráticos

Lembrando um fado antigo, com a deserção do prof Freitas da Direita, devolveram-lhe o retrato, ou antes, enviaram-no para casa da nova namorada. Se juntarmos que deixou de pagar as cotas ao PPE, deixou o seu amigo Barroso e veio da casa das janelas com tabuínhas Ónu, pode ser que venhamos a ter uma nova versão do fado castiço, cantado pelo Tonecas e sus muchachos.

As análises do prof. Martelo na TV

Ouço o prof Martelo com atenção. Durante a sua análise à composição do governo, chego à conclusão que a constituição do mesmo obedece a uma série de joguinhos de equilíbrio, falando-se até como conciliar algumas personalidades com os interesses que vai afectar. Um até foi do Compromisso Tribulândia (o que em nosso entender e negativo), outros aproximam-se do liberalismo puro e outros saõ récnicos que não sabemos se são políticos. Em suma, um arranjo que parece ter pouco a ver com as reais necessidades do país, nomeadamente quanto ao desemprego que atinge cerca de 500.000 pessoas. Deve ser um aspecto acessório naquelas cabecinhas pensadoras. Terão carácter, patriotismo (no sentido de gostarem do seu povo e da sua cultura), terão outras ambições para além das materiais próprias, alguma ética pública? Não sabemos nem interessa, pelos vistos. Ficamos à espera da opinião da Associação de Bancos para confirmarmos a nossa opinião.

Elementos valiosos da Tribulandia que partem

Segundo consta, nos meios políticos, Paulinho das Feiras vai para os Estados Unidos tirar uma especialização em rodeos, barbecues e garden-parties. O Manel da Monteira pensa seguir-lhe as pisadas. Desejamos as maiores felicidades a ambos neste empreendimento.

O silêncio é de ouro


Morreu Alfred Sirven, protagonista de um dos maiores escândalos em França, corrupção e tráfico de influências, o chamado caso ELF. Nirven geria milhões para facilitar boas vontades em negócios importantes. Foi encontrado nas Filipinas depois de a Interpol ter demorado quatro anos a localizá-lo. Engoliu o cartão SIM do telefone portátil com os polícias à vista. Disse, depois de preso, que poderia deitar a República abaixo vinte vezes, à direita e à esquerda e muita gente teve medo. Levou os segredos com ele.

Pois é, o silêncio é de ouro. Porque é que fazemos analogias com outros casos da Tribulandia?

A bondade dos políticos da Tribulandia assusta

Quando eles dizem que se regressarem é para dar qualquer coisa ao país, já devem estar a fazer como naquela velha anedota alentejana: a mandar entrar o vizinho e a esconder a comida debaixo da mesa.

Os ingénuos da Tribulandia

No "Expresso"
"Ingenuamente, ainda perguntei se podia ir à Babilónia. Disseram-me que não seria prudente"
Anónio Guterres

Tanta ingenuidade dá que pensar.

Indefinições

Segundo o "Expresso", Cavaco e Guterres vão encontrar-se em Madrid no âmbito de uma cimeira sobre democracia e terrorismo. A cimeira juntará dezenas de actuais e antigos políticos de todo o mundo, bem como mais de 200 especialistas em terrorismo.

A nossa dúvida é de que grupo de especialistas eles vão fazer parte.

Momento exacto de dar a cara

"Não estamos em altura de virar as costas ou de encolher os ombros mas no momento exacto de dar a cara" - disse Diogo Freitas do Amaral, ao Expresso , momentos depois de aununciado o novo governo.

E o que têm andado a fazer estes anos todos? A dar as costas?

Os motores da economia mundial

Segundo o "Expresso", Luís Filipe Menezes aconselhou os jovens licenciados a aprenderem chinês ou árabe para arranjarem emprego em 24 horas. defendeu esta receita contra o desemprego, afirmando que a China e os países árabes serão os motores da economia mundial.
Estaria ele a pensar na Palestina ou nas 12 horas de trabalho dos chineses? Será que podemos tirar a conclusão, por dedução, que a Tribulandia será um dos tapetes da economia mundial?

Parece que o bom senso ainda não desapareceu

Público
Social-democrata diz ser "errado" falar já de aumento de impostos
Marques Mendes critica ministro das Finanças indigitado


O candidato à liderança do PSD Luís Marques Mendes classificou hoje como "um sinal negativo e errado" o facto de o indigitado ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, já ter admitido a necessidade de um aumento dos impostos.
"Não me parece um bom começo, porque acho que em matéria de política financeira e orçamental a prioridade deve ser o corte da despesa do Estado e não colocar o acento tónico no aumento dos impostos", afirmou o social-democrata, citado pela Lusa.

Estamos inteiramente de acordo e acrescentamos que outras medidas podem ser realizadas para aumentar a riqueza nacional, possivelmente não tão fáceis de aplicar mas compensadoras a médio prazo.

sábado, março 05, 2005

A liberdade dos bloggers

Visto em Anomia, onde aparece também um interessante post sobre a perseguição aos fumadores...
miércoles, febrero 23, 2005
¡Liberad a Mojtaba y Arash!

Exposición para una Democracia en Red:
Dos de los nuestros están en prisión. Los belogeros Mojtaba Saminejad y Arash Sigarchi han sido encarcelados por las autoridades gubernativas iraníes. Por esto el comité para la protección de belógeres -The Committee to Protect Bloggers- anuncia su primera campaña de acción:

¡Liberad a Mojtaba y Arash


Ainda há países muito piores do que a Tribulandia...

Lucubrações académicas da Tribulandia

Um pré-ministro muito opinativo

Achamos muito interessante que um ministro antes de tomar conta do lugar (presumimos que sem conhecer bem os assuntos que lhe irão parar às mãos) se ponha, de imediato, a mandar postas de pescada. Lemos no Expresso que o futuro ministro das finanças defenfe o fim do sigilo fiscal, com a obrigatoriedade de publicação dos rendimentos brutos por cada contribuinte. Ora aqui está um processo inovador de incentivar a coscuvilhice na Tribulandia. Além disso tem muito interesse nacional, qualquer um de nós saber quanto declara o seu barbeiro ou a vizinha do lado. Cheira-nos a populismo barato ou a medida maoísta para incentivar denunciantes invejosos da vida alheia. Por outro lado, parece que sustenta o fim do financiamento privado dos partidos. Esta, então, parece-nos a melhor anedota da semana. Estará a falar a sério?

Mais uma dose de liberalismo-social

Portugal Diário
Campos e Cunha: um liberal com consciência social

Ministro de Estado e das Finanças foi vice-governador do Banco de Portugal
O ministro de Estado e das Finanças do XVII governo constitucional, Luís Campos e Cunha, foi vice-governador do Banco de Portugal e considera-se um liberal com consciência social.

Bem nos parecia que iriam aparecer os neo-liberal-socialistas...

Carta de condução para quê?

Público
números próximos dos de 2003
Mais de nove mil condutores apanhados sem carta durante o ano passado
Sofia Rodrigues

Intensificação da fiscalização apontada como principal responsável pelo aumento
de infracções detectadas
A PSP e a Brigada de Trânsito (BT) da GNR detectaram 9327 condutores sem carta de condução em 2004, um número muito próximo do que tinha sido registado pelas autoridades no ano anterior - 9621.

Um bom indicador do civismo e do respeito pela lei. E não nos venham dizer que o povo é todo assim...

Viva a iniciativa privada com fundos públicos

"O problema é que se criou em Portugal uma dança com um curioso par: de um lado o Estado, que gosta de distribuir benesses, do outro organismos privados que se habituaram ao guarda-chuva do Estado."
David Ferreira
O Independente, 04-03-05

E os que mais beneficiam do guarda-chuva são os que mais o destróiem.

Frases da Tribulandia

"Portugal começa a ser visto como case study de país que investe muito na educação e não tem retorno. Gastamos mais do que a maioria europeia na educação e isso não se reflecte na cultura e produtividade."
António Fonseca
Sábado, 04-03-05

Não é por gastar muito dinheiro com os filhos (a maior parte das vezes mal) que se educam melhor. Ou tudo se mede pela quantidade de dinheiro gasto?

Um político que acha o seu povo cheio de defeitos

Público
A sociedade escondida
Augusto Santos Silva

Queremos compreender realmente a sociedade portuguesa? Este povo cuja esmagadora maioria se declara católica, embora parte contraditoriamente "não praticante", e viu maciçamente um programa televisivo cuja estrela era um actor pornográfico? Esta opinião pública tão amiga da família que convive pacatamente com índices dos mais altos do mundo desenvolvido quanto a violência doméstica ou indiferença perante o isolamento dos idosos? Esta gente tão pacata que se mata aos milhares na estrada? Este país que gosta de reclamar padrões de bom comportamento e se revela, afinal, refém de tantas dependências, do tabaco, do álcool, das drogas, dos antidepressivos, dos jogos de azar, das casas de alterne?
(...)
Não podemos também substituir a informação pelo preconceito. De nada serve condenar sumariamente os tempos actuais em nome de uma suposta superioridade moral de outrora. Nem cortar as pontes de entendimento com o que nos pareça diferente ou estranho ou novo. Nem distorcer a realidade das coisas só para carregar no drama, generalizando sem critério ou desvalorizando os sinais de esperança. Nem encontrar à pressa bodes expiatórios, sejam eles os jovens suburbanos ou os rurais iletrados.

Mais adiante o prof. diz que é preciso sacudir a sociedade. Será que o futuro ministro espera que sejam as vítimas das erradas políticas de educação, economia, finanças, a alterar o quadro em que vivem? Será que ele vai sacudir alguma coisa? Ou está apenas a justificar o injustificável? Ficaremos a aguardar as intervenções públicas do ministro no sentido de alterar os maus comportamentos da sociedade.

Atenção aos tecnocratas com falinhas mansas

Público
Futuro ministro de Estado e das Finanças
Campos e Cunha diz que subida de impostos é praticamente inevitável

O próximo ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, admite que a subida dos impostos, a médio prazo, é praticamente inevitável.
"A subida dos impostos é uma possibilidade, a encarar não como primeira medida mas, se necessário for, pelo menos no médio prazo, o que é provavelmente quase inevitável", afirmou Campos e Cunha à rádio TSF.

Na TV ouço-o dizer que há que reduzir a despesa e talvez aumentar os impostos. Grande receita para um cérebro da Economia! Começa a cheirar a tecnocrata...

Um filme simples passado num terminal de aeroporto

Alugo "Terminal de Aeroporto" com Tom Hanks, realização de Steve Spielberg. Uma tarde de gripe. Um a história de um simples cidadão retido no aeroporto de Nova Iorque por causa de uma revolta no seu país que o deixa sem estatulo legal (uma falha no sistema). Obrigado a permanecer no aeroporto, simples e decente, acaba conquistando a simpatia de muitos, menos do responsável pela segurança do aeroporto, funcionário ambicioso e, ao mesmo tempo, zeloso e com pouco humanismo. Com um objectivo bem simples, cumprir uma promessa que fez ao pai moribundo, acaba por sofrer uma série de complicações, muitas delas provocadas por quem deveria tentar resolver a situação. Filme interessante, com uma boa interpretação deixa, pelo menos, uma ideia. Pode um cidadão ser exemplar e ter objectivos aceitáveis mas pode, ao mesmo tempo, ser objecto de falhas no sistema ou da arbitrariedade de um alto funcionário que apenas vê regulamentos e promoções. Generalizando, pode um povo decente ser alvo das regras de governantes que não sejam tão límpidos e tão modestos, na sua interpretação
das regras de viver.

Novas caras nas cadeiras do poder da Tribulandia

Num dia de muito frio aparecerem as caras de um novo governo. Algumas já por lá andaram com maior ou menor sucesso. Alguns apelidam-nos de independentes...mas parecem-nos mais elementos em rotação de adequação a um neo-liberalismo talvez com alguma componente humana. Ficaremos à espera mais dos actos do que dos currículos ou intenções. Ao eng Sócrates a tarefa da suma responsabilidade num país que pratica o culto da personalidade. E que secretários virão por aí? E quem comandará os corredores do poder? Tudo a seu tempo virá ao de cima. Como sempre, à partida o benefício da dúvida sistemática por causa do passado. Uma certeza: o prof Freitas apostou no cavalo certo.

sexta-feira, março 04, 2005

Ministro ideal para qualquer governo da Tribulandia

A publicidade na Tribulandia

Segundo lemos nos jornais a última fórmula de publicidade consiste no aluguer da pele para exibição de anúncios. Pensamos que por tal motivo muitos têm querido engordar. Nada que nos escandalize, uma vez que já estamos habituados a ver quem venda o corpo e a alma para publicitar ideias alheias.

Uma cidade decadente com alguns impulsos pelo meio

JN
10 ANOS
"O que seria das pessoas sem o Coliseu do Porto?"

arquivo jn
Manifestação de 1995 foi uma das maiores de sempre a favor de uma causa cultural

(...)
"Foi uma luta cívica ímpar, porque as pessoas se reviram naquele crime", reflecte, à distância, Pedro Abrunhosa. "Mas foi possível porque o então presidente da Câmara, Fernando Gomes, foi rápido a reagir. Não sei se hoje, a mesma situação, suscitaria a mesma sensibilidade no presidente Rui Rio".
O autor de "Tudo o que eu te dou" revê criticamente a cidade "Temos assistido a uma série de atentados. Há locais em risco. Porque é que ninguém faz nada pelo Batalha? Porque é que o Porto era mais vivo há dez anos? Porque é que a cidade perdeu a força cultural e ficou cinzenta? Se fosse hoje", teme, "não sei o que seria do Coliseu. É uma incógnita."

São meritórios os impulsos por causas meritórias. Mas o que tem acontecido de há anos para cá? Uma degradação contínua. E como a cidade está muito cinzenta, e não aparece o cinzento na televisão, não temos ninguém acorrentado ao Batalha, ao Águia de Ouro ou aos locais onde as pessoas conviviam e davam vida à cidade.

Frases lapidares da Tribulandia

"Portugal está numa situação que não é fácil e eu só posso fazer votos para que tenhamos um Governo que governe bem e enfrente os problemas do país."
Cavaco Silva
Rádio Renascença, 03-03-05

Grandes sentenças da Tribulandia

Público
Frase do oráculo dos cargos públicos
Portugal é um país feito de metades: uma sempre deprimida - que tende a crescer - e outra desinibida, que tende a exagerar. É o nosso fado."
Luís Delgado
"Diário de Notícias", 03-03-05

Uma reforma muito badalada na Tribulandia

Público
E agora?
Madalena Barbosa

"Que a reforma da Administração Pública é urgente, todos/as concordamos. Precisa--se é de coragem para mudar as regras, os regulamentos, e não recorrer a fórmulas empresariais na moda."

E agora? Há décadas que ouvimos falar de reforma da Administração Pública e que vemos sucessivas comissões de entendidos serem constituídas: tudo na mesma. A menos que alguém veja algum furo para lucros excepcionais e resolva privatizar serviços.

Os preferidos dos amigos na Tribulandia

Público
As grandes cidades
Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte

(...)
No Porto, as questões são complexas, porque temos a noção de um enredamento de recriminações, rivalidades e intrigas que acaba por ser saturante. Francisco Assis, que inicialmente parecia que ia pôr tudo em pratos limpos, parece ter-se deixado enredar pela própria teia de interesses e pressões e soçobrar com ela. É pena. Vai ser preciso uma intervenção de Jorge Coelho e Sócrates para começar em termos mais saudáveis e limpos. Pessoalmente, tenho um nome preferido, que me parecia a melhor solução: Elisa Ferreira. Inteligente, competente, simpática, com interesses culturais mas também desportivos.

O que sabe o EPC do Porto, além das tripas? Quem lhe teria encomendado o recado sobre o que é mais conveniente para o Porto? Os adjectivos são simpáticos mas parecem mais para uma roda de amigos. O mais interessante é um intelectual ressaltar os interesses desportivos...

A boa gestão à maneira da Tribulandia

Público
Telecom mais do que duplica lucro
Bruno Castanheira
Miguel Horta e Costa anunciou redução de mil trabalhadores

A Portugal Telecom anunciou ontem ter registado, em 2004, um lucro líquido de 500,1 milhões de euros, 108% acima do alcançado no ano anterior.
O crescimento dos lucros resultou, em parte, da diminuição em 45% dos custos, para 171 milhões de euros, após o recurso a um programa de redução de postos de trabalho, segundo a Reuters.

E não resulta das tarifas exorbitantes que o cidadão paga? Isto é que é um verdadeiro serviço público: explora-se o cliente e contribui-se para o aumento de desemprego. Ainda gostávamos de saber quais foram as reduções nos vencimentos e nas gratificações dos administradores...

Quem quiser que se aguente na Tribulandia

JN
Cerca de três mil epilépticos aguardam por cirurgia

Os serviços de saúde portugueses só conseguem operar 50 dos 250 a 300 novos doentes com epilepsia que todos os anos surgem e cujas crises não são controláveis com medicação. Além desses, há 2500 a três mil doentes já à espera de uma intervenção que lhes devolva uma vida sem ataques epilépticos. Tudo por falta de unidades para monitorizar as crises e permitir, dessa forma, o diagnóstico rigoroso do foco epiléptico a retirar do cérebro do paciente.

E isto interessa aos responsáveis e ao respeitável público? Ainda se fosse a chegada de novos reforços para alguma das nossa brilhantes equipas profissionais ou a inauguração dos novos submarinos...

Um luto que nos invade a alma

JN
Idosa foi espancada e violada dentro de casa por assaltante
Insegurança Foi a segunda vez, em três meses, que a mulher, de 79 anos, foi assaltada no interior da habitação Foi pedir ajuda, em camisa de noite e toda ensanguentada, a um vizinho

Uma mulher, de 79 anos, foi violentamente agredida e violada, anteontem, cerca das 23.30 horas, na Rua do Pocalvo, em Esmoriz. A violação foi perpetrada por um indivíduo, que entrou na residência da vítima, Ana Maria, depois de ter partido o vidro de uma janela.

Que dizer deste horror? Não será o resultado (em parte) de uma sociedade que cada vez mais desvaloriza a vida humana, considerando-a mais um produto (enquanto novo) do que um ser digno de respeito e de solidariedade?

Quando começará a chover na Tribulandia?

Público
Paulo no Império do Meio
Rui Moreira

(...)
Mais cedo ou mais tarde, Portas regressará à política activa. Ora, enquanto muitos elogiam o seu desempenho no Governo, o seu eleitorado se sente órfão e os adversários lhe reconhecem o mérito pelo estilo digno na hora da demissão, Portas deve ponderar sobre as próximas eleições presidenciais. Não serão estas uma oportunidade única para resolver a sua dúvida íntima e testar a sua verdadeira dimensão eleitoral? O cenário de uma candidatura numa eleição a duas voltas, em que poderá afrontar o "centrão", desafiar Cavaco ou Marcelo, Freitas do Amaral ou Guterres sem correr o risco de ser prejudicado pelo voto útil é, certamente, um repto aliciante. Economista, presidente da Associação Comercial do Porto

Esta seca anda a fazer mal a muita cabecinha!

quinta-feira, março 03, 2005

Os animais políticos que nos governam

Público
Um Jardim a sério
António Vilarigues

Jardim é aquilo a que se chama um animal político - que, como creio ter demonstrado, deve ser levado a sério, muito a sério mesmo. Ainda vamos assistir a novas desempenhos seus, antes que abandone a ribalta. Mas...
Estou siderado! Fiz uma sondagem entre familiares, amigos e conhecidos e cheguei à conclusão de que pertenço a uma imensa minoria: a dos que levam Alberto João Jardim a sério. Para a maioria ele não passa de um pândego.

Não deveria ficar siderado. Há muitos outros pândegos que com outras pantominas e cantigas vão enganando o povinho.

O humanismo como prática corrente

Público
Quarenta e sete mil
Pedro Strecht

Quando falamos neste número de 47 mil é impossível não nos incomodarmos e não nos determos sobre o peso desta realidade; 47 mil representa uma imagem de um grande estádio de futebol cheio de rapazes e raparigas sofridos numa parte importante da sua vida: a possibilidade de, livremente, serem crianças no justo tempo em que tal lhes é devido

Em Portugal existe o estranho conceito de defender a vida até ao parto, não cuidar devidamente das crianças, tratar assim assim os estudantes, utilizar muitos dos adultos a ganharem pouco durante o período profissional e deitar fora os envelhecidos.

Mitos e elementos decorativos da televisão

Público
O regresso
Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte
(...)A saída de Marcelo da TVI foi de tal modo espectacular e glorificante que o mito inflacionado só poderia ser objecto de um contramito. A tendência é para dizer que afinal o professor não era tão intensamente o super-homem que tínhamos imaginado, e Marcelo vai ter que sustentar e reconstruir a sua imagem.
Daí a ideia positiva de apresentar um outro dispositivo, com a cumplicidade de Ana Sousa Dias. Não era fácil para ambos. Porque nos habituámos a ver cada um num papel que aqui aparece torcido. Nem um nem outro estão inteiramente no seu lugar. Ana Sousa Dias é forçada a falar de política, algo que nunca esteve directamente presente nas suas entrevistas, o que foi seguramente uma qualidade. Marcelo confronta-se com alguém que em teoria não é um entrevistador meramente decorativo

Na verdade, vivemos muito de mitos. Por outro lado, será que podemos inferir que os elementos decorativos povoam os canais principais da televisão?

Aprender com os ouvintes das palestras

JN
António Guterres impressionado após visita a Bagdade

O presidente da Internacional Socialista, António Guterres, afirmou ontem ter saído de Bagdade "emocionado" com a "coragem física" manifestada pela maioria dos dirigentes políticos iraquianos e com a sua determinação em dar um novo rumo ao país.

Ainda bem. Pode ser que tenha aprendido algo com a visita e o passeio.

Mais irregularidades na terra da transparência

JN
Saldo negativo no Exército
Auditoria Ramo transferiu milhões de euros de fundos de maneio para pagar missões no estrangeiro CEME alega que suborçamentação, feita pela tutela, gerou irregularidades

Alexandra Inácio

Uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) às unidades, estabelecimentos e órgãos do Exército (UEO) revelou que "elevadas verbas" contabilizadas como "Fundos de Maneio" suportaram as forças nacionais destacadas no estrangeiro. O relatório especifica que esse desvio foi feito sem cobertura orçamental e de forma continuada e determina que no prazo de 60 dias, sejam "tomadas medidas concretas com vista a conformar as contas". A auditoria também concluiu que a existência de "largas dezenas de milhões de euros por ressarcir", referentes a despesas realizadas com as missões também impediu a reposição de 45 milhões de euros da 3ª Lei de Programação Militar.

Um bom exemplo para os cidadãos...

Um país que se transforma em puro consumidor

Público
A marca da desindustrialização
F.M.

Em consequência da perda de competitividade, os sectores produtores de bens transaccionáveis, com destaque para a indústria transformadora, têm estado a viver uma crise de natureza estrutural. Esta crise foi agravada com a recessão, a partir de 2001, mas era já bem visível em anos anteriores. Do ponto de vista do seu impacto no emprego, os efeitos dessa crise conduziram a uma diminuição dos postos de trabalho na indústria transformadora, em cerca de 12 por cento entre 1998 e 2004, segundo os dados do inquérito ao emprego realizado pelo INE junto das famílias. Esta quebra do emprego na indústria transformadora fez com que o peso do emprego deste sector no conjunto da economia descesse para cerca de 19,6 por cento em 2004, quando era ainda de 23,5 por cento em 1998.

Este sim é um problema demasiado grave que está dependente de muitos factores, entre eles a falta de empreendedores arrojados. A maior parte fica-se pela distribuição ou pela finança e a riqueza acrescentada é muito pouca. A mentalidade consumista também influencia esta situação. A rever.

Nova Inquisição na Tribulandia?

Público
Anúncio publicado hoje na imprensa
Padre recusa dar comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos

Um padre católico português anunciou hoje a sua recusa em dar a comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos, que recorrem à reprodução assistida ou que aceitam a actual lei em vigor sobre o aborto.

Só falta saber quais vão ser os métodos de averiguação dos factos condenados...

Um Linux evoluído e interessante


Se quiserem experimentar o Linux, por vossa conta e risco, que não é tão complicado como dizem, tentem o Knoppix que roda a partir de um cdrom, sem se instalar no disco. Se não detectar o hardware ou não se instalar devidamente, não há problema, o seu sistema ficou exactamente como estava. Basta saber gravar uma imagem iso com o Nero ou outro programa de gravação e configurar a sua motherboard para arrancar a partir do cdrom. Aconselhamos alguma leitura, primeiro, mas verão que disporão sempre de um sistema operativo à mão (se o seu Windows encravar, por qualquer razão) e que já atingiu uma semelhança grande com o habitual Windows. Além do mais GNU/Linux é grátis. Aqui ficam os links para os que quiserem se documentar:
Knoppix
Knoppix.net

Os divertimentos do menino de Castelo Branco

Governo

quarta-feira, março 02, 2005

Por onde andam os princípios éticos?

A Cãmara dos Representantes americana adoptou uma lei no sentido de privar do finaciamento público as organizações humanitárias que não tenham um código de conduta destinado a evitar a exploração sexual e outros abusos, segundo o Le Monde. Nem as organizações humanitárias escapam ao flagelo da falta de ética!

Sinais dos tempos modernos

Visto na Blogotinha para fazer pensar quem tem por vício a gula: The Belly Gallery que, segundo o site, também tem os seus atractivos.

Jantares políticos da Tribulandia

A discriminação pela negativa

Pelos vistos neste país existe um sentido de equidade muito estranho. Vem isto a propósito da diminuição das portagens para os monovolumes, compensada pelo aumento das portagens dos veículos classe 1 ou seja de todos os normais automóveis (incluindo os utilitários). Sem mais nem menos, poupa-se a quem dispõe de dinheiro para apresentar um monovolume à vizinhança e carrega-se nos calos aos utilizadores de utilitários (entre outros). Um elemento da Brisa veio à SIC Notícias dizer que só os menos esclarecidos não compreenderão as razões! Compreendemos muito bem mas não aceitamos o benefício dado à custa do bolso de outros ( sobretudo dos mais remediados) e não à custa dos lucros das intermediadoras do serviço. Já agora podiam baixar as portagens aos Mercedes, aos Jaguares e Porches.

A mulher de César

Um post polémico no Do Portugal Profundo, A filosofia do segredo que suscita mais de 190 comentários! Levanta o problema das habilitações do Eng Sócrates e pelo que ouvimos, de outros casos, é de prestar atenção. Andam por aí muitos "doutores" sem qualquer tipo de licenciatura e alguns com diplomas tirados em escolas sem qualquer credibilidade, em curto espaço de tempo.

Sempre a mesma música no baile da economia

Público
É a economia
Por Joaquim Fidalgo Crer para Ver

Eu gostava muito que José Sócrates e o Governo do Partido Socialista me ajudassem a continuar a acreditar numa ideia que tenho cá na cabeça mas que tanta gente hoje em dia procura contradizer, chamando-me "idealista", "sonhador", "utópico", coisas assim - ou piores. Eu gostava que o novo primeiro-ministro e o novo Governo me demonstrassem, pelo seu programa e, sobretudo, pela sua prática, que há mais do que uma maneira de fazer política - e, designadamente, política económica.

Nós também gostávamos mas já perdemos a esperança que isso possa acontecer, com a cartilha ou cassete que lhes meteram na cachola.

Denúncias em abstracto há muitas

Público
Velha gangrena

Não vale a pena negar: o poder local é especialmente propício à corrupção. Mas se não chega denunciá-lo em abstracto, é pior fingir que se ignoram as evidências
Saldanha Sanches voltou à carga. Nas autarquias cobram-se luvas, proclamou. Pois cobram. Hoje, como ontem e anteontem.

Grande verdade. Mas todos gostamos de brincar ao faz de conta

Para que serve a cultura na Tribulandia?

Público
Bloqueios
Por Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte

Temos de reconhecer que a convicção tradicional de que a cultura é uma matéria da esquerda talvez não seja inteiramente verdadeira, mas teve plenamente a sua confirmação com os três anos de governação do PSD. Pedro Roseta é um homem inteligente e simpático, mas parece pairar acima das coisas terrenas. Maria João Bustorff Silva não chegou a existir. Apagou apressadamente alguns fogos, aceitou certas pressões de Santana Lopes, acreditou inacreditavelmente na personagem ao ponto de ter sido candidata infeliz a deputada para o Alentejo. Não me lembro de ter lido qualquer entrevista sua, nem consegui entrever uma ideia clara do que pretendia fazer.

Não seria mais sensato criar um ministério do embrutecimento colectivo com um ministro oriundo do mundo das telenovelas ou do futebol?

Um tema que não se esgota em palavras

Público
Nós por cá todos assim assim
Por Luís Fernandes

O mundo prisional, à custa de se não deixar ver, é um espaço mágico: engolido o delinquente nas suas entranhas, por lá ficará a vegetar. E, como dizia um filme de há uns anos, nós por cá todos bem.

De vez em quando lá vem o assunto à tona de água. Depois volta tudo ao mesmo, como sempre. Benditos brandos costumes

Liderança que me fugiste

Público
Durão Barroso ainda à procura do seu estilo de liderança

Os primeiros cem dias de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia suscitam apreciações contraditórias. Hoje, quando termina o tradicional período de graça, ele ainda não marcou um estilo nem deu uma orientação clara à equipa. Cem dias são pouco tempo, mas exemplos anteriores mostram que a imagem que se cola aos chefes da Comissão é aquela que transmitem nos primeiros tempos. Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

E ele saberá do que anda à procura?

A felicidade artificial da Tribulandia

Público
Relatório diz que práticas de prescrição de tranquilizantes e indutores do sono devem ser estudadas
ONU alerta para excesso de drogas legais em Portugal
Catarina Gomes


O consumo de substâncias psicotrópicas legais é maior em Portugal do que em qualquer outro país europeu à excepção da Irlanda, revela o relatório anual da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE), ontem divulgado.
(...)
O relatório chama a atenção do Governo português para as práticas correntes de prescrição dos médicos em relação ao uso de benzodiazepinas (tranquilizantes e indutores do sono), por um lado, e para o sistema de controlo da distribuição de produtos farmacêuticos por outro.

Agora se percebe porque muitos julgam que se encontram no Paraíso.


Para que a memória não seja curta

Online, no "Público"
Dossier Casa Pia

Uma decisão que merece aplauso dos defensores da vida

Público
Cinco votos a favor e quatro contra
EUA: Supremo considera inconstitucional pena de morte para menores de 18 anos


Um acórdão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, aprovado hoje com cinco votos a favor e quatro contra, determina que a aplicação da pena de morte a pessoas que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade é inconstitucional.
Esta é a segunda derrota judicial dos defensores da pena de morte nos Estados Unidos, depois de em 2002 ter sido proibida a condenação à morte de deficientes mentais.

Uma grande vitória dos defensores da vida e do humanismo.

terça-feira, março 01, 2005

Quando as serras se tornam sierras

Público
Sonae Imobiliária muda o nome para "Sierra"

Sonae Sierra é a nova designação da Sonae Imobiliária. A alteração, anunciada, ontem, em conferência de Imprensa, resulta da vontade de especialização da sub-holding do grupo de Belmiro de Azevedo na promoção e gestão de centros comerciais, que assim deixa cair o carácter mais generalista da anterior designação. "Queremos ser conhecidos como especialistas, usufruindo dessa vantagem competitiva para nos posicionarmos melhor", explicou Álvaro Portela, presidente do conselho de administração da Soane Sierra.

Pelo menos sierra soa a espanhol. Vão-se adiantando ao que nos espera no futuro e tem mais impacto em Espanha.

As formas democráticas de ditadura

Público
Cavaco Silva em Luanda para falar de democracia
visita Encontros com políticos angolanos

Aníbal Cavaco Silva chega hoje a Luanda para participar no II Congresso Pró Pace, tendo ainda previstos encontros com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e com o primeiro-ministro Fernando Dias dos Santos "Nandó".
Cavaco Silva é o orador convidado da sessão de abertura, amanhã, para proferir uma comunicação sobre o tema "Democracia e Desenvolvimento".

O Tonecas foi falar ao Iraque, o Cavaco a Angola. Se os dois países esperam perceber algo sobre democracia vão ficar bem elucidados, sobretudo sobre jobs for the friends.

O expoente máximo da canção nacional

Portuenses retornando às hortas

Metendo a língua na boca dos estudantes e dos jovens

Público
Reabilitação de Carlos Alberto apresentada sexta-feira
Por Natália Faria

Sociedade de reabilitação urbana do Porto quer tornar a praça atractiva para estudantes
e jovens casais


É já na próxima sexta-feira que a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana vai dar a conhecer o seu projecto aos proprietários e moradores da Praça de Carlos Alberto, um dos quarteirões-piloto da sociedade, que visa transformar aquela praça em morada de estudantes, jovens casais e profissionais da justiça e da saúde.

Isto é que são uns modernaços. E a restante população que não seja incluída no critério? Que se divirta nos buracos da cidade a saltar a pocinha. Esta imaginação nortenha anda muito por baixo.

Mudou alguma coisa na Tribulandia?

Público
E o Presidente?
Por Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte

Alguns comentadores consideram que a vitória de Sócrates significaria uma vitória da esquerda, que, no seu conjunto, iria até aos 59 por cento. Não, não é possível considerar as coisas nesses termos, uma vez que o voto é cada vez mais flutuante (fenómeno que se verifica por esse mundo fora) e muitos dos que votaram agora a favor da esquerda votaram sobretudo contra Santana Lopes e a ideia de uma desenfreada loucura à frente dos destinos do país.

Pois sim. Os que votaram agora PS pensam é em desapertar o cinto e nada mais. O presidente, se a coisa não correr bem, vai expressar o seu desgosto e lamentar-se, como de costume.

Para isso eles existem na Tribulandia

Público
O novo governo e os "boys" do anterior
Por Vital Moreira
(...)
Com as alterações do governo de Durão Barroso - afastamento do concurso para a nomeação dos directores de serviço e cargos afins -, o número dos cargos de livre nomeação política, directa ou indirecta, aumentou ainda mais, na administração central e desconcentrada do Estado. São desde logo os directores-gerais e equiparados, os directores regionais, os membros dos órgãos de direcção de institutos públicos, os membros da administração das empresas públicas, os membros de variegadas comissões e organismos mais ou menos desconhecidos. Esses cargos estão fora da carreira da função pública. Salvo os casos de organismos de natureza técnica, a escolha tem como critério mais relevante a afinidade partidária e confiança política (quando não o mais despudorado nepotismo).

Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço. E que haveriam de fazer todos esses "profissionais" da graixa e do abanar com a cabeça?

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Palavras leva-as o vento da Tribulandia

Segundo ouvi na rádio, Saldanha Sanches provocou uma enorme reacção no presidente da Associação de Municípios ao dizer que os autarcas exigem luvas, em demasiado. Pôs a boca no trombone numa questão que mais parece tabu nesta sociedade. Certamente, vai tudo ficar como antes: quartel-general em Abrantes. Ninguém, por diversas razões, quer tocar no assunto. Quando será que fazem uma investigação séria à evolução exponencial da fortuna de muitos autarcas? Porque não começam por ver o que tinham no início das suas carreiras políticas e o que têm agora? Certamente, saíu-lhes a todos o totamilhões. Estou perfeitamente convencido disso e, portanto, são todos mui escrupulosos, a bem da santa democracia (deles).

O espectáculo continua meus senhores

Quando alguns vêm com a frase "O povo não é estúpido" querem certamente enganar toda uma faixa da população que é, extremamente, ignorante e facilmente conduzida pelos media e pelo establishmente. Basta olhar para a Tv e ver as filas na BP para comprar bilhetes para um simples espectáculo musical para ficar com muitas dúvidas. Entre os muitos presentes, um desempregado com subsídio de desemprego a dizer que não lhe custava nada estar ali. Porque não anda a procurar trabalho? Assim se cai num círculo vicioso onde a direita mais radical, que não acredita no carácter do ser humano, tem todas as razões para festejar: basta transvertir-se de esquerda, dar umas palavrinhas a abater e tudo segue, conforme previsto.

A boa moeda da Tribulandia

Público
Contra os barões
Por Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte

Mas o melhor foi o Isaltino. Em alusão a Cavaco, disse "depois de tanta gente a falar na boa moeda, gostava de ver onde é que anda a boa moeda". Na Suíça, meu caro Isaltino, em nome de um sobrinho.

Tem toda a razão mas não deve ser caso único...

A política como única profissão na Tribulandia

Público
Tarde e mal
Por M. Fátima Bonifácio

Santana Lopes anunciou, tarde e mal, que não se candidataria à presidência do PSD. Mas aposto que não percebeu o que se passou nem o que lhe aconteceu, e não acredito que duvide do seu futuro político. Nada fez jamais nem sabe fazer fora da política e fora do "sistema" a que apregoa não pertencer

Ainda gostaríamos de saber o que faziam na sua vida profissional todos os "artistas" que por aí andam...

O machismo da Tribulandia

Público
Depois da revelação dos abusos Casa Pia
Denúncias de pedofilia quase triplicam em dois anos

Foram anos de silêncio. De repente, uma reportagem da jornalista Felícia Cabrita trazia à tona um retrato sórdido. Portugal assistia, incrédulo, à dissecação da história dos alunos da Casa Pia, repetida até à náusea pelos meios de comunicação social, que, de passagem, aproveitavam para desbravar as fragilidades do sistema de protecção de menores.

O país dos brandos costumes e do deixa andar que tudo se resolve.

Há que deixar buracos por todo o lado

José Casalta Nabais, especialista em fiscalidade diz à "Pública":

"Porque é que temos leis de tão má qualidade? Para permitir o aproveitamento de buracos que deixam? Quantos mais buracos, mais litigação..."

A nós parece-nos mais uma afirmação do que uma interrogação.

Uma sociedade que não gosta de pensar

Na revista "Pública" de ontem:

Quando se quer comprar um simples iogurte, uma pessoa depara-se com 30 metros de prateleiras frigoríficas. A publicidade joga aí. A manipulação vai à procura desse desejo de não pensar mais. "Eu penso por si".

Esta máxima poderia ser aplicada à vida em geral. Os políticos e os que detêm o poder pensam por nós. E assim vamos queimando dia a dia...

domingo, fevereiro 27, 2005

As grandes reportagens da Tribulandia

TV

Se os que mandam são ignorantes para que querem os licenciados?

DN
Desemprego
Observatório do Emprego e da Formação Profissional está preocupado


(...)
O Observatório, que integra representantes do Governo, sindicatos e associações patronais, pretende, também, analisar este ano o desemprego entre licenciados.
Para Caldeira Dias, trata-se de um problema "socialmente crítico, pelo desperdício que representa em termos de recursos humanos, pela frustração que envolve, pela necessidade social de conhecimentos que não são aproveitados".

Num país que promove a ignorância e onde ter dinheiro não corresponde muitas e muitas vezes a qualquer tipo de mérito, o que seria de esperar?

Uma sociedade em desagregação

DN
Lisboa tem 34 mil pessoas idosas completamente sós
FILOMENA n AVES

"Vão longe os tempos da Lisboa gaiata da canção, na avenida. Depois de décadas de êxodo dos jovens e da invasão de escritórios e serviços, a capital tem hoje um quarto da sua população envelhecida - 133 304 pessoas com mais de 65 anos, em 2001. Desses idosos, quase 34 mil, cerca de 25 por cento, vivem completamente sós. Esta realidade tende a agravar-se no futuro e vai exigir novas respostas da comunidade, já que esta é uma população potencialmente frágil e dependente. A Santa Casa da Misericórdia quer preparar-se para isso e já tem metas até 2007."

Este foi o caso referido pelo prof. Marcelo. Acrescente-se que a Santa Casa só assiste cerca de 1 % desta faixa etária e a Igreja 2 ou 3%, enquanto os restantes países europeus atingem os 50 e os 60%. Devemos ser os campeões do egoísmo e da estupidez colectiva. Novo és, velho serás. Assim como fizeres, assim o acharás.

O sacrifício de uma boa jornalista Ana Sousa Dias


Grande expectativa para as primeiras escolhas do prof. Marcelo na RTP1. Sai-nos uma referência sobre um livro biográfico de um grande industrial, uma menção ao Papa (ele é crente...), uma puxadela do PS para o centro e um caso social (sugerido pela entrevistadora) sobre os idosos em Lisboa, seu isolamento e falta de assistência. Um perfeito exemplo da maneira de pensar duma classe média alta (em rendimentos) com alguma cultura do quanto baste social. Mal podendo falar, Ana de Sousa Dias ainda tentou dar melhor rumo à conversa com pequenos apartes. O professor encantado com o novo penteado da entrevistadora perguntou-lhe se ela era do Porto ou do Benfica. Muito importante. Mal aplicada jornalista. Para aquele papel qualquer entrevistador serve para acompanhar ao violino o prof.

Uma tentativa de melhorar a mediocridade da programação da 1

JN
Ana Sousa Dias eleita para falar com Marcelo
Jornalista vai ser a interlocutora do programa de Rebelo de Sousa que estreia amanhã Professor decide quais os temas e o alinhamento de cada edição
(...)
Apesar do vasto currículo profissional, foi o programa da 2, que deu a Ana Sousa Dias o reconhecimento da grande maioria dos espectadores. Há quase quatro anos no ar, o "Por outro lado" continua a ser um dos programas de referência do segundo canal da estação pública.

Pelo menos foram buscar a jornalista e, em certa medida, dar o reconhecimento devido a um programa com nível "Por outro lado" mas não deixemos de fazer notar que o mesmo andou pela RTP2 quatro anos e apareceram muitos entrevistados com muito mais interesse do que o professor...

Os bolos como essência da luta pelo poder

Público
E a direita?
Por Vasco Pulido Valente

Depois da coligação e de Santana, o PSD precisa principalmente de uma política. Se ninguém a definir e a impuser, a barafunda continua, com o partido a cair de crise em crise e de chefe em chefe.
(...)
No PSD, como se esperava, o formigueiro anda agitadíssimo. Há uma candidatura que parece, em princípio, razoável, a de Marques Mendes. Mas também há uma pequena multidão que se atropela para apanhar uma fatia do bolo; ou bolos, se contarmos com a Presidência e as câmaras. Não interessa muito seguir as tortuosidades da coisa. Depois da coligação e de Santana, o PSD precisa principalmente de uma política. Se ninguém a definir e a impuser, a barafunda continua, com o partido a cair de crise em crise e de chefe em chefe.

Na falta de outras ambições que não as materiais talvez não seja uma pequena multidão e as tais tortuosidades sejam o cerne do ambiente político e social.

A ascensão e declínio da mediocridade

Público
A azia dos comentadores
Por Augusto M. Seabra
(...)
A ascensão de um político populista, cuja fundamental legitimação tinha sido feita pelas mais popularuchas franjas do espectáculo e pelos próprios media, é desde logo sintoma do estado desse mesmo espaço público. É simples a qualquer um supor-se sem responsabilidades no "acidente", por maioria das razões quando a ele foi contrário. Interrogo-me todavia, e uma vez mais, se a situação de bloqueio do espaço público será susceptível de ultrapassagem.
A avaliar pelos indícios de uma semana, o solavanco eleitoral de 20 de Fevereiro suscitou em muitos comentadores, a par com o "alívio", uma certa azia, para não dizer o retorno do enfado com "este país", expressão indicativa da sua inscrição pública.
Na noite das eleições, na RTP, a prometida vedeta, Marcelo Rebelo de Sousa, "o professor", foi um "flop". Habituado a ser foco único, e sem o famoso "contraditório", esteve constrangido, afinal bem no flanco dos derrotados, ele que andara em campanha eleitoral com, imagine-se, Luís Filipe Menezes!

No mundo do espectáculo contínuo em que vivemos o que os media disserem fará lei, mesmo que algumas vezes se revelem desastrados e longe das realidades. The show must go on (para isso lhes pagam).

O retorno da cidade ao sector primário

JN
Agricultores citadinos sem medo das enxadas
Acção Portuenses plantam verduras e partilham experiências nas hortas municipais, que ajudam a poupar dinheiro Há mais 25 talhões em Lordelo

Carla Sofia Luz

As mãos citadinas já se habituaram à enxada e até a dor nas costas desapareceu. O estreante Alexandre Muge não dispensa a visita matinal ao pequeno talhão na horta comunitária de Aldoar, no Porto. Serve para enganar as horas passadas sem trabalho e ajuda a encher o tacho da sopa. O sabor das hortaliças é, garante Alexandre, bem melhor.
A exígua parcela de terreno nas traseiras da escola de Aldoar parece que tem sempre espaço para mais verduras. Não há área desaproveitada. Cenouras, batatas, pencas, alfaces, repolhos e ervilhas crescem no pequeno talhão. Os vizinhos de bairro são, também, colegas na tarefa de agricultores do acaso. Ali, com o cheiro da terra molhada, trocam receitas, ajuda e sementes.

Eis um verdadeiro fenómeno da evolução da economia próspera do Porto: o retorno ao sector da agricultura. Agora já entendemos o cheiro a cebola de muitos autocarros.

Somos os campeões do desemprego de Portugal

Público
dados do instituto de emprego
Número de desempregados chega a quase meio milhão
Por Luísa Pinto

Região Norte é responsável por quase metade do número
de inscritos nos centros de emprego. Aumenta o desemprego de longa duração

No final do mês de Janeiro, estavam inscritos nos centros de emprego do continente e regiões autónomas 483.447 desempregados. Os números estão muito próximos do meio milhão de desempregados, tendo dado o mês de Janeiro um forte contributo nessa escalada: nos primeiros 31 dias do ano, o desemprego registado aumentou 3,1 por cento, com a inscrição de quase 15 mil pessoas. E a Região Norte do país assegura, sozinha, mais de 43 por cento do número de pessoas sem posto de trabalho em Portugal.

sábado, fevereiro 26, 2005

Injustiças da Tribulandia

Recordações da Marinha da Tribulandia

Momentos da Tribulandia

O senhor X iria fazer uma comunicação importante ao país. Ergueu-se na cadeira. Fixou a atenção. O senhor X, dono da verdade absoluta, com um sorriso maravilhoso vinha falar que eram precisas mais leis e mais fiscalização. Mas não tínhamos leis para dar e vender? Podíamos até exportar para os países subdesenvolvidos. Não, esta era absolutamente necessária. Aliás só iria beneficiar o consumidor. Depois de dizer que estávamos a par da média europeia (pelo menos em leis) retirou-se com a certeza do dever cumprido. Maria Alice que tinha vindo ver o senhor X disse:- Mas que simpático que ele é. E voltou para a cozinha.

A informação da Tribulandia a caminho da perfeição

Segundo especialistas da comunicação, a possível venda da Lusomundo a um conhecido cartel da bola poderá significar que em vez dos 80% habituais páginas de desporto em todos os diários passaremos a ter 100% o que se traduzirá num forte incremento da cultura e da informação na língua portuguesas. São ainda possíveis cenários onde só terão lugar comentadores desportivos nas colunas de opinião, o que envolverá um grande esforço de formação para os actuais jornalistas.
Constitui-se já uma comissão para a colocação de uma estátua, junto aos Jerónimos, ao presidente da Telecom. Bem haja!

Invasão espanhola mordendo o cravo


Segundo Loureiro dos Cantos

Os resultados das políticas imbecis

SIC
Desinvestimento estrangeiro
Dados do Banco de Portugal revelam queda de 85 por cento em relação a 2003


Em 2004, o investimento estrangeiro em Portugal foi o mais baixo dos últimos quatro anos. Segundo dados do Banco de Portugal, atingiu apenas 895 milhões de euros, o que representa uma queda de 85 por cento em relação a 2003.
O desinvestimento estrangeiro em Portugal não é de agora, verifica-se desde 2001. Na altura, Portugal vivia momentos particularmente difíceis. O país atravessava uma crise política, António Guterres saía do Governo, mas a entrada Durão Barroso não melhorou as coisas.

E os inteligentes deste país julgam que é só por causa do custo da mão-de-obra? Até os investidores estrangeiros já têm medo da incompetência dos dirigentes da Tribulandia

Desculpas de mau perdedor

SIC
Denúncias de José Mourinho
Técnico afirma que Rijkaard esteve mais de cinco minutos no balneário do árbitro

O português revelou que o treinador do Barcelona esteve a falar com o árbitro Anders Frisk no intervalo do jogo da Liga Milionária.
O treinador Chelsea, José Mourinho, denunciou que o técnico do FC Barcelona esteve cinco minutos no balneário do árbitro Anders Frisk durante o intervalo do jogo da Liga dos Campeões.
"Rijkaard esteve no balneário do árbitro mais de cinco minutos. Eu sei porque os meus adjuntos estavam à porta enquanto a reunião acontecia", avançou o treinador português, em entrevista publicada no diário desportivo espanhol Marca, ao qual negou ter havido qualquer agressão entre ambos durante a conversa.

Só quem não viu o jogo não assistiu ao esmagamento total do Chelsea pelo Barcelona que fez gala de um futebol muito superior e de grande espectacularidade. Mas os habituados às conspirações (caso da fuga) custa-lhes reconhecer a superioridade do treinador do Barcelona e dos seus jogadores.

Um candidato recauchutado

Solução milagrosa com música na Tribulandia

Segundo diversos especialistas mundiais, a solução para aumentar a produtividade na Tribulandia e o interesse para o estudo e a investigação passa pela utilização da música, tipo rock e pop, nas empresas e nas salas de aula, podendo ainda ser dados bilhetes para concertos musicais em estádios aos contribuintes que tenham as suas situações fiscais em ordem, para diminuição do défice.

Más notícias para a situação no Iraque

JN
Guterres vai ao Iraque dar aula de democracia
Guterres quer contribuir para a democratização do Iraque

O presidente da Internacional Socialista, António Guterres, é o principal orador de uma conferência, marcada para segunda e terça-feira, em Bagdad, cujo objectivo é ensinar os partidos iraquianos a criar um regime democrático.

Se a confusão no Iraque já era muita agora, certamente, vai duplicar. Que se previnam as forças da coligação e se coloquem em estado de alerta.

Estranhos comportamentos na Tribulandia

JN
Engano lesou expectativas de milhares de fãs dos U2
Cristiano Pereira e Emanuel Carneiro

Disponibilizados apenas dez bilhetes para venda por multibanco, devido a erro dos organizadores Para se comprar ingressos na BP, é obrigatório ter cartão da empresa, facto só agora divulgado
Um engano da Ritmos & Blues, organizadora do concerto dos U2 no Estádio de Alvalade, em Lisboa, a 14 de Agosto, lesou as expectativas dos milhares de fãs da banda irlandesa que, ontem, às 14 horas, horário previsto para início da venda por multibanco, "assaltaram" os respectivos terminais. Àquela hora, estavam disponíveis, para todo o país, dez bilhetes. Dez.
Por isso, tão depressa o utente recebia informação de que o serviço não estava disponível naquele momento como, logo a seguir, era informado de que os bilhetes já teriam esgotado. A confusão foi inédita numa acção do género em Portugal, levando ao 'crash' temporária das caixas multibanco (ver caixa).

Quem falou em crise? Não andará por aí alguma bactéria desconhecida a fazer estragos?

Experiência piloto na Tribulandia

Público
O mundo está cada vez mais perigoso

Da instabilidade no Iraque às mudanças climáticas, o Fórum Económico Mundial elaborou em conjunto com a Merrill Lynch um "guia de ameaças" para os líderes mundiais. Transformar as ameaças em oportunidades é o desafio
Pedro Ribeiro

O mundo está cada vez mais turbulento e complexo, e as instituições políticas e financeiras não estão preparadas para responder aos riscos globais mais prementes. Foi este o ponto de partida do Programa de Riscos Globais do Fórum Económico Mundial (FEM), que em conjunção com o banco de investimentos americanos Merrill Lynch apresentou um "guia dos riscos globais" mais urgentes.
O FEM usou este projecto como base para a criação da agenda do seu encontro anual em Davos. O primeiro problema mencionado é a "falha de governação" - as grandes instituições internacionais não estão preparadas adequadamente para lidar com os riscos do século XXI.

Se querem uma solução global, perguntem aos governantes da Tribulandia como sobrevivemos sem governação

Um país que não se afirma

Público
Independência de Portugal ameaçada?
Por Loureiro dos Santos

No vizinho peninsular, parece haver quem pressinta a possibilidade de acabar com a independência de Portugal, em proveito próprio. As debilidades por que passamos, por culpa dos responsáveis políticos portugueses que nos têm governado nos últimos anos, estão a ser percepcionadas como janelas de oportunidade que, se adequadamente aproveitadas, poderão conduzir ao fim do nosso autogoverno. Do que resultariam vantagens para o Estado espanhol e para regiões autónomas da Espanha (?). Naturalmente, em prejuízo da capacidade portuguesa de defender os interesses daqueles que habitam no país que os nossos maiores nos legaram.

E por este andar, nem precisam de se mexer muito. Ainda lha entregam com um pedido de desculpas.

Cinco boas razões para um candidato

Público
Quatro razões para a candidatura de Guterres
Por Augusto Santos Silva

(...)
"Não sendo aqui analista, mas um cidadão que procura difundir e fundamentar a sua opinião situada e parcial, quero argumentar a favor de uma rápida decisão de Guterres. Entendo que o decurso e o desenlace da crise política que vivemos desde a indigitação do primeiro-ministro Santana Lopes até à vitória eleitoral de José Sócrates acrescentam razões às razões que já justificavam o avanço de António Guterres."

Tem toda a razão mas surgem-me cinco:
1) Os portugueses têm má memória
2) Os portugueses gostam de longos diálogos e consensos e pouca acção
3) É um dos mais indicados para ser o primeiro a fugir em situações de crise
4) Em politica o que não parece é: uma inutilidade total
5) Nunca de esquece dos amigalhaços

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

A cigarra vence na Tribulandia

JN
Música
FNAC vai vender bilhetes para os U2
Venda de ingressos alargada também às caixas multibanco

Ao contrário do que tinha sido inicialmente anunciado, as sete lojas da FNAC vão vender seis mil bilhetes para o concerto dos U2, a partir de sexta-feira às 10:00, confirmou o director da FNAC-Colombo, Viriato Filipe, à Agência Lusa.
Bono e companhia actuam no Estádio Alvalade XXI a 14 de Agosto e os bilhetes devem esgotar rapidamente.

Quem foi que disse que a formiga tinha razão em relação à cigarra?

Um país de valentes e de machos

Público
"Ele deu-me com a carrinha e fugiu"

A vida conjugal de Rita mais parecia uma interminável série de terror. Só teve um namorado: o homem com quem casou. Violou-a antes do matrimónio e a gravidez tornou o enlace obrigatório aos olhos da família... Nem sequer lhe era dado vestir uma saia. Vingança sublime: agora, usa saia quando lhe apetece. Curta. Os filhos não ousam pronunciar o nome do progenitor. Nem sequer a palavra pai. "Toda a vida viram a mãe levar pancada!" E levaram também. Havia uma vizinha que sabia das sovas. Era para lá que Rita fugia com os pequenos quando o dia se fazia noite e as agressões principiavam. Os miúdos cresciam no medo - alimentavam inseguranças e rancores.

Agora percebemos melhor porque não há verbas para a APAV (Associação de Apoio à Vítima). Estas situações tornaram-se tão normais que o melhor é investir em mais cimento.

O culto da personalidade com cheiro a requentado

Publico
O mendismo de braço dado com cavaquistas e barrosistas

Ao lado de Marques Mendes apareceram mendistas de longa data como Miguel Macedo, Artur Torres Pereira, Pedro Passos Coelho, Azevedo Soares, Pedro Vinha da Costa e Álvaro Amaro. Da parte do aparelho do partido deram a cara presidentes das distritais da Guarda (Ana Manso), Área Oeste (Lélio Lourenço), Setúbal (Luís Rodrigues), Leiria (Isabel Damasceno).

E nós que julgávamos que o culto da personalidade tinha desaparecido com o muro de Berlim!

Tudo ou nada como na roleta russa

Público
Dicionário do fim/Dicionário do princípio? (1)
Por José Pacheco Pereira

"QUE FAZER? - O que é que se pode fazer? Tudo ou quase tudo. Ou nada ou quase nada. Fará toda a diferença."

To be or not to be. That is the question. E ainda haverá alguém que queira ser? Estão todos muito preocupados em parecer.