domingo, novembro 28, 2004
A democratização das jóias na Tribulandia
Tendo em vista a democratização das jóias, a Lili Canecas abriu um canal na cabo para deliciar as novas ricas e introduzi-las no mundo do "glamour", sentindo-se entre os príncipes e as princesas do inefável mundo dos olás. Assim a fina lata da nossa sociedade já pode usar, pagamento em módicas prestações mensais, colares, anéis e pulseiras que as tornarão semelhantes à apresentadora. A não perder.
As boas palavras da Tribulandia
Público
Cavaco Alerta para Empobrecimento de Portugal Até 2006
"O ex-primeiro ministro Cavaco Silva alertou para as previsões recentes da Comissão Europeia, segundo as quais, Portugal "vai continuar a empobrecer até 2006", caso não haja se não houver uma alteração da política económica.
As declarações foram feitas à margem de uma conferência, no Porto, sobre "Os Desafios da Economia Portuguesa", promovida pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE)."
Até concordamos com o teor do alerta mas como se costuma dizer depois da casa roubada, trancas na porta ou seja: de alertas tardios e de ausência de acção já estamos fartos. Para que serve a ciência teórica de muitos que com as rédeas na mão não controlam os cavalos (leia-se economia)?
Cavaco Alerta para Empobrecimento de Portugal Até 2006
"O ex-primeiro ministro Cavaco Silva alertou para as previsões recentes da Comissão Europeia, segundo as quais, Portugal "vai continuar a empobrecer até 2006", caso não haja se não houver uma alteração da política económica.
As declarações foram feitas à margem de uma conferência, no Porto, sobre "Os Desafios da Economia Portuguesa", promovida pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE)."
Até concordamos com o teor do alerta mas como se costuma dizer depois da casa roubada, trancas na porta ou seja: de alertas tardios e de ausência de acção já estamos fartos. Para que serve a ciência teórica de muitos que com as rédeas na mão não controlam os cavalos (leia-se economia)?
Parvos há muitos na Tribulandia
Público
João Cândido da Silva
Uma legião de parvos
(...)
"O que mais surpreende, na sistemática tendência para ceder a quem pode falar mais alto, é a incapacidade de quem governa para apreender os devastadores efeitos de desmoralização que os comportamentos ziguezagueantes provocam junto dos contribuintes. Recuos desta natureza, poucas semanas depois de o discurso ter enveredado por uma aparente firmeza e inflexibilidade, reforçam a mentalidade infelizmente dominante de que pagar impostos, em Portugal, é um dever exclusivamente reservado a uma legião de parvos, que vai suportando, pacientemente, as fragilidades do poder. Até ao dia.."
Depois não digam que não foram aconselhados. Todos sabemos os males mas teimam em repeti-los. Será por ignorância ou por desprezarem quem os elege?
João Cândido da Silva
Uma legião de parvos
(...)
"O que mais surpreende, na sistemática tendência para ceder a quem pode falar mais alto, é a incapacidade de quem governa para apreender os devastadores efeitos de desmoralização que os comportamentos ziguezagueantes provocam junto dos contribuintes. Recuos desta natureza, poucas semanas depois de o discurso ter enveredado por uma aparente firmeza e inflexibilidade, reforçam a mentalidade infelizmente dominante de que pagar impostos, em Portugal, é um dever exclusivamente reservado a uma legião de parvos, que vai suportando, pacientemente, as fragilidades do poder. Até ao dia.."
Depois não digam que não foram aconselhados. Todos sabemos os males mas teimam em repeti-los. Será por ignorância ou por desprezarem quem os elege?
A cegueira dos políticos tradicionais
Público
Antes Que Seja Tarde
Por HELENA MATOS
(...)
"Hoje, os políticos tradicionais não querem ver que criaram um sistema de justiça que se preocupa mais com os arguidos do que com as vítimas. E as vítimas estão longe de ser aqueles que vivem em condomínios fechados ou nos bairros da classe média. As vítimas são os velhos que vivem nas serras algarvias, ou a jovem mãe da Cova da Moura que prefere ficar com um filho doente em casa até que se faça dia, porque tem medo de sair à ruamal o sol desaparece. As vítimas são os pequenos comerciantes, os motoristas da Carris, os taxistas, os professores...enfim, seja todas aquelas pessoas que, pela natureza do seu trabalho ou pelos seus poucos recursos, não podem evitar locais e situações onde é muito provável que sejam vítimas de delinquência.
(...)
Medo é de facto o que sente perante tanta cegueira. Esta cegueira que nos obriga a fazer de conta que somos livres e que nos manda calar o medo em nome do politicamente correcto. Combater o fundamentalismo, dar mais segurança às pessoas, têm de ser causas dos partidos democráticos. Porque é a liberdade que está em causa. Ainda não nos corredores das faculdades, nem nos círculos do poder. Mas experimentem apanhar a carreira 46, ao anoitecer, e ouçam o que aí se diz. Antes que seja tarde.
Anda tudo muito entretido com o boa vai ela. Os cidadãos são peões de um tabuleiro onde interesses alheios os vão movimentando, adormecendo uns e aldrabando outros.
Antes Que Seja Tarde
Por HELENA MATOS
(...)
"Hoje, os políticos tradicionais não querem ver que criaram um sistema de justiça que se preocupa mais com os arguidos do que com as vítimas. E as vítimas estão longe de ser aqueles que vivem em condomínios fechados ou nos bairros da classe média. As vítimas são os velhos que vivem nas serras algarvias, ou a jovem mãe da Cova da Moura que prefere ficar com um filho doente em casa até que se faça dia, porque tem medo de sair à ruamal o sol desaparece. As vítimas são os pequenos comerciantes, os motoristas da Carris, os taxistas, os professores...enfim, seja todas aquelas pessoas que, pela natureza do seu trabalho ou pelos seus poucos recursos, não podem evitar locais e situações onde é muito provável que sejam vítimas de delinquência.
(...)
Medo é de facto o que sente perante tanta cegueira. Esta cegueira que nos obriga a fazer de conta que somos livres e que nos manda calar o medo em nome do politicamente correcto. Combater o fundamentalismo, dar mais segurança às pessoas, têm de ser causas dos partidos democráticos. Porque é a liberdade que está em causa. Ainda não nos corredores das faculdades, nem nos círculos do poder. Mas experimentem apanhar a carreira 46, ao anoitecer, e ouçam o que aí se diz. Antes que seja tarde.
Anda tudo muito entretido com o boa vai ela. Os cidadãos são peões de um tabuleiro onde interesses alheios os vão movimentando, adormecendo uns e aldrabando outros.
A solução para os buracos da Tribulandia
Público
"Porto Vivo Vai Ter 'Site' na Internet"
A estrutura da "Porto Vivo" está montada?
Será muito pequena, matricial e polivalente. Teremos uma área de planeamento urbanístico, de licenciamento e uma componente jurídica forte que vai ser decisiva em termos de lançamento de concursos, expropriações e registos de propriedade. E também terá que haver uma forte comunicação com a cidade.
Como é que essa comunicação será feita?
Vamos criar um "site" na Internet, onde serão colocados todos os estudos disponíveis e que poderá funcionar como fórum de discussão. Depois haverá colóquios, conferências e debates, até porque os documentos estratégicos têm obrigatoriamente que ser discutidos com proprietários e residentes.
A descoberta da pólvora no burgo. Finalmente na Internet a solução dos problemas da cidade.
"Porto Vivo Vai Ter 'Site' na Internet"
A estrutura da "Porto Vivo" está montada?
Será muito pequena, matricial e polivalente. Teremos uma área de planeamento urbanístico, de licenciamento e uma componente jurídica forte que vai ser decisiva em termos de lançamento de concursos, expropriações e registos de propriedade. E também terá que haver uma forte comunicação com a cidade.
Como é que essa comunicação será feita?
Vamos criar um "site" na Internet, onde serão colocados todos os estudos disponíveis e que poderá funcionar como fórum de discussão. Depois haverá colóquios, conferências e debates, até porque os documentos estratégicos têm obrigatoriamente que ser discutidos com proprietários e residentes.
A descoberta da pólvora no burgo. Finalmente na Internet a solução dos problemas da cidade.
Cuidados a ter nas cozinhas
Público
Notícia da Mulher Que Deixava a Comida Esturricar
Por ANA SÁ LOPES
(...)
"Mas os alucinados juízes do Supremo convocam outras (más) condutas da vítima para justificar que se atenue a pena pelo estrangulamento. Fica a saber-se que em Portugal 2004, é atenuante do crime de homicídio o facto de uma vítima ter "deixado algumas vezes esturricar a comida que confeccionava".
Para além dos desastres na cozinha, a estrangulada "chegou a sair e a chegar a casa de noite; ia tomar café a um estabelecimento de cafetaria e não deu conhecimento ao arguido de uma deslocação""
Ficamos sem palavras.
Notícia da Mulher Que Deixava a Comida Esturricar
Por ANA SÁ LOPES
(...)
"Mas os alucinados juízes do Supremo convocam outras (más) condutas da vítima para justificar que se atenue a pena pelo estrangulamento. Fica a saber-se que em Portugal 2004, é atenuante do crime de homicídio o facto de uma vítima ter "deixado algumas vezes esturricar a comida que confeccionava".
Para além dos desastres na cozinha, a estrangulada "chegou a sair e a chegar a casa de noite; ia tomar café a um estabelecimento de cafetaria e não deu conhecimento ao arguido de uma deslocação""
Ficamos sem palavras.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Os incentivos à investigação na Tribulandia
JN
Massa cinzenta recebe incentivos
"Setenta investigadores assinaram, ontem, um protocolo com o Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior para a utilização de dez mil euros, em dois anos de pesquisa nas suas instituições."
Vai longe a massa cinzenta com o valor dos incentivos. Mais receberiam se pensassem com os pés..
Massa cinzenta recebe incentivos
"Setenta investigadores assinaram, ontem, um protocolo com o Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior para a utilização de dez mil euros, em dois anos de pesquisa nas suas instituições."
Vai longe a massa cinzenta com o valor dos incentivos. Mais receberiam se pensassem com os pés..
Um espectáculo deprimente
Moita Flores diz num programa especial sobre o vergonhos caso "Casa Pia" que existirão cerca de 130 crianças que foram objecto de violência sexual, segundo dados dos psiquiatras, mas que só 32 estarão relacionadas neste julgamento, sendo 9 as apontadas como vítimas de 6 arguídos. Mesmo descontando os casos prescritos e os que ainda estarão a ser objecto de investigação, parece sobrarem muitas vítimas sem possíveis violadores. Esperemos o que o futuro trará. Para já a vergonha nacional é um grande espectáculo...
As relações perigosas da Tribulandia
Em Clube de Jornalistas
Cortar o mal pela raiz
José Mário Costa, Jornalista
"1. No seu parecer sobre o chamado “caso Marcelo”, a Alta Autoridade para a Comunicação Social recomendou que os assessores respeitem um período de quarentena antes de voltarem ao jornalismo. É uma orientação que releva do mínimo bom-senso e da mais elementar regra da decência; e que só tem sentido face aos níveis a que chegámos em Portugal no vaivém despudorado entre a informação e os seus antípodas. Pode ser um princípio - repito, sério e da mais cristalina evidência -, mas insuficiente, se quisermos cortar pela raiz o mal que tem definhado a credibilidade desta profissão que começa a concorrer seriamente com aquela que se diz ser a mais velha do mundo."
...
Concordamos inteiramente, até para salvaguardar o prestígio e dignidade dos bons profissionais. A não ser assim cada vez teremos mais "produtos" de um marketing que naõ se distingue da publicidade e da propaganda.
Cortar o mal pela raiz
José Mário Costa, Jornalista
"1. No seu parecer sobre o chamado “caso Marcelo”, a Alta Autoridade para a Comunicação Social recomendou que os assessores respeitem um período de quarentena antes de voltarem ao jornalismo. É uma orientação que releva do mínimo bom-senso e da mais elementar regra da decência; e que só tem sentido face aos níveis a que chegámos em Portugal no vaivém despudorado entre a informação e os seus antípodas. Pode ser um princípio - repito, sério e da mais cristalina evidência -, mas insuficiente, se quisermos cortar pela raiz o mal que tem definhado a credibilidade desta profissão que começa a concorrer seriamente com aquela que se diz ser a mais velha do mundo."
...
Concordamos inteiramente, até para salvaguardar o prestígio e dignidade dos bons profissionais. A não ser assim cada vez teremos mais "produtos" de um marketing que naõ se distingue da publicidade e da propaganda.
O estranho mundo das notícias na Tribulandia
Ontem vi um programa da 2 "Clube dos Jornalistas" onde era discutido o tema das "Centrais de Comunicação", estando presente um representante da respectiva associação profissional "APECOM", um jornalista do Público com funções de direcção e um "pivot" da televisão. Depois de muita explicação do carácter "inofensivo" dessas agências que não interferem com a liberdade de informação ou com a independência dos jornalistas ficamos a saber que:
- As agências se limitam a aconselher e a defender a imagem dos seus clientes sendo para isso necessárias "boas relações" com os jornalistas. Representam grandes empresas mas, segundo afirmou, o seu representante não compram a publicidade que tão necessária é aos jornais pela sua limitada tiragem.
- Que os acessores de imprensa dos políticos e do poder eram na sua maioria jornalistas que deixam os jornais por "gostarem" das pessoas de que vão defender a imagem. Que quando saem de adjuntos voltam aos jornais.
- Que é frequente a oferta de presentes e, nomeadamente, a oferta de viagens para aumentar o grau de empatia com os ofertantes e facilitar as relaçõoes.
- Que existe um submundo opaco de relações entre jornalistas, poder político e empresas,tendo o subdirector do `Público" apontado um misterioso desaparecimento de notícias sobre um caso a partir de certa altura.
-Um entrevistado externo ao programa disse que não devíamos ser anjos e acreditar que não existem pressões sobre os jornalistas e relações de dependência.
Em suma, muito do que lemos já vem encomendado e embrulhado da maneira mais conveniente. As necessidades económicas tocam a todos e alguns serão permeáveis a aceder a ofertas tentadoras quanto mais não seja pelo "gosto" de estar junto dos poderosos.
Aqui há tempos alguém escrevia que se devia acreditar na imprensa e não acreditar dos blogs. Que eu saiba os blogueiros não costumem ser convidados para viagens ao Brasil ou à neve para conhecerem melhor quem quer que seja...
- As agências se limitam a aconselher e a defender a imagem dos seus clientes sendo para isso necessárias "boas relações" com os jornalistas. Representam grandes empresas mas, segundo afirmou, o seu representante não compram a publicidade que tão necessária é aos jornais pela sua limitada tiragem.
- Que os acessores de imprensa dos políticos e do poder eram na sua maioria jornalistas que deixam os jornais por "gostarem" das pessoas de que vão defender a imagem. Que quando saem de adjuntos voltam aos jornais.
- Que é frequente a oferta de presentes e, nomeadamente, a oferta de viagens para aumentar o grau de empatia com os ofertantes e facilitar as relaçõoes.
- Que existe um submundo opaco de relações entre jornalistas, poder político e empresas,tendo o subdirector do `Público" apontado um misterioso desaparecimento de notícias sobre um caso a partir de certa altura.
-Um entrevistado externo ao programa disse que não devíamos ser anjos e acreditar que não existem pressões sobre os jornalistas e relações de dependência.
Em suma, muito do que lemos já vem encomendado e embrulhado da maneira mais conveniente. As necessidades económicas tocam a todos e alguns serão permeáveis a aceder a ofertas tentadoras quanto mais não seja pelo "gosto" de estar junto dos poderosos.
Aqui há tempos alguém escrevia que se devia acreditar na imprensa e não acreditar dos blogs. Que eu saiba os blogueiros não costumem ser convidados para viagens ao Brasil ou à neve para conhecerem melhor quem quer que seja...
terça-feira, novembro 23, 2004
Precisamos de sensibilização?
JN
Campanha contra a violência doméstica
"A campanha "Diga Não à Violência Doméstica", da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM), foi ontem lançada em Lisboa, e conta com personagens como o Capuchinho Vermelho para "informar, sensibilizar e prevenir"."
Já que a educação, o carácter das pessoas e a sociedade não conseguem resolver o problema talvez o "Capuchinho Vermelho" consiga.
Campanha contra a violência doméstica
"A campanha "Diga Não à Violência Doméstica", da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM), foi ontem lançada em Lisboa, e conta com personagens como o Capuchinho Vermelho para "informar, sensibilizar e prevenir"."
Já que a educação, o carácter das pessoas e a sociedade não conseguem resolver o problema talvez o "Capuchinho Vermelho" consiga.
Toca a desmembrar o ensino superior na Tribulandia
JN
Bolonha obrigará Portugal a desinvestir no Superior
"Oprocesso de Bolonha vai implementar uma espécie de "quotas educativas", em que Portugal perderá face aos países europeus tecnologicamente mais avançados. O alerta foi lançado, ontem, no Porto, pelo director do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES). Alberto Amaral revelou existir uma "agenda oculta" de Bolonha, que reduz tudo a uma questão de competitividade económica do espaço europeu.Diminuir os custos com a mão-de-obra e os encargos do Estado com o Ensino Superior são os objectivos principais a atingir.
Não podia ter sido mais cáustico. Não fosse a conferência do ex-reitor da Universidade do Porto, e aquilo que pretendia ser uma mera sessão solene de entrega de diplomas e prémios na Faculdade de Economia do Porto não se teria convertido no fim das ilusões da assistência sobre as reais finalidades da criação de um espaço europeu de Ensino Superior (processo de Bolonha).
Para Alberto Amaral, "o que está por trás de Bolonha são os problemas dos salários europeus muito elevados, agravados pelo que resta do sistema do Estado Providência, os quais prejudicam a posição da Europa no novo sistema de competição económica global".
Só faltava mais esta para enterrar mais o ensino superior. O mais barato deve ser encerrar as universidades e colocar no mercado oferta de trabalho não qualificada. Para o sector turístico deve servir.
Bolonha obrigará Portugal a desinvestir no Superior
"Oprocesso de Bolonha vai implementar uma espécie de "quotas educativas", em que Portugal perderá face aos países europeus tecnologicamente mais avançados. O alerta foi lançado, ontem, no Porto, pelo director do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES). Alberto Amaral revelou existir uma "agenda oculta" de Bolonha, que reduz tudo a uma questão de competitividade económica do espaço europeu.Diminuir os custos com a mão-de-obra e os encargos do Estado com o Ensino Superior são os objectivos principais a atingir.
Não podia ter sido mais cáustico. Não fosse a conferência do ex-reitor da Universidade do Porto, e aquilo que pretendia ser uma mera sessão solene de entrega de diplomas e prémios na Faculdade de Economia do Porto não se teria convertido no fim das ilusões da assistência sobre as reais finalidades da criação de um espaço europeu de Ensino Superior (processo de Bolonha).
Para Alberto Amaral, "o que está por trás de Bolonha são os problemas dos salários europeus muito elevados, agravados pelo que resta do sistema do Estado Providência, os quais prejudicam a posição da Europa no novo sistema de competição económica global".
Só faltava mais esta para enterrar mais o ensino superior. O mais barato deve ser encerrar as universidades e colocar no mercado oferta de trabalho não qualificada. Para o sector turístico deve servir.
Grande festa por pouca coisa na Tribulandia
Público
A Central
Por JOSÉ VITOR MALHEIROS
É sabido que a política vive do simbólico - o que se costuma traduzir pela expressão "em política, o que parece é".
Apesar disso, convém não perder de vista que o veto do Presidente da República ao decreto regulamentar que criava o Gabinete de Informação e Comunicação, vulgo Central de Comunicação, arrisca-se a não ter praticamente nenhuma consequência em termos práticos.
Bem nos parecia que a festa era demasiado grande para tão poucos foguetes. Chegaram agora as preocupações dos gastos excessivos.
A Central
Por JOSÉ VITOR MALHEIROS
É sabido que a política vive do simbólico - o que se costuma traduzir pela expressão "em política, o que parece é".
Apesar disso, convém não perder de vista que o veto do Presidente da República ao decreto regulamentar que criava o Gabinete de Informação e Comunicação, vulgo Central de Comunicação, arrisca-se a não ter praticamente nenhuma consequência em termos práticos.
Bem nos parecia que a festa era demasiado grande para tão poucos foguetes. Chegaram agora as preocupações dos gastos excessivos.
Economia social de mercado (?)
Público
Constituição Europeia e "Europa Social"
Por VITAL MOREIRA
(...)
Em primeiro lugar, as políticas da UE devem ser agora prosseguidas à luz dos novos princípios fundamentais da nova Constituição europeia (se ela for para a frente), onde se contam expressamente os objectivos de "justiça social", de "progresso social", de "pleno emprego", de "desenvolvimento sustentável", de "combate contra a exclusão social", entre outros (art. I-3º). Não é por acaso que no novo texto o modelo económico da UE passa a ser designado por "economia social de mercado", uma antiga expressão de origem alemã que pretende justamente marcar a diferença entre o chamado "capitalismo renano", que incorpora o modelo social europeu, e o capitalismo liberal de matriz anglo-saxónica, especialmente o norte-americano. A não ser que se pretenda afastar a economia de mercado, em favor de qualquer economia "socialista" planificada, a nova noção constitui um evidente progresso sob o ponto de vista da "Europa social".
Mas que palavreado tão bonito. E que grande defensor da economia de mercado. O problema é que uns se encaixam melhor no mercado do que outros, sobretudo os convertidos. E das palavras à realidade vai um grande salto...
Constituição Europeia e "Europa Social"
Por VITAL MOREIRA
(...)
Em primeiro lugar, as políticas da UE devem ser agora prosseguidas à luz dos novos princípios fundamentais da nova Constituição europeia (se ela for para a frente), onde se contam expressamente os objectivos de "justiça social", de "progresso social", de "pleno emprego", de "desenvolvimento sustentável", de "combate contra a exclusão social", entre outros (art. I-3º). Não é por acaso que no novo texto o modelo económico da UE passa a ser designado por "economia social de mercado", uma antiga expressão de origem alemã que pretende justamente marcar a diferença entre o chamado "capitalismo renano", que incorpora o modelo social europeu, e o capitalismo liberal de matriz anglo-saxónica, especialmente o norte-americano. A não ser que se pretenda afastar a economia de mercado, em favor de qualquer economia "socialista" planificada, a nova noção constitui um evidente progresso sob o ponto de vista da "Europa social".
Mas que palavreado tão bonito. E que grande defensor da economia de mercado. O problema é que uns se encaixam melhor no mercado do que outros, sobretudo os convertidos. E das palavras à realidade vai um grande salto...
Devagar se vai ao longe na Tribulandia
JN
Actividade económica continua a abrandar
Adelino Meireles
"A economia portuguesa continua a abrandar. De acordo com a síntese de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE), o "indicador de actividade económica abrandou, no seguimento da tendência que se regista desde Junho passado". O indicador em análise caiu para 1,8% no terceiro trimestre de 2004, quando no segundo trimestre deste ano estava nos 2,3%."
O povo é sereno e devagar se vai ao longe.
Actividade económica continua a abrandar
Adelino Meireles
"A economia portuguesa continua a abrandar. De acordo com a síntese de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE), o "indicador de actividade económica abrandou, no seguimento da tendência que se regista desde Junho passado". O indicador em análise caiu para 1,8% no terceiro trimestre de 2004, quando no segundo trimestre deste ano estava nos 2,3%."
O povo é sereno e devagar se vai ao longe.
Não há mal que sempre dure na Tribulandia
RTP
Media: Governo vai repensar racionalização de meios, Morais Sarmento
(...)
"Temos de encontrar formas de, seguindo até essa preocupação do presidente da República, garantir racionalidade na utilização de dinheiros públicos", acrescentou Morais Sarmento, que falava em Lisboa à margem da apresentação da campanha "Não à Violência Doméstica".
Finalmente. Até que enfim uma preocupação vai dar lugar a uma procura e esperemos a uma solução.
Media: Governo vai repensar racionalização de meios, Morais Sarmento
(...)
"Temos de encontrar formas de, seguindo até essa preocupação do presidente da República, garantir racionalidade na utilização de dinheiros públicos", acrescentou Morais Sarmento, que falava em Lisboa à margem da apresentação da campanha "Não à Violência Doméstica".
Finalmente. Até que enfim uma preocupação vai dar lugar a uma procura e esperemos a uma solução.
segunda-feira, novembro 22, 2004
A criatividade na Tribulandia
A nossa publicidade tem anúncios muito criativos. Um que ouço na rádio sobre a compra de uma casa que deve ser grande, na opinião da mulher, esta diz ao marido ou companheiro que assim poderão lá meter cães, isto e aquilo e até aquele móvel grande que herdaremos da tua mãe. Pobre mãe cuja morte servirá para justificar a compra de mais espaço. Tem ou não um toque de subtileza e de criatividade?
Palavras leva-as o vento
JN
Declaração de S. José pelo multilateralismo
cimeira ibero-americana
"Multilateralismo, respeito pelo direito internacional e pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, cooperação com a América Latina. São estas as três apostas principais consagradas na Declaração de São José, assinada anteontem na capital da Costa Rica, no final da XIV Cimeira Ibero-americana. "
Mas que coisa tão bonita de ler. Esperemos os efeitos práticos.
Declaração de S. José pelo multilateralismo
cimeira ibero-americana
"Multilateralismo, respeito pelo direito internacional e pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, cooperação com a América Latina. São estas as três apostas principais consagradas na Declaração de São José, assinada anteontem na capital da Costa Rica, no final da XIV Cimeira Ibero-americana. "
Mas que coisa tão bonita de ler. Esperemos os efeitos práticos.
Cão que ladra não morde
JN
Quimigal ameaça desviar investimento em Estarreja
"A empresa do grupo Mello vai aproveitar a visita do primeiro-ministro, Santana Lopes, hoje, para o alertar para a importância do complexo e da manutenção da refinaria de Matosinhos da Galp como um dos seus principais fornecedores de matérias-primas. Ao mesmo tempo, dará conta da intenção de aumentar a capacidade da fábrica, caso estejam reunidas as condições que entende serem necessárias - sob pena de deslocalizar o investimento para outro país.
João Fugas, administrador delegado da Quimigal, afirmou repetidas vezes dar prioridade a Estarreja - tanto que nos últimos cinco anos investiu 80 milhões de euros na unidade -, mas admite que estão em estudo países alternativos. "Cada vez temos mais condições para fazer investimentos fora de Portugal, para fazer unidades equivalentes à de Estarreja em qualquer parte do mundo"."
Mas que dinamismo e patriotismo. Vai, vai que já verás onde encontras tantas facilidades como aqui...
Quimigal ameaça desviar investimento em Estarreja
"A empresa do grupo Mello vai aproveitar a visita do primeiro-ministro, Santana Lopes, hoje, para o alertar para a importância do complexo e da manutenção da refinaria de Matosinhos da Galp como um dos seus principais fornecedores de matérias-primas. Ao mesmo tempo, dará conta da intenção de aumentar a capacidade da fábrica, caso estejam reunidas as condições que entende serem necessárias - sob pena de deslocalizar o investimento para outro país.
João Fugas, administrador delegado da Quimigal, afirmou repetidas vezes dar prioridade a Estarreja - tanto que nos últimos cinco anos investiu 80 milhões de euros na unidade -, mas admite que estão em estudo países alternativos. "Cada vez temos mais condições para fazer investimentos fora de Portugal, para fazer unidades equivalentes à de Estarreja em qualquer parte do mundo"."
Mas que dinamismo e patriotismo. Vai, vai que já verás onde encontras tantas facilidades como aqui...
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