quarta-feira, março 31, 2004

Imagem do meu guia espiritual pelos caminhos da lucidez

Ditados populares

Segundo o Público ", "Inspecção revela que o Instituto Tecnonológico e Nuclear controla mal a sua própria radioactividade."
Razão tinham os antigos: "Em casa de ferreiro, espeto de pau" , "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço", "Cesteiro que faz um cesto, faz um cento".

As riquezas da Democracia

No colóquio sobre "Ensaio sobre a Lucidez" , Marcelo Rebelo de Sousa disse: " Uma das riquezas da democracia, mesmo as de pior qualidade, é que é sempre possível encontrar uma solução".
Claro que a nossa é das de pior qualidade, sem dúvidas. Mas falta saber a favor de quem será a solução a encontrar, porque. certamente, serão os mesmos, que deram má qualidade à democracia, a reunir , a debater e a decidir sobre as soluções. Rodam ,rodam mas estão sempre nas redondezas do poder.

Apreensão quanto à segurança vital da Tribulandia

Segundo notícias diversas, O Serviço de Estrangeiros ameaça fazer greve durante o Euro. Estão em causa 2,5 milhões de euros devidos à três anos pela prestação de horas extraordinárias de serviço. As entidades governamentais reconheceram a justeza da dívida mas não pagaram, até agora. Alarma-se a colectividade, com as consequências de tal acção, apelando ao sentido cívico! Multidões de bárbaros ingleses sem controlo, nas ruas da Tribulandia. Festejos em causa, podendo derivar em milhares de garrafas partidas e, talvez algo de pior, como aqueles malfadados cânticos de guerra. Se fosse noutra altura, vá que não vá. Até podiam entrar criminosos que não fazia tanta diferença. Por outro lado, trabalhador é para trabalhar e não para receber. Tinham até uma excelente oportunidade de contribuírem para a diminuição da despesa pública, abdicando dessas ninharias. Vamos lá a mostrar a nobreza de defender a imagem da bola. Não se esqueçam que fazemos todos parte da selecção. Por falar nisso, o Filipão já teria recebido?

Como vão as melhorias nas cadeias da Tribulandia?

Passaram as reportagens. Esqueceram-se de nós de novo?

Pensamentos na Tribulandia

"Qualquer pessoa com a barriga cheia de clássicos é um inimigo da humanidade"
Henry Miller, Trópico de Câncer, 1934

Conselho do dia

Não se esqueça de estacionar o seu automóvel em cima de uma curva, num cruzamento de cidade. Quem quiser virar para a direita, não vê o trânsito que vem em sentido contrário, tem que sair da sua faixa de rodagem e entra numa aventura inesquecível, sobretudo se vier alguém bem lançado. Você toma tranquilamente o seu café, lê o jornal e ainda tem tempo para discutir o possível acidente.

terça-feira, março 30, 2004

Bom humor na Tribulandia

Vale a pena ver o Bartoon de Luís Afonso no "Público" de hoje que também se aplica a muitos tribus que andam por aí.

Sobre a lucidez na Tribulandia

Num colóquio realizado acerca da última obra de José Saramago, "Ensaio sobre a Lucidez" e em que participaram diversos convidados, nomeadamente Mário Soares e Rebelo de Sousa,aquele Nobel teria aconselhado o voto em branco, nas próximas eleições, como manifestação de descontentamento com os políticos que temos na Tribulândia. Teria dito ainda que esta democracia não existe e que os políticos estivessem atentos porque um dia os cidadãos acabariam por perder a paciência. Mário Soares apontou que a alternativa seria mais democracia.
Isto refelecte bem o estado a que chegamos. Os aprendizes de feiticeiro continuam a brincar com o nosso futuro como povo, reservando para si a tal dita de "democracia". Ela só existe no dia de votar, depois esquecem-se dos eleitores e fazem durante o mandato o que bem lhes apetece, muitas vezes com total incompetência e a seu próprio favor. E mesmo, no dia de votar, sérias dúvidas se pôem sobre este exercício de cidadania. Vota-se no símbolo (seta, mão, foice) e não em pessoas ou projectos concretos, sabendo bem a influência que os media têm em muitos eleitores incultos e analfabetos, para já não falar dos apoios financeiros (zona nebulosa). De facto, ao votar sentimo-nos, logo á partida, enganados e espoliados. A solução? Esperar que esta camada de políticos seja corrida, e que apareça uma nova geração com mais valores e mais devotada à causa pública.

segunda-feira, março 29, 2004

Grande desafio da Psicossociologia

Um dos grandes desafios universais para um psicossociólogo é analisar a mentalidade de alguns povos da Tribulandia. O país tem o maior número de encerramentos de empresas da Europa, (com tendência a aumentar),o desemprego em crescimento, políticos sem quaisquer tipo de valores, uma grande parte da classe empresarial com muita incompetência e que se delicia com o usufruto de bens pessoais (v.g. Mercedes topo de gama), o maior índice de pessimismo e, todavia, o seu sonho é vencer alguns jogos de futebol, empenhando-se até ao pescoço para os realizar. Se conseguir explicação pode ser candidato ao Nobel.

Grandes oportunidades na Tribulandia

Toca o telefone. Do lado de lá, uma senhora pergunta-me se sou o assinante do telefone. Que eu fui seleccionado para escolher entre diversos electrodomésticos. Depois diversas perguntas: se vivo com a minha mulher; se ela está, etc.Respondo, dizendo que já são perguntas a mais e que não estou interessado. Normalmente, à hora que telefonam a minha mulher está no hipismo e eu a jogar golfe no meu relvado privativo ( green para os intelectuais).
Outras vezes é para me oferecerem bilhetes para o Euro. E é por isso que eu estou vendo que a Tribulandia é um paraíso de ofertas, não só pelo telefone. Pelos mais variados meios, as ofertas de bilhetes para o Euro, chovem a toda a hora: cartões de crédito (descontos), gasolinas, bancos, fábricas diversas e um nunca acabar. Todos irmanados no sonho nacional. Só a oferecer emprego é que eles não aparecem, que bem jeito dava a muita gente que conheço. A continuar assim, ainda me vai acontecer que quando for à peixeira, ela me vai dizer: - Ó freguês, se levar este cherne fresquíssimo, ofereço-lhe dois bilhetes para a final. Mas como o cherne anda caro, vou esperar mais uns tempos e ainda arranjo os bilhetes oferecidos pelo correio quando for comprar selos. Afinal, eu também pago parte da festa. Eu e muitos mais. Coisas.

Homenagem da Tribulandia a Peter Ustinov


O grande actor Peter Ustinov com 82 anos, morreu ontem à noite numa clínica suíça. Desde "Spartacus" até vários filmes como Inspector Poirot, teve um Oscar em 1964.Para além de grande actor Pete Ustinov foi durante mais de trinta anos embaixador da Unicef. Boutros-Ghali, interrogado pela Sky News, sublinhou o seu importante papel apoiando a Unicef. Uma das suas frases:" A comédia é simplesmente uma divertida maneira de ser sério".

domingo, março 28, 2004

Grandes frases na Tribulandia

Segundo Florentino Perez, Presidente do Real Madrid, "os dirigentes desportivos vivem numa esquizofrenia entre a paixão pelo clube, que é impossível abstrair-se dela, e a necessidade de criar administrações modernas, profissionalizadas e organizadas".
Concordamos, só com uma pequena alteração: em vez de vivem numa esquizofrenia, vivem de uma...

Bom humor na Tribulandia

Não resisto à tentação para chamar a atenção para o Bartoon de Luís Afonso no Público de hoje.
Há sempre um culpado quanto mais não seja a Natureza, no infeliz desastre da Ponte de Entre-os-Rios...

Tradição oriental na Tribulandia

Imagem inspiradora da nossa Super-Ministra

sábado, março 27, 2004

Um bom momento no sábado da Tribulandia

Aos sábados apetece-me ligar a televisão para ver na 2 o Britcom. Rio, divirto-me e esqueço a parolice dos nossos programas da Tribulandia. Aconselho vivamente se. por acaso, não o vitam já. Servem também para esquecer o espaço que nos circunscreve, inexoravelmente. A seguir, vejo o anúncio de um desafio de hoquei em patins. Desligo. Também chamam a isto um programa para a 2? Para a sociedade civil da 1? Bem, não se pode querer tudo. Podiam ter eliminado o Britcom e seria bem pior.

Tribulandia avança no tempo

Já que não avançamos no tempo de outra maneira, adiantamos os relógios uma hora na próxima madrugada. Pena que outros
também o façam, conservando a distância do progresso.

sexta-feira, março 26, 2004

Interrogações na Tribulandia

Porque será que nos tornamos violentos quando crescemos?

Onde começa a violência na Tribulandia

"Metade dos alunos do 3º ciclo entra em conflito com os colegas" -Público
"Metade dos alunos do 3º ciclo envolve-se em conflitos com os colegas, que agride ou a quem chama nomes. Quinze por cento deles são agressores frequentes e descarregam a sua fúria sobre outros 15 por cento de vítimas. Há ainda estudantes que, pontualmente, assumem o papel de agressor ou de agredido (14 por cento) e seis por cento são "vítimas agressivas", ou seja, respondem com violência."
E porque haverá tanta violência nas escolas? Não será porque incentivamos uma sociedade de sobrevivência a todo o custo? Não será porque vivemos todos numa selva, onde o mais poderoso é rei? Não será porque quebramos os laços entre gerações ? Não será porque permitimos escolas sem regras de convivência e com muita permissividade? Poderia continuar, até ao infinito, com as perguntas. A continuar assim, os professores ainda vão precisar de guarda-costas.

Falhas de memória na Tribulandia

Comemorações do 25 de Abril não vão "substituir a diversidade ideológica" -"Público"
"O comissário das comemorações dos 30 anos do 25 de Abril, António Costa Pinto, anunciou ontem as principais actividades do programa de festejos, que, segundo disse, é feito a pensar nos mais jovens "para quem o 25 de Abril é uma data tão remota como o 5 de Outubro de 1910 ou o 1 de Dezembro de 1640". Prometendo "alguns meios mais espectaculares", o investigador explicou que as iniciativas passam por uma instalação na ponte 25 de Abril, a divulgação de mensagens SMS, divulgação nos aeroportos, debates, um documentário feito pela RTP para enviar às escolas, uma exposição itinerante de fotografias do 25 de Abril, o lançamento de um CD sobre dados fundamentais da mudança do país nos últimos 30 anos. "
Não há dúvida nenhuma que todos comemos muito queijo e que em matèria de História cada vez se sabe menos. Interessará esquecer? Talvez para não fazer comparações e acreditar que o mundo começou agora na era dos mediáticos e grandes condutores da civilização. Se calhar, também ninguém se lembra do Camilo Castelo Branco, do Camões, do Pessoa e de outros tantos. O que é necessário agora são "meios espectaculares" à falta de conteúdos.

quinta-feira, março 25, 2004

De um livro que li

" Após as ilusões do 25 de Abril, do socialismo, da CE, do cavaquismo, da globalização, caímos no aturdimento, uns, no alheamento, outros. Cada vez nos refugiamos mais no soporífero ( televisão, futebol), no excitável (gastronomias, erotismos), no sobrenatural (seitas. astrologias), no consumismo (shoppings, viagens), na evasão (álcool, drogas),nos recusamos a pensar, a conhecer, a intervir. Os níveis de crítica e de exigência volatilizam-se - na política, na imprensa, nas artes, nos espectáculos, nos convívios, nos sentimentos."
Fernando Dacosta, "Nascido no Estado Novo", Editorial Notícias.