sexta-feira, setembro 10, 2004
O sobe e desce do PIB na Tribulandia
Quando se dá muito ênfase ao crescimento ou à diminuição do PIB esquecemo-ns que este não significa que conheçamos a maneira como se reparte a produção pela população. Um país rico pode ter imensas famílias pobres e um país pobre pode ter muita gente equilibrada na distribuição da produção. Um PIB crescente pode não ser, necessariamente uma boa coisa. O bem estar de uma nação de muitos outros factores. Assim quando se diz que o país está em crise porque o PIB diminuiu, ele não diminuiu igualmente para todos. Alguns até melhoraram e muito com a crise, uma vez que se aproveitam para incrementar a sua parte. No entanto, a noção de crise ligada, simplesmente ao PIB, toena as pessoaas mais permeáveis a aceitar sacrifícios. O mundo é dos espertos.
A manipulação da informação
No "Le Monde" leio que segundo uma comissão independente americana, quase todos os prisioneiros iraquianos de Abou Graib vítimas de sevícias, e cujas fotos circularam, não eram combatentes mas detidos de direito comum não susceptíveis de fornecer informações úteis aos militares americanos. Isto foi declarado por James Schlesinger, presidente de uma comissão de peritos independentes sobre o sistema judiciário, quando numa audição diante da comissão das forças armadas do Senado Americano ("Todos, menos talvez um", precisou Shlesinger em resposta a uma pergunta). Tudo o que se lê, vê e ouve é verdade?
Os ares do Brasil e a Tribulandia
JN
"Temos vendido anéis vamos manter os dedos"
Brasil No final da viagem, Santana Lopes anunciou que vai acabar com recurso a receitas extraordinárias Discurso afectivo marcou o tom da visita
"O primeiro-ministro quer acabar com a venda de bens do Estado para fazer face ao défice do Orçamento do Estado, ou seja quer pôr fim ao recurso sistemático a receitas extraordinárias por via da alienação de património. No Rio de Janeiro, quando já se preparava para regressar a Portugal, Santana Lopes sublinhou que o seu objectivo é consolidar "estruturalmente" as contas do Estado e acrescentou: "não podemos cumprir esse objectivo vendendo os bens do nosso património em permanência". "Temos vendido alguns anéis, temos que manter os dedos", sublinhou."
Parece que o Brasil trouxe algum bom senso ao nosso primeiro. Pena que anuncie só ser possível no quadro do Orçamento de 2005. Vamos a ver se ainda vai a tempo de concretizar a ideia. Esperemos que algo se salve dessa política financeira desastrosa.
"Temos vendido anéis vamos manter os dedos"
Brasil No final da viagem, Santana Lopes anunciou que vai acabar com recurso a receitas extraordinárias Discurso afectivo marcou o tom da visita
"O primeiro-ministro quer acabar com a venda de bens do Estado para fazer face ao défice do Orçamento do Estado, ou seja quer pôr fim ao recurso sistemático a receitas extraordinárias por via da alienação de património. No Rio de Janeiro, quando já se preparava para regressar a Portugal, Santana Lopes sublinhou que o seu objectivo é consolidar "estruturalmente" as contas do Estado e acrescentou: "não podemos cumprir esse objectivo vendendo os bens do nosso património em permanência". "Temos vendido alguns anéis, temos que manter os dedos", sublinhou."
Parece que o Brasil trouxe algum bom senso ao nosso primeiro. Pena que anuncie só ser possível no quadro do Orçamento de 2005. Vamos a ver se ainda vai a tempo de concretizar a ideia. Esperemos que algo se salve dessa política financeira desastrosa.
quinta-feira, setembro 09, 2004
A redução da esperança na Tribulandia
Será que a procura da beleza, da harmonia, da liberdade e da fraternidade poderá submergir, definitivamente, pela pressão da mediocridade instalada na sociedade? Caminharemos então como autómatos, sem direitos, exercendo vontades controladas por chips, audio-visuais incorporados e dispostos aos maiores horrores na luta pela sovrevivência ou os extremismos da "fé" nos levarão aos primórdios da civilização? Será que ainda temos alguma possibilidade de lutar por vidas mais dignas e mais equilibradas?
A participação dos automóveis de gama alta no PIB
JN
Euro 2004 beneficiou recuperação económica
contas nacionais O PIB cresceu 1,5% devido ao aumento da procura e do investimento As exportações subiram, mas menos que as importações
A economia portuguesa continuou a evoluir positivamente no segundo trimestre deste ano, confirmando os indícios já revelados nos primeiros três meses. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou, ontem, que a recuperação económica se deveu sobretudo ao aumento do consumo privado, do investimento e das exportações, influenciados pela realização do Euro 2004.
No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,5% em termos reais face ao período homólogo e 0,3% face aos primeiros três meses. O principal contributo veio da procura interna (mais 2,7% face ao homólogo), sobretudo da compra de bens de consumo duradouro como automóveis de gama alta. Em termos globais, no primeiro semestre deste ano, o PIB cresceu 0,91% em comparação com o ano passado.
(...)
Contudo, o saldo da balança comercial continuou a deteriorar-se, uma vez que o aumento da procura interna fez crescer as importações a um ritmo superior ao das exportações (9,8%). Em consequência, agravaram-se as necessidades de financiamento da economia.
Interessante participação do consumo interno e sobretudo dos automóveis de gama alta. Estamos a progredir...
Euro 2004 beneficiou recuperação económica
contas nacionais O PIB cresceu 1,5% devido ao aumento da procura e do investimento As exportações subiram, mas menos que as importações
A economia portuguesa continuou a evoluir positivamente no segundo trimestre deste ano, confirmando os indícios já revelados nos primeiros três meses. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou, ontem, que a recuperação económica se deveu sobretudo ao aumento do consumo privado, do investimento e das exportações, influenciados pela realização do Euro 2004.
No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,5% em termos reais face ao período homólogo e 0,3% face aos primeiros três meses. O principal contributo veio da procura interna (mais 2,7% face ao homólogo), sobretudo da compra de bens de consumo duradouro como automóveis de gama alta. Em termos globais, no primeiro semestre deste ano, o PIB cresceu 0,91% em comparação com o ano passado.
(...)
Contudo, o saldo da balança comercial continuou a deteriorar-se, uma vez que o aumento da procura interna fez crescer as importações a um ritmo superior ao das exportações (9,8%). Em consequência, agravaram-se as necessidades de financiamento da economia.
Interessante participação do consumo interno e sobretudo dos automóveis de gama alta. Estamos a progredir...
Burocracia e tecnologia na Tribulandia
Público
Abraço duvida da eficácia da medida argumentando que o sistema é ineficaz
Sida passa a ser doença de notificação obrigatória
"O HIV/sida vai passar a ser uma doença de notificação obrigatória, anunciou ao PÚBLICO o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira. A medida irá ser acompanhada pela simplificação do formulário de notificação, que continua a ser confidencial. Mas há quem ache que esta alteração não trará nada de novo no conhecimento da doença, porque o actual sistema de notificação obrigatória é ineficaz e burocrático.
(...)
Já José Poças, director do centro de doenças infecciosas do Hospital de Setúbal, diz-se a favor da notificação obrigatória desde que confidencial e "facilitada burocraticamente". Acrescenta que até é "a favor da informatização, com as devidas precauções, dos ficheiros informáticos das consultas dos serviços". Só assim se "combate a falta de informação credível sobre a doença". O médico defende a notificação electrónica, que não será possível enquanto estivermos "na pré-história da informática".
O que precisamos é de mais papelada mesmo que não sirva para nada. Rima e é verdade.
Abraço duvida da eficácia da medida argumentando que o sistema é ineficaz
Sida passa a ser doença de notificação obrigatória
"O HIV/sida vai passar a ser uma doença de notificação obrigatória, anunciou ao PÚBLICO o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira. A medida irá ser acompanhada pela simplificação do formulário de notificação, que continua a ser confidencial. Mas há quem ache que esta alteração não trará nada de novo no conhecimento da doença, porque o actual sistema de notificação obrigatória é ineficaz e burocrático.
(...)
Já José Poças, director do centro de doenças infecciosas do Hospital de Setúbal, diz-se a favor da notificação obrigatória desde que confidencial e "facilitada burocraticamente". Acrescenta que até é "a favor da informatização, com as devidas precauções, dos ficheiros informáticos das consultas dos serviços". Só assim se "combate a falta de informação credível sobre a doença". O médico defende a notificação electrónica, que não será possível enquanto estivermos "na pré-história da informática".
O que precisamos é de mais papelada mesmo que não sirva para nada. Rima e é verdade.
As lamentações da Tribulandia
Mais uma vez, escutamos na rádio que o nosso Presidente se lamentou da ileteracia da nossa juventude e dos nossos trabalhadores relativamente às tecnologias da informação. Não cremos que tenha descoberto o atraso só agora ou que outros ilustres governantes não o saibam. Seria supor um grau de ignorância assustador. A pergunta que se pode fazer é: - Por que altera muito pouco a situação durante decénios? Não será porque a aplicação dos recursos financeiros ao dispor vai para outros objectivos mais interessantes, como por exemplo, estádios?
As variáveis que influenciam a famosa produtividade
Sempre que vejo ligar o aumento de salários à produtividade do trabalhador dum maneira simplicista e directa, fico a pensar se saberão do que estão falar. Na verdade, a produtividade não depende apenas da vontade e do esforço do trabalhador.
Sabendo que os factores de melhoria da produtividade do trabalho são:
a) Crescimento do conjunto das qualificações e dos conhecimentos da força de trabalho.
b) Mobilidade profissional da força de trabalho - passagem de empregos de baixa produtividade a empregos de forte produtividade. Se os trabalhadores se transferem de empregos onde a produtividade é relativamente fraca para empregos onde o produto por homem-hora é elevado, a curva das possibilidades de produção desvia-se, mesmo se não se regista nenhuma melhoria de produtividade no seio dos diversos sectores. Fazendo-se a transferência para os sectores de serviços como é natural na economia moderna o crescimento da produção por pessoa é menos evidente.
c) As economias de escala
d) O alargamento e a intensificação do capital (equipamento)
e) A tecnologia - a médio prazo o nivel de vida real depende mais da pesquisa aplicada do que dos aumentos da oferta de capital (equipamento) de que beneficia cada trabalhador.
Será que o trabalhador é responsável por todos estes factores ou tem possibilidades de os influenciar no sentido de aumentar a produtividade?
Sabendo que os factores de melhoria da produtividade do trabalho são:
a) Crescimento do conjunto das qualificações e dos conhecimentos da força de trabalho.
b) Mobilidade profissional da força de trabalho - passagem de empregos de baixa produtividade a empregos de forte produtividade. Se os trabalhadores se transferem de empregos onde a produtividade é relativamente fraca para empregos onde o produto por homem-hora é elevado, a curva das possibilidades de produção desvia-se, mesmo se não se regista nenhuma melhoria de produtividade no seio dos diversos sectores. Fazendo-se a transferência para os sectores de serviços como é natural na economia moderna o crescimento da produção por pessoa é menos evidente.
c) As economias de escala
d) O alargamento e a intensificação do capital (equipamento)
e) A tecnologia - a médio prazo o nivel de vida real depende mais da pesquisa aplicada do que dos aumentos da oferta de capital (equipamento) de que beneficia cada trabalhador.
Será que o trabalhador é responsável por todos estes factores ou tem possibilidades de os influenciar no sentido de aumentar a produtividade?
quarta-feira, setembro 08, 2004
A Democracia Iliberal da Tribulandia
O Futuro da Liberdade
Fareed Zakaria
gradiva
"Se um país realiza eleições competitivas e multipartidárias chamamo-lo "democrático". Quando a participação dos cidadãos na política de um país se reforça - por exemplo, através da extensão do sufrágio às mulheres - esse país é visto como mais democrático. Com certeza, as eleições devem ser abertas e livres e isso exige algumas garantias quanto à liberdade de expressão e de reunião. Mas ir mais além de este direito mínimo e qualificar um país como democrático só se ele garantir um catálogo particular de direitos sociais, políticos, económicos e religiosos - o que variará de observador para observador - torna a palavra "democracia" sem sentido."
Pelo que vamos observando, na Tribulandia, estamos muito longe da existência de um catálogo de direitos sociais, políticos e económicos que realize, plenamente a democracia.
Fareed Zakaria
gradiva
"Se um país realiza eleições competitivas e multipartidárias chamamo-lo "democrático". Quando a participação dos cidadãos na política de um país se reforça - por exemplo, através da extensão do sufrágio às mulheres - esse país é visto como mais democrático. Com certeza, as eleições devem ser abertas e livres e isso exige algumas garantias quanto à liberdade de expressão e de reunião. Mas ir mais além de este direito mínimo e qualificar um país como democrático só se ele garantir um catálogo particular de direitos sociais, políticos, económicos e religiosos - o que variará de observador para observador - torna a palavra "democracia" sem sentido."
Pelo que vamos observando, na Tribulandia, estamos muito longe da existência de um catálogo de direitos sociais, políticos e económicos que realize, plenamente a democracia.
O "colonialismo" na Tribulandia
Público
Por não demitir comandante da Zona Marítima da Madeira
Jardim diz que Portas é "hipócrita" e "desleal"
(...)
"Pelo seu apoio à coligação, Jardim pretendia que o ministro da Defesa obrigasse as autoridades da Zona Militar da Madeira a hastear a bandeira regional nos quartéis e instalações militares, ordenasse a desocupação do Palácio de São Lourenço, entregasse o Farol de São Jorge à região e retirasse a rádio naval da Fortaleza do Pico, pretendida pelo grupo Pestana para aí instalar uma pousada.
A "entrega imediata do Palácio de São Lourenço [residência oficial do ministro e do comandante da Zona Militar] ao povo da Madeira, depois de 500 anos de ocupação colonial", fora inicialmente pedida por Jardim nas eleições regionais de 2000 e prosseguida com uma acção de sensibilização dos cidadãos madeirenses e nas escolas, desenvolvida através do "Diário de Notícias" funchalense."
Porque será que não acabam com os restos do "colonialismo"? Parece-nos ser de inteira justiça fazer um referendo. Pelo menos, talvez nos víssemos livres deste "quem não berra não mama" que fica caro aos cofres do estado.
Por não demitir comandante da Zona Marítima da Madeira
Jardim diz que Portas é "hipócrita" e "desleal"
(...)
"Pelo seu apoio à coligação, Jardim pretendia que o ministro da Defesa obrigasse as autoridades da Zona Militar da Madeira a hastear a bandeira regional nos quartéis e instalações militares, ordenasse a desocupação do Palácio de São Lourenço, entregasse o Farol de São Jorge à região e retirasse a rádio naval da Fortaleza do Pico, pretendida pelo grupo Pestana para aí instalar uma pousada.
A "entrega imediata do Palácio de São Lourenço [residência oficial do ministro e do comandante da Zona Militar] ao povo da Madeira, depois de 500 anos de ocupação colonial", fora inicialmente pedida por Jardim nas eleições regionais de 2000 e prosseguida com uma acção de sensibilização dos cidadãos madeirenses e nas escolas, desenvolvida através do "Diário de Notícias" funchalense."
Porque será que não acabam com os restos do "colonialismo"? Parece-nos ser de inteira justiça fazer um referendo. Pelo menos, talvez nos víssemos livres deste "quem não berra não mama" que fica caro aos cofres do estado.
Barcelona 2004 - A arte ao serviço do Homem
El Muelle Miradores se tiñe de negro y naranja cuando empieza el pase de La divadivina y el hombre bala. Cuatro personajes se mueven al ritmo de la música con gestos bruscos y despiden a la diva, que parte hacia la Tierra. Venida de otros mundos, ella llega a nuestro planeta buscando la comprensión de los seres humanos pero, al aterrizar, sus esperanzas se ven truncadas por un mundo cruel, lleno de incomunicación y manipulación.
Éste es el punto de partida de la creación que la bailarina Sol Picó y Los Deméndez representan en el Fórum hasta el 26 de septiembre. El espectáculo plantea la crudeza de la soledad y el amor como solución. Con una escenografía minimalista pero efectiva, una música envolvente y unos recursos tan originales como la simulación del aterrizaje de la diva con una grúa, la obra refleja a la perfección la locura de nuestra sociedad actual, el estrés de cada día.
De teorias está Tribulandia cheia
Passo os olhos pelos jornais. Como de costume noto uma tendência, na maior parte dos articulistas, para a discussaõ teórica de temas que, embora interessantes do ponto de vista teórico, raras vezes se enquadram numa realidade dominada pela mediocridade das actuações. Uns acham que a teoria dos impostos deveria ser assim ou assado, que a cultura deveria ir por aqui ou por acolá e que os méritos do Ambiente que temos pertence ao Sr A ou à senhora B. Na realidade, os que mandam não pagam impostos, a cultura é aquela parente pobre que vai sobrevivendo e o ambiente é o que se vê: um mal que alimenta uma nova indústria. Sobre legalidades, opiniões muitas. As mulheres continuam a fazer, certamente, abortos clandestinos mas a consciência jurídica fica em paz. Assim vai o reino da Tribulandia, sem rei nem roque, na enxurrada da globalização. Ficarão, no final, certamente, alguns trovadores para entreter os novos reis da pândega colectiva.
terça-feira, setembro 07, 2004
Incongruências na Tribulandia
Porque será que tanto convicto e ortodoxo cristão defende por todos os meios a vida na fase de gestação e se está nas tintas para a maneira como vive tanta criança e tanto adulto nas outras fases da mesma? Será para lhes facilitar a entrada no Céu? Duvidamos e muito...
Novo êxito literário na Tribulandia
Segundo consta, nos meios intelectuais da Tribulandia, Mourinho vai publicar um novo livro de 10 páginas sobre a suas meditações em Piccadilly Circus e no Hyde Park. A primeira edição será de um milhão de exemplares (tantos quantos os analfabetos existentes na Tribulandia) e será dedicado à claque dos Dragões.
Quanto menos souberes, melhor...
Público
Quase um milhão de pessoas
Nove por cento dos portugueses são analfabetos
"Quase um milhão de portugueses não sabe ler nem escrever. Apesar de o analfabetismo ter diminuído 17 por cento nos últimos 30 anos, os nove por cento de analfabetos colocariam Portugal no último lugar da União Europeia antes do alargamento.
Portugal é também o país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) com a maior taxa de abandono escolar: apenas 20 por cento dos portugueses chegam ao ensino secundário, ficando a grande maioria pela escolaridade obrigatória, de acordo com o último relatório da instituição."
Dos ignorantes é o reino dos céus. Assim se prova o enorme esforço dos nossos governantes para manter o povo o mais feliz possível. Só foi pena perder o último lugar mas com a continuação da política educativa, certamente iremos lá chegar de novo.
Quase um milhão de pessoas
Nove por cento dos portugueses são analfabetos
"Quase um milhão de portugueses não sabe ler nem escrever. Apesar de o analfabetismo ter diminuído 17 por cento nos últimos 30 anos, os nove por cento de analfabetos colocariam Portugal no último lugar da União Europeia antes do alargamento.
Portugal é também o país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) com a maior taxa de abandono escolar: apenas 20 por cento dos portugueses chegam ao ensino secundário, ficando a grande maioria pela escolaridade obrigatória, de acordo com o último relatório da instituição."
Dos ignorantes é o reino dos céus. Assim se prova o enorme esforço dos nossos governantes para manter o povo o mais feliz possível. Só foi pena perder o último lugar mas com a continuação da política educativa, certamente iremos lá chegar de novo.
Regresso de férias na Tribulandia
Pois é, amigos: voltei. Desde a introdução do Euro que as minhas férias foram ficando mais pequenas. Esta estranha relação moeda-tempo-espaço não deixa de me intrigar e tenciono efectuar alguns estudos sobre o tema. Agradeço os simpáticos comentários que foram deixando e que retribuo. Volto assim, à vossa compensadora companhia. Infelizmente, no local onde me encontrava, havia dificuldade de acesso à rede e apenas podia navegar sem poder fazer uploads. As novas tecnologias ainda andam a passo de tartaruga na Tribulandia e nalguns casos os preços praticados são, como normalmente, neste país, irreais. Li poucos jornais, vi pouca televisão e creio que fiquei mais esclarecido. Soube, através de pessoas amigas que estaria para acontecer uma invasão de holandesas e assim pus-me na borda do mar, grande parte do dia, para colaborar com as autoridades marítimas mas nada aconteceu. Deve ter valido a pronta intervenção da nossa armada que galhardamente defendeu as nossas costas. Nas minhas pesquisas, na areia, apenas encontrei um perigoso meio anticonceptivo, já desarmado, que, mesmo assim me apressei a destruir. Todos os cuidados com as holandesas nunca são demais.
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