terça-feira, outubro 19, 2004
A difícil tarefa de blogar sobre a TV da Tribulandia
Está ficando cada vez mais difícil "apreciar" os programas da televisão da Tribulandia. Cada vez que ligo o aparelho, um cheiro nauseabundo e sólidos e líquidos menos próprios para o ambiente invadem minha sala e tenho um trbalhão medonho para arranjar quem a limpe e perfume. Será que é do meu aparelho de televisão? Vou ver se junto dinheiro para comprar um de plasma que certamente poderei pagar ao meu banco em 5 anos à taxa de 15% por especial favor do gerente (?).
A intimidade na Tribulandia
A Alta Autoridade para a Incomunicação da Tribulandia convocou os intervenientes no caso do Martelo para averiguar a verdade. Questionados diversos intervenientes, salientam-se as suas principais respostas:
Martelo: Nada tenho a dizer. São assuntos de família.
Gomos : Simples coincidências temporais.
Pai do Varal: Nada tenho a dizer. São assuntos de família.
Perante estas respostas a Alta Autoridade irá reunir durante 3 meses para apresentar um relatório que não choque a opinião pública. Segundo as nossas fontes, tudo aponta para que o comunicado final saliente a importância dos laços familiares e a necessidade de manter a verdade em paz.
Martelo: Nada tenho a dizer. São assuntos de família.
Gomos : Simples coincidências temporais.
Pai do Varal: Nada tenho a dizer. São assuntos de família.
Perante estas respostas a Alta Autoridade irá reunir durante 3 meses para apresentar um relatório que não choque a opinião pública. Segundo as nossas fontes, tudo aponta para que o comunicado final saliente a importância dos laços familiares e a necessidade de manter a verdade em paz.
Aperfeiçoamentos da Tribulandia
O futebol da Tribulandia precisa de aperfeiçoamento, segundo declarações de destacados dirigentes. Prevê-se a criação de uma universidade da chapada e do insulto para adequação aos tempos que vão correndo.
A produtividade escrita da Tribulandia
Público
Causa Real Suspende Congresso por Excesso de Moções
"O movimento monárquico Causa Real suspendeu pelo prazo máximo de 30 dias o seu congresso anual, que deveria ter decorrido anteontem no Porto, devido à falta de tempo para discutir todas as moções. O presidente da Causa Real, António de Sousa-Cardoso, disse à Agência Lusa que a suspensão foi decidida depois de se constatar que não havia tempo para debater as 14 moções de estratégia. "A comissão organizadora do congresso não previu tanta vitalidade","
Não há fome que não traga fartura. Coitado do nosso querido pretendente ao reino. Vai ter que ter muita paciência para tanta discussão e respectivos discursos.
Causa Real Suspende Congresso por Excesso de Moções
"O movimento monárquico Causa Real suspendeu pelo prazo máximo de 30 dias o seu congresso anual, que deveria ter decorrido anteontem no Porto, devido à falta de tempo para discutir todas as moções. O presidente da Causa Real, António de Sousa-Cardoso, disse à Agência Lusa que a suspensão foi decidida depois de se constatar que não havia tempo para debater as 14 moções de estratégia. "A comissão organizadora do congresso não previu tanta vitalidade","
Não há fome que não traga fartura. Coitado do nosso querido pretendente ao reino. Vai ter que ter muita paciência para tanta discussão e respectivos discursos.
Dado e arregaçado na Tribulandia
Público
PSD Exigiu 33 Mil Contos para Desocupar Andar Que Lhe Foi Emprestado em 1975
Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO
"O Partido Social Democrata exigiu, em 2001, uma indemnização de 33 mil contos (166.604 euros) para abandonar um andar da Rua Rosa Araújo, em Lisboa, que lhe tinha sido emprestado em 1975. Os proprietários viram-se obrigados a assinar um acordo com o então secretário-geral, José Luis Arnaut (hoje ministro das Cidades), e pagar aquele montante para o PSD lhes devolvesse a casa."
Que tal estas novas regras contratuais? E este respeito pela propriedade privada? Será que esta regra virá no novo regulamento do arrendamento?
PSD Exigiu 33 Mil Contos para Desocupar Andar Que Lhe Foi Emprestado em 1975
Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO
"O Partido Social Democrata exigiu, em 2001, uma indemnização de 33 mil contos (166.604 euros) para abandonar um andar da Rua Rosa Araújo, em Lisboa, que lhe tinha sido emprestado em 1975. Os proprietários viram-se obrigados a assinar um acordo com o então secretário-geral, José Luis Arnaut (hoje ministro das Cidades), e pagar aquele montante para o PSD lhes devolvesse a casa."
Que tal estas novas regras contratuais? E este respeito pela propriedade privada? Será que esta regra virá no novo regulamento do arrendamento?
Quem não é mediático não vive na Tribulandia
Público
O Carrossel Mediático
(...)
"Os media ditam o que conta, o que pode fazer a diferença, ou seja, estabelecem a realidade que eles mesmo são. Mas isto passa-se mais hoje do que ontem porque quanto mais informação tecnológica existe mais escassa necessariamente é a atenção humana. Daí que os media, sobretudo os de grandes audiências como as televisões generalistas, tenham o poder de modelar o que afecta a vida de todos nós, por isso de modelar a realidade. Até que ponto podem os media alterar a percepção da realidade? Qual a sua influência na concepção do que é verdadeiro e do que é falso? Será que a informação dos media tem que se basear no que aconteceu? Ou poderá debater, e mesmo noticiar, o que podia ter acontecido, o que poderá vir a acontecer, o que supostamente aconteceu, partindo para especulações mil? Se tomarmos como exemplo o caso Marcelo, então a noticia, o desenrolar do carrossel mediático assenta precisamente no que poderá ter acontecido e no que poderá vir a acontecer. Tudo isto tem consequências. Uma delas é a constatação de que os media podem alterar a percepção da realidade e a percepção da realidade, para todos os efeitos é a realidade."
Quem manda nos media? São os donos da realidade (e do dinheiro). Os outros vão vogando ao sabor das notícias numa quinta fechada de monotonia e sobrevivência.
O Carrossel Mediático
(...)
"Os media ditam o que conta, o que pode fazer a diferença, ou seja, estabelecem a realidade que eles mesmo são. Mas isto passa-se mais hoje do que ontem porque quanto mais informação tecnológica existe mais escassa necessariamente é a atenção humana. Daí que os media, sobretudo os de grandes audiências como as televisões generalistas, tenham o poder de modelar o que afecta a vida de todos nós, por isso de modelar a realidade. Até que ponto podem os media alterar a percepção da realidade? Qual a sua influência na concepção do que é verdadeiro e do que é falso? Será que a informação dos media tem que se basear no que aconteceu? Ou poderá debater, e mesmo noticiar, o que podia ter acontecido, o que poderá vir a acontecer, o que supostamente aconteceu, partindo para especulações mil? Se tomarmos como exemplo o caso Marcelo, então a noticia, o desenrolar do carrossel mediático assenta precisamente no que poderá ter acontecido e no que poderá vir a acontecer. Tudo isto tem consequências. Uma delas é a constatação de que os media podem alterar a percepção da realidade e a percepção da realidade, para todos os efeitos é a realidade."
Quem manda nos media? São os donos da realidade (e do dinheiro). Os outros vão vogando ao sabor das notícias numa quinta fechada de monotonia e sobrevivência.
A encenação desportiva na Tribulandia
As trompetas cedo tocaram: por causa da falta de bilhetes. As falanges vermelhas estariam em vantagem. Vamos não vamos? Aparece secretário de estado. Tudo garantido. A polícia que falta no quotidiano sobra nos dias de jogo. E lá vêm os comunicados. Jogo só a pagar. Antes do começo, mais pareciam os preparativos para a chegada dos bárbaros. Mil, dois mil, três mil afoitos guerreiros dos slogans e da chapada são contidos com dificuldade pela autoridades. Insultos, bandeiras e a namorada do chefe dos Hunos à frente, heroicamente. Jogo cheio de erros. Propositados ou inocentes? Sabe-se lá. Final: conferência de imprensa. Únicos decentes os treinadores que por acaso não são da Tribulandia. O chefe dos Vikings e o seu acessor para as questões marítimas começam o insulto pessoal. E prometem não ficar por ali. O chefe dos Hunos, gravata desapertada quer falar. Alguns não querem que ele fale. Silenciam os microfones. Volta o chefe Viking dos àguias. Que tem mais para falar. Mais insultos pessoais? O chiqueiro já não aguenta mais porcaria: deita por fora.
Chamam a isto exemplo desportivo? Ah, ah, ah.
Chamam a isto exemplo desportivo? Ah, ah, ah.
sábado, outubro 16, 2004
A filosofia na boa música do Brasil
Paulinho da Viola -
"Meu mundo é hoje"
(...)
Eu sou assim, assim morrerei um dia
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia
Tenho pena daqueles que se agacham pelo chão
enganando a si mesmo por dinheiro ou posição.
Nunca tomei parte desse enorme batalhão
pois sei que além das flores nada mais vai no caixão.
...
A aproximação da Tribulandia ao Sudão
JN
Meio milhão de novos pobres
Em 2001, dois milhões de portugueses viviam com 300 euros por mês, revela o INE
"Cerca de um milhão e meio de portugueses vivem em situação de risco de pobreza persistente. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que 75% da população que se encontrava em risco de pobreza em 2001 - ano a que se refere o estudo - já tinha sido referenciada nos três anos anteriores."
Finalmente a igualdade por baixo e conseguida pelos neo-liberais. Bibó progresso.
Meio milhão de novos pobres
Em 2001, dois milhões de portugueses viviam com 300 euros por mês, revela o INE
"Cerca de um milhão e meio de portugueses vivem em situação de risco de pobreza persistente. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que 75% da população que se encontrava em risco de pobreza em 2001 - ano a que se refere o estudo - já tinha sido referenciada nos três anos anteriores."
Finalmente a igualdade por baixo e conseguida pelos neo-liberais. Bibó progresso.
Não há necessidade de adoecer na Tribulandia
JN
Trabalhadores portugueses são dos mais penalizados
Baixas médicas Estudo revela que Portugal é um dos três países onde os empregados têm mais encargos com o subsídio de doençaEntidades patronais não têm qualquer participação
"Portugal é um dos três países da União Europeia (UE) onde os trabalhadores suportam mais encargos durante a baixa por doença. A conclusão consta de um estudo da Aon Consulting Eurometer, empresa de consultadoria na área do emprego e dos benefícios socais, segundo o qual os trabalhadores nacionais suportam 37% do valor que lhes é pago durante o período de baixa médica. Uma situação bem diferente da vivida na Dinamarca, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Holanda, países onde a cobertura é de 100%."
Também quem é que os manda adoecer com um clima e um ambiente social tão bons? Devem ir trabalhar mesmo doentes que assim não suportam encargos. Libertam-se ainda verbas para comprar automóveis novos e potentes para os sacrificados políticos.
Trabalhadores portugueses são dos mais penalizados
Baixas médicas Estudo revela que Portugal é um dos três países onde os empregados têm mais encargos com o subsídio de doençaEntidades patronais não têm qualquer participação
"Portugal é um dos três países da União Europeia (UE) onde os trabalhadores suportam mais encargos durante a baixa por doença. A conclusão consta de um estudo da Aon Consulting Eurometer, empresa de consultadoria na área do emprego e dos benefícios socais, segundo o qual os trabalhadores nacionais suportam 37% do valor que lhes é pago durante o período de baixa médica. Uma situação bem diferente da vivida na Dinamarca, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Holanda, países onde a cobertura é de 100%."
Também quem é que os manda adoecer com um clima e um ambiente social tão bons? Devem ir trabalhar mesmo doentes que assim não suportam encargos. Libertam-se ainda verbas para comprar automóveis novos e potentes para os sacrificados políticos.
O mundo do cinema na Tribulandia
O próximo "Padrinho IV" será integralmente realizado na Tribulandia, dada a abundância de figurantes e de locais para as filmagens, o que reduzirá muito o custo da produção. Nesta nova série, a família Colhorne resolve meter-se na política, conseguindo êxitos não esperados. Sinhazinha Tolentona fará o papel de amante do principal chefe.Uma película a não perder.
sexta-feira, outubro 15, 2004
Um serão do imaginário da Tribulandia
No palácio de condomínio fechado o "Senhor do Anel" mira e remira o seu enorme poder do bastão de ouro. Fora, os seguranças galácticos garantem a tranquilidade do eleito. Ele seus "amigos" deleitam-se na bebida preferida: o néctar da estupidez. Em ecrans gigantes passam as imagens dos comediantes contratados, dos vendedores de ideias e dos ilusionistas da bola. Lá dentro o ar é puro. Cá fora a poluição mata e desfaz vidas. Um intelectual alugado disserta sobre a preponderância do sistema visual na formação das almas latentes. Sempre é uma oportunidade de estar entre os eleitos. Raridades da pintura e livros raros ornamentam as paredes. Um padre fala sobre os eleitos. Fora da torre, a besta sangrenta urra de felicidade. Enganado, julga que Deus adormeceu definitivamente.
As eternas promessas do paraíso na Tribulandia
Público
Portugueses Acreditam Que Pobreza Vai Agravar-se nos Próximos Anos
Por ANDREIA SANCHES
"Os portugueses estão pessimistas. Não só acreditam que os casos de pobreza têm vindo a aumentar como mais de metade da população entende que o cenário vai agravar-se nos próximos cinco anos. A maioria (73 por cento) acha que os pobres são pessoas com poucas ou nenhumas possibilidades de sair da situação em que estão. E que mesmo os filhos destes dificilmente endireitarão a sua vida.
O Governo é a entidade a quem são atribuídas mais culpas pela existência de pessoas em situação de carência e exclusão. E o alcoolismo e a toxicodependência aparecem à cabeça dos factores apontados como maiores produtores de pobreza. Segue-se a crise económica."
Continuem a bater na Educação. Continuem a embrutecer a maior parte do povo. Preocupem-se com a segurança de desafios de futebol. Não leiam nada mais do que jornais da bola. Continuem a destruir o pouco que resta.
Portugueses Acreditam Que Pobreza Vai Agravar-se nos Próximos Anos
Por ANDREIA SANCHES
"Os portugueses estão pessimistas. Não só acreditam que os casos de pobreza têm vindo a aumentar como mais de metade da população entende que o cenário vai agravar-se nos próximos cinco anos. A maioria (73 por cento) acha que os pobres são pessoas com poucas ou nenhumas possibilidades de sair da situação em que estão. E que mesmo os filhos destes dificilmente endireitarão a sua vida.
O Governo é a entidade a quem são atribuídas mais culpas pela existência de pessoas em situação de carência e exclusão. E o alcoolismo e a toxicodependência aparecem à cabeça dos factores apontados como maiores produtores de pobreza. Segue-se a crise económica."
Continuem a bater na Educação. Continuem a embrutecer a maior parte do povo. Preocupem-se com a segurança de desafios de futebol. Não leiam nada mais do que jornais da bola. Continuem a destruir o pouco que resta.
Combater o deus mui idolatrado na Tribulandia
Público
Objectivo é combater as grandes corporações financeiras
Ramalho Eanes defende maior participação da sociedade civil na política
O ex-Presidente da República Ramalho Eanes apelou ontem, no Porto, a uma maior intervenção da sociedade civil na política, sublinhando que esse é o único caminho para libertar o poder do peso das "grandes corporações financeiras, empresariais e sindicais".
Eanes considerou que esse foi mesmo o "grande falhanço" da Revolução dos Cravos: "A sua incapacidade de fazer com que os portugueses se assumissem como protagonistas do acontecer público".
O antigo Presidente da República, que falava numa conferência sobre os 30 anos do 25 de Abril, defendeu que o poder político tem menos força face a outros poderes, nomeadamente o financeiro e o empresarial, já que "não pode sustentar-se nas organizações neo-corporativas da sociedade civil para fazer valer as suas posições".
Quando o grande valor da maioria da sociedade é o dinheiro, o que seria de esperar? Quem o tem e o aumenta facilmente vai obedecer a quem? Por enquanto ainda precisam de manter os políticos mas veremos no futuro. E se não chegarmos a um novo feudalismo é uma sorte...
Objectivo é combater as grandes corporações financeiras
Ramalho Eanes defende maior participação da sociedade civil na política
O ex-Presidente da República Ramalho Eanes apelou ontem, no Porto, a uma maior intervenção da sociedade civil na política, sublinhando que esse é o único caminho para libertar o poder do peso das "grandes corporações financeiras, empresariais e sindicais".
Eanes considerou que esse foi mesmo o "grande falhanço" da Revolução dos Cravos: "A sua incapacidade de fazer com que os portugueses se assumissem como protagonistas do acontecer público".
O antigo Presidente da República, que falava numa conferência sobre os 30 anos do 25 de Abril, defendeu que o poder político tem menos força face a outros poderes, nomeadamente o financeiro e o empresarial, já que "não pode sustentar-se nas organizações neo-corporativas da sociedade civil para fazer valer as suas posições".
Quando o grande valor da maioria da sociedade é o dinheiro, o que seria de esperar? Quem o tem e o aumenta facilmente vai obedecer a quem? Por enquanto ainda precisam de manter os políticos mas veremos no futuro. E se não chegarmos a um novo feudalismo é uma sorte...
O que faltará perder na Tribulandia?
Público
Proposta apresentada hoje pelo Governo
OE 2005: oposição critica perda de poder de compra
"Os quatro partidos da oposição parlamentar já criticaram o Orçamento do Estado (OE) para 2005, apresentado hoje pelo Governo, destacando a "perda de poder de compra" dos trabalhadores portugueses."
Julgávamos que já tinham perdido tudo...
Proposta apresentada hoje pelo Governo
OE 2005: oposição critica perda de poder de compra
"Os quatro partidos da oposição parlamentar já criticaram o Orçamento do Estado (OE) para 2005, apresentado hoje pelo Governo, destacando a "perda de poder de compra" dos trabalhadores portugueses."
Julgávamos que já tinham perdido tudo...
A grande e bela música do Brasil
Ouço o álbum "O Melhor dos Encontros" com Elba Ramalho, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença.
Aqui fica a bonita letra de "A Terceira Lâmina"
É aquela que fere
Que vira mais tranquila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Com a dura semente
Ques se prende no fogo
De toda a multidão
Acho bem mais do que as pedras na mão
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar
Acho que os anos irão passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a ideia
De sairmos do poço
da garganta do fosso
Na voz de um cantador
Aqui fica a bonita letra de "A Terceira Lâmina"
É aquela que fere
Que vira mais tranquila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Com a dura semente
Ques se prende no fogo
De toda a multidão
Acho bem mais do que as pedras na mão
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar
Acho que os anos irão passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a ideia
De sairmos do poço
da garganta do fosso
Na voz de um cantador
A independência da informação na Tribulandia
Diário Digital
Televisão (In)dependente
Luis Carvalho
"Uma das coisas mais espantosas em todo este episódio caricato que envolve Marcelo Rebelo de Sousa, o Governo e a TVI é que só agora alguns perceberam que a comunicação social não é isenta nem imune a influências políticas, económicas, religiosas e sociais. Muito pelo contrário, há muito que a comunicação social, toda ela, sem excepções, é o mais importante veículo de influências nos Estados modernos e como tal é um antro de imoralidades, um espaço pouco atreito a éticas, a neutralidades e a princípios.
Por isso não percebo a indignação de uns e a admiração de outros. Todos os que estão na política deviam, antes de mais, assumir que estão nas mãos dos jornalistas e que a sua sobrevivência política depende das capas dos jornais e das aberturas dos telejornais. Há muito que se governa para a comunicação social. Há muito que alguns perceberam que ao abrigo da idolatrada “liberdade de imprensa” (Ahahahahaha!!!) se criaram verdadeiros monstros, autênticos abortos nas sociedades modernas, que manietam a própria realidade.
Em todo este circo que mistura políticos e jornalistas ninguém tem razão. É uma relação mutuamente parasitária e profundamente doentia."
Basta olhar para as "promoções" fabricadas sobretudo pela televisão e para a apetência de consumidor para aceitar qualquer porcaria sem olhar à qualidade ou aos resultados da acção do "produto".
Televisão (In)dependente
Luis Carvalho
"Uma das coisas mais espantosas em todo este episódio caricato que envolve Marcelo Rebelo de Sousa, o Governo e a TVI é que só agora alguns perceberam que a comunicação social não é isenta nem imune a influências políticas, económicas, religiosas e sociais. Muito pelo contrário, há muito que a comunicação social, toda ela, sem excepções, é o mais importante veículo de influências nos Estados modernos e como tal é um antro de imoralidades, um espaço pouco atreito a éticas, a neutralidades e a princípios.
Por isso não percebo a indignação de uns e a admiração de outros. Todos os que estão na política deviam, antes de mais, assumir que estão nas mãos dos jornalistas e que a sua sobrevivência política depende das capas dos jornais e das aberturas dos telejornais. Há muito que se governa para a comunicação social. Há muito que alguns perceberam que ao abrigo da idolatrada “liberdade de imprensa” (Ahahahahaha!!!) se criaram verdadeiros monstros, autênticos abortos nas sociedades modernas, que manietam a própria realidade.
Em todo este circo que mistura políticos e jornalistas ninguém tem razão. É uma relação mutuamente parasitária e profundamente doentia."
Basta olhar para as "promoções" fabricadas sobretudo pela televisão e para a apetência de consumidor para aceitar qualquer porcaria sem olhar à qualidade ou aos resultados da acção do "produto".
Quando uma autarquia é dirigida por um contabilista na Tribulandia
Público4
O Factor Humano
Por RUI MOREIRA
(...)
"Finalmente, há a questão autárquica. O PSD sabe que, nas últimas eleições, foi a derrota nas câmaras emblemáticas que levou a queda de Guterres. Se António Costa for candidato, a esquerda pode vencer Lisboa, o que dramatiza a importância das eleições no Porto, onde Santana quer reeleger Rio, o seu mais recente adepto. Tolerou, por isso, quebras de solidariedade nas águas de Douro e Paiva e na eleição de João Sá para a CCRN, e tem cedido a todas as exigências do autarca. O problema é que este pode-se ter convertido, mas continua teimoso e perdulário. Complica na Casa da Música, arranja quezílias no Metro, embrulhou-se com a questão do chefe de gabinete, não acerta com o PDM, gere mal os conflitos na vereação, cultiva ódios e conflitos pessoais. Mesmo no seu núcleo duro, há quem não o ache imbatível e a distrital já não o tolera."
O actual presidente Rio era o que faltava à cidade do Porto para o seu total afundamento económico, cultural e social. Basta andar pela cidade e ver a continuação acelerada das asneiras do anterior executivo. Vamos de mal a pior. Deve ser sina ou má fado das tripas.
O Factor Humano
Por RUI MOREIRA
(...)
"Finalmente, há a questão autárquica. O PSD sabe que, nas últimas eleições, foi a derrota nas câmaras emblemáticas que levou a queda de Guterres. Se António Costa for candidato, a esquerda pode vencer Lisboa, o que dramatiza a importância das eleições no Porto, onde Santana quer reeleger Rio, o seu mais recente adepto. Tolerou, por isso, quebras de solidariedade nas águas de Douro e Paiva e na eleição de João Sá para a CCRN, e tem cedido a todas as exigências do autarca. O problema é que este pode-se ter convertido, mas continua teimoso e perdulário. Complica na Casa da Música, arranja quezílias no Metro, embrulhou-se com a questão do chefe de gabinete, não acerta com o PDM, gere mal os conflitos na vereação, cultiva ódios e conflitos pessoais. Mesmo no seu núcleo duro, há quem não o ache imbatível e a distrital já não o tolera."
O actual presidente Rio era o que faltava à cidade do Porto para o seu total afundamento económico, cultural e social. Basta andar pela cidade e ver a continuação acelerada das asneiras do anterior executivo. Vamos de mal a pior. Deve ser sina ou má fado das tripas.
O discurso na Tribulandia
Entre alguns "galhardetes" e jogo de floretes, lá se passou mais uma sessão da Assembleia da Tribulandia. Tudo muito polido e conveniente como é de tom de cavalheiros da indústria da política. Os principais actores repetiram, com um pouco de mais veemência, os velhos diálogos televisivos.Incidente diferente o atender do telefone do primeiro quando falava uma deputada dos verdes e o presidente achou que não podia fazer nada pois o primeiro poderia estar a dar atenção ao telefonema e à deputada! Falta de chá diria a minha avó. Uns riem sem saber de quê ou então comprazem-se como o estado em que vivem os demais mortais. Esta "democracia" do discurso já deu o que tinha a dar. "Brilhou" o Louçã como sempre por ser mais comunicativo. Nada que inverta o curso dos acontecimentos na Tribulandia. Esses continuam a sua marcha de descalabro.
O espírito estudantil da Tribulandia
JN
Manifestação estudantil boicota sessão solene
Coimbra Abertura das aulas na Universidade ficou marcada por protestos inesperados Atitude de alguns estudantes entristece reitor
"A abertura solene das aulas, na Universidade de Coimbra, foi interrompida, ontem, por um protesto estudantil inesperado. No final do discurso do presidente da Associação Académica (AAC), algumas dezenas de estudantes invadiram a Sala dos Grandes Actos, onde se realizava a cerimónia, e, empunhando um megafone, deram início à leitura de um manifesto contra a política educativa do actual Governo. Uma situação sem igual naquela que é a Universidade mais antiga do país. "
O Reitor devia estar triste era pela situação do ensino no país. Ainda bem que os estudantes se fazem ouvir nesta república de águas mornas que arranja sempre desculpas esfarrapadas para os erros de gestão cometidos.
Manifestação estudantil boicota sessão solene
Coimbra Abertura das aulas na Universidade ficou marcada por protestos inesperados Atitude de alguns estudantes entristece reitor
"A abertura solene das aulas, na Universidade de Coimbra, foi interrompida, ontem, por um protesto estudantil inesperado. No final do discurso do presidente da Associação Académica (AAC), algumas dezenas de estudantes invadiram a Sala dos Grandes Actos, onde se realizava a cerimónia, e, empunhando um megafone, deram início à leitura de um manifesto contra a política educativa do actual Governo. Uma situação sem igual naquela que é a Universidade mais antiga do país. "
O Reitor devia estar triste era pela situação do ensino no país. Ainda bem que os estudantes se fazem ouvir nesta república de águas mornas que arranja sempre desculpas esfarrapadas para os erros de gestão cometidos.
quinta-feira, outubro 14, 2004
Gostamos da TAP na Tribulandia
Subscrevemos inteiramente este post do Aviz
"A TAP. Eu gosto da TAP. Ao contrário da maioria dos portugueses, esses desmancha-prazeres anti-patrióticos e sem sentido de auto-estima, eu gosto da TAP. Mas não suporto aqueles chapéus das senhoras funcionárias; deviam ser dispensadas de usá-los. Também não gosto daquelas senhoras, chefes de cabina (suponho eu), que falam com voz afectada e que não sorriem a ninguém; os aviões e o resto do pessoal deviam ser dispensados de aturá-las. Eu sei que um avião é um autocarro do ar, mas enfim, há um resto de simpatia que fica bem por cima das nuvens. Estes protestos são um resto de provincianismo, eu sei."
"A TAP. Eu gosto da TAP. Ao contrário da maioria dos portugueses, esses desmancha-prazeres anti-patrióticos e sem sentido de auto-estima, eu gosto da TAP. Mas não suporto aqueles chapéus das senhoras funcionárias; deviam ser dispensadas de usá-los. Também não gosto daquelas senhoras, chefes de cabina (suponho eu), que falam com voz afectada e que não sorriem a ninguém; os aviões e o resto do pessoal deviam ser dispensados de aturá-las. Eu sei que um avião é um autocarro do ar, mas enfim, há um resto de simpatia que fica bem por cima das nuvens. Estes protestos são um resto de provincianismo, eu sei."
Começou o Apocalipse?
Leio no "Le Monde" que uma estudante palestina de 13 anos foi morta a tiro na faixa de Gaza. Segundo o jornal, soldados revelaram que um graduado desfechou o carregador no corpo da jovem. Que pensar de acontecimentos como este e de outros parecidos como as execuções sumárias no Iraque? É este o caminho da civilização actual? Os cavaleiros do Apocalipse devem estar a festejar a nossa degradação.
Novas actividades da Tribulandia
JN
Finanças de Aveiro detectaram fraude fiscal
(...)
"A actividade exercida é a de vendedor de papel falso (facturas, recibos e guias de remessa). (....) Os valores já apurados são só relativos ao período compreendido entre o início de 1999 e finais do primeiro semestre de 2003".
Ficamos a conhecer mais uma actividade económica da CAE. Esperamos continuar a enriquecer o nosso vocabulário.
Finanças de Aveiro detectaram fraude fiscal
(...)
"A actividade exercida é a de vendedor de papel falso (facturas, recibos e guias de remessa). (....) Os valores já apurados são só relativos ao período compreendido entre o início de 1999 e finais do primeiro semestre de 2003".
Ficamos a conhecer mais uma actividade económica da CAE. Esperamos continuar a enriquecer o nosso vocabulário.
Grandes investimentos na Tribulandia
JN
Casino de Lisboa terá 22 mesas de jogo
Espaço deverá abrir portas em Setembro de 2005 no antigo Pavilhão do Futuro, no Parque das Nações
O futuro Casino de Lisboa "deverá dispor de espaços compatíveis com a instalação de, pelo menos, 22 mesas de jogo", refere uma portaria hoje publicada em Diário da República.
"As salas destinadas às máquinas de jogo devem ter capacidade para a instalação, embora gradual, de 1500 máquinas em condições de desafogo e comodidade para os frequentadores", acrescenta o texto.
A sala de espectáculos, cuja lotação pode variar entre 350 ou 500 pessoas, “será dotada de um palco versátil e requisitos tecnológicos adequados, para além de espaços de apoio para backstage, camarins, régie e armazém".
Finalmente um investimento tecnológico de ponta no universo económico da Tribulandia. Certamente, virão a seguir os complementos. Na verdade, quanto menos temos mais precisamos do jogo para alimentar a competitividade.
Casino de Lisboa terá 22 mesas de jogo
Espaço deverá abrir portas em Setembro de 2005 no antigo Pavilhão do Futuro, no Parque das Nações
O futuro Casino de Lisboa "deverá dispor de espaços compatíveis com a instalação de, pelo menos, 22 mesas de jogo", refere uma portaria hoje publicada em Diário da República.
"As salas destinadas às máquinas de jogo devem ter capacidade para a instalação, embora gradual, de 1500 máquinas em condições de desafogo e comodidade para os frequentadores", acrescenta o texto.
A sala de espectáculos, cuja lotação pode variar entre 350 ou 500 pessoas, “será dotada de um palco versátil e requisitos tecnológicos adequados, para além de espaços de apoio para backstage, camarins, régie e armazém".
Finalmente um investimento tecnológico de ponta no universo económico da Tribulandia. Certamente, virão a seguir os complementos. Na verdade, quanto menos temos mais precisamos do jogo para alimentar a competitividade.
Preocupações da Tribulandia
Em amena cavaqueira com uma velha amiga, pergunta-me ela o que achava da situação do país. Respondi-lhe que me parecia uma "quinta". Ao falar sobre a nossa velha e querida cidade das tripas (recordando outros tempos) e das suas necessidades de desenvolvimento, ela fala-me que muitos temos mentalidade de mestre-de-obras, outros investem em mercearias gigantes (shoppings) e finalmente que, cada vez mais, ela se parece com um gigantesco bairro social. Fico pensativo, comprovo a minha tristeza ao passear pela baixa e receio pelo nível económico futuro dos meus vizinhos ( e do meu).
quarta-feira, outubro 13, 2004
A Tribulandia em campanha na Rússia
JN
Selecção Nacional
OperaçÃo RÚssia
Presidente da FPF recusou comentar declarações de joão Pinto e Vítor Baía
Vencer é obrigatório
"Portugal joga, hoje à noite, uma cartada muito importante nas suas aspirações rumo ao apuramento para o Mundial de 2006. A importância de ter obrigatoriamente de vencer a Rússia só adquiriu real força pelos pontos perdidos, no sábado, no Liechtenstein. Por isso, a pressão popular e mediática que rodeia o conjunto de Scolari atingiu contornos totalmente inesperados. Um eventual empate ou uma derrota poderão atingir dimensões incalculáveis."
Para evitar uma tragédia o melhor é pedir ajuda à OTAN. E lembrem-se da campanha do Napoleão. Entradas de leão...
Selecção Nacional
OperaçÃo RÚssia
Presidente da FPF recusou comentar declarações de joão Pinto e Vítor Baía
Vencer é obrigatório
"Portugal joga, hoje à noite, uma cartada muito importante nas suas aspirações rumo ao apuramento para o Mundial de 2006. A importância de ter obrigatoriamente de vencer a Rússia só adquiriu real força pelos pontos perdidos, no sábado, no Liechtenstein. Por isso, a pressão popular e mediática que rodeia o conjunto de Scolari atingiu contornos totalmente inesperados. Um eventual empate ou uma derrota poderão atingir dimensões incalculáveis."
Para evitar uma tragédia o melhor é pedir ajuda à OTAN. E lembrem-se da campanha do Napoleão. Entradas de leão...
A harmonia da Tribulandia
JN
Pais na rua pedem docentes
Professores Falta de profissionais em muitas escolas do país deixa encarregados de educação revoltados Em Aveiro, pais e alunos protestaram frente à Secretaria de Estado
A falta de professores em muitas escolas do país tem deixado milhares de alunos sem aulas e gerado o protesto dos encarregados de educação. Em Aveiro, pais e crianças de quatro escolas do Ensino Básico - Vera Cruz, Agras/Barrocas, Glória, Aradas e Mamodeiro - manifestaram-se, ontem, frente à Secretaria de Estado da Educação, contra os atrasos na colocação de professores.
JN
Perto de 20 mil professores no desemprego
"O número de professores desempregados registados nos centros de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) era de 19 950 no final do passado mês de Setembro (mais 8,7% do que em 2003 e 7,8% do que em 2002)."
Pais na rua pedem docentes
Professores Falta de profissionais em muitas escolas do país deixa encarregados de educação revoltados Em Aveiro, pais e alunos protestaram frente à Secretaria de Estado
A falta de professores em muitas escolas do país tem deixado milhares de alunos sem aulas e gerado o protesto dos encarregados de educação. Em Aveiro, pais e crianças de quatro escolas do Ensino Básico - Vera Cruz, Agras/Barrocas, Glória, Aradas e Mamodeiro - manifestaram-se, ontem, frente à Secretaria de Estado da Educação, contra os atrasos na colocação de professores.
JN
Perto de 20 mil professores no desemprego
"O número de professores desempregados registados nos centros de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) era de 19 950 no final do passado mês de Setembro (mais 8,7% do que em 2003 e 7,8% do que em 2002)."
As montras da desertificação na Tribulandia
JN
Já faliram 20 mil lojas
impacto Mais recente centro comercial do país abre ao público, em Vila Real, no próximo domingo Pequenas unidades de retalho não resistem à investida das grandes superfícies
"No próximo domingo abre, em Vila Real, o mais recente centro comercial do país. O Dolce Vita Douro, promovido pela Amorim Imobiliária, representa um investimento de mais de 70 milhões de euros.Os comerciantes locais estão receosos, apesar de alguns terem conseguido instalar-se naquele espaço. Os promotores esperam perto de dez milhões de visitantes por ano."
Força, sempre dentro das cidades. Asim, diminui o tráfego citadino, as ruas ficam mais desertas, aumenta o isolamento, os centros de convívio desaparecem e, como temos muitas intempéries e neve durante todo o ano, as pessoas respiram o ar acolhedor e "puro" dos centros, tornando-se consumidores impulsivos e egocêntricos.
Já faliram 20 mil lojas
impacto Mais recente centro comercial do país abre ao público, em Vila Real, no próximo domingo Pequenas unidades de retalho não resistem à investida das grandes superfícies
"No próximo domingo abre, em Vila Real, o mais recente centro comercial do país. O Dolce Vita Douro, promovido pela Amorim Imobiliária, representa um investimento de mais de 70 milhões de euros.Os comerciantes locais estão receosos, apesar de alguns terem conseguido instalar-se naquele espaço. Os promotores esperam perto de dez milhões de visitantes por ano."
Força, sempre dentro das cidades. Asim, diminui o tráfego citadino, as ruas ficam mais desertas, aumenta o isolamento, os centros de convívio desaparecem e, como temos muitas intempéries e neve durante todo o ano, as pessoas respiram o ar acolhedor e "puro" dos centros, tornando-se consumidores impulsivos e egocêntricos.
Grande prémio "Disparate do ano" na Tribulandia
Jogos Circenses
Por EDUARDO PRADO COELHOO FIO DO HORIZONTE
"José António Saraiva, nas suas crónicas intituladas "Política à portuguesa", é quase sempre surpreendente. Quando não o é, revela-se banal. Mas há nele algo de cronista marciano: escreve como se estivesse noutro planeta, e um certo número de coisas óbvias surgem ou como descobertas inesperadas, ou como desconcertantes revelações. As suas crónicas raramente dizem coisas interessantes sobre a realidade, mas são sempre tão ao lado dos problemas que nos encantam pela capacidade de imaginação.
Desta vez, a propósito de Marcelo, excede-se a si próprio. Consegue dizer e afirmar que "sobre a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI disseram-se e escreveram-se os maiores disparates". Ora este texto de José António Saraiva é um verdadeiro candidato ao texto mais disparatado do ano. Começa por sublinhar que afirmaram que a democracia estava em perigo. Ora, diz o director do "Expresso", não está. E explica: quando um comentador é dispensado numa sociedade de mercado, "arranja sempre emprego sem dificuldade". Reduz o caso a uma questão laboral. E tem depois uma sequência admirável: pode ser numa televisão concorrente; se não for numa televisão concorrente, será na rádio; se não for na rádio, será num jornal. E podemos continuar: se não for num jornal que circule por todo o país, pode ser na imprensa regional; se não for na imprensa regional, pode ser numa rádio local; ou em último caso num blogue. Para José António Saraiva, estes meios de comunicação são todos equivalentes. Saberá ele o que está a dizer?"
Mas a Tribulandia não é um grande circo? Aliás os raciocínios mirabolantes fazem parte do nosso quotidiano. Nem poderia ser doutra maneira para manter o equilíbrio mental dos tribus.
Por EDUARDO PRADO COELHOO FIO DO HORIZONTE
"José António Saraiva, nas suas crónicas intituladas "Política à portuguesa", é quase sempre surpreendente. Quando não o é, revela-se banal. Mas há nele algo de cronista marciano: escreve como se estivesse noutro planeta, e um certo número de coisas óbvias surgem ou como descobertas inesperadas, ou como desconcertantes revelações. As suas crónicas raramente dizem coisas interessantes sobre a realidade, mas são sempre tão ao lado dos problemas que nos encantam pela capacidade de imaginação.
Desta vez, a propósito de Marcelo, excede-se a si próprio. Consegue dizer e afirmar que "sobre a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI disseram-se e escreveram-se os maiores disparates". Ora este texto de José António Saraiva é um verdadeiro candidato ao texto mais disparatado do ano. Começa por sublinhar que afirmaram que a democracia estava em perigo. Ora, diz o director do "Expresso", não está. E explica: quando um comentador é dispensado numa sociedade de mercado, "arranja sempre emprego sem dificuldade". Reduz o caso a uma questão laboral. E tem depois uma sequência admirável: pode ser numa televisão concorrente; se não for numa televisão concorrente, será na rádio; se não for na rádio, será num jornal. E podemos continuar: se não for num jornal que circule por todo o país, pode ser na imprensa regional; se não for na imprensa regional, pode ser numa rádio local; ou em último caso num blogue. Para José António Saraiva, estes meios de comunicação são todos equivalentes. Saberá ele o que está a dizer?"
Mas a Tribulandia não é um grande circo? Aliás os raciocínios mirabolantes fazem parte do nosso quotidiano. Nem poderia ser doutra maneira para manter o equilíbrio mental dos tribus.
Novo centro na Tribulandia
Público
Jorge Sampaio admitiu ter "uma grande tendência para falar", mas optou por "contrariar essa tendência"
Sampaio recusa comentar mensagem de Santana Lopes alegando ter de ser "centro da serenidade"
O Presidente da República Jorge Sampaio recusou comentar a mensagem de ontem ao país do primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, alegando que há momentos em que deve manter-se em silêncio e que tem de ser o "centro da serenidade em Portugal".
Já tínhamos o centro de gravidade e o centro político que dá para onde vem o vento. Com este novo centro estamos garantidos.
Jorge Sampaio admitiu ter "uma grande tendência para falar", mas optou por "contrariar essa tendência"
Sampaio recusa comentar mensagem de Santana Lopes alegando ter de ser "centro da serenidade"
O Presidente da República Jorge Sampaio recusou comentar a mensagem de ontem ao país do primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, alegando que há momentos em que deve manter-se em silêncio e que tem de ser o "centro da serenidade em Portugal".
Já tínhamos o centro de gravidade e o centro político que dá para onde vem o vento. Com este novo centro estamos garantidos.
Quando a CEE repara na Tribulandia
Público
Inexistência do direito de recurso para os trabalhadores é ilegal
Tribunal Europeu condena Portugal por violar regras do despedimento colectivo
Portugal foi hoje condenado pelo Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo, pela inexistência do direito de recurso para os trabalhadores portugueses que são alvo de despedimento colectivo, o que viola as regras comunitárias.
O acórdão, que condena o Governo português ao pagamento das custas do processo, considera ainda "restritivo" o conceito de despedimento colectivo aplicado em Portugal.
A acção foi interposta pela Comissão Europeia, que considerava que a lei portuguesa era parcialmente incompatível com a directiva comunitária relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitante aos despedimentos colectivos (98/59/CE).
Será que a Comunidade Europeia só serve para receber subsídios? E para estabelecer comparações favoráveis? Não acabará a Tribulandia por ser expulsa por falta de respeito? Se assim acontecer, só resta integrar algum agrupamento de países cegos para os direitos humanos.
Inexistência do direito de recurso para os trabalhadores é ilegal
Tribunal Europeu condena Portugal por violar regras do despedimento colectivo
Portugal foi hoje condenado pelo Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo, pela inexistência do direito de recurso para os trabalhadores portugueses que são alvo de despedimento colectivo, o que viola as regras comunitárias.
O acórdão, que condena o Governo português ao pagamento das custas do processo, considera ainda "restritivo" o conceito de despedimento colectivo aplicado em Portugal.
A acção foi interposta pela Comissão Europeia, que considerava que a lei portuguesa era parcialmente incompatível com a directiva comunitária relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitante aos despedimentos colectivos (98/59/CE).
Será que a Comunidade Europeia só serve para receber subsídios? E para estabelecer comparações favoráveis? Não acabará a Tribulandia por ser expulsa por falta de respeito? Se assim acontecer, só resta integrar algum agrupamento de países cegos para os direitos humanos.
terça-feira, outubro 12, 2004
Imagens soltas da Tribulandia
Dão-me uma má notícia. Um amigo de infância tem um problema cardíaco. Vou visitá-lo e revejo as condições de um hospital publico. Sinais de degradação aqui e acolá. No entanto, sente-se um profissionalismo existente em termos de cuidados. Ao lado, menos bem, alguém arfa e luta pela vida, de olhos fechados e coração acelerado. Revejo também toda uma discussão televisiva sobre direita e esquerda. Trinta anos de democracia e tanta falta de entendimento. Manuel Alegre sente-se ofendido por um director de jornal dizer que traz a fotografia da Utopia no bolso.Ainda bem que a traz consigo. Já não suporto pragmáticos que escondem nas palavras o seu servilismo e a sua falta de humanismo. Nouta imagem, Roquete fala de ética nas empresas. Parece que estamos a falar dum mundo imaginário. Economia paralela? Mas onde para a economia ao serviço do homem? Transparência de quem? Precisa-se de um homem novo.
domingo, outubro 10, 2004
O cheiro a mofo das forças vivas da Tribulandia
Público: "Porto tem mais de 113000 desempregados"
Situação no distrito atingiu "níveis impensáveis", segundo os sindicalistas.
(...)
O imobilismo actual tende a agravar-se, porque as "forças vivas" da região continuam a não conseguir atrair o investimento", acentuou o mesmo responsável (sindicalista Jorge Pinto).
Mas não somos os campiões? Não temos a Casa da Música e o Metro? E as contas não andam certinhas? Minha pobre cidade moribunda nas mãos das "forças vivas"...
Situação no distrito atingiu "níveis impensáveis", segundo os sindicalistas.
(...)
O imobilismo actual tende a agravar-se, porque as "forças vivas" da região continuam a não conseguir atrair o investimento", acentuou o mesmo responsável (sindicalista Jorge Pinto).
Mas não somos os campiões? Não temos a Casa da Música e o Metro? E as contas não andam certinhas? Minha pobre cidade moribunda nas mãos das "forças vivas"...
Títulos de um jornal da Tribulandia
No Público de sábado: "Sampaio alerta para "opacidade" no relacionamento dos proprietários dos orgãos de comunicação social e o pode político." Em baixo, um anúncio sobre um filme com Denzel Washington, "Out of Time". Num vídeoclube perto de si.
Quem canta seus males espanta
A prova irrefutável que a demagogia compensa e dá votos e poder, na Tribulandia, são os resultados da sondagem do "Expresso" que dá 56,7 % de intenções de voto ao Jardim da Madeira. Esperam-se novas actuações do cantor nos próximos comícios.
Sentenças da Tribulandia
No Expresso, em "A Máquina da Verdade" de Henrique Monteiro
"Os que afirmam que Sócrates é vazio de conteúdo não concordam com o conteúdo do seu discurso, o que é diferente:"
Não interessa o que está dentro da garrafa, interessa o rótulo.
"Os que afirmam que Sócrates é vazio de conteúdo não concordam com o conteúdo do seu discurso, o que é diferente:"
Não interessa o que está dentro da garrafa, interessa o rótulo.
sábado, outubro 09, 2004
A sociedade das nações na Tribulandia
Um novo programa (?) na SIC Notícias: Sociedade das Nações. Entrei a meio da conversa. Nuno Rogeiro fazia a apologia da entrada da Turquia, como país civilizado que é para ele, na comunidade europeia. Porque será que tanto país tem dúvidas? Após tão brilhante defesa deve ter a entrada garantida. Depois, numa entrevista ao embaixador japonês, todo de branco vestido (saberá que o branco se usa como luto no Japão?), diplomaticamente, pergunta ao embaixador qual a sua opinião sobre o arsenal atómico da Coreia do Norte, uma vez que já tinham experimentado ne pele os efeitos da bomoba atómica!!! Por acaso, esqueceu-se de lembrar quem largou lá as bombas. Finalmente, o seu comparsa de entrevistas refere uma viagem do Tony Blair para ajudar um continente pobre: África. E vai buscar os recentes acontecimentos na Guiné Bisssau... Desligo antes que ele comece a falar da santa guerra do Iraque.
Ainda há pior do que na Tribulandia
Na Sic Notícias vejo um programa sobre uma prisão na Tailândia onde se encontram milhares de presos, culpados de delitos de passagem de drogas, assasinatos e violações, etc. A prisão tem condições para metade do número de presos, dizem, mas vêm-se dezenas na mesma cela, encerrados por quinze horas consecutivas. Doenças sem tratamento adequado muitas. Uns morrem antes da execução das sentenças, outros enlouquecem e os que já são loucos convivem com os mais ou menos sãos. Na parte relativa ao comércio de drogas, verifica-se que os entrevistados são pobres desgraçados que estavam à beira do precipício por miséria total e que foram aproveitados para fazer o servicinho do transporte. Vai daí a justiça prega-lhes 50 ou 99 anos de prisão ou a malfadada pena de morte. Depois ficam descansados com a sua consciência. Fez-se justiça e lutou-se contra a droga. Claro que os grandes mandantes nunca estão lá. Tão cedo não compro produtos made in Thailand nem tenciono passar férias nesse país de hipocrisia sádica instituída.
As independências na Tribulandia
Mesa redonda na SIC-Notícias/Expresso. Tema: pressão sobre jornalistas e comentadores. Foi ou não foi pressão? Chego à conclusão que o Estado privatiza e, depois, empresas participadas pelo mesmo compram posições accionistas. Se não fosse trágico até que me daria vontade de rir.Parece que se vem notando uma tendência para o controle da comunicação. De estranhar? Pensamos que não. Num universo onde o liberalismo económico reina é natural que ele conflictue com a liberdade individual. E o jornalista não é um agente económico? Presta serviços em troca de um vencimento e usufrui de bens e serviços com esse rendimento, a menos que tenha outra profissão ou escreva por hobby. Assim, muitos pensarão na promoção, nos benefícios de um aumento e na manutenção do seu posto de trabalho. Claro que há o brio profissional mas muitos não deixarão de sofrer por isso mesmo. Ser independente custa sacrifícios e o mundo não está para independências individuais. Claro que os empresários da comunicação sentem alguns limites na opinião pública mas num ambiente onde se adoram os poderosos não é difícil vislumbrar tentações económicas aqui e acolá. E não me venham com a história que só o Estado exerce pressão. Num mundo sem valores (seria conservador com eles?) e onde o poder político é o que é, tudo é de esperar.
As estatísticas da Tribulandia
Público
Para Além de Marcelo
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
(...)
"- na quinta-feira foi divulgado o relatório aterrador de dois dos mais reputados especialistas mundiais em estatística que analisaram o funcionamento e credibilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre outras coisas, os peritos consideraram não dispor "de qualquer prova de que o INE tenha capacidade para aplicar aos seus produtos uma metodologia estatística rigorosa, pelo contrário", pelo que se sugeriram alterações radicais de funcionamento, organização e forma de escolha dos dirigentes. Como alguns dos problemas analisados estão identificados desde... 1986, não surpreendeu que os dois peritos canadianos se tivessem manifestado "extremamente preocupados""
Por isso eu sempre me surpreendo com as taxas de inflacção anunciadas perante a realidade dos supermercados. Agora começo a perceber.
Para Além de Marcelo
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
(...)
"- na quinta-feira foi divulgado o relatório aterrador de dois dos mais reputados especialistas mundiais em estatística que analisaram o funcionamento e credibilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre outras coisas, os peritos consideraram não dispor "de qualquer prova de que o INE tenha capacidade para aplicar aos seus produtos uma metodologia estatística rigorosa, pelo contrário", pelo que se sugeriram alterações radicais de funcionamento, organização e forma de escolha dos dirigentes. Como alguns dos problemas analisados estão identificados desde... 1986, não surpreendeu que os dois peritos canadianos se tivessem manifestado "extremamente preocupados""
Por isso eu sempre me surpreendo com as taxas de inflacção anunciadas perante a realidade dos supermercados. Agora começo a perceber.
A grande quinta dos políticos da Tribulandia
Público
A Quinta de Santana
Por AUGUSTO SANTOS SILVA
(...)
"Alienação como abdicação da consciência própria e relação abandonada com as instâncias de aculturação. A pessoa veste o que lhe dizem para vestir os "criadores" de moda, consome o que a publicidade lhe diz para consumir, com o dinheiro fácil que os bancos lhe dizem emprestar, sem delongas nem agravos, segue os padrões de valor e comportamento que os "media" lhe dizem serem hoje típicos do "mainstream", avalia o mundo pelo ecrã da televisão e aceita, sem resistir, os ídolos que lhe fabrica a indústria dos espectáculos musicais, desportivos ou políticos."
Esta quinta será só do Santana ou é uma herança do Guterres e de outros que se têm aproveitado da ignorância de muito povo para se abancarem à mesa do orçamento e das riquezas do país? Será uma quinta diferente com Sócrates ou outro do mesmo tipo? Duvidamos.
A Quinta de Santana
Por AUGUSTO SANTOS SILVA
(...)
"Alienação como abdicação da consciência própria e relação abandonada com as instâncias de aculturação. A pessoa veste o que lhe dizem para vestir os "criadores" de moda, consome o que a publicidade lhe diz para consumir, com o dinheiro fácil que os bancos lhe dizem emprestar, sem delongas nem agravos, segue os padrões de valor e comportamento que os "media" lhe dizem serem hoje típicos do "mainstream", avalia o mundo pelo ecrã da televisão e aceita, sem resistir, os ídolos que lhe fabrica a indústria dos espectáculos musicais, desportivos ou políticos."
Esta quinta será só do Santana ou é uma herança do Guterres e de outros que se têm aproveitado da ignorância de muito povo para se abancarem à mesa do orçamento e das riquezas do país? Será uma quinta diferente com Sócrates ou outro do mesmo tipo? Duvidamos.
Pensar cansa na Tribulandia
Público
Riquezas da Nação
Por JOÃO CÂNDIDO DA SILVA
O outro défice
(...)
"Com uma dose de boa vontade digna do mais sereno praticante do budismo, dir-se-ia que dentro de alguns dias tudo estaria esquecido e arrumado no baú das memórias sobre um Governo que evidencia uma queda vertiginosa para o espectáculo. Mas há mais. O núcleo do Executivo, a começar por Pedro Santana Lopes, não teve nesta ocasião a primeira nem, provavelmente, a última oportunidade para demonstrar que, do seu ponto de vista, as medidas que decide lançar valem pelo que delas se disser e escrever nos "media"."
E não tem sido quase sempre assim na criação de mitos que condicionam a realidade da maioria dos cidadãos? Não é esse espectáculo pouco exigente do ponto de vista cultural que nos enche o dia a dia? Eles sabem para quem estão a falar e usam a técnica que lhes dá jeito. Lembram-se de um presidente de clube (falido) que apareceu como gestor do ano e do fenómeno das bandeirinhas?
Riquezas da Nação
Por JOÃO CÂNDIDO DA SILVA
O outro défice
(...)
"Com uma dose de boa vontade digna do mais sereno praticante do budismo, dir-se-ia que dentro de alguns dias tudo estaria esquecido e arrumado no baú das memórias sobre um Governo que evidencia uma queda vertiginosa para o espectáculo. Mas há mais. O núcleo do Executivo, a começar por Pedro Santana Lopes, não teve nesta ocasião a primeira nem, provavelmente, a última oportunidade para demonstrar que, do seu ponto de vista, as medidas que decide lançar valem pelo que delas se disser e escrever nos "media"."
E não tem sido quase sempre assim na criação de mitos que condicionam a realidade da maioria dos cidadãos? Não é esse espectáculo pouco exigente do ponto de vista cultural que nos enche o dia a dia? Eles sabem para quem estão a falar e usam a técnica que lhes dá jeito. Lembram-se de um presidente de clube (falido) que apareceu como gestor do ano e do fenómeno das bandeirinhas?
Imagens do quotidiano na Tribulandia
Parei no semáforo. Na minha frente, atravessando, enviesado,uma uma figura magra não já muito firme no andar mas ainda com alguma pose e dignidade. Minha memória recua no tempo. Vejo o jovem elegante de outrora, charmoso e conquistador que muitas vezes via na cidade bem acompanhado. Vai agora sózinho com as suas marcas do tempo no rosto. Onde param os velhos amores? O semáforo não se compadece com sentimentalismos nem os condutores que me seguem. Arranco. A nostalgia do tempo vivido projecta-se na rua que percorro.
sexta-feira, outubro 08, 2004
Reforço valioso perdido para a quinta da Tribulandia
Segundo rumores chegados à nossa redacção, "Bibi" teria sido convidado a participar na "quinta" mas teria recusado por razões pessoais e deontológicas, ao contrário de outros personagens que se colocam em "bicha" para concorrerem ao estrelato na pocilga.
Novidade tecnológica na Tribulandia
A estação de televisão TVIDM da Tribulandia acaba de celebrar um contrato para a aquisição de um robot comentador que irá valorizar muito o seu património e contribuir para o aumento de audiências. O referido robot receberá impulsos electrónicos de acordo com o agrado dos governantes e reagirá online. Foi encarada a hipótese de contratação de um "zombie" mas a tecnologia acabou por vencer após a concessão de um avultado subsídio.
A realidade pantanosa da Tribulandia
Público
Marcelo
Por EDUARDO PRADO COELHO
(...)
"Uma coisa ficamos nós a saber: mesmo que um programa tenha uma enorme audiência, e constitua um momento alto da televisão portuguesa, mesmo quando um comentador parece inexpugnável, e acima de quaisquer ameaças, há sempre interesses económicos de fundo que podem levar a acabar com ele. Foi o que sucedeu. E poucos episódios deixam de forma tão expressiva no cidadão comum este sentimento de que o essencial lhe está a escapar. Poucos episódios deixam em nós uma tão forte convicção de que as decisões fundamentais se passam numa esfera que nos é inacessível. Raramente sentimos de um modo tão doloroso que é a própria ideia de democracia que está em causa. Afinal a central de informação não é apenas a de treinos em frente ao espelho para aparecer na televisão (embora em certos casos, como no da ministra da Educação, a terapêutica seja urgente), é também a da manipulação mafiosa, da eliminação sem escrúpulos, da intervenção brutal."
Onde isto já vai para o EPC escrever isto. E que outros pântanos não andam por aí, mesclados de tons azul celeste...
Marcelo
Por EDUARDO PRADO COELHO
(...)
"Uma coisa ficamos nós a saber: mesmo que um programa tenha uma enorme audiência, e constitua um momento alto da televisão portuguesa, mesmo quando um comentador parece inexpugnável, e acima de quaisquer ameaças, há sempre interesses económicos de fundo que podem levar a acabar com ele. Foi o que sucedeu. E poucos episódios deixam de forma tão expressiva no cidadão comum este sentimento de que o essencial lhe está a escapar. Poucos episódios deixam em nós uma tão forte convicção de que as decisões fundamentais se passam numa esfera que nos é inacessível. Raramente sentimos de um modo tão doloroso que é a própria ideia de democracia que está em causa. Afinal a central de informação não é apenas a de treinos em frente ao espelho para aparecer na televisão (embora em certos casos, como no da ministra da Educação, a terapêutica seja urgente), é também a da manipulação mafiosa, da eliminação sem escrúpulos, da intervenção brutal."
Onde isto já vai para o EPC escrever isto. E que outros pântanos não andam por aí, mesclados de tons azul celeste...
Valores patrimoniais na Tribulandia
Público
Director-geral da estação é o responsável pela informação
Moniz vai tentar que Marcelo regresse à TVI
(...)
"Moniz e Paes do Amaral voltam a reunir-se segunda-feira e, até lá, o director-geral da TVI garante que nada mais dirá sobre o assunto fora do canal. “Digo e repito apenas que tudo farei para tentar convencer Marcelo Rebelo de Sousa a regressar à TVI, por todas as razões e porque ele faz parte do património da empresa”, acrescentou."
Se ele faz parte do património já se percebem algumas atitudes.
Director-geral da estação é o responsável pela informação
Moniz vai tentar que Marcelo regresse à TVI
(...)
"Moniz e Paes do Amaral voltam a reunir-se segunda-feira e, até lá, o director-geral da TVI garante que nada mais dirá sobre o assunto fora do canal. “Digo e repito apenas que tudo farei para tentar convencer Marcelo Rebelo de Sousa a regressar à TVI, por todas as razões e porque ele faz parte do património da empresa”, acrescentou."
Se ele faz parte do património já se percebem algumas atitudes.
Quando os deuses baixam do Olimpo à Tribulandia
Entro na café e nem me apercebo da sua presença. Passado algum tempo, numa das minhas viagens de circunvalação visual, encontro o personagem. Compenetrado, posição ergonómica correcta, lunetas, lendo o jornal. Estranho que não seja um livro porque anda quase sempre com um debaixo do braço. Discreto, muito discreto como sempre. Bom fatinho cinzento, gravatinha a condizer, tudo indica estar muito para além do ambiente geral.Deve estar num intervalo das suas presenças no parlamento europeu. Pergunto-me o que tem feito nos últimos tempos: não consigo vislumbrar nada. Etéreo como convém, nunca me pareceu, ao que sei, fazer qualquer diferença nas tomadas de posição políticas. Inócuo, em suma. Eis um intelectual de partido cujas capas de livros e pensamentos formais agradam certamente a muitos. Dobra o jornal, levanta-se e vai, mui serenamente, a caminho da saída. Caminha como Cristo sobre as águas (me perdoe o filho de Deus pela comparação). Deixa no ar um perfume a Bruxelas. Decididamente, há eleitos que estão para além dos problemas concretos do dia a dia. Felizardos, penso.
O progresso na Mui Nobre e Leal Cidade do Porto
Uma vez mais uma volta pelo centro da cidade do Porto. As incompletas e eternas obras em homenagem ao cimento lá estão para nos lembrar quão insignificantes somos, enquanto cidadãos, perante o absoluto poder megalómano dos autarcas. Faz tempo, até desapareceu o jardim da Avenida dos Aliados. Pelo seu interior rasgou-se uma via confusa e alcatroada que, possivelmente será substituída por granito, dado que as flores não engrandecem os egos dos construtores. Ao lado das obras de fachada (tipo anos cinquenta), lojas e prédios degradados a recordarem o que já foi um centro de comércio e de vida citadina. Poucas pessoas a pé, muito carro e alguns autocarros onde se vislumbram faces de "alegres" tripeiros atormentados. Aqui e além algum negócio que teima em resistir ou uma remodelação do Guarani que merece aplauso.
Mas uma árvore não faz a floresta. Em conversa de rua, vamos sabendo que a cultura municipal cada vez está mais moribunda e que algumas actividades se encontram no mais completo abandono por falta de direcção. O caixote da Praça de D. João I lá continua impávido e sereno à espera de alguma utilidade. Às sete da tarde já os sacos de lixo decoram algumas ruas. É sempre uma dor de alma ver esta degradação contínua. Tudo em nome de um progresso que ajudou, certamente, a progredir alguns mas esses não moram por ali: estão nas "bibendas" esperando novos campeonatos.
Mas uma árvore não faz a floresta. Em conversa de rua, vamos sabendo que a cultura municipal cada vez está mais moribunda e que algumas actividades se encontram no mais completo abandono por falta de direcção. O caixote da Praça de D. João I lá continua impávido e sereno à espera de alguma utilidade. Às sete da tarde já os sacos de lixo decoram algumas ruas. É sempre uma dor de alma ver esta degradação contínua. Tudo em nome de um progresso que ajudou, certamente, a progredir alguns mas esses não moram por ali: estão nas "bibendas" esperando novos campeonatos.
quinta-feira, outubro 07, 2004
A liberdade perante a acção dos governos
Freedom of speech
From Wikipedia, the free encyclopedia.
Freedom of speech is the right to freely say what you please, as well as the related right to hear what others have stated. Recently, it has been commonly understood as encompassing full freedom of expression, including the freedom to create and distribute movies, pictures, songs, dances, and all other forms of expressive communication.
Freedom of speech is often regarded as an integral concept in modern democracies, where it is understood to outlaw government censorship. Thus states may still punish (but not prohibit) certain damaging types of expressions, notably sedition, defamation, publishing secrets regarding matters of state security, etc.
But as Tocqueville pointed out, people may be hesitant to speak freely not because of fear of government retribution but because of social pressures. When an individual announces an unpopular opinion, he or she may face the disdain of their community or even be subjected to violent reactions. While this type of suppression of speech is even more difficult to prevent than government suppression, there are questions about whether it truly falls within the ambit of freedom of speech, which is typically regarded as a civil liberty, or freedom from government action.
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Freedom of speech is the right to freely say what you please, as well as the related right to hear what others have stated. Recently, it has been commonly understood as encompassing full freedom of expression, including the freedom to create and distribute movies, pictures, songs, dances, and all other forms of expressive communication.
Freedom of speech is often regarded as an integral concept in modern democracies, where it is understood to outlaw government censorship. Thus states may still punish (but not prohibit) certain damaging types of expressions, notably sedition, defamation, publishing secrets regarding matters of state security, etc.
But as Tocqueville pointed out, people may be hesitant to speak freely not because of fear of government retribution but because of social pressures. When an individual announces an unpopular opinion, he or she may face the disdain of their community or even be subjected to violent reactions. While this type of suppression of speech is even more difficult to prevent than government suppression, there are questions about whether it truly falls within the ambit of freedom of speech, which is typically regarded as a civil liberty, or freedom from government action.
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O significado da imagem na Tribulandia
Público
Saída de Marcelo agita estação de Queluz
Miguel Sousa Tavares pondera deixar TVI
(...)
"Para o jornalista, a "responsabilidade primeira" da situação é do Presidente da República. "Ele [Jorge Sampaio] não percebeu o tipo de gente a que deu posse", explicou, salientando que "o problema não está na composição política do Governo" mas sim "na gente de Santana Lopes". "Ainda nos arriscamos a ter o Governo governado por João Líbano Monteiro", afirmou. (João Líbano Monteiro é o proprietário da agência de comunicação de onde saiu João Paulo Velez, o principal assessor de imprensa do primeiro-ministro)."
Coincidências? Confluências de destinos? Quem não aparece na televisão não existe. Será que já começou a governação através da imagem? Possivelmente, assistimos a um retorno ao significado mítico da imagem agora transformada em modeladora de mentes e de atitudes.
Saída de Marcelo agita estação de Queluz
Miguel Sousa Tavares pondera deixar TVI
(...)
"Para o jornalista, a "responsabilidade primeira" da situação é do Presidente da República. "Ele [Jorge Sampaio] não percebeu o tipo de gente a que deu posse", explicou, salientando que "o problema não está na composição política do Governo" mas sim "na gente de Santana Lopes". "Ainda nos arriscamos a ter o Governo governado por João Líbano Monteiro", afirmou. (João Líbano Monteiro é o proprietário da agência de comunicação de onde saiu João Paulo Velez, o principal assessor de imprensa do primeiro-ministro)."
Coincidências? Confluências de destinos? Quem não aparece na televisão não existe. Será que já começou a governação através da imagem? Possivelmente, assistimos a um retorno ao significado mítico da imagem agora transformada em modeladora de mentes e de atitudes.
A beleza que resiste para encantar
Onde a beleza da natureza e a simpatia das gentes tornam possível o sonho da harmonia entre o homem e a natureza
Salvador - Praia de Itapuã

Salvador - Praia de Itapuã
quarta-feira, outubro 06, 2004
Uma cidade adormecida da Tribulandia
Resolvo ir à baixa de autocarro, à noite. Eu, um casal e mais dois. Centro deserto. Vejo o espectáculo. Regresso. O mesmo autocarro e o mesmo motorista. Somos dois. A cidade espera o princípe encantado para sair do adormecimento. Pode ser que além de acordar também tome banho. Bem precisa.
Quando os adultos não dão qualquer exemplo na Tribulandia
Público
Altas Horas
Por EDUARDO PRADO COELHO
(...)
"Não deixa de ser estranho que nesta época de afirmação da liberdade se queira proibir hábitos enraizados da juventude. Percebem-se as motivações. Mas não julgo que seja a pressão das indústrias da noite que muda os horários. É a organização geral do tempo que leva às mudanças das indústrias da noite. Uma proibição provocaria revolta, indignação e a descoberta de novas e engenhosas formas de divertimento. Não seria mais razoável motivar os estudantes para as indústrias da cultura? Porque levar a ler, a ver cinema de qualidade, a ouvir música clássica, a visitar exposições é algo que é preciso incentivar e desenvolver, e não é mudando autoritariamente horários que o vamos conseguir."
Não poderia estar mais de acordo copm EPC. Onde param as acções correctas para entusiasmar a nossa juventude com actividades mais saudáveis? Certamente não estão nas escolas, nos clubes nem nas cervejeiras.
Altas Horas
Por EDUARDO PRADO COELHO
(...)
"Não deixa de ser estranho que nesta época de afirmação da liberdade se queira proibir hábitos enraizados da juventude. Percebem-se as motivações. Mas não julgo que seja a pressão das indústrias da noite que muda os horários. É a organização geral do tempo que leva às mudanças das indústrias da noite. Uma proibição provocaria revolta, indignação e a descoberta de novas e engenhosas formas de divertimento. Não seria mais razoável motivar os estudantes para as indústrias da cultura? Porque levar a ler, a ver cinema de qualidade, a ouvir música clássica, a visitar exposições é algo que é preciso incentivar e desenvolver, e não é mudando autoritariamente horários que o vamos conseguir."
Não poderia estar mais de acordo copm EPC. Onde param as acções correctas para entusiasmar a nossa juventude com actividades mais saudáveis? Certamente não estão nas escolas, nos clubes nem nas cervejeiras.
Gira o disco e toca o mesmo na Tribulandia
Público
Central de Intoxicação
Por EDUARDO DÂMASO
A inteligência fulgurante do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, brindou-nos anteontem com um grandioso contributo para o anedotário político da "rentrée". Furibundo, espumando de raiva e vermelho de indignação, atirou-se à suposta parcialidade dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, que, por razões de "ódio" ao actual primeiro-ministro passa os seus 45 minutos dominicais de opinião política a atacar o Governo. Chega ao ponto de criticar o silêncio da Alta-Autoridade para a Comunicação Social por não exigir o contraditório aos comentários de Marcelo.
As palavras apatetadas deste ministro dariam para rir noutras circunstâncias, e muito. Mas, nos dias que correm, devem ser levadas muito a sério. Este senhor, talvez mais incauto ou tão-só mais arrogante que outros, exemplifica o espírito de intolerância reinante na actual maioria, em particular no PSD, e a noção que os seus actuais dirigentes têm da liberdade de opinião. Nem os próprios militantes do PSD que não sejam suficientemente alinhados com a liderança do partido escapam já à sua fúria censória.
É sempre necessário que algo mude para tudo continuar na mesma, disse Tomaso di Lampedusa. Estaremos no início de um novo ciclo? Quem sabe?
Central de Intoxicação
Por EDUARDO DÂMASO
A inteligência fulgurante do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, brindou-nos anteontem com um grandioso contributo para o anedotário político da "rentrée". Furibundo, espumando de raiva e vermelho de indignação, atirou-se à suposta parcialidade dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, que, por razões de "ódio" ao actual primeiro-ministro passa os seus 45 minutos dominicais de opinião política a atacar o Governo. Chega ao ponto de criticar o silêncio da Alta-Autoridade para a Comunicação Social por não exigir o contraditório aos comentários de Marcelo.
As palavras apatetadas deste ministro dariam para rir noutras circunstâncias, e muito. Mas, nos dias que correm, devem ser levadas muito a sério. Este senhor, talvez mais incauto ou tão-só mais arrogante que outros, exemplifica o espírito de intolerância reinante na actual maioria, em particular no PSD, e a noção que os seus actuais dirigentes têm da liberdade de opinião. Nem os próprios militantes do PSD que não sejam suficientemente alinhados com a liderança do partido escapam já à sua fúria censória.
É sempre necessário que algo mude para tudo continuar na mesma, disse Tomaso di Lampedusa. Estaremos no início de um novo ciclo? Quem sabe?
A liberdade de expressão na Tribulandia
O Professor Martelo pisou o risco e subiu a pressão atmosférica do "goberno". Não querendo entrar em subtilezas de linguagem inócua, o Professor parece que bateu com a porta. Fica assim demonstrada a "liberdade de expressão" existente na Tribulandia. Mas então meus amigos, onde para a tal transparência de processos? Os hábitos de censura custam a desaparecer de muitos corações e, em nome disto e daquilo, toma lá que já almoçaste. O Presidente irá lamentar? Os partidos vão meter o rabinho entre as pernas? Nada disso. Algum habitante da "quinta" passará a comentar à "sexta" ou ao sábado". Sim, porque o domingo é dia de futebol e estaremos todos muito interessados se o Liverpool ganha ou não Chelsea ou será o Nápoles-Chievo?
Tribulandia não aguenta
Onde passei férias há uma expressão popular interessante: "Não aguenta". Dadas as afinidades culturais, é uma expressão que deveria fazer parte do verbo da Tribulandia, tendo em atenção as recentes declarações de "ultimato" do Presidente ao governo. Pelas mesmas, comprova-se que o país tem sido um autêntico laboratório de experiências sociais onde as cobaias são sempre as mesmas. Várias vezes nos temos referido ao muito pensar e pouco executar dos nossos responsáveis. Enquanto houver riqueza acumulada, anteriormente, e subsídios, pouco interesse tem havido em produzir ou semear para um futuro mais risonho para a população. Medidas avulsas e incoerentes, muitas. Disfarce mediático das incompetências soberbas tem ajudado a entreter o povo que caminha, alegremente, para uma situação deplorável. Não aguenta.
De regresso à Tribulandia
Eis-me de volta de umas pequenas férias longe da Tribulandia. Bom tempo, calor, mar, alegria e beleza retemperaram meu corpo e minha alma para um regresso ao convívio dos amigos da blogosfera. Regressei neste pequeno barco do sonho, solitário navegador de uma raça que parece desaparecida.
Encontro uma nova "quinta" na TV e um quintal que o presidente procura amanhar. Debaixo ainda do efeito das férias, tento integrar-me. Fiquem bem com Yemanjá.
Encontro uma nova "quinta" na TV e um quintal que o presidente procura amanhar. Debaixo ainda do efeito das férias, tento integrar-me. Fiquem bem com Yemanjá.
domingo, setembro 26, 2004
Férias na Tribulandia
Para meditação, retiramo-nos para alguns dias de férias no país irmão. Desejamos a todos os companheiros (as) da blogoesfera muitos e bons blogs. Voltaremos dentro de uma curta semana. Fiquem bem.
sábado, setembro 25, 2004
As marteladas cegas no património e no serviço público da Tribulandia
Público
Sinais de Desagregação
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
"1. Se o Estado abriu mão de um bem essencial, como é a energia pública, e a sua privatização representou mais dinheiro para os cofres públicos e tarifas mais caras para os consumidores;
Se o Estado abriu mão das telecomunicações fixas, colocadas, em situação de monopólio de facto, sob a alçada de uma empresa que presta o pior serviço telefónico e pratica os mais altos preços da Europa, fazendo do telefone um produto de luxo e aplicando as mais-valias na construção paulatina de um império mediático que começa a ameaçar a efectiva liberdade de imprensa;
Se o Estado se prepara igualmente para abrir mão das águas, entregando à gestão privada aquele que é o mais essencial dos serviços públicos;
Se o Estado se prepara igualmente para vender a TAP, que tão imprescindíveis serviços presta ao país e para cuja sobrevivência foi exigido um esforço sem precedentes aos contribuintes;
Se o Estado desistiu de administrar justiça, delegando as suas funções nos poderes corporativos judiciais, nada podendo contra o facto de haver quem espere dez ou vinte anos por uma sentença;
Se o Estado vai desistindo de administrar os próprios hospitais públicos, pagando fortunas a quem o faça em seu nome e sem resultados consensualmente melhores;
Se o Estado é incapaz de cobrar impostos a quem os não paga, compensando a sua inépcia com a agravação constante dos impostos dos que pagam;
Se o Estado é incapaz de cobrar os seus próprios créditos, preferindo vendê-los, com substancial desconto, a quem o faça;
Se o Estado é incapaz de modernizar e tornar funcionais os seus serviços administrativos, em cuja manutenção gasta 60 por cento da colecta fiscal;
Se, apesar disso, o Estado não valoriza os que o servem, preferindo o mau funcionalismo mal pago do que o bom funcionalismo bem pago;
Se o Estado não é capaz de exigir responsabilidades aos seus gestores públicos, que enriquecem com ordenados e pensões de luxo, enquanto as empresas definham;
Se o Estado não é capaz de garantir que os doentes sejam operados nos hospitais públicos quando necessitam e não quando há oportunidade;
Se, apesar disso, o Estado, representado pelo actual Governo, se propõe cobrar os serviços de saúde que presta, segundo um critério em que penalizará quem paga impostos e aliviará quem foge a eles;
Se o Estado não consegue garantir o ensino público a tempo e horas, porque, apesar de também ter delegado em empresas privadas a função de colocar os professores nas escolas, acaba a fazer as colocações "à mão", com funcionários recrutados "ad hoc";
Se, apesar de todos os avisos e de um ano inteiro de preparação, numa só semana de calor, o Estado é impotente para evitar que arda mais área do que no ano anterior, dando publicamente um espectáculo de total impotência, descontrolo e irresponsabilização em cadeia;
Se o Estado não consegue impedir que o património natural do país seja continuamente saqueado pelo conúbio de interesses entre construtores e autarcas, comendadores e financiadores dos partidos;
E se, apesar de tudo isto, o Estado gasta todos os anos 55 por cento da riqueza produzida no país, chegou a altura de colocarmos a pergunta óbvia: para que serve o Estado? Para que pagamos impostos? Para que elegemos um chefe de Estado? Para que votamos em eleições?
Se não querem mais o Estado, digam-no, escrevam-no, decretem-no. Terminem com as obrigações do Estado e com as obrigações para com o Estado. Vamos experimentar ser uma nação sem Estado. Com corporações e partidos. Logo se verá o que resta."
Muito bem Miguel de Sousa Tavares. Não resisto a publicar na íntegra esta sua parte do artigo. Pões o dedo nas feridas profundas deste país que se atola e desfaz do património comum. Em nome de que santa? A bem de quem? Do povo não será certamente.
Sinais de Desagregação
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
"1. Se o Estado abriu mão de um bem essencial, como é a energia pública, e a sua privatização representou mais dinheiro para os cofres públicos e tarifas mais caras para os consumidores;
Se o Estado abriu mão das telecomunicações fixas, colocadas, em situação de monopólio de facto, sob a alçada de uma empresa que presta o pior serviço telefónico e pratica os mais altos preços da Europa, fazendo do telefone um produto de luxo e aplicando as mais-valias na construção paulatina de um império mediático que começa a ameaçar a efectiva liberdade de imprensa;
Se o Estado se prepara igualmente para abrir mão das águas, entregando à gestão privada aquele que é o mais essencial dos serviços públicos;
Se o Estado se prepara igualmente para vender a TAP, que tão imprescindíveis serviços presta ao país e para cuja sobrevivência foi exigido um esforço sem precedentes aos contribuintes;
Se o Estado desistiu de administrar justiça, delegando as suas funções nos poderes corporativos judiciais, nada podendo contra o facto de haver quem espere dez ou vinte anos por uma sentença;
Se o Estado vai desistindo de administrar os próprios hospitais públicos, pagando fortunas a quem o faça em seu nome e sem resultados consensualmente melhores;
Se o Estado é incapaz de cobrar impostos a quem os não paga, compensando a sua inépcia com a agravação constante dos impostos dos que pagam;
Se o Estado é incapaz de cobrar os seus próprios créditos, preferindo vendê-los, com substancial desconto, a quem o faça;
Se o Estado é incapaz de modernizar e tornar funcionais os seus serviços administrativos, em cuja manutenção gasta 60 por cento da colecta fiscal;
Se, apesar disso, o Estado não valoriza os que o servem, preferindo o mau funcionalismo mal pago do que o bom funcionalismo bem pago;
Se o Estado não é capaz de exigir responsabilidades aos seus gestores públicos, que enriquecem com ordenados e pensões de luxo, enquanto as empresas definham;
Se o Estado não é capaz de garantir que os doentes sejam operados nos hospitais públicos quando necessitam e não quando há oportunidade;
Se, apesar disso, o Estado, representado pelo actual Governo, se propõe cobrar os serviços de saúde que presta, segundo um critério em que penalizará quem paga impostos e aliviará quem foge a eles;
Se o Estado não consegue garantir o ensino público a tempo e horas, porque, apesar de também ter delegado em empresas privadas a função de colocar os professores nas escolas, acaba a fazer as colocações "à mão", com funcionários recrutados "ad hoc";
Se, apesar de todos os avisos e de um ano inteiro de preparação, numa só semana de calor, o Estado é impotente para evitar que arda mais área do que no ano anterior, dando publicamente um espectáculo de total impotência, descontrolo e irresponsabilização em cadeia;
Se o Estado não consegue impedir que o património natural do país seja continuamente saqueado pelo conúbio de interesses entre construtores e autarcas, comendadores e financiadores dos partidos;
E se, apesar de tudo isto, o Estado gasta todos os anos 55 por cento da riqueza produzida no país, chegou a altura de colocarmos a pergunta óbvia: para que serve o Estado? Para que pagamos impostos? Para que elegemos um chefe de Estado? Para que votamos em eleições?
Se não querem mais o Estado, digam-no, escrevam-no, decretem-no. Terminem com as obrigações do Estado e com as obrigações para com o Estado. Vamos experimentar ser uma nação sem Estado. Com corporações e partidos. Logo se verá o que resta."
Muito bem Miguel de Sousa Tavares. Não resisto a publicar na íntegra esta sua parte do artigo. Pões o dedo nas feridas profundas deste país que se atola e desfaz do património comum. Em nome de que santa? A bem de quem? Do povo não será certamente.
A cultura dos engravatados e dos bobos da corte
Público
A Casa Sem Música
Por AMÍLCAR CORREIA
"A cidade do Porto é hoje liderada por um grupo de pessoas que nutre pela cultura um desprezo que mistura tanto de arrogância como de ignorância. Sabia-se desde o início do mandato de Rui Rio que este era um executivo mais preocupado com as festas populares organizadas pela Rádio Festival - o primeiro evento cultural da cidade no qual participou o então ministro Pedro Roseta -, do que em dar sequência à programação cultural de espaços como o do teatro municipal Rivoli. As guerras entre o presidente do município e o vereador da Cultura, Marcelo Mendes Pinto, que liderava o PP quando foram elaboradas as listas para as últimas eleições autárquicas, cedo se impuseram ao interesse público de uma programação cultural exigente e em conformidade com o trabalho precedente. Na prática, a incompatibilidade entre os dois autarcas esvaziou financeiramente o pelouro da Cultura, a empresa municipal Culturporto e fez de Rui Rio o verdadeiro vereador daquela área. O Porto acabou assim reduzido a um pobreza franciscana no domínio da cultura, com exposições de dinossauros, alguns coretos, outros tantos ranchos folclóricos e o Porto Sound, essa manifestação de gosto médio, como dizia o ex-vereador da Cultura. Restava, pois, a Casa da Música."
Concordamos com a apreciação feita mas também convém não esquecer que a "pobreza cultural" já vinha do anterior executivo (2º mandato) e que o remédio não está no cimento nem nos pianistas construtores ou noutros artistas a soldo do poder. Há que revitalizar a cidade no seu todo e não circunscrever a cultura a meia dúzia de engravatados que utilizam uma linguagem pseudo-cultural mas só aparecem nos acontecimentos que contam com a presença dos poderosos. Muitos nunca os vimos interessados na cultura da cidade, a não ser a partir do momento em que se sentaram nos poleiros.
A Casa Sem Música
Por AMÍLCAR CORREIA
"A cidade do Porto é hoje liderada por um grupo de pessoas que nutre pela cultura um desprezo que mistura tanto de arrogância como de ignorância. Sabia-se desde o início do mandato de Rui Rio que este era um executivo mais preocupado com as festas populares organizadas pela Rádio Festival - o primeiro evento cultural da cidade no qual participou o então ministro Pedro Roseta -, do que em dar sequência à programação cultural de espaços como o do teatro municipal Rivoli. As guerras entre o presidente do município e o vereador da Cultura, Marcelo Mendes Pinto, que liderava o PP quando foram elaboradas as listas para as últimas eleições autárquicas, cedo se impuseram ao interesse público de uma programação cultural exigente e em conformidade com o trabalho precedente. Na prática, a incompatibilidade entre os dois autarcas esvaziou financeiramente o pelouro da Cultura, a empresa municipal Culturporto e fez de Rui Rio o verdadeiro vereador daquela área. O Porto acabou assim reduzido a um pobreza franciscana no domínio da cultura, com exposições de dinossauros, alguns coretos, outros tantos ranchos folclóricos e o Porto Sound, essa manifestação de gosto médio, como dizia o ex-vereador da Cultura. Restava, pois, a Casa da Música."
Concordamos com a apreciação feita mas também convém não esquecer que a "pobreza cultural" já vinha do anterior executivo (2º mandato) e que o remédio não está no cimento nem nos pianistas construtores ou noutros artistas a soldo do poder. Há que revitalizar a cidade no seu todo e não circunscrever a cultura a meia dúzia de engravatados que utilizam uma linguagem pseudo-cultural mas só aparecem nos acontecimentos que contam com a presença dos poderosos. Muitos nunca os vimos interessados na cultura da cidade, a não ser a partir do momento em que se sentaram nos poleiros.
sexta-feira, setembro 24, 2004
Para exorcizar o espírito maligno das listas
Grande feiticeiro Xantó chega à Tribulandia para combater maldição das listas de professores
Reapareceu o EXACTO
A Tribulandia saúda com muita satisfação o reaparecimento do blog Exacto, companheiro das primeiras horas e posts deste blog, cujo conteúdo enriquece esta blogosfera de liberdade.
Uma unanimidade que não alegra ninguém
Este país tem-se tornado tão decadente em tantas áreas que já poucos cidadãos conscientes se atrevem a defender os seus, anteriormente, idolatrados políticos de poleiro. Começa a existir uma unanimidade dos mais variados quadrantes ideológicos na apreciação negativa de muitos aspectos da vida social. E fatalmente, todos se sentem perdedores. Alguns idiotas ainda se socorrem do chavão fascista ou saudosista do passado e outros dizem que só os cegos não vêm o paraíso onde estão. Paraíso feito de negociatas e dinheiro fácil, muitas vezes. Basta ser, minimamente, consciente para não ver tal paraíso. Claro que a máquina de produzir idiotas não para. Veremos até onde vai o seu sucesso.
Um que só vê cifrões na Saúde da Tribulandia
JN
Governo já está a trabalhar nas novas taxas moderadoras
"O ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, insistiu, ontem, que o Governo vai avançar mesmo - e possivelmente ainda este ano - com a ideia de taxas moderadoras diferenciadas. "Estamos a trabalhar na operacionalização" do "princípio geral enunciado pelo primeiro-ministro" nas jornadas parlamentares do PSD de há uma semana, explicou o governante, que se juntou,ontem, em Matosinhos, à comitiva do presidente da República, envolvido esta semana numa jornada de visitas e debates na área da Saúde."
(...)
"À chegada ao Hospital de Pedro Hispano, dirigentes e activistas da CGTP esperavam, porém, o presidente da República e o ministro. "A Saúde é um direito e não um negócio", proclamavam numa pancarta que elevaram à passagem da comitiva, evocando o princípio constitucional da saúde tendencialmente gratuita (artigo 64.º). "Mais taxas???!!!", lia-se."
O Presidente da República fala e o ministro faz de conta que não ouve. Falta de respeito? Sobranceria? Estamos na república das bananas? Negociantes na saúde é o que dá, até ao dia que ele também seja considerado uma mercadoria em saldo.
Governo já está a trabalhar nas novas taxas moderadoras
"O ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, insistiu, ontem, que o Governo vai avançar mesmo - e possivelmente ainda este ano - com a ideia de taxas moderadoras diferenciadas. "Estamos a trabalhar na operacionalização" do "princípio geral enunciado pelo primeiro-ministro" nas jornadas parlamentares do PSD de há uma semana, explicou o governante, que se juntou,ontem, em Matosinhos, à comitiva do presidente da República, envolvido esta semana numa jornada de visitas e debates na área da Saúde."
(...)
"À chegada ao Hospital de Pedro Hispano, dirigentes e activistas da CGTP esperavam, porém, o presidente da República e o ministro. "A Saúde é um direito e não um negócio", proclamavam numa pancarta que elevaram à passagem da comitiva, evocando o princípio constitucional da saúde tendencialmente gratuita (artigo 64.º). "Mais taxas???!!!", lia-se."
O Presidente da República fala e o ministro faz de conta que não ouve. Falta de respeito? Sobranceria? Estamos na república das bananas? Negociantes na saúde é o que dá, até ao dia que ele também seja considerado uma mercadoria em saldo.
O bode expiatório da vergonha nacional
JN
Penalistas afastam 'soro da verdade'
"José Maria Martins diz que Bibi aceita ser sujeito a drogas, para contar tudo o que sabe sobre a pedofilia
Autorização do "soro da verdade", que o advogado José Maria Martins pretende que seja ministrado ao seu cliente, Bibi, durante o julgamento da Casa Pia, não deverá ser permitida pelo colectivo de juízes que irá apreciar o processo.
Diversos penalistas ouvidos pelo JN quanto à utilização, em abstracto, de tal meio de prova, não têm dúvidas de que é ilegal. Costa Andrade, autor de diversas obras sobre os meios de prova considerados proibidos, diz mesmo que, "no plano dos princípios", não tem dúvidas de que "é proibido."
O que não foi proíbido foi o uso do "soro" da mentira que foi montado para ilibar os responsáveis por esta vergonhosa doença social. Ficarão assim convictos de que nada fizeram de mal e sem qualquer tratamento psíquico, no mínimo. Continuarão a vogar nos seus círculos de podridão, mediáticos como sempre.
Penalistas afastam 'soro da verdade'
"José Maria Martins diz que Bibi aceita ser sujeito a drogas, para contar tudo o que sabe sobre a pedofilia
Autorização do "soro da verdade", que o advogado José Maria Martins pretende que seja ministrado ao seu cliente, Bibi, durante o julgamento da Casa Pia, não deverá ser permitida pelo colectivo de juízes que irá apreciar o processo.
Diversos penalistas ouvidos pelo JN quanto à utilização, em abstracto, de tal meio de prova, não têm dúvidas de que é ilegal. Costa Andrade, autor de diversas obras sobre os meios de prova considerados proibidos, diz mesmo que, "no plano dos princípios", não tem dúvidas de que "é proibido."
O que não foi proíbido foi o uso do "soro" da mentira que foi montado para ilibar os responsáveis por esta vergonhosa doença social. Ficarão assim convictos de que nada fizeram de mal e sem qualquer tratamento psíquico, no mínimo. Continuarão a vogar nos seus círculos de podridão, mediáticos como sempre.
Algo de novo vai perdurar na Tribulandia
Público
Últimos discursos virados para o interior do partido
Candidatos à liderança do PS encerram campanha
"Num encontro com cerca de 300 militantes, no Hotel Altis, em Lisboa, Manuel Alegre reafirmou que o movimento gerado em torno da sua candidatuta vai continuar organizado, independentemente dos resultados das eleições para secretário-geral.
"Trouxemos uma dinâmica nova que veio para ficar, que não vai parar sejam quais forem os resultados deste acto eleitoral", garantiu o último dos candidatos a entrar na corrida à liderança. "Saberemos assumir as nossas responsabilidades perante os socialistas e os portugueses, mas não abdicaremos das nossas ideias, não abdicaremos do movimento de esperança que nasceu à volta desta candidatura", sublinhou."
No mínimo, agitar as águas turvas da política foi um acto de coragem. Muitos e muitos portugueses anseiam manter a esperança em ideias e actos mais dignos e mais coerentes. Vote-se ou não em Manuel Alegre ficará o respeito por quem defende ideais.
Últimos discursos virados para o interior do partido
Candidatos à liderança do PS encerram campanha
"Num encontro com cerca de 300 militantes, no Hotel Altis, em Lisboa, Manuel Alegre reafirmou que o movimento gerado em torno da sua candidatuta vai continuar organizado, independentemente dos resultados das eleições para secretário-geral.
"Trouxemos uma dinâmica nova que veio para ficar, que não vai parar sejam quais forem os resultados deste acto eleitoral", garantiu o último dos candidatos a entrar na corrida à liderança. "Saberemos assumir as nossas responsabilidades perante os socialistas e os portugueses, mas não abdicaremos das nossas ideias, não abdicaremos do movimento de esperança que nasceu à volta desta candidatura", sublinhou."
No mínimo, agitar as águas turvas da política foi um acto de coragem. Muitos e muitos portugueses anseiam manter a esperança em ideias e actos mais dignos e mais coerentes. Vote-se ou não em Manuel Alegre ficará o respeito por quem defende ideais.
Divagando numa noite de verão na Tribulandia
Dia de calor. Noite tropical. Cavaqueira amena numa esplanada de café. Pouca vontade de ceder aos imperativos do dia a dia. Necessidade da tranquilidade duma praia das Caraíbas onde a noite conserva os encantos da Medusa. A imaginação passa por essas palmeiras, por essas águas claras e amenas. Até bem tarde,há sempre companhia para um mojito e para a última gargalhada a caminho da madrugada. A abundância não mora lá mas mora a alegria de viver. Uma alegria que não se afunda num pessimismo materialista. Merecem melhor? Certamente que sim. Mas sem perder a alegria nem a chama que ilumina os seus olhares. Divagando, entro no carro, ponho música e deixo-me levar pelo encanto longínquo.
Onde a tristeza supera a revolta
Público
Joana terá sido morta na noite do desaparecimento
Portimão: PJ confirma morte de criança desaparecida (actualização)
"A Polícia Judiciária diz que a menina desaparecida há onze dias numa aldeia de Portimão foi morta, apesar de o seu corpo ainda não ter sido encontrado. Os indícios recolhidos indicam que o crime terá ocorrido na própria noite em que foi reportado o seu desaparecimento.
A informação foi adiantada pelo sub-director da PJ de Faro, João Neto, acrescentando que tudo leva a crer "que se tratou de um crime violento e provocado por motivos fúteis, relacionados com questões de apropriação de pequenas importâncias em dinheiro que a vítima possuía"."
A tristeza supera o sentimento de revolta. Duas desgraças: a morte trágica da pobre criança e o cérebro enlouquecido do seu algoz porque nos parece impossível que alguém, no seu perfeito, juízo cometa tal acto. Que se averigue a verdade para saber da lucidez possível de quem perdeu a noção das realidades. Que a sociedade pense um pouco se está criando monstros e que medidas deve tomar para os tratar e evitar tão horrendo desmandos.
Joana terá sido morta na noite do desaparecimento
Portimão: PJ confirma morte de criança desaparecida (actualização)
"A Polícia Judiciária diz que a menina desaparecida há onze dias numa aldeia de Portimão foi morta, apesar de o seu corpo ainda não ter sido encontrado. Os indícios recolhidos indicam que o crime terá ocorrido na própria noite em que foi reportado o seu desaparecimento.
A informação foi adiantada pelo sub-director da PJ de Faro, João Neto, acrescentando que tudo leva a crer "que se tratou de um crime violento e provocado por motivos fúteis, relacionados com questões de apropriação de pequenas importâncias em dinheiro que a vítima possuía"."
A tristeza supera o sentimento de revolta. Duas desgraças: a morte trágica da pobre criança e o cérebro enlouquecido do seu algoz porque nos parece impossível que alguém, no seu perfeito, juízo cometa tal acto. Que se averigue a verdade para saber da lucidez possível de quem perdeu a noção das realidades. Que a sociedade pense um pouco se está criando monstros e que medidas deve tomar para os tratar e evitar tão horrendo desmandos.
quinta-feira, setembro 23, 2004
A hipocrisia na Tribulandia
Público
O Diário Secreto de Paulo Portas com a Idade de 42 Anos
"24 de Agosto - Ainda bem que também sou ministro do Mar. Não é por acaso que o nosso hino, infelizmente tão esquecido, começa com as palavras: "Heróis do mar...", nem que a nação valente é tão católica. Tenho portanto aliados. Aqui, num dia, pode-se fazer um aborto, e, no seguinte, ser-se absolvido pelo pároco mais próximo."
Infelizmente, a hipocrisia espalha-se na Tribulandia e com o desenrolar do tempo torna-se, por omissão, aceitável. Os males continuam mas a falsa sensação de estar de bem com o mundo, esbatem os princípios e a moral.
O Diário Secreto de Paulo Portas com a Idade de 42 Anos
"24 de Agosto - Ainda bem que também sou ministro do Mar. Não é por acaso que o nosso hino, infelizmente tão esquecido, começa com as palavras: "Heróis do mar...", nem que a nação valente é tão católica. Tenho portanto aliados. Aqui, num dia, pode-se fazer um aborto, e, no seguinte, ser-se absolvido pelo pároco mais próximo."
Infelizmente, a hipocrisia espalha-se na Tribulandia e com o desenrolar do tempo torna-se, por omissão, aceitável. Os males continuam mas a falsa sensação de estar de bem com o mundo, esbatem os princípios e a moral.
Algo tem que mudar na Tribulandia
Público
Da Alemanha à Campanha no PS
Terminada a fase de debate na campanha à liderança do PS, dois pontos merecem ser destacados.
Primeiro, a forma aberta, plural e competitiva que a corrida eleitoral assumiu, quebrando o unanimismo que caracterizava o PS desde o embate, no início dos anos 90, entre Sampaio e Guterres. Só por si isso é muito positivo, até por contraste com o que se passa nos outros partidos, com destaque para um PSD que já foi exactamente o inverso do partido amorfo que é hoje.
(...)
A este respeito vale a pena meditar um pouco no que se está a passar na Alemanha com o partido-irmão do PS, o SPD do chanceler Schroeder. Na passada segunda-feira, o PÚBLICO editou um conjunto de artigos sobre a forma como os grandes partidos alemães (mas mais o SPD) estão a descolar do seu eleitorado. Pior: como perdem votos para partidos extremistas, de direita ou de esquerda.
O comodismo e a concordância morna no pântano político não levam a nenhum lado. Ou antes, acabam por trazer consequências graves para o funcionamento da sociedade. Aparecendo a desilusão e o abatimento colectivo, abrem-se as portas para os indesejáveis extremismos.
Da Alemanha à Campanha no PS
Terminada a fase de debate na campanha à liderança do PS, dois pontos merecem ser destacados.
Primeiro, a forma aberta, plural e competitiva que a corrida eleitoral assumiu, quebrando o unanimismo que caracterizava o PS desde o embate, no início dos anos 90, entre Sampaio e Guterres. Só por si isso é muito positivo, até por contraste com o que se passa nos outros partidos, com destaque para um PSD que já foi exactamente o inverso do partido amorfo que é hoje.
(...)
A este respeito vale a pena meditar um pouco no que se está a passar na Alemanha com o partido-irmão do PS, o SPD do chanceler Schroeder. Na passada segunda-feira, o PÚBLICO editou um conjunto de artigos sobre a forma como os grandes partidos alemães (mas mais o SPD) estão a descolar do seu eleitorado. Pior: como perdem votos para partidos extremistas, de direita ou de esquerda.
O comodismo e a concordância morna no pântano político não levam a nenhum lado. Ou antes, acabam por trazer consequências graves para o funcionamento da sociedade. Aparecendo a desilusão e o abatimento colectivo, abrem-se as portas para os indesejáveis extremismos.
quarta-feira, setembro 22, 2004
O descalabro das regras da Tribulandia
Público
Que Miséria!
Por JOAQUIM FIDALGO
CRER PARA VER
"O engenheiro Mira Amaral diz-se cansado das lides político-partidárias e tem toda a razão, coitado, aquilo é coisa de muita canseira, de muito desgaste - e de poucas, oh! tão poucas compensações. Uma pessoa entrega-se de alma e coração, passa uma vida a servir o bem público, deixa para trás carreiras profissionais e projectos de enorme futuro, dá-se, literalmente dá-se, ao país, e no fim o que é que recebe? Nada. Quase nada. Umas palavrinhas de circunstância, um louvor no "Diário da República", pouco mais. Uma pessoa gasta os seus melhores e mais produtivos anos metida em cargos exigidos pela "vida político-partidária" e no fim sai de lá como? Sem nada. Quase com uma mão à frente e outra atrás. É naturalíssimo que uma pessoa se canse..."
Esta situação denota bem o descalabro em que se tem vivido. Regras para uns e regras para outros. Certamente, já nem usam cinto para apertar. Os outros que apertem o cinto, deles. Simplesmente, ridículo.
Que Miséria!
Por JOAQUIM FIDALGO
CRER PARA VER
"O engenheiro Mira Amaral diz-se cansado das lides político-partidárias e tem toda a razão, coitado, aquilo é coisa de muita canseira, de muito desgaste - e de poucas, oh! tão poucas compensações. Uma pessoa entrega-se de alma e coração, passa uma vida a servir o bem público, deixa para trás carreiras profissionais e projectos de enorme futuro, dá-se, literalmente dá-se, ao país, e no fim o que é que recebe? Nada. Quase nada. Umas palavrinhas de circunstância, um louvor no "Diário da República", pouco mais. Uma pessoa gasta os seus melhores e mais produtivos anos metida em cargos exigidos pela "vida político-partidária" e no fim sai de lá como? Sem nada. Quase com uma mão à frente e outra atrás. É naturalíssimo que uma pessoa se canse..."
Esta situação denota bem o descalabro em que se tem vivido. Regras para uns e regras para outros. Certamente, já nem usam cinto para apertar. Os outros que apertem o cinto, deles. Simplesmente, ridículo.
A luz no fundo do buraco da Tribulandia
Em entrevista à 2 sobre a sua candidatura a secretário-geral do PS, Manuel Alegre responde tranquilamente às perguntas dos jornalistas. Sensatamente, na linha de ideais que sempre defendeu. Mais uma vez, é confrontado com o facto de ser poeta e escritor. Parece que para ser político há que ser, no mínimo, ignorante ou insensível. Depois vem o famoso défice das Finanças (quantos alunos do Professor Salazar!). Vai manter ou não as contas certas mesmo que o resto corra mal como tem vindo acontecer? Grande objectivo dos grandes homens da História! Finalmente, entre outras coisas, a pergunta se é candidadto a Primeiro. Manuel Alegre lembra os princípios parlamentares da Constituição e desvia-se da fulanização existente. Irá perder? Que interessa, se já acendeu o facho da esperança de grande parte da população quanto à possibilidade de haver diferentes políticos na cena nacional? A esperança é a última a morrer.
Os cidadãos interessados no futuro deste pequeno país, que muitos querem vender a retalho, agradecem ao poeta.
Os cidadãos interessados no futuro deste pequeno país, que muitos querem vender a retalho, agradecem ao poeta.
Verdades absolutas da Tribulandia
Na opinião de muito "cristão", sábio e entendido, nas coisas da vida, o homem tem que nascer. Depois, já pode morrer de fome ou doença ou definhar a alma sem educação.
A alegria na Justiça
JN
Julgamento da Casa Pia só começa em Novembro
Reparem na cara sorridente de todos os advogados de defesa. É só clicar no link...
Julgamento da Casa Pia só começa em Novembro
Reparem na cara sorridente de todos os advogados de defesa. É só clicar no link...
A falta de educação na Tribulandia
JN
Comportamentos censuráveis
civismo Algumas regras essenciais pouco observadas
"Seguia Maria na sua marcha pela auto-estrada Porto-Lisboa quando, de repente, um condutor se abespinhou com a ultrapassagem. Este acelerou e colocou-se novamente na dianteira, abrandando subitamente a marcha. Nisto, um automóvel aparentemente comum destacou-se, acelerou, accionou uma sirene policial. Acabou o "picanço". O condutor cedeu à autoridade que se transportava no interior do carro descaracterizado da GNR e encostou. Maria sentiu-se vingada.
O episódio é tão verdadeiro que nem necessitaria de um testemunho. Todos os dias, a despeito da censura expressa do Código da Estrada, são frequentes os "picanços."
Picanços? Falta de educação, de civismo e egoísmo besta. Mas não é o que se anda a ensinar: que o mundo é dos espertos e dos fortes? Eu não diria vingada , diria aliviada. Mas nem sempre os agentes da autoridade andam a ver esses primatas engravatados.
Comportamentos censuráveis
civismo Algumas regras essenciais pouco observadas
"Seguia Maria na sua marcha pela auto-estrada Porto-Lisboa quando, de repente, um condutor se abespinhou com a ultrapassagem. Este acelerou e colocou-se novamente na dianteira, abrandando subitamente a marcha. Nisto, um automóvel aparentemente comum destacou-se, acelerou, accionou uma sirene policial. Acabou o "picanço". O condutor cedeu à autoridade que se transportava no interior do carro descaracterizado da GNR e encostou. Maria sentiu-se vingada.
O episódio é tão verdadeiro que nem necessitaria de um testemunho. Todos os dias, a despeito da censura expressa do Código da Estrada, são frequentes os "picanços."
Picanços? Falta de educação, de civismo e egoísmo besta. Mas não é o que se anda a ensinar: que o mundo é dos espertos e dos fortes? Eu não diria vingada , diria aliviada. Mas nem sempre os agentes da autoridade andam a ver esses primatas engravatados.
Um atitude concreta do Presidente
JN
Jorge Sampaio não deixará passar taxas diferenciadas
Presidente da República diz para não contarem com ele para destruir o Serviço Nacional de Saúde Proposta de Santana Lopes criaria injustiça fiscal suplementar.
"O presidente da República declarou-se, ontem, indisponível para deixar passar um eventual diploma que estabeleça taxas moderadoras diferenciadas no acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Jorge Sampaio considera que, para além de "alterar a filosofia" do SNS, a diferenciação das taxas, "criaria uma injustiça fiscal suplementar"."
Muito bem Sr. Presidente. Mostre o seu carácter aos aprendizes de feiticeiro. Não foi eleito só para lamentar-se e dar por ela tarde que o estão a ultrapassar.
Jorge Sampaio não deixará passar taxas diferenciadas
Presidente da República diz para não contarem com ele para destruir o Serviço Nacional de Saúde Proposta de Santana Lopes criaria injustiça fiscal suplementar.
"O presidente da República declarou-se, ontem, indisponível para deixar passar um eventual diploma que estabeleça taxas moderadoras diferenciadas no acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Jorge Sampaio considera que, para além de "alterar a filosofia" do SNS, a diferenciação das taxas, "criaria uma injustiça fiscal suplementar"."
Muito bem Sr. Presidente. Mostre o seu carácter aos aprendizes de feiticeiro. Não foi eleito só para lamentar-se e dar por ela tarde que o estão a ultrapassar.
terça-feira, setembro 21, 2004
Dar música aos contribuintes da Tribulandia
Público
Administradores da Porto 2001/Casa da Música Podem Ser Investigados por Suspeita de Gestão Danosa
Por ANTÓNIO ARNALDO MESQUITA E INÊS NADAIS, com A.A.S.
"Os administradores da Porto2001/Casa da Música, entre Dezembro de 1998 e Setembro de 2003, poderão vir a ser investigados por gestão danosa pelo Ministério Público (MP), na sequência do resultado da auditoria recentemente divulgada pelo Tribunal de Contas (TC).
Os visados no inquérito são os membros das equipas dirigidas por Artur Santos Silva, Teresa Lago e Rui Amaral, já que Manuel Alves Monteiro assumiu a presidência da Sociedade Casa da Música apenas em Julho do ano passado, e a sua acção praticamente não aparece citada pelo TC. Recorde-se que a referida auditoria tece duras críticas à forma como os projectos foram dirigidos e às derrapagens financeiras de alguns dos principais empreendimentos (ver caixa)."
(...)
"O relatório que o TC divulgou a 20 de Julho é particularmente severo no que diz respeito ao desempenho da Sociedade Porto 2001/Casa da Música nos capítulos da execução física e financeira, sublinhando o tom geral de derrapagem orçamental e de incumprimento dos prazos que caracterizou as intervenções promovidas pela Capital Europeia da Cultura.
Os auditores do TC consideraram que o projecto Porto 2001 foi "insuficientemente planeado e orçamentado", tendo resvalado dos 182,3 milhões de euros inicialmente orçamentados para um total de 300,9 milhões, em parte devido à Casa da Música."
Isto é que tem sido um eterno desconcerto. Mas que grandes "músicos" tem a Tribulandia. Alguns até dariam para construtores civis. Ainda nos lembramos dos capacetes culturais dos placards. Ou deveriam ser barretes?
Administradores da Porto 2001/Casa da Música Podem Ser Investigados por Suspeita de Gestão Danosa
Por ANTÓNIO ARNALDO MESQUITA E INÊS NADAIS, com A.A.S.
"Os administradores da Porto2001/Casa da Música, entre Dezembro de 1998 e Setembro de 2003, poderão vir a ser investigados por gestão danosa pelo Ministério Público (MP), na sequência do resultado da auditoria recentemente divulgada pelo Tribunal de Contas (TC).
Os visados no inquérito são os membros das equipas dirigidas por Artur Santos Silva, Teresa Lago e Rui Amaral, já que Manuel Alves Monteiro assumiu a presidência da Sociedade Casa da Música apenas em Julho do ano passado, e a sua acção praticamente não aparece citada pelo TC. Recorde-se que a referida auditoria tece duras críticas à forma como os projectos foram dirigidos e às derrapagens financeiras de alguns dos principais empreendimentos (ver caixa)."
(...)
"O relatório que o TC divulgou a 20 de Julho é particularmente severo no que diz respeito ao desempenho da Sociedade Porto 2001/Casa da Música nos capítulos da execução física e financeira, sublinhando o tom geral de derrapagem orçamental e de incumprimento dos prazos que caracterizou as intervenções promovidas pela Capital Europeia da Cultura.
Os auditores do TC consideraram que o projecto Porto 2001 foi "insuficientemente planeado e orçamentado", tendo resvalado dos 182,3 milhões de euros inicialmente orçamentados para um total de 300,9 milhões, em parte devido à Casa da Música."
Isto é que tem sido um eterno desconcerto. Mas que grandes "músicos" tem a Tribulandia. Alguns até dariam para construtores civis. Ainda nos lembramos dos capacetes culturais dos placards. Ou deveriam ser barretes?
Justiça fiscal na Tribulandia
Sic Notícias. Comentam um representante de "Esquerda" e um representante de "Direita".
Questão: Eliminação dos benefícios fiscais das poupanças reforma e das poupanças habitação. Discute-se o ataque e os prejuízos à classe média. O representante de "Direita" e do governo, afirma a determinada altura que quem será prejudicado serão os muito ricos e que os escalões de IRS serão alargados. Desato à risada. Já estou a ver os muito ricos preocupados com a sua poupança reforma e a verem os seus ricos tostões a desaparecerem. Haja dó!
Questão: Eliminação dos benefícios fiscais das poupanças reforma e das poupanças habitação. Discute-se o ataque e os prejuízos à classe média. O representante de "Direita" e do governo, afirma a determinada altura que quem será prejudicado serão os muito ricos e que os escalões de IRS serão alargados. Desato à risada. Já estou a ver os muito ricos preocupados com a sua poupança reforma e a verem os seus ricos tostões a desaparecerem. Haja dó!
segunda-feira, setembro 20, 2004
A boa consciência pontual
Um Sinal, Entre Muitos
Por NUNO PACHECO
(...)
"Nada pode justificar que se ultraje os valores éticos e humanos", diziam, em uníssono, os líderes dos Quinze membros da União Europeia, quando em três singelos minutos de silêncio se curvaram em memória dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Um pouco por toda a Europa e também pelo mundo, pararam pessoas, veículos, empresas, escolas. Talvez Beslan tenha parado. Ou Chelas. A verdade é que havia um sentimento comum de repúdio pelo inominável."
Era bom é que se preocupassem todos os dias com as atrocidades que se cometem em todo o mundo contra crianças , mulheres e homens. Ou não sabem o número de crianças que morre por dia de fome ou de doença?
Por NUNO PACHECO
(...)
"Nada pode justificar que se ultraje os valores éticos e humanos", diziam, em uníssono, os líderes dos Quinze membros da União Europeia, quando em três singelos minutos de silêncio se curvaram em memória dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Um pouco por toda a Europa e também pelo mundo, pararam pessoas, veículos, empresas, escolas. Talvez Beslan tenha parado. Ou Chelas. A verdade é que havia um sentimento comum de repúdio pelo inominável."
Era bom é que se preocupassem todos os dias com as atrocidades que se cometem em todo o mundo contra crianças , mulheres e homens. Ou não sabem o número de crianças que morre por dia de fome ou de doença?
O dia em que os autarcas andam de bicicleta
Depois de amanhã
Dia Europeu Sem Carros: 51 autarquias portuguesas participam na iniciativa
"O Dia Europeu Sem Carros, que se comemora depois de amanhã, conta este ano com a participação de 51 municípios portugueses, onde se promoverá a substituição do automóvel particular pelo transporte público, bicicleta, patins ou deslocações a pé."
Um dia de bicicleta, todos os outros a estragar o ambiente. Mas como é para as fotografias...
Dia Europeu Sem Carros: 51 autarquias portuguesas participam na iniciativa
"O Dia Europeu Sem Carros, que se comemora depois de amanhã, conta este ano com a participação de 51 municípios portugueses, onde se promoverá a substituição do automóvel particular pelo transporte público, bicicleta, patins ou deslocações a pé."
Um dia de bicicleta, todos os outros a estragar o ambiente. Mas como é para as fotografias...
Usar e deitar fora na Tribulandia
Público
No norte do país
Sindicato da construção denuncia abandono de cinco mil trabalhadores imigrantes
"O sindicato dos trabalhadores da construção do norte estima que cinco mil imigrantes, principalmente do Leste europeu, foram dispensados pelos seus empregadores do sector da construção e de pedreiras do norte de Portugal e que se encontram em sérias dificuldades de sobrevivência.
Albano Ribeiro, presidente do sindicato, denuncia que os trabalhadores são "atirados fora como um guardanapo" depois de terminadas as obras, sem que lhes sejam pagas as devidas indemnizações.
Enquanto trabalham para as empresas portuguesas - todas elas de pequena dimensão, não passando, segundo Albano Ribeiro, de "engajadores de mão-de-obra" - estes trabalhadores recebem salários bastante inferiores ao previsto na lei."
Assim vão os direitos humanos e a hospitalidade na Tribulandia. Que andarão a fazer as autoridades responsáveis? A pregar humanismo? Mais uma vergonha...
No norte do país
Sindicato da construção denuncia abandono de cinco mil trabalhadores imigrantes
"O sindicato dos trabalhadores da construção do norte estima que cinco mil imigrantes, principalmente do Leste europeu, foram dispensados pelos seus empregadores do sector da construção e de pedreiras do norte de Portugal e que se encontram em sérias dificuldades de sobrevivência.
Albano Ribeiro, presidente do sindicato, denuncia que os trabalhadores são "atirados fora como um guardanapo" depois de terminadas as obras, sem que lhes sejam pagas as devidas indemnizações.
Enquanto trabalham para as empresas portuguesas - todas elas de pequena dimensão, não passando, segundo Albano Ribeiro, de "engajadores de mão-de-obra" - estes trabalhadores recebem salários bastante inferiores ao previsto na lei."
Assim vão os direitos humanos e a hospitalidade na Tribulandia. Que andarão a fazer as autoridades responsáveis? A pregar humanismo? Mais uma vergonha...
Os abusos de poder democráticos
Se a primeira fonte de abuso num sistema democrático vem dos autocratas eleitos, a segunda vem do próprio povo. James Madison explica nos Federalist Papers que " o perigo da opressão" numa democracia vem "da comunidade que forma a maioria". Tocqueville alertou para "a tirania da maioria", quando escrevia que a "a verdadeira essência de um governo democrático consiste na absoluta soberania da maioria". O problema acutilante e crucial para Madison e Tocqueville pode parecer menos importante no Ocidente, hoje em dia, onde os indivíduos benefiam de protecções diversas e as minorias de direitos específicos. Mas na maior parte dos países em vias de desenvolvimento, ao longo das últimas décadas, tem sido uma em que as maiorias - umas vezes, tranquilamente, outras vezes, de forma estridente - têm eliminado a separação de poderes, minando os direitos humanos e corrompendo tradiçõesa antigas de tolerância e equidade.
Fareed Zakaria - O Futuro da Liberdade
Fareed Zakaria - O Futuro da Liberdade
Como se passa o tempo na Tribulandia
Domingo à noite. Passo pelo café. Quase cheio, a maior parte das pessoas vendo futebol de cabeça levantada quanto baste. Poucos conversando ou lendo. A passar por outros cafés em funcionamento, a mesma cena: televisores retransmitindo futebol. Porque será que os sonhos e ambições se concentram naquele prazer passivo de vitórias ou derrotas alheias? Poderemos concluir que vivemos a época da monocultura desportiva de assento?
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