JN
Sampaio desvaloriza carta de Valentim Loureiro
Major acusou presidente de inacção no combate contra a violação do segredo de justiça
O presidente da República escusou-se hoje a comentar as afirmações de Valentim Loureiro a propósito do processo "Apito Dourado", por considerar que se falasse de casos concretos "a separação de poderes ficaria de rastos".
Instado pelos jornalistas, em Penedono (distrito de Viseu), a comentar as afirmações de Valentim Loureiro, Jorge Sampaio considerou que um chefe de Estado não se pode pronunciar "sobre casos particulares".
Será a separação do poder do futebol de outros poderes?
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
As formas modernas de estar
O Bill veio a Portugal para ajudar ao choque tecnológico porque para o choque dos impostos estão os tribus já bem preparados. Subservientemente, alinharam-se meia dúzia de ministros e abanaram as cabeças. Tudo muito altruísta e benéfico para a governação. A palavra recato e soberania volatizou-se. Nada como engolir o orgulho e posar ao lado dos vinténs graúdos.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
A melhor da semana
DN
Resposta a reclamações dos contribuintes reduzida a metade
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) quer reduzir para metade o tempo que demora a responder às reclamações dos contribuintes em 2006, apesar de em 2005 o tempo médio de resposta ter aumentado para os 14,7 meses (cerca de 14 meses e 21 dias).
Toca a bater palmas. Só esperarão sete meses e onze dias...
Resposta a reclamações dos contribuintes reduzida a metade
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) quer reduzir para metade o tempo que demora a responder às reclamações dos contribuintes em 2006, apesar de em 2005 o tempo médio de resposta ter aumentado para os 14,7 meses (cerca de 14 meses e 21 dias).
Toca a bater palmas. Só esperarão sete meses e onze dias...
O socialismo em liberdade
DN
O Hamas e o fisco...
Luís Delgado
Jornalista
A notícia é espantosa (Correio da Manhã de sábado), e a ser verdade, o nossdo país ameaça transformar-se numa central telefónica aberta, acessível a todos, e com os mais bizarros propósitos. Dizia a notícia que o fisco também vai passar a realizar escutas telefónicas aos contribuintes!
Claro que a nossa felicidade é trabalhar para sustentar as extravagâncias dos governantes. Enquanto não nos fazem para na rua e nos apalpam para justificarmos os euros que levamos na carteira é uma sorte...
O Hamas e o fisco...
Luís Delgado
Jornalista
A notícia é espantosa (Correio da Manhã de sábado), e a ser verdade, o nossdo país ameaça transformar-se numa central telefónica aberta, acessível a todos, e com os mais bizarros propósitos. Dizia a notícia que o fisco também vai passar a realizar escutas telefónicas aos contribuintes!
Claro que a nossa felicidade é trabalhar para sustentar as extravagâncias dos governantes. Enquanto não nos fazem para na rua e nos apalpam para justificarmos os euros que levamos na carteira é uma sorte...
O pontapé-bol no seu melhor
JN
Mourinho solidário com Co Adriaanse
“É preciso ser um grande treinador para jogar no sistema em que o FC Porto actuou" nos últimos jogos, afirmou o treinador do Chelsea
(...)
"Fico de boca aberta com as reacções e os comentários. Não consigo perceber", repetiu várias vezes o treinador do Chelsea, no dia em que recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, na Embaixada de Portugal em Londres.
(...)
O FC Porto apresentou hoje queixa junto das autoridades competentes depois de, na noite de domingo, alegados adeptos portistas terem provocado danos em "pessoas e bens do clube".
Após o empate em Vila do Conde, um conjunto de adeptos do líder da Liga portuguesa deslocou-se em várias viaturas ao Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia e intimidou diversos elementos da comitiva portista, entre os quais Co Adriaanse, que chegou a ser atacado quando abandonava as instalações no seu automóvel.
Nada como este ambiente de festa. Um ganhando recebe condecorações e o outro perdendo é atacado fisicamente. Biba o parolismo e o desportivismo, na boa.
Mourinho solidário com Co Adriaanse
“É preciso ser um grande treinador para jogar no sistema em que o FC Porto actuou" nos últimos jogos, afirmou o treinador do Chelsea
(...)
"Fico de boca aberta com as reacções e os comentários. Não consigo perceber", repetiu várias vezes o treinador do Chelsea, no dia em que recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, na Embaixada de Portugal em Londres.
(...)
O FC Porto apresentou hoje queixa junto das autoridades competentes depois de, na noite de domingo, alegados adeptos portistas terem provocado danos em "pessoas e bens do clube".
Após o empate em Vila do Conde, um conjunto de adeptos do líder da Liga portuguesa deslocou-se em várias viaturas ao Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia e intimidou diversos elementos da comitiva portista, entre os quais Co Adriaanse, que chegou a ser atacado quando abandonava as instalações no seu automóvel.
Nada como este ambiente de festa. Um ganhando recebe condecorações e o outro perdendo é atacado fisicamente. Biba o parolismo e o desportivismo, na boa.
O zapping televisivo
Durante o jantar, olhei para a televisão. No canal, dito público para eles, estava o Bitorino a debitar. Claro que fiz zapping, de imediato. Na 2 estava a dar um programa sobre uma morsa americana chamada Morfeus. Muito interessante e educativo. Pelo menos, os animais mesmo em cativeiro não nos desiludem e mostram simpatia.
terça-feira, janeiro 24, 2006
A estabilidade essencial à estagnação
A estabilidade na Tribulandia é tanta que a maioria do povo não sairá tão cedo da cepa torta.
As andanças de um povo
Finalmente os habitantes da Tribulandia encontraram a felicidade através da mudança para o Cavaquistão, terra das múmias paralíticas, da desmemória e junto do Alcácer-Quibir. Uma nova cruzada de indiferença se organiza para adormecer os pobres mouros (de trabalho). Um dos grandes sonhos desta ilustre grei é conseguir "leasings" de jeeps e Mercedes a 120 meses com os quais perseguirá o Santo Graal, bem montada. Tudo a bem da estabilidade.
Há males que vêm por bem
A grande alegria política dos últimos anos é que a vitória do Prof. Cavaco e Silva significa a saída de Jorge Sampaio e o "enterrar" de "Mon ami", sus muchachos e paliativos decorrentes do nem lá vou, nem faço minga.
Haja justiça
JN
Plano de acção para proteger os animais
A Comissão Europeia (CE) adoptou ontem um plano de acção para os próximos cinco anos que visa proteger o bem-estar dos animais, evitando sobretudo a sua utilização em experiências científicas.
O plano de acção 2006-2010 prevê a criação de normas mínimas de protecção do direito dos animais - estendida a várias espécies -, e a recompensa às indústrias que apliquem práticas de protecção superiores às exigidas.
É caso para perguntar quando criarão um plano de acção para proteger o homem de certas experiências políticas...
Plano de acção para proteger os animais
A Comissão Europeia (CE) adoptou ontem um plano de acção para os próximos cinco anos que visa proteger o bem-estar dos animais, evitando sobretudo a sua utilização em experiências científicas.
O plano de acção 2006-2010 prevê a criação de normas mínimas de protecção do direito dos animais - estendida a várias espécies -, e a recompensa às indústrias que apliquem práticas de protecção superiores às exigidas.
É caso para perguntar quando criarão um plano de acção para proteger o homem de certas experiências políticas...
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Os "involuntários" descuidos
JN
Polémica
Discurso de Alegre "interrompido involuntariamente"
Porta-voz do PS diz que Sócrates desconhecia que o candidato estava a falar
José Sócrates “interrompeu involuntariamente” o discurso de Manuel Alegre, quando reagiu aos resultados das eleições Presidenciais pouco depois do candidato iniciar a sua declaração à imprensa.
Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, garantiu que "não havia qualquer intenção de interromper as declarações de Manuel Alegre, que tínhamos toda a curiosidade e interesse em ouvir".
Ficamos cheios de pena por este azar de o barulho das canas não permitir escutar Manuel Alegre
Polémica
Discurso de Alegre "interrompido involuntariamente"
Porta-voz do PS diz que Sócrates desconhecia que o candidato estava a falar
José Sócrates “interrompeu involuntariamente” o discurso de Manuel Alegre, quando reagiu aos resultados das eleições Presidenciais pouco depois do candidato iniciar a sua declaração à imprensa.
Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, garantiu que "não havia qualquer intenção de interromper as declarações de Manuel Alegre, que tínhamos toda a curiosidade e interesse em ouvir".
Ficamos cheios de pena por este azar de o barulho das canas não permitir escutar Manuel Alegre
A grande farsa trágico-cómica
O pano caíu depois da grande representação. Uns fizeram-se compungidos, outros ressalvaram o desastre premeditado e muitos tiraram a máscara. No fundo, tudo estava preparadoo para o candidato de direita que se diz de esquerda ganhasse e fizesse companhia ao governo de direita que se diz de esquerda. Juntos, finalmente, como a figura invertida de uma carta de jogar, talvez um joker, encetarão o caminho final do enterro das ideologias que tão bem lhes sabe para desgraçarem muitos a favor de alguns. Os espectadores que ficaram em casa continuarão a senda da ignorância e os que levaram "o simpático" a votar, esperam alguma migalha dos restos do banquete. Desesperados, os pequenitos, lamentam talvez a derrota do poeta. Ou será que todos ganharam? Os sem emprego, os sem educação e os sem saúde têm pouco a festejar com as reformas de miséria. O declive aí está, imponente e sereno, à espera de novas consciências. Décadas, séculos ou eternidades para o aparecimento de uma sociedade mais justa nos esperam. No meio de tudo isto só a morte é democrática.
domingo, janeiro 08, 2006
Manuel Alegre - O homem e a esperança
Os cravos já foram parar às sarjetas da inutilidade e as bandeiras da esperança substituídas pelos panos pretos do desemprego e da miséria. A alegria constange-se no interior das latas de quatro rodas e na comunicação dos telemóveis. Uma juventude desorientada ilude-se no consumo fácil e descura a sua realização pessoal, incentivada pelas contínuas campanhas de egoísmo que lhes inculcam também sentimentos de insegurança e lhes apontam o caminho da solidão e do trabalho sem satisfação. Os velhos perdidos na sua inutilidade produtiva vão-se acabando no lento desenrolar dos dias sem diferença. A economia passou a ser apenas dos espertos e não dos empreendedores, afundando-se nas metodologias da ignorância e da submissão a interesses estrangeiros. O amor deu lugar ao egoísmo compartido e ao visual mediático das top stars. O sexo também é mercadoria e não poesia como canta uma brasileira. As instituições deixaram de obedecer a princípios e seguem o caminho dos interesses. A linha ténue da fronteira esbate-se e apenas falta rasgar a bandeira do sonho colectivo. A vitória das múmias parece já assegurada pelo establishment. No meio de tudo isto, apenas Manuel Alegre parece poder carregar as résteas do sonho de ser português. Tem defeitos? Claro que não é perfeito mas será a última luz que poderá evitar a cegueira total.
Um laxante político
DN
Louçã diz que avanço de Cavaco é um "tónico"
O candidato presidencial Francisco Louçã recusou ontem baixar os braços perante a vantagem que as sondagens dão a Cavaco Silva, dizendo que essa diferença constitui um "tónico" para a sua campanha. Um tónico que permite mesmo que a sua campanha "cresça e se revigore todos os dias".
Tem é sabor a óleo de rícino...
Louçã diz que avanço de Cavaco é um "tónico"
O candidato presidencial Francisco Louçã recusou ontem baixar os braços perante a vantagem que as sondagens dão a Cavaco Silva, dizendo que essa diferença constitui um "tónico" para a sua campanha. Um tónico que permite mesmo que a sua campanha "cresça e se revigore todos os dias".
Tem é sabor a óleo de rícino...
Uma coisa é a teoria, outra é a prática
DN
O que espero do Presidente
nuno severiano teixeira
As funções do Presidente da República resultaram, sempre, de duas coisas os poderes formais da Constituição e a prática política do regime. E, de um modo geral, os poderes constitucionais que um regime confere ao PR são uma reacção contra a experiência política do regime anterior. Foi assim com a república e o Estado Novo. E é assim com a democracia.
(...)
O Estado Novo, vagamente herdeiro do sidonismo e da ditadura militar, criou um PR forte. Em teoria, que não na prática. Contra a experiência republicana, a Constituição conferiu ao PR legitimidade e estabilidade. Era eleito por sufrágio directo e por sete anos. O Governo respondia perante o PR e não perante o Parlamento. Tinha direito de veto e de dissolução do Parlamento. Porém, uma coisa era a Constituição, outra a prática política. E nenhum outro regime foi tão longe na distância abissal entre os poderes constitucionais e a prática política. E na prática o que aconteceu foi que o presidencialismo do presidente do Conselho esvaziou a Presidência.
Actualmente uma das grandes funções do cargo é produzir lamúrias e boas intenções, não falando já da choradeira e da imposição de medalhas.
O que espero do Presidente
nuno severiano teixeira
As funções do Presidente da República resultaram, sempre, de duas coisas os poderes formais da Constituição e a prática política do regime. E, de um modo geral, os poderes constitucionais que um regime confere ao PR são uma reacção contra a experiência política do regime anterior. Foi assim com a república e o Estado Novo. E é assim com a democracia.
(...)
O Estado Novo, vagamente herdeiro do sidonismo e da ditadura militar, criou um PR forte. Em teoria, que não na prática. Contra a experiência republicana, a Constituição conferiu ao PR legitimidade e estabilidade. Era eleito por sufrágio directo e por sete anos. O Governo respondia perante o PR e não perante o Parlamento. Tinha direito de veto e de dissolução do Parlamento. Porém, uma coisa era a Constituição, outra a prática política. E nenhum outro regime foi tão longe na distância abissal entre os poderes constitucionais e a prática política. E na prática o que aconteceu foi que o presidencialismo do presidente do Conselho esvaziou a Presidência.
Actualmente uma das grandes funções do cargo é produzir lamúrias e boas intenções, não falando já da choradeira e da imposição de medalhas.
A autocensura e a complacência com a mediocridade
JN
Vão-se os anéis, salvem-se os dedos
Quando há anos soube que a Assembleia Municipal do Marco (com um voto contra) havia aprovado uma proposta para que fossem recusadas as minhas crónicas neste Jornal, pensei que isso se reduzia à concepção que Ferreira Torres tinha da democracia. Mas, ressalvadas as devidas distâncias, tenho de reconhecer que está a ser desenvolvida uma cultura de poder que tem da informação uma noção parecida. Perdeu-se a noção de que a liberdade de imprensa é um bem da sociedade antes de ser um direito de profissionais. E, como bem fez notar Hannah Arendt, tal liberdade só pode ser exercida do exterior da esfera política e, em democracia, não existe delito de opinião. A responsabilização dos jornalistas faz-se pelo direito de resposta e pelo recurso aos Tribunais.
Mas, para além do procurar banir a escrita de um cronista inconveniente ou do "blackout", o poder político encontra sempre outras formas de coagir a liberdade de imprensa pressiona os jornalistas a desenvolverem, no seu trabalho, uma autocensura que embarace a sua livre interpretação dos factos, restrinja o seu sentido crítico e escrevam ou revelem somente o que é agradável.
A concepção actual de democracia actual baseia-se muito no abanar da cauda ao acenar do poder.
Vão-se os anéis, salvem-se os dedos
Quando há anos soube que a Assembleia Municipal do Marco (com um voto contra) havia aprovado uma proposta para que fossem recusadas as minhas crónicas neste Jornal, pensei que isso se reduzia à concepção que Ferreira Torres tinha da democracia. Mas, ressalvadas as devidas distâncias, tenho de reconhecer que está a ser desenvolvida uma cultura de poder que tem da informação uma noção parecida. Perdeu-se a noção de que a liberdade de imprensa é um bem da sociedade antes de ser um direito de profissionais. E, como bem fez notar Hannah Arendt, tal liberdade só pode ser exercida do exterior da esfera política e, em democracia, não existe delito de opinião. A responsabilização dos jornalistas faz-se pelo direito de resposta e pelo recurso aos Tribunais.
Mas, para além do procurar banir a escrita de um cronista inconveniente ou do "blackout", o poder político encontra sempre outras formas de coagir a liberdade de imprensa pressiona os jornalistas a desenvolverem, no seu trabalho, uma autocensura que embarace a sua livre interpretação dos factos, restrinja o seu sentido crítico e escrevam ou revelem somente o que é agradável.
A concepção actual de democracia actual baseia-se muito no abanar da cauda ao acenar do poder.
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