DN
Resposta a reclamações dos contribuintes reduzida a metade
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) quer reduzir para metade o tempo que demora a responder às reclamações dos contribuintes em 2006, apesar de em 2005 o tempo médio de resposta ter aumentado para os 14,7 meses (cerca de 14 meses e 21 dias).
Toca a bater palmas. Só esperarão sete meses e onze dias...
segunda-feira, janeiro 30, 2006
O socialismo em liberdade
DN
O Hamas e o fisco...
Luís Delgado
Jornalista
A notícia é espantosa (Correio da Manhã de sábado), e a ser verdade, o nossdo país ameaça transformar-se numa central telefónica aberta, acessível a todos, e com os mais bizarros propósitos. Dizia a notícia que o fisco também vai passar a realizar escutas telefónicas aos contribuintes!
Claro que a nossa felicidade é trabalhar para sustentar as extravagâncias dos governantes. Enquanto não nos fazem para na rua e nos apalpam para justificarmos os euros que levamos na carteira é uma sorte...
O Hamas e o fisco...
Luís Delgado
Jornalista
A notícia é espantosa (Correio da Manhã de sábado), e a ser verdade, o nossdo país ameaça transformar-se numa central telefónica aberta, acessível a todos, e com os mais bizarros propósitos. Dizia a notícia que o fisco também vai passar a realizar escutas telefónicas aos contribuintes!
Claro que a nossa felicidade é trabalhar para sustentar as extravagâncias dos governantes. Enquanto não nos fazem para na rua e nos apalpam para justificarmos os euros que levamos na carteira é uma sorte...
O pontapé-bol no seu melhor
JN
Mourinho solidário com Co Adriaanse
“É preciso ser um grande treinador para jogar no sistema em que o FC Porto actuou" nos últimos jogos, afirmou o treinador do Chelsea
(...)
"Fico de boca aberta com as reacções e os comentários. Não consigo perceber", repetiu várias vezes o treinador do Chelsea, no dia em que recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, na Embaixada de Portugal em Londres.
(...)
O FC Porto apresentou hoje queixa junto das autoridades competentes depois de, na noite de domingo, alegados adeptos portistas terem provocado danos em "pessoas e bens do clube".
Após o empate em Vila do Conde, um conjunto de adeptos do líder da Liga portuguesa deslocou-se em várias viaturas ao Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia e intimidou diversos elementos da comitiva portista, entre os quais Co Adriaanse, que chegou a ser atacado quando abandonava as instalações no seu automóvel.
Nada como este ambiente de festa. Um ganhando recebe condecorações e o outro perdendo é atacado fisicamente. Biba o parolismo e o desportivismo, na boa.
Mourinho solidário com Co Adriaanse
“É preciso ser um grande treinador para jogar no sistema em que o FC Porto actuou" nos últimos jogos, afirmou o treinador do Chelsea
(...)
"Fico de boca aberta com as reacções e os comentários. Não consigo perceber", repetiu várias vezes o treinador do Chelsea, no dia em que recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, na Embaixada de Portugal em Londres.
(...)
O FC Porto apresentou hoje queixa junto das autoridades competentes depois de, na noite de domingo, alegados adeptos portistas terem provocado danos em "pessoas e bens do clube".
Após o empate em Vila do Conde, um conjunto de adeptos do líder da Liga portuguesa deslocou-se em várias viaturas ao Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia e intimidou diversos elementos da comitiva portista, entre os quais Co Adriaanse, que chegou a ser atacado quando abandonava as instalações no seu automóvel.
Nada como este ambiente de festa. Um ganhando recebe condecorações e o outro perdendo é atacado fisicamente. Biba o parolismo e o desportivismo, na boa.
O zapping televisivo
Durante o jantar, olhei para a televisão. No canal, dito público para eles, estava o Bitorino a debitar. Claro que fiz zapping, de imediato. Na 2 estava a dar um programa sobre uma morsa americana chamada Morfeus. Muito interessante e educativo. Pelo menos, os animais mesmo em cativeiro não nos desiludem e mostram simpatia.
terça-feira, janeiro 24, 2006
A estabilidade essencial à estagnação
A estabilidade na Tribulandia é tanta que a maioria do povo não sairá tão cedo da cepa torta.
As andanças de um povo
Finalmente os habitantes da Tribulandia encontraram a felicidade através da mudança para o Cavaquistão, terra das múmias paralíticas, da desmemória e junto do Alcácer-Quibir. Uma nova cruzada de indiferença se organiza para adormecer os pobres mouros (de trabalho). Um dos grandes sonhos desta ilustre grei é conseguir "leasings" de jeeps e Mercedes a 120 meses com os quais perseguirá o Santo Graal, bem montada. Tudo a bem da estabilidade.
Há males que vêm por bem
A grande alegria política dos últimos anos é que a vitória do Prof. Cavaco e Silva significa a saída de Jorge Sampaio e o "enterrar" de "Mon ami", sus muchachos e paliativos decorrentes do nem lá vou, nem faço minga.
Haja justiça
JN
Plano de acção para proteger os animais
A Comissão Europeia (CE) adoptou ontem um plano de acção para os próximos cinco anos que visa proteger o bem-estar dos animais, evitando sobretudo a sua utilização em experiências científicas.
O plano de acção 2006-2010 prevê a criação de normas mínimas de protecção do direito dos animais - estendida a várias espécies -, e a recompensa às indústrias que apliquem práticas de protecção superiores às exigidas.
É caso para perguntar quando criarão um plano de acção para proteger o homem de certas experiências políticas...
Plano de acção para proteger os animais
A Comissão Europeia (CE) adoptou ontem um plano de acção para os próximos cinco anos que visa proteger o bem-estar dos animais, evitando sobretudo a sua utilização em experiências científicas.
O plano de acção 2006-2010 prevê a criação de normas mínimas de protecção do direito dos animais - estendida a várias espécies -, e a recompensa às indústrias que apliquem práticas de protecção superiores às exigidas.
É caso para perguntar quando criarão um plano de acção para proteger o homem de certas experiências políticas...
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Os "involuntários" descuidos
JN
Polémica
Discurso de Alegre "interrompido involuntariamente"
Porta-voz do PS diz que Sócrates desconhecia que o candidato estava a falar
José Sócrates “interrompeu involuntariamente” o discurso de Manuel Alegre, quando reagiu aos resultados das eleições Presidenciais pouco depois do candidato iniciar a sua declaração à imprensa.
Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, garantiu que "não havia qualquer intenção de interromper as declarações de Manuel Alegre, que tínhamos toda a curiosidade e interesse em ouvir".
Ficamos cheios de pena por este azar de o barulho das canas não permitir escutar Manuel Alegre
Polémica
Discurso de Alegre "interrompido involuntariamente"
Porta-voz do PS diz que Sócrates desconhecia que o candidato estava a falar
José Sócrates “interrompeu involuntariamente” o discurso de Manuel Alegre, quando reagiu aos resultados das eleições Presidenciais pouco depois do candidato iniciar a sua declaração à imprensa.
Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, garantiu que "não havia qualquer intenção de interromper as declarações de Manuel Alegre, que tínhamos toda a curiosidade e interesse em ouvir".
Ficamos cheios de pena por este azar de o barulho das canas não permitir escutar Manuel Alegre
A grande farsa trágico-cómica
O pano caíu depois da grande representação. Uns fizeram-se compungidos, outros ressalvaram o desastre premeditado e muitos tiraram a máscara. No fundo, tudo estava preparadoo para o candidato de direita que se diz de esquerda ganhasse e fizesse companhia ao governo de direita que se diz de esquerda. Juntos, finalmente, como a figura invertida de uma carta de jogar, talvez um joker, encetarão o caminho final do enterro das ideologias que tão bem lhes sabe para desgraçarem muitos a favor de alguns. Os espectadores que ficaram em casa continuarão a senda da ignorância e os que levaram "o simpático" a votar, esperam alguma migalha dos restos do banquete. Desesperados, os pequenitos, lamentam talvez a derrota do poeta. Ou será que todos ganharam? Os sem emprego, os sem educação e os sem saúde têm pouco a festejar com as reformas de miséria. O declive aí está, imponente e sereno, à espera de novas consciências. Décadas, séculos ou eternidades para o aparecimento de uma sociedade mais justa nos esperam. No meio de tudo isto só a morte é democrática.
domingo, janeiro 08, 2006
Manuel Alegre - O homem e a esperança
Os cravos já foram parar às sarjetas da inutilidade e as bandeiras da esperança substituídas pelos panos pretos do desemprego e da miséria. A alegria constange-se no interior das latas de quatro rodas e na comunicação dos telemóveis. Uma juventude desorientada ilude-se no consumo fácil e descura a sua realização pessoal, incentivada pelas contínuas campanhas de egoísmo que lhes inculcam também sentimentos de insegurança e lhes apontam o caminho da solidão e do trabalho sem satisfação. Os velhos perdidos na sua inutilidade produtiva vão-se acabando no lento desenrolar dos dias sem diferença. A economia passou a ser apenas dos espertos e não dos empreendedores, afundando-se nas metodologias da ignorância e da submissão a interesses estrangeiros. O amor deu lugar ao egoísmo compartido e ao visual mediático das top stars. O sexo também é mercadoria e não poesia como canta uma brasileira. As instituições deixaram de obedecer a princípios e seguem o caminho dos interesses. A linha ténue da fronteira esbate-se e apenas falta rasgar a bandeira do sonho colectivo. A vitória das múmias parece já assegurada pelo establishment. No meio de tudo isto, apenas Manuel Alegre parece poder carregar as résteas do sonho de ser português. Tem defeitos? Claro que não é perfeito mas será a última luz que poderá evitar a cegueira total.
Um laxante político
DN
Louçã diz que avanço de Cavaco é um "tónico"
O candidato presidencial Francisco Louçã recusou ontem baixar os braços perante a vantagem que as sondagens dão a Cavaco Silva, dizendo que essa diferença constitui um "tónico" para a sua campanha. Um tónico que permite mesmo que a sua campanha "cresça e se revigore todos os dias".
Tem é sabor a óleo de rícino...
Louçã diz que avanço de Cavaco é um "tónico"
O candidato presidencial Francisco Louçã recusou ontem baixar os braços perante a vantagem que as sondagens dão a Cavaco Silva, dizendo que essa diferença constitui um "tónico" para a sua campanha. Um tónico que permite mesmo que a sua campanha "cresça e se revigore todos os dias".
Tem é sabor a óleo de rícino...
Uma coisa é a teoria, outra é a prática
DN
O que espero do Presidente
nuno severiano teixeira
As funções do Presidente da República resultaram, sempre, de duas coisas os poderes formais da Constituição e a prática política do regime. E, de um modo geral, os poderes constitucionais que um regime confere ao PR são uma reacção contra a experiência política do regime anterior. Foi assim com a república e o Estado Novo. E é assim com a democracia.
(...)
O Estado Novo, vagamente herdeiro do sidonismo e da ditadura militar, criou um PR forte. Em teoria, que não na prática. Contra a experiência republicana, a Constituição conferiu ao PR legitimidade e estabilidade. Era eleito por sufrágio directo e por sete anos. O Governo respondia perante o PR e não perante o Parlamento. Tinha direito de veto e de dissolução do Parlamento. Porém, uma coisa era a Constituição, outra a prática política. E nenhum outro regime foi tão longe na distância abissal entre os poderes constitucionais e a prática política. E na prática o que aconteceu foi que o presidencialismo do presidente do Conselho esvaziou a Presidência.
Actualmente uma das grandes funções do cargo é produzir lamúrias e boas intenções, não falando já da choradeira e da imposição de medalhas.
O que espero do Presidente
nuno severiano teixeira
As funções do Presidente da República resultaram, sempre, de duas coisas os poderes formais da Constituição e a prática política do regime. E, de um modo geral, os poderes constitucionais que um regime confere ao PR são uma reacção contra a experiência política do regime anterior. Foi assim com a república e o Estado Novo. E é assim com a democracia.
(...)
O Estado Novo, vagamente herdeiro do sidonismo e da ditadura militar, criou um PR forte. Em teoria, que não na prática. Contra a experiência republicana, a Constituição conferiu ao PR legitimidade e estabilidade. Era eleito por sufrágio directo e por sete anos. O Governo respondia perante o PR e não perante o Parlamento. Tinha direito de veto e de dissolução do Parlamento. Porém, uma coisa era a Constituição, outra a prática política. E nenhum outro regime foi tão longe na distância abissal entre os poderes constitucionais e a prática política. E na prática o que aconteceu foi que o presidencialismo do presidente do Conselho esvaziou a Presidência.
Actualmente uma das grandes funções do cargo é produzir lamúrias e boas intenções, não falando já da choradeira e da imposição de medalhas.
A autocensura e a complacência com a mediocridade
JN
Vão-se os anéis, salvem-se os dedos
Quando há anos soube que a Assembleia Municipal do Marco (com um voto contra) havia aprovado uma proposta para que fossem recusadas as minhas crónicas neste Jornal, pensei que isso se reduzia à concepção que Ferreira Torres tinha da democracia. Mas, ressalvadas as devidas distâncias, tenho de reconhecer que está a ser desenvolvida uma cultura de poder que tem da informação uma noção parecida. Perdeu-se a noção de que a liberdade de imprensa é um bem da sociedade antes de ser um direito de profissionais. E, como bem fez notar Hannah Arendt, tal liberdade só pode ser exercida do exterior da esfera política e, em democracia, não existe delito de opinião. A responsabilização dos jornalistas faz-se pelo direito de resposta e pelo recurso aos Tribunais.
Mas, para além do procurar banir a escrita de um cronista inconveniente ou do "blackout", o poder político encontra sempre outras formas de coagir a liberdade de imprensa pressiona os jornalistas a desenvolverem, no seu trabalho, uma autocensura que embarace a sua livre interpretação dos factos, restrinja o seu sentido crítico e escrevam ou revelem somente o que é agradável.
A concepção actual de democracia actual baseia-se muito no abanar da cauda ao acenar do poder.
Vão-se os anéis, salvem-se os dedos
Quando há anos soube que a Assembleia Municipal do Marco (com um voto contra) havia aprovado uma proposta para que fossem recusadas as minhas crónicas neste Jornal, pensei que isso se reduzia à concepção que Ferreira Torres tinha da democracia. Mas, ressalvadas as devidas distâncias, tenho de reconhecer que está a ser desenvolvida uma cultura de poder que tem da informação uma noção parecida. Perdeu-se a noção de que a liberdade de imprensa é um bem da sociedade antes de ser um direito de profissionais. E, como bem fez notar Hannah Arendt, tal liberdade só pode ser exercida do exterior da esfera política e, em democracia, não existe delito de opinião. A responsabilização dos jornalistas faz-se pelo direito de resposta e pelo recurso aos Tribunais.
Mas, para além do procurar banir a escrita de um cronista inconveniente ou do "blackout", o poder político encontra sempre outras formas de coagir a liberdade de imprensa pressiona os jornalistas a desenvolverem, no seu trabalho, uma autocensura que embarace a sua livre interpretação dos factos, restrinja o seu sentido crítico e escrevam ou revelem somente o que é agradável.
A concepção actual de democracia actual baseia-se muito no abanar da cauda ao acenar do poder.
Ensino para quem e para quê?
JN
Alunos sem sucesso com currículos alternativos
Os alunos do Ensino Básico sem sucesso escolar ou com problemas de adaptação vão ter turmas com currículos próprios a partir do próximo ano lectivo.
O despacho normativo nº1/2006 define que o "percurso curricular alternativo" será concebido com base na "caracterização do grupo de alunos" alvo, a par das "competências essenciais a desenvolver" para cumprimento do Ensino Básico e habilitações de ingresso.
(..)
Estes currículos destinam-se a grupos específicos, com um mínimo de dez elementos, de alunos até aos 15 anos de idade, que configurem casos de insucesso escolar repetido. Também poderão ser incluídos alunos com problemas de integração, ameaça de risco de marginalização, exclusão social ou abandono escolar.
É evidente que existe uma situação desigual nas condições básicas de vida na altura do acesso ao ensino que determina, na maior parte dos casos, o insucesso à partida. Enquanto a sociedade produzir excluídos o ensino não atingirá a maioria dos jovens. Muitos estarão destinados à marginalidade, em sentido amplo.
Alunos sem sucesso com currículos alternativos
Os alunos do Ensino Básico sem sucesso escolar ou com problemas de adaptação vão ter turmas com currículos próprios a partir do próximo ano lectivo.
O despacho normativo nº1/2006 define que o "percurso curricular alternativo" será concebido com base na "caracterização do grupo de alunos" alvo, a par das "competências essenciais a desenvolver" para cumprimento do Ensino Básico e habilitações de ingresso.
(..)
Estes currículos destinam-se a grupos específicos, com um mínimo de dez elementos, de alunos até aos 15 anos de idade, que configurem casos de insucesso escolar repetido. Também poderão ser incluídos alunos com problemas de integração, ameaça de risco de marginalização, exclusão social ou abandono escolar.
É evidente que existe uma situação desigual nas condições básicas de vida na altura do acesso ao ensino que determina, na maior parte dos casos, o insucesso à partida. Enquanto a sociedade produzir excluídos o ensino não atingirá a maioria dos jovens. Muitos estarão destinados à marginalidade, em sentido amplo.
segunda-feira, janeiro 02, 2006
A importância do que é possível
grave crise na Justiça Jorge Sampaio garantiu, ontem, ter procurado evitar a crise na justiça “enquanto tal foi possível”. Depois disso, tem “contribuído para conter” os seus “piores efeitos”, declarou na sua última mensagem de Ano Novo como presidente da República, que também aproveitou para enaltecer a importância do chefe de Estado e, a partir daí, apelar ao voto a 22 deste mês. Do mal o menos. Só que é muito pouco, infelizmente. | ||
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O novo ano apresenta-se
Depois das festanças, das compras e dos sorrisos prazenteiros eis um novo ano que se apresenta cheio de facturas a pagar. Aumentos virão certamente do lado da despesa mas não do lado das receitas. Isto, para quem viver do trabalho ou das reformas. Haverá, sempre, os espertos do costume que se encarregarão de achar processos de encher os bolsos à custa do alheio, "legal" ou ilegalmente. Continuaremos fiéis espectadores de uma realidade que não comandamos e que nos é servida a cores pela televisão. O futebol continuará a servir de Prozac para a grande maioria e os escândalos servirão apenas para passar o tempo. Tempo que passará também, benignamente, para alguns arguídos de processos mediáticos. Alguém se sentará na cadeira "maior" do poder e fará reuniões semanais com aquele que interpreta o sentimento masoquista dos habitantes da Tribulandia, servindo-lhes doses mais duras de apertar o cinto. O bla, bla, bla, continuará a reinar na expressão verbal e a fazer as nossas delícias de humor substituto. Aqui e além mais uma tragédia ambiental que dará lucros a quem tiver os meios para a combater e para alugar ao Estado. Novos modelos de telemóvel e de jogos surgirão para prepararem os nossos técnicos do amanhã. Ah, e certamente teremso grandes concertosde pop e rock. Assim andamos nas rodas do vira.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Vira o disco e toca o mesmo
DN
Tentar perceber
Frustração
Francisco sarsfield cabral
Os debates televisivos com candidatos presidenciais parecem ter desiludido muita gente. Teriam talvez preferido confrontos violentos, com constantes interrupções impedindo completar uma única frase, muito menos formular uma ideia. Ora estes debates, no formato americano, evitaram essa confusão e tiveram notáveis níveis de audiência. Decerto, eles não trouxeram novidades - mas como as poderiam trazer? E os intelectuais ficaram frustrados com o conteúdo do que foi dito. O provincianismo nacional acha que, "lá fora", as discussões políticas são de elevada craveira cultural e política.
E eles têm dito alguma coisa para além de banalidades que vêm em qualquer revista?
Tentar perceber
Frustração
Francisco sarsfield cabral
Os debates televisivos com candidatos presidenciais parecem ter desiludido muita gente. Teriam talvez preferido confrontos violentos, com constantes interrupções impedindo completar uma única frase, muito menos formular uma ideia. Ora estes debates, no formato americano, evitaram essa confusão e tiveram notáveis níveis de audiência. Decerto, eles não trouxeram novidades - mas como as poderiam trazer? E os intelectuais ficaram frustrados com o conteúdo do que foi dito. O provincianismo nacional acha que, "lá fora", as discussões políticas são de elevada craveira cultural e política.
E eles têm dito alguma coisa para além de banalidades que vêm em qualquer revista?
Natal dos corações
Quadra de festas. Raízes profundas levam-nos à festa da paz e da amizade pelo próximo, mesmo que rodeados de um consumerismo feroz que nos atordoa e nos faz sentir isolados no meio do egoísmo. Festa das crianças, festa por realizar para muitas. Mais carros do que pessoas nas ruas, mais telefonemas por móvel do que conversas amenas. Mais buzinadelas do que sorrisos ou simpatias momentâneas. A despersonalização atingiu, praticamente, o auge. Pelo meio, diversos candidatos tentam convencer-nos de uma salvação próxima como se, alguma vez. esta classe de políticos pensou outra coisa que não fosse a conquista do poder pelo poder ou o exercício de uma retórica vazia de conteúdo e de ideais, num contexto onde as principais responsabilidades são suas. Tudo em nome de um sistema que se esgota na onda gigantesca da globalização. Os pobres e deserdados continuarão sem Natal a não ser na memória de alguns. Os recursos continuarão a ser desbaratados até que tudo seja mais escasso. Cristo, certamente fugindo das igrejas, contempla as amplas crucificações que vão correndo mundo.
Num plano mais restricto, o Estado prepara-se para impor novos sacrifícios aos cidadãos, invadir a sua privacidade e sujeitar a maioria a ditaduras “soft” derivadas dos votos obtidos. Tudo em nome da igualdade, da liberdade e dos grandes princípios.
Paz a todos os homens de boa vontade que no interior do seu coração não esqueceram os princípios éticos e morais dos seus antepassados. Desejos de um mundo diferente para todos os sacrificados.
O pensamento continuará a ser livre. Talvez Deus se lembre de nós.
Num plano mais restricto, o Estado prepara-se para impor novos sacrifícios aos cidadãos, invadir a sua privacidade e sujeitar a maioria a ditaduras “soft” derivadas dos votos obtidos. Tudo em nome da igualdade, da liberdade e dos grandes princípios.
Paz a todos os homens de boa vontade que no interior do seu coração não esqueceram os princípios éticos e morais dos seus antepassados. Desejos de um mundo diferente para todos os sacrificados.
O pensamento continuará a ser livre. Talvez Deus se lembre de nós.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Poderá ou irá conduzir à exclusão?
JN
"Pensar a Democracia"
Sampaio alerta para perigos da “erosão” dos direitos sociais
Presidente diz que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão
O Presidente da República, Jorge Sampaio, alertou hoje para os perigos de uma "erosão generalizada" dos direitos sociais, que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão, atingindo "o coração dos direitos cívicos e políticos".
Na abertura do seminário "Pensar a Democracia", promovido pela Presidência da República, Jorge Sampaio defendeu que a "equidade social" é uma das questões a que a democracia deve dar "atenção redobrada.
Está mais para isso do que para outra coisa, com os nossos estimados governantes sempre muito atentos e dedicados às suas carreirinhas...
"Pensar a Democracia"
Sampaio alerta para perigos da “erosão” dos direitos sociais
Presidente diz que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão
O Presidente da República, Jorge Sampaio, alertou hoje para os perigos de uma "erosão generalizada" dos direitos sociais, que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão, atingindo "o coração dos direitos cívicos e políticos".
Na abertura do seminário "Pensar a Democracia", promovido pela Presidência da República, Jorge Sampaio defendeu que a "equidade social" é uma das questões a que a democracia deve dar "atenção redobrada.
Está mais para isso do que para outra coisa, com os nossos estimados governantes sempre muito atentos e dedicados às suas carreirinhas...
Deve confundir o aparelho de controlo partidário com tecnologia
DN
O Plano Tecnológico
jorge coelho
Foi dado esta semana um passo fundamental para o futuro dos portugueses. O anúncio do Plano Tecnológico é um acontecimento que terá um forte impacto.
Portugal tem uma estratégia de desenvolvimento que assenta no conhecimento e na inovação. O trabalho que foi efectuado é, no entanto, o ponto de partida.
Estes homens do aparelho partidário inventam cada uma!
O Plano Tecnológico
jorge coelho
Foi dado esta semana um passo fundamental para o futuro dos portugueses. O anúncio do Plano Tecnológico é um acontecimento que terá um forte impacto.
Portugal tem uma estratégia de desenvolvimento que assenta no conhecimento e na inovação. O trabalho que foi efectuado é, no entanto, o ponto de partida.
Estes homens do aparelho partidário inventam cada uma!
A busca da felicidade ilusória
DN
Consumo de cocaína dispara na Europa
rute araújo
em bruxelas
O consumo de cocaína na Europa está a disparar e, em alguns países como a Espanha e o Reino Unido, chega a níveis históricos até aqui só verificados nos Estados Unidos. No total dos 25 Estados membros, nove milhões de pessoas já experimentaram a substância e 1,5 milhões são consumidores actuais. Portugal ainda mantém consumos baixos nesta substância, mas continua a liderar no que diz respeito à heroína e às taxas de infecção por HIV/sida e por hepatite C junto dos consumidores que se injectam.
Por aqui se vêm os índices de felicidade da sociedade do consumo.
Consumo de cocaína dispara na Europa
rute araújo
em bruxelas
O consumo de cocaína na Europa está a disparar e, em alguns países como a Espanha e o Reino Unido, chega a níveis históricos até aqui só verificados nos Estados Unidos. No total dos 25 Estados membros, nove milhões de pessoas já experimentaram a substância e 1,5 milhões são consumidores actuais. Portugal ainda mantém consumos baixos nesta substância, mas continua a liderar no que diz respeito à heroína e às taxas de infecção por HIV/sida e por hepatite C junto dos consumidores que se injectam.
Por aqui se vêm os índices de felicidade da sociedade do consumo.
Quem estará interessado num fogão usado desportivamente?
DN
Leilão Só um comprador se mostrou interessado no bem mais valioso do clube
União de Coimbra fica sem autocarro em hasta pública
João Fonseca
Em leilão estavam um autocarro, duas carrinhas, um fogão, um balcão frigorífico, mesas, sofás e cadeiras. Mas na 2.ª Repartição de Finanças de Coimbra só apareceu um comprador para "o bem mais valioso e importante" do União de Coimbra, entre os colocados, ontem, em hasta pública, devido à execução de uma penhora (12 mil euros), por dívidas ao Estado.
Assim vai o desporto neste país ou o pseudo-desporto...
Leilão Só um comprador se mostrou interessado no bem mais valioso do clube
União de Coimbra fica sem autocarro em hasta pública
João Fonseca
Em leilão estavam um autocarro, duas carrinhas, um fogão, um balcão frigorífico, mesas, sofás e cadeiras. Mas na 2.ª Repartição de Finanças de Coimbra só apareceu um comprador para "o bem mais valioso e importante" do União de Coimbra, entre os colocados, ontem, em hasta pública, devido à execução de uma penhora (12 mil euros), por dívidas ao Estado.
Assim vai o desporto neste país ou o pseudo-desporto...
Gestão à moda portuguesa
DN
Atletismo alvo de investigação
silvia freches
A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita da prática de irregularidades na gestão dos últimos dez anos. Segundo DN soube, a PJ iniciou a elaboração de um dossier sobre o organismo presidido por Fernando Mota, fundamentado numa denúncia relatada num abaixo-assinado já entregue à Procuradoria- -Geral da República.
Pelos vistos a pouca vergonha chega a todos os lados desta sociedade. O incrível é que andaram dez anos sem dar por nada...
Atletismo alvo de investigação
silvia freches
A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita da prática de irregularidades na gestão dos últimos dez anos. Segundo DN soube, a PJ iniciou a elaboração de um dossier sobre o organismo presidido por Fernando Mota, fundamentado numa denúncia relatada num abaixo-assinado já entregue à Procuradoria- -Geral da República.
Pelos vistos a pouca vergonha chega a todos os lados desta sociedade. O incrível é que andaram dez anos sem dar por nada...
quarta-feira, novembro 23, 2005
Viva o movimento anti-tradição sádica
JN
Praxe de Santarém vai ser primeiro caso em tribunal
Juiz decidiu enviar a julgamento seis dos sete alegados autores de praxe académica violenta realizada em 2003 Movimento antitradição académica mostrou-se satisfeito
Fernando Basto*
É o primeiro caso de praxe académica violenta a ser levado a julgamento. Foi em 2003 que uma aluna da Escola Agrária de Santarém se queixou de ter visto todo o seu corpo esfregado com excrementos de animal. Ontem, o juiz António Gaspar, do Tribunal de Santarém, decidiu levar seis dos sete arguidos a julgamento.
Outro costume que já deveria ter sido transformado em festa e alegria em vez de dar
alento ao sadismo existente por falta de educação.
Praxe de Santarém vai ser primeiro caso em tribunal
Juiz decidiu enviar a julgamento seis dos sete alegados autores de praxe académica violenta realizada em 2003 Movimento antitradição académica mostrou-se satisfeito
Fernando Basto*
É o primeiro caso de praxe académica violenta a ser levado a julgamento. Foi em 2003 que uma aluna da Escola Agrária de Santarém se queixou de ter visto todo o seu corpo esfregado com excrementos de animal. Ontem, o juiz António Gaspar, do Tribunal de Santarém, decidiu levar seis dos sete arguidos a julgamento.
Outro costume que já deveria ter sido transformado em festa e alegria em vez de dar
alento ao sadismo existente por falta de educação.
A sociedade do terror doméstico
DN
Violência doméstica leva 500 à prisão
sofia jesus
A violência doméstica levou a PSP a deter quase 500 suspeitos, no espaço de cinco anos e meio. Só no primeiro semestre deste ano, chegaram à PSP mais de 3900 casos deste tipo de violência, que resultaram na detenção de 83 pessoas. O problema, no entanto, é que se estima que apenas 2% das mulheres vítimas destes maus tratos denunciam a situação.
Já não era sem tempo acabar com o "Quanto mais me bates, mais gosto de ti" que cheira a masoquismo doentio. Nada justifica esta selvajaria dentro de casa.
Violência doméstica leva 500 à prisão
sofia jesus
A violência doméstica levou a PSP a deter quase 500 suspeitos, no espaço de cinco anos e meio. Só no primeiro semestre deste ano, chegaram à PSP mais de 3900 casos deste tipo de violência, que resultaram na detenção de 83 pessoas. O problema, no entanto, é que se estima que apenas 2% das mulheres vítimas destes maus tratos denunciam a situação.
Já não era sem tempo acabar com o "Quanto mais me bates, mais gosto de ti" que cheira a masoquismo doentio. Nada justifica esta selvajaria dentro de casa.
Um "velho" que vale por muitos mais jovens
DN
A tenacidade do velho general
Sharon voltou a surpreender. Aos 78 anos, a decisão de formar um novo partido é mais uma prova da tenacidade do velho general, envolvido em todas as guerras entre judeus e árabes. A obsessão pela segurança e os métodos duros valeram-lhe a admiração dos israelitas, mas, nos últimos meses, tem sido acusado de traição. Os radicais do Likud não lhe perdoaram a evacuação dos colonatos de Gaza.
Pode-se concordar ou não com as suas orientações, algumas positivas como a retirada de Gaza mas temos que lhe reconhecer uma fibra rara de homem de Estado.
A tenacidade do velho general
Sharon voltou a surpreender. Aos 78 anos, a decisão de formar um novo partido é mais uma prova da tenacidade do velho general, envolvido em todas as guerras entre judeus e árabes. A obsessão pela segurança e os métodos duros valeram-lhe a admiração dos israelitas, mas, nos últimos meses, tem sido acusado de traição. Os radicais do Likud não lhe perdoaram a evacuação dos colonatos de Gaza.
Pode-se concordar ou não com as suas orientações, algumas positivas como a retirada de Gaza mas temos que lhe reconhecer uma fibra rara de homem de Estado.
terça-feira, novembro 22, 2005
segunda-feira, novembro 21, 2005
As finanaças públicas como meio de engordar alguns
DN
Finanças públicas como e para quê
joão cravinho
(...)
De acordo com a posição de cada um no espectro político e ideológico, pôr ordem nas finanças públicas pode significar as coisas mais diversas. Para uns significará gerir as condições necessárias à sustentação eficaz de políticas públicas conducentes a um Estado de Bem-Estar dobrado por um Estado facilitador da iniciativa e da inovação cujo paradigma se encontra nos países nórdicos. Para outros significará reduzir o Estado Social ao mínimo possível para poder diminuir drasticamente os impostos sobre os rendimentos elevados e os lucros de empresas, instalando um neoliberalismo inspirado no modelo americano. Para outros ainda, significará acertar contabilisticamente receitas e despesas segundo uma óptica inspirada pela castiça dupla "pobrezinhos mas honrados" e "quem não tem dinheiro não tem vícios".
Cá para nós o governo segue a óptica neoliberal, misturada com a perspectiva contabilística.
Finanças públicas como e para quê
joão cravinho
(...)
De acordo com a posição de cada um no espectro político e ideológico, pôr ordem nas finanças públicas pode significar as coisas mais diversas. Para uns significará gerir as condições necessárias à sustentação eficaz de políticas públicas conducentes a um Estado de Bem-Estar dobrado por um Estado facilitador da iniciativa e da inovação cujo paradigma se encontra nos países nórdicos. Para outros significará reduzir o Estado Social ao mínimo possível para poder diminuir drasticamente os impostos sobre os rendimentos elevados e os lucros de empresas, instalando um neoliberalismo inspirado no modelo americano. Para outros ainda, significará acertar contabilisticamente receitas e despesas segundo uma óptica inspirada pela castiça dupla "pobrezinhos mas honrados" e "quem não tem dinheiro não tem vícios".
Cá para nós o governo segue a óptica neoliberal, misturada com a perspectiva contabilística.
Trabalhar toda a vida para reformas de vadio
DN
"Trabalhei toda a vida mas tenho reforma de vadio"
"Envelhecimento e Autonomia" é o tema da jornada de quatro dias de presidência aberta que hoje se inicia para discutir a problemática dos idosos em Portugal
graça henriques
joana rei
(...)
"Soares" é apenas um entre os 1,7 milhões de idosos existentes em Portugal. Designação que as estatísticas atribuem a quem tem mais de 64 anos. Os números têm crescido a uma velocidade vertiginosa (nos últimos 45 anos aumentaram 140%) - e os problemas também. É este fenómeno social que o Presidente da República quer ver discutido nos quatro dias de uma jornada sobre o "Envelhecimento e Autonomia", que hoje inicia (ver caixa). Jorge Sampaio entende que os problemas da terceira idade obrigam à reflexão sobre questões como a subsistência, qualidade de vida, estatuto social, solidariedade intergeracional e sustentabilidade dos sistemas de segurança social e da saúde. O voluntariado e o envelhecimento activo são outros temas da "presidência aberta".
Será que vamos sair das boas intenções e das boas palavras para encher jornais e televisão? Será que começa a haver vergonha na cara de muitos poderosos?
"Trabalhei toda a vida mas tenho reforma de vadio"
"Envelhecimento e Autonomia" é o tema da jornada de quatro dias de presidência aberta que hoje se inicia para discutir a problemática dos idosos em Portugal
graça henriques
joana rei
(...)
"Soares" é apenas um entre os 1,7 milhões de idosos existentes em Portugal. Designação que as estatísticas atribuem a quem tem mais de 64 anos. Os números têm crescido a uma velocidade vertiginosa (nos últimos 45 anos aumentaram 140%) - e os problemas também. É este fenómeno social que o Presidente da República quer ver discutido nos quatro dias de uma jornada sobre o "Envelhecimento e Autonomia", que hoje inicia (ver caixa). Jorge Sampaio entende que os problemas da terceira idade obrigam à reflexão sobre questões como a subsistência, qualidade de vida, estatuto social, solidariedade intergeracional e sustentabilidade dos sistemas de segurança social e da saúde. O voluntariado e o envelhecimento activo são outros temas da "presidência aberta".
Será que vamos sair das boas intenções e das boas palavras para encher jornais e televisão? Será que começa a haver vergonha na cara de muitos poderosos?
Um mundo sem princípios nem valores
DN
"Falta política global para os idosos"
F. N.
Afectos. Bem-estar psicológico e físico definem qualidade de vida
A solidão, e o isolamento que ela determina, os problemas acrescidos de saúde (físicos e psicológicos) e também a pobreza, que reduz drasticamente a qualidade de vida, fazem dos idosos um grupo populacional especialmente desprotegido em Portugal. Sobram o abandono, mas também a falta de políticas sociais concertadas para atacar os problemas.
Os idosos em Portugal para os neoliberais são carga a mais que há que deitar pela borda fora.
"Falta política global para os idosos"
F. N.
Afectos. Bem-estar psicológico e físico definem qualidade de vida
A solidão, e o isolamento que ela determina, os problemas acrescidos de saúde (físicos e psicológicos) e também a pobreza, que reduz drasticamente a qualidade de vida, fazem dos idosos um grupo populacional especialmente desprotegido em Portugal. Sobram o abandono, mas também a falta de políticas sociais concertadas para atacar os problemas.
Os idosos em Portugal para os neoliberais são carga a mais que há que deitar pela borda fora.
domingo, novembro 20, 2005
É sempre a pagar e não bufar
JN
Mudança da declaração amigável pode prejudicar consumidor
A Deco admite que a proposta de alteração do regime de declaração amigável que a Associação Portuguesa de Seguros (APS) pretende apresentar ao Governo possa vir a prejudicar financeiramente os tomadores de seguro automóvel
(...)
Como exemplo, cita um caso de dois sinistrados, ambos com um seguro de terceiros (que só cobre os danos infligidos no outro veículo). Se passarem a ser as companhias de seguro a decidir unilateralmente o culpado, "podem ter a tendência para aumentar o número de casos em que a culpa é partilhada", logo em que não terão que indemnizar os automobilistas. Não foi possível ontem contactar a APS.
Mais uma habilidade para prejudicar o consumidor que é o bombo de festa do Estado e das empresas.
Mudança da declaração amigável pode prejudicar consumidor
A Deco admite que a proposta de alteração do regime de declaração amigável que a Associação Portuguesa de Seguros (APS) pretende apresentar ao Governo possa vir a prejudicar financeiramente os tomadores de seguro automóvel
(...)
Como exemplo, cita um caso de dois sinistrados, ambos com um seguro de terceiros (que só cobre os danos infligidos no outro veículo). Se passarem a ser as companhias de seguro a decidir unilateralmente o culpado, "podem ter a tendência para aumentar o número de casos em que a culpa é partilhada", logo em que não terão que indemnizar os automobilistas. Não foi possível ontem contactar a APS.
Mais uma habilidade para prejudicar o consumidor que é o bombo de festa do Estado e das empresas.
O aproveitamento dos distúrbios em França
DN
Ao fim e ao cabo
Mestiçagem
Vicente jorge Silva
O facto de os recentes motins nas banlieues francesas terem sido seguidos com uma atenção inusitada em todo o mundo - e explorados de forma sensacionalista por destacados media internacionais - é susceptível de várias explicações. Alguns editorialistas parisienses não deixaram, por exemplo, de atribuir todo esse alarde noticioso ao ressentimento que a tradicional sobranceria gaulesa desperta em países como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos (nomeadamente por causa do Iraque). Estando a França a braços com uma crise grave, teria soado a hora da revanche contra quem pretende dar lições de civilização aos outros mas se mostra incapaz de aplicá-las na sua própria casa.
Basta ter observado a maneira como foi aproveitada a questão em Portugal. A França, mesmo com os problemas que tem, sempre foi um país mais civilizado.
Ao fim e ao cabo
Mestiçagem
Vicente jorge Silva
O facto de os recentes motins nas banlieues francesas terem sido seguidos com uma atenção inusitada em todo o mundo - e explorados de forma sensacionalista por destacados media internacionais - é susceptível de várias explicações. Alguns editorialistas parisienses não deixaram, por exemplo, de atribuir todo esse alarde noticioso ao ressentimento que a tradicional sobranceria gaulesa desperta em países como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos (nomeadamente por causa do Iraque). Estando a França a braços com uma crise grave, teria soado a hora da revanche contra quem pretende dar lições de civilização aos outros mas se mostra incapaz de aplicá-las na sua própria casa.
Basta ter observado a maneira como foi aproveitada a questão em Portugal. A França, mesmo com os problemas que tem, sempre foi um país mais civilizado.
O que o sistema quer impor nas Presidenciais
DN
Alegre diz que há batota nos debates nas TV
paula martinheira
(...)
O que Alegre não aceita é uma ordenação que "tenha influência no processo eleitoral, condicionando e forçando uma bipolarização que se está já a preparar, como se a campanha fosse um confronto entre dois candidatos". Ontem, na inauguração da sede de candidatura de Faro, fez questão de lembrar que esta corrida eleitoral é um "confronto entre cinco candidatos". Só é pena, disse, que "alguns desses candidatos estejam a ser levados ao colo"
Na política deste país tudo são joguinhos e habilidades, basta ouvir o prof Martelo.
Alegre diz que há batota nos debates nas TV
paula martinheira
(...)
O que Alegre não aceita é uma ordenação que "tenha influência no processo eleitoral, condicionando e forçando uma bipolarização que se está já a preparar, como se a campanha fosse um confronto entre dois candidatos". Ontem, na inauguração da sede de candidatura de Faro, fez questão de lembrar que esta corrida eleitoral é um "confronto entre cinco candidatos". Só é pena, disse, que "alguns desses candidatos estejam a ser levados ao colo"
Na política deste país tudo são joguinhos e habilidades, basta ouvir o prof Martelo.
sábado, novembro 19, 2005
Um mundo de espertos insensíveis e ignorantes
Muitos dos debates sobre economia são absorvidos sobre o défice orçamental, suas implicações no nível de vida actual e sobretudo nos cortes necessários nas despesas de saúde e de educação, bem como na insustatibilidade do modelo de segurança social que como sabemos é muito fraco (como sempre foi) e tem condenado gerações de desfavorecidos a finais de vida tristes e desumanos. Junta-se o facto de muitos dos participantes terem uma noção primária da economia o que os leva, algumas vezes, a fazer afirmações sem o mínimo de consistência.
Não há dinheiro logo não haverá segurança social, ponto final. Falar da organização primitiva da maior parte das empresas, do papel legislativo abundante mas complicado para a vida económica, dos gastos não reprodutivos e sumptuários, do que afinal é o choque tecnológico (que mais parece uma receita para remédio dos calos) e da impreparação de tanto gestor que do cargo só vê o que ganha (imerecidamente), dos investimentos necessários e da maneira de os concretizar na economia competitiva:nada. Parece que a economia é deles e veio num artigo do jornal do partido para principiantes. Desde logo, uma marca ideológica (que dizem ter acabado) e uma insensibilidade para os problemas sociais que chega a enojar. A humanidade sempre soube o que era uma cadeia social e por estranho que pareça os selvagens dão provas de maior civilização, neste caso. Cada geração lega à seguinte um conjunto de valor acrescentado e não consumido. Para ser verdade que os jovens de hoje (ao sustentar a geração seguinte) estão a ser prejudicados seria necessário que abdicassem de todos os bens produzidos anteriormente e construíssem um novo mundo a partir do zero. Acresce o facto de até chegarem à idade adulta e trabalharem consomem produtos e serviços feitos pelos outros. Não se trata de caridade pagar reformas trata-se de direitos, a menos que os que produzem quando já não o possam fazer sejam considerados descartáveis. Isto que parece bom para os que acumularam o suficiente (muitas vezes à custa dos outros) para viverem o resto dos seus dias sem reformas, traduzir-se-á no princípio do fim do que chamamos sociedade. Alguns, dos que pensam assim não tiveram pais ou então já descendem de indivíduos sem qualquer noção de civilização (monstros insensíveis que geraram outros monstros). Só falta daqui a pouco advogar um extermínio generalizado de velhos (não ricos, sublinhe-se).
Não há dinheiro logo não haverá segurança social, ponto final. Falar da organização primitiva da maior parte das empresas, do papel legislativo abundante mas complicado para a vida económica, dos gastos não reprodutivos e sumptuários, do que afinal é o choque tecnológico (que mais parece uma receita para remédio dos calos) e da impreparação de tanto gestor que do cargo só vê o que ganha (imerecidamente), dos investimentos necessários e da maneira de os concretizar na economia competitiva:nada. Parece que a economia é deles e veio num artigo do jornal do partido para principiantes. Desde logo, uma marca ideológica (que dizem ter acabado) e uma insensibilidade para os problemas sociais que chega a enojar. A humanidade sempre soube o que era uma cadeia social e por estranho que pareça os selvagens dão provas de maior civilização, neste caso. Cada geração lega à seguinte um conjunto de valor acrescentado e não consumido. Para ser verdade que os jovens de hoje (ao sustentar a geração seguinte) estão a ser prejudicados seria necessário que abdicassem de todos os bens produzidos anteriormente e construíssem um novo mundo a partir do zero. Acresce o facto de até chegarem à idade adulta e trabalharem consomem produtos e serviços feitos pelos outros. Não se trata de caridade pagar reformas trata-se de direitos, a menos que os que produzem quando já não o possam fazer sejam considerados descartáveis. Isto que parece bom para os que acumularam o suficiente (muitas vezes à custa dos outros) para viverem o resto dos seus dias sem reformas, traduzir-se-á no princípio do fim do que chamamos sociedade. Alguns, dos que pensam assim não tiveram pais ou então já descendem de indivíduos sem qualquer noção de civilização (monstros insensíveis que geraram outros monstros). Só falta daqui a pouco advogar um extermínio generalizado de velhos (não ricos, sublinhe-se).
A triste e vã glória
DN
entrevista
"Figo saiu facilmente da memória"
Figo marcou uma era nos confrontos entre Real e Barça. Vai sentir-se a ausência do factor Figo esta noite?
Não se recorda muito Figo em Madrid, nem ao nível do clube nem ao nível da imprensa. É impressionante como um jogador que foi tão importante, como jogador e como símbolo - e ele foi o símbo- lo maior da relação entre Real Madrid e Barcelona nos últimos anos -, tenha desaparecido assim tão facilmente da memória das gentes. É como se nunca tivesse estado sequer em Madrid.
Santiago Segurola
Chefe de redacção do 'El País'
É o que acontece a quem só vê moedas...
entrevista
"Figo saiu facilmente da memória"
Figo marcou uma era nos confrontos entre Real e Barça. Vai sentir-se a ausência do factor Figo esta noite?
Não se recorda muito Figo em Madrid, nem ao nível do clube nem ao nível da imprensa. É impressionante como um jogador que foi tão importante, como jogador e como símbolo - e ele foi o símbo- lo maior da relação entre Real Madrid e Barcelona nos últimos anos -, tenha desaparecido assim tão facilmente da memória das gentes. É como se nunca tivesse estado sequer em Madrid.
Santiago Segurola
Chefe de redacção do 'El País'
É o que acontece a quem só vê moedas...
Sacrifícios porquê e para quem?
É preciso acreditar que há um futuro
Em Portugal, a crise começou a ser encarada a sério pelos governos. O actual Executivo, em particular, tem revelado coragem nas medidas a tomar, porventura ainda insuficientes
Érui machete
É um truísmo dizer que o modelo de Estado europeu de bem-estar se encontra em crise. Os portugueses vivem em pleno essa crise, apesar de nunca terem usufruído completamente das vantagens do Estado-Providência.
Nunca usufruímos nem nunca usufruiremos com esta política cega orçamental. A crise do país deriva da incompetência dos que, agora, nos ministram o remédio.
Em Portugal, a crise começou a ser encarada a sério pelos governos. O actual Executivo, em particular, tem revelado coragem nas medidas a tomar, porventura ainda insuficientes
Érui machete
É um truísmo dizer que o modelo de Estado europeu de bem-estar se encontra em crise. Os portugueses vivem em pleno essa crise, apesar de nunca terem usufruído completamente das vantagens do Estado-Providência.
Nunca usufruímos nem nunca usufruiremos com esta política cega orçamental. A crise do país deriva da incompetência dos que, agora, nos ministram o remédio.
Uma mudança para revitalizar o ambiente social
JN
Alegre avisa que PR "não é um corta-fitas"
Proposta Deputado diz que primeiro-ministro pode ser demitido sem dissolução do Parlamento E pede um chefe de Estado mais interventivo
Manuel Alegre defendeu, ontem, que, numa situação de crise, o presidente da República deve demitir o primeiro-ministro sem dissolver o Parlamento, procurando soluções de Governo dentro da maioria parlamentar ou de outros partidos. É que, para o candidato presidencial, o chefe de Estado "não é um corta-fitas
De corta-fitas e lamúrias está o inferno cheio...
Alegre avisa que PR "não é um corta-fitas"
Proposta Deputado diz que primeiro-ministro pode ser demitido sem dissolução do Parlamento E pede um chefe de Estado mais interventivo
Manuel Alegre defendeu, ontem, que, numa situação de crise, o presidente da República deve demitir o primeiro-ministro sem dissolver o Parlamento, procurando soluções de Governo dentro da maioria parlamentar ou de outros partidos. É que, para o candidato presidencial, o chefe de Estado "não é um corta-fitas
De corta-fitas e lamúrias está o inferno cheio...
sexta-feira, novembro 18, 2005
As rotações políticas
DN
Um problema de identidade
Há fortíssimos problemas de identidade e posicionamento na candidatura de Mário Soares. Só não vê quem não quer ou quem não pode. Primeiro, Soares devia explicar às pessoas porque é que alguém que já foi Presidente da República o quer ser outra vez.
(...)
Não é por acaso que o seu manifesto eleitoral buscou uma moderação e um recentramento ideológico, muito claro por exemplo nas suas referências completamente novas a um Estado social adequado ao desenvolvimento económico de Portugal. Isto é um Soares que não existia há um ano, que foi criado agora à pressa para um campanha eleitoral em que ele está de facto notoriamente com a identidade perdida.
Será um problema de identidade ou uma maneira de se adequar ao neoliberalismo?
Um problema de identidade
Há fortíssimos problemas de identidade e posicionamento na candidatura de Mário Soares. Só não vê quem não quer ou quem não pode. Primeiro, Soares devia explicar às pessoas porque é que alguém que já foi Presidente da República o quer ser outra vez.
(...)
Não é por acaso que o seu manifesto eleitoral buscou uma moderação e um recentramento ideológico, muito claro por exemplo nas suas referências completamente novas a um Estado social adequado ao desenvolvimento económico de Portugal. Isto é um Soares que não existia há um ano, que foi criado agora à pressa para um campanha eleitoral em que ele está de facto notoriamente com a identidade perdida.
Será um problema de identidade ou uma maneira de se adequar ao neoliberalismo?
Proíbido sofrer de doenças dos olhos em Portugal
DN
Ano e meio de espera na consulta de oftalmologia dos Capuchos
Hospital contesta críticas de ministro quanto ao número de oftalmologistas
sofia jesus
Um utente espera, em média, um ano e meio por uma primeira consulta de oftalmologia no Hospital dos Capuchos. Uma espera que, segundo a directora do serviço da especialidade desta unidade, Lucília Lopes, revela melhorias nos últimos anos e poderia ser menor, se houvesse mais oftalmologistas.
Eis a causa de tanto céguinho que anda por aí sem ver nada. Quem tiver dinheiro que vá às clínicas particulares. Os outros que se amanhem.
Ano e meio de espera na consulta de oftalmologia dos Capuchos
Hospital contesta críticas de ministro quanto ao número de oftalmologistas
sofia jesus
Um utente espera, em média, um ano e meio por uma primeira consulta de oftalmologia no Hospital dos Capuchos. Uma espera que, segundo a directora do serviço da especialidade desta unidade, Lucília Lopes, revela melhorias nos últimos anos e poderia ser menor, se houvesse mais oftalmologistas.
Eis a causa de tanto céguinho que anda por aí sem ver nada. Quem tiver dinheiro que vá às clínicas particulares. Os outros que se amanhem.
O ataque ao Estado
DN
TC volta a responsabilizar ex-gestores da saúde
Auditoria do Tribunal de Contas ao Amadora-Sintra reduz-se a 20 visados
rute araújo
caso. Fiscalização ao contrato do Hospital Amadora-Sintra foi iniciada pelo TC em 2002, após uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças
Tribunal de Contas detectou também responsbailidades financeiras no caso do Amadora-Sintra e diz que o Estado foi lesado em 69,6 milhões de euros
Depois digam que o Estado está em crise e que são precisos sacrifícios. Pelos vistos, alguns têm benefícios... Assim não há Estado que resista.
TC volta a responsabilizar ex-gestores da saúde
Auditoria do Tribunal de Contas ao Amadora-Sintra reduz-se a 20 visados
rute araújo
caso. Fiscalização ao contrato do Hospital Amadora-Sintra foi iniciada pelo TC em 2002, após uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças
Tribunal de Contas detectou também responsbailidades financeiras no caso do Amadora-Sintra e diz que o Estado foi lesado em 69,6 milhões de euros
Depois digam que o Estado está em crise e que são precisos sacrifícios. Pelos vistos, alguns têm benefícios... Assim não há Estado que resista.
quinta-feira, novembro 17, 2005
Só nos falta a grande muralha
DN
Borges diz que Presidente é "um grande educador"
francisco almeida leite
António Borges falou ontem nas 'Noites à Direita'
"Vejo um Presidente da República como um grande educador", disse ontem António Borges, do PSD, numa conferência em Lisboa.
António Borges, que é membro da Comissão de Honra de Cavaco Silva, disse que "o Presidente da República terá um papel crucial que não é o de governar, mas o de fazer subir o nível da exigência.
De novo o maoísmo? Não sabíamos que tínhamos tantos admiradores do Mao. Safa!
Borges diz que Presidente é "um grande educador"
francisco almeida leite
António Borges falou ontem nas 'Noites à Direita'
"Vejo um Presidente da República como um grande educador", disse ontem António Borges, do PSD, numa conferência em Lisboa.
António Borges, que é membro da Comissão de Honra de Cavaco Silva, disse que "o Presidente da República terá um papel crucial que não é o de governar, mas o de fazer subir o nível da exigência.
De novo o maoísmo? Não sabíamos que tínhamos tantos admiradores do Mao. Safa!
A pensar morreu um burro com albarda e tudo
DN
Selecção e edição das declarações dos comentadores do programa Quadratura do Círculo por Francisco Sena Santos
Enquanto Mário Soares está a fazer uma campanha para 20%, Cavaco Silva está a fazer uma campanha para 51%. A campanha de Cavaco Silva é essen- cialmente declarativa, típica de um pré-presidente. Não passa tanto pelo diálogo nem pela discussão com os outros candidatos e dos temas deles, diz o que quer a quem quer. Pode parecer rígido, pode-se gostar ou não, mas é uma estratégia de campanha que tem razão de ser.
Sobretudo é uma estratégia de campanha para quem não pensa pela sua cabeça e tenha má memória. Possivelmente, alguém o empossou já à rebelia do voto dos cidadãos. Agora só falta a confirmação. Será? Contar com o ovo antes de sair da galinha pode não ser uma boa estratégia.
Selecção e edição das declarações dos comentadores do programa Quadratura do Círculo por Francisco Sena Santos
Enquanto Mário Soares está a fazer uma campanha para 20%, Cavaco Silva está a fazer uma campanha para 51%. A campanha de Cavaco Silva é essen- cialmente declarativa, típica de um pré-presidente. Não passa tanto pelo diálogo nem pela discussão com os outros candidatos e dos temas deles, diz o que quer a quem quer. Pode parecer rígido, pode-se gostar ou não, mas é uma estratégia de campanha que tem razão de ser.
Sobretudo é uma estratégia de campanha para quem não pensa pela sua cabeça e tenha má memória. Possivelmente, alguém o empossou já à rebelia do voto dos cidadãos. Agora só falta a confirmação. Será? Contar com o ovo antes de sair da galinha pode não ser uma boa estratégia.
Transformar o negativo em positivo
JPP no Abrupto e no "Público" vem dizer de sua justiça quanto às candidaturas presidenciais, sobretudo à de Cavaco. Inteligente, como é, começa por constatar as deficiências de Cavaco e Silva perante as cameras de televisão para depois transformar aquele incómodo em desejo do eleitorado. Que o candidato é pela afirmativa e gera um ambiente de confiança. Para quem? Certamente, para os que o apoiam. Quanto a Mário Soares há que definir a sua campanha como provocatória e mais próxima do Bloco de Esquerda (???), assustando a classe média.. Manuel Alegre aparece como complemento e sem muitos ataques para já. A sua condição de poeta, deve parecer aos olhos dos práticos e positivistas políticos rótulo que chegue para o afastar do eleitorado comum. Um não fala, outro fala de mais e um é poeta. Os outros dois (que se esforçam em confirmar o lugar para onde são empurrados) ainda não disseram quem querem. JPP é um elemento muito perigoso quando com a sua mestria de escrita se dirige a camadas um pouco mais letradas para levar a água ao seu moínho.
Música para descobrir
You heard the 'Mosaicos do Soledad' by 'Curandero', which is available at magnatune.com
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quarta-feira, novembro 16, 2005
Cidadão avisado vale por dois
Pode ver aqui quem são os inimigos da Internet (países mais repressivos da liberdade online) e os países a vigiar (pouco em comum com os anteriores, são habitualmente respeitadores da liberdade dos cidadãos mas que de vez em quando colocam medidas perigosas para a liberdade de expressão) segundo os Reporters sans Frontières
As definições da Economia
No Pulo do Lobo
A economia é geralmente definida como a ciência que procura explicar o comportamento dos indivíduos a partir da sua reacção aos incentivos existentes na sociedade.
Será que começa a existir uma tendência de Pavlov na Economia?
A economia é geralmente definida como a ciência que procura explicar o comportamento dos indivíduos a partir da sua reacção aos incentivos existentes na sociedade.
Será que começa a existir uma tendência de Pavlov na Economia?
Se há mais Metro (+130%!) há mais custo...
Não há derrapagem no Metro, há de facto, mais Metro do que estava previsto...Ouvir as sábias palavras do autarca na TSF
De tolo e louco todos temos um pouco
Pinochet simulou estar louco e pode ser julgado. Boa maneira de escapar às responsabilidades. Já imaginamos quantos se poderiam declarar loucos na Tribulandia... Ler o artigo aqui
Uma mulher de armas e bagagens
Já começamos a sentir saudades de ver e ouvir na televisão a querida autarca de Felgueiras, Fátima Felgueiras. Será que já se esqueceu dos milhares de fans que tem por todo o país?
Quanto mais berras e mentes mais gosto de ti
Expresso
Ao que o poder obriga...
José António Lima
HÁ UM ano e meio, Alberto João Jardim apoiava publicamente uma candidatura presidencial de Santana Lopes e deixava no ar que, caso este não avançasse, ele próprio, Jardim, o faria para se opor a uma eventual candidatura de Cavaco Silva. No início de Fevereiro deste ano, há nove meses, em pleno desmanchar de feira do arraial santanista à frente do PSD e da governação do país, Jardim não poupava Cavaco: «O comportamento do senhor Silva é causa de expulsão do partido», vociferava. Esta semana, Jardim veio anunciar que, ele e o seu PSD/Madeira, «resolveram dar todo o apoio que for solicitado à candidatura nacional e suprapartidária do professor Cavaco Silva»...
É o representante mais legítimo da classe política portuguesa. Deveria ser eleito Presidente Vitalício da República (da Madeira já o é).
Ao que o poder obriga...
José António Lima
HÁ UM ano e meio, Alberto João Jardim apoiava publicamente uma candidatura presidencial de Santana Lopes e deixava no ar que, caso este não avançasse, ele próprio, Jardim, o faria para se opor a uma eventual candidatura de Cavaco Silva. No início de Fevereiro deste ano, há nove meses, em pleno desmanchar de feira do arraial santanista à frente do PSD e da governação do país, Jardim não poupava Cavaco: «O comportamento do senhor Silva é causa de expulsão do partido», vociferava. Esta semana, Jardim veio anunciar que, ele e o seu PSD/Madeira, «resolveram dar todo o apoio que for solicitado à candidatura nacional e suprapartidária do professor Cavaco Silva»...
É o representante mais legítimo da classe política portuguesa. Deveria ser eleito Presidente Vitalício da República (da Madeira já o é).
A travessia económica do Mediterrâneo
DN
Portugal diverge da UE há quatro anos
Economia cresce 0,3%, com exportações e investimento em queda
rudolfo rebêlo
"O défice externo atinge os 8%... este é o indicador mais grave. A economia não está a crescer e nós, ainda por cima, endividamo-nos", diz César das Neves
Portugal diverge da UE e aproxima-se da União Africana do Norte.
Portugal diverge da UE há quatro anos
Economia cresce 0,3%, com exportações e investimento em queda
rudolfo rebêlo
"O défice externo atinge os 8%... este é o indicador mais grave. A economia não está a crescer e nós, ainda por cima, endividamo-nos", diz César das Neves
Portugal diverge da UE e aproxima-se da União Africana do Norte.
Quem vota, não vê corações
DN
Vota contra concordando
João morgado fernandes
O PSD de Marques Mendes tem um problema de fundo - o Governo de José Sócrates poderia ser um Governo do PSD, não deixando de ser do PS. É o Governo mais Bloco Central desde o verdadeiro Bloco Central
Exactamente, sem pôr nem tirar. Um autêntico sósia.
Vota contra concordando
João morgado fernandes
O PSD de Marques Mendes tem um problema de fundo - o Governo de José Sócrates poderia ser um Governo do PSD, não deixando de ser do PS. É o Governo mais Bloco Central desde o verdadeiro Bloco Central
Exactamente, sem pôr nem tirar. Um autêntico sósia.
Quando os políticos fazem sociologia
As novas teorias sociológicas dos políticos:"Le ministre de l'emploi fait de la polygamie une "cause possible" des violences urbaines". Pode ler o artigo aqui
Os Direitos Humanos também estão em crise?
A ser verdade o que se lê aqui por onde andarão os Direitos Humanos?
Monsieur de La Palisse
DN
Linhas direitas
Um PIB a cair
Luís delgado
O Banco de Portugal reduziu, de 0,5 para 0,3 por cento, a estimativa de crescimento do PIB para este ano. Apesar deste recuo, no limiar da recessão, mas em completa estagnação, o BP ainda reforça o pessimismo afirmando, no seu relatório da conjuntura, que ainda existem muitos factores de incerteza e que este número não pode ser lido como uma previsão infalível.
No comments, please.
Linhas direitas
Um PIB a cair
Luís delgado
O Banco de Portugal reduziu, de 0,5 para 0,3 por cento, a estimativa de crescimento do PIB para este ano. Apesar deste recuo, no limiar da recessão, mas em completa estagnação, o BP ainda reforça o pessimismo afirmando, no seu relatório da conjuntura, que ainda existem muitos factores de incerteza e que este número não pode ser lido como uma previsão infalível.
No comments, please.
Quando não há pão, há que procurá-lo
Mais um debate sobre a imigração e integração. Como não podia deixar de ser, acabamos na famosa crise, nos problemas decorrentes do desemprego e na afirmação emergente da China e da Índia. Não há que chegue para todos, toca a diminuir a parte de cada um. Isto, para os que trabalham em profissões de mão-de-obra intensiva com poucos ganhos mas mesmo assim com melhor situação do que os chineses, parece. Alguns parece que nunca se debruçaram sobre a globalização e não estudaram as suas consequências. Voltamos de novo, às diferenças de valor acrescentado que se inclinam, sobretudo, para os produtos de maior tecnologia e cuja força de marketing é notória e decisiva. As produções essenciais também estão concentradas, caso dos cereais, dos petróleos, e assim os países pobres têm dificuldade em escoar os seus produtos agrícolas. Encerrados entre a agricultura e indústrias rudimentares ou de extracção por alheios estes países sentem a necessidade de investimentos mais modernos mas que só podem vir de ajuda externa por falta de ciência própria e de recursos financeiros. O recurso a crédito externo, as deficiências de gestão interna com grande participação da corrupção mais invalidam os seus esforços de sair do fundo do poço. Acresce a importação de bens de luxo para as camadas superiores da sociedade, muitas vezes supérfluos. Todo um problema que a OMC não consegue e dificulta a resolução. E isto, não se resolve com ajudas humanitárias. Os fortes ficam mais fortes, a China vai destruindo mercados, a desorganização interna agrava os problemas e os tecnocratas assistem impassíveis à derrocada. Notem o que se passa em Portugal com a "recente" técnica do aperta o cinto, da falta de imaginação e da entrega estúpida ao consumerismo e ao crédito para o mesmo. Uma nova ordem económica mundial se impõe com um retorno ao princípio fundamental da economia ao serviço do homem e não ao contrário.Mas para isso são necessárias ambições de liderança e carácter para além de meia dúzia de benefícios pessoais.
Quando o cimento bate mais forte
JN
Auditoria arrasa gestão do Metropolitano de Lisboa
Em Abril de 2004, o Tribunal de Contas divulgou uma auditoria que arrasava por completo a gestão do Metro de Lisboa. Um dos pontos mais criticados prende-se com a gestão e o controlo dos processos de empreitadas. Segundo o documento, a falta de maturidade e de rigor na elaboração de projectos contribuem para o deslizamento dos prazos e dos encargos.
É uma pândega quando se trata de administrar dinheiros públicos. Consequências: nada.
Auditoria arrasa gestão do Metropolitano de Lisboa
Em Abril de 2004, o Tribunal de Contas divulgou uma auditoria que arrasava por completo a gestão do Metro de Lisboa. Um dos pontos mais criticados prende-se com a gestão e o controlo dos processos de empreitadas. Segundo o documento, a falta de maturidade e de rigor na elaboração de projectos contribuem para o deslizamento dos prazos e dos encargos.
É uma pândega quando se trata de administrar dinheiros públicos. Consequências: nada.
O trabalho na modernidade
JN
Precariedade domina emprego
Estudo Inserção profissional da maioria dos licenciados passa pelos vínculos a prazo
A inserção profissional dos diplomados da Universidade de Lisboa (UL) no mercado de trabalho pode ser considerada "bem sucedida", muito embora "a precariedade continue a ser a tónica dominante das relações contratuais". A conclusão é de um estudo que é apresentado hoje, no Salão Nobre da Reitoria da UL.
Assim, podem ser descartáveis facilmente, mais submissos e trabalharem horas sem receber.
Precariedade domina emprego
Estudo Inserção profissional da maioria dos licenciados passa pelos vínculos a prazo
A inserção profissional dos diplomados da Universidade de Lisboa (UL) no mercado de trabalho pode ser considerada "bem sucedida", muito embora "a precariedade continue a ser a tónica dominante das relações contratuais". A conclusão é de um estudo que é apresentado hoje, no Salão Nobre da Reitoria da UL.
Assim, podem ser descartáveis facilmente, mais submissos e trabalharem horas sem receber.
Quando o Metro chega aos Kilómetros
JN
Estado apanha Metro do Porto de surpresa
despacho Governo tira poder de decisão à Comissão Executiva e prepara mudança na lei para assumir a gestão Administradores não foram avisados
Hugo Silva
Os administradores da Metro do Porto foram surpreendidos pela publicação, em "Diário da República", de um despacho governamental que retira poder de decisão à Comissão Executiva da empresa e anuncia a criação de um grupo de trabalho para estudar a situação da empreitada. O objectivo passa por "propor ao Governo alterações legislativas e estatutárias indispensáveis à reposição do equilíbrio operacional e financeiro do projecto".
Pelos vistos, a festa do dinheiro público parou no condomínio fechado dos autarcas e seus muchachos.
Estado apanha Metro do Porto de surpresa
despacho Governo tira poder de decisão à Comissão Executiva e prepara mudança na lei para assumir a gestão Administradores não foram avisados
Hugo Silva
Os administradores da Metro do Porto foram surpreendidos pela publicação, em "Diário da República", de um despacho governamental que retira poder de decisão à Comissão Executiva da empresa e anuncia a criação de um grupo de trabalho para estudar a situação da empreitada. O objectivo passa por "propor ao Governo alterações legislativas e estatutárias indispensáveis à reposição do equilíbrio operacional e financeiro do projecto".
Pelos vistos, a festa do dinheiro público parou no condomínio fechado dos autarcas e seus muchachos.
terça-feira, novembro 15, 2005
A passividade cultural portuguesa
JN
E para quando o 4 de Julho?
por SÉRGIO DE ANDRADE JORNALISTA
Vi, em tempos, muitos e bons filmes italianos, franceses ou ingleses; vi até muitos filmes menos bons ou mesmo pirosos oriundos de outros países. Hoje, faço como toda a gente quase que me limito a ver cinema "made in Hollywood".
É a chamada colonização cultural. Quando uma potência como os Estados Unidos chega a um ponto em que pode dizer "The world is us!", versão alargada do histórico "L'État c'est moi!", é inevitável, não que imponha as suas regras aos outros povos, mas que, passivamente, estes façam questão de as aceitar como suas.
(...)
Mas se calhar já não há nada a fazer num país que aceita que o colonizem, culturalmente que seja. Ainda assim, faço questão de me erguer e bradar bem alto "Senhores das escolas, senhores da Televisão, não é precisa tanta subserviência! Por que cargas de água é que havemos de assinalar o Halloween na véspera do Dia de Todos os Santos?! Desde quando é que a Noite das Bruxas faz parte da tradição portuguesa? O que virá a seguir? Faremos do 4 de Julho um feriado nacional?!".
De colonizadores a colonizados, voluntariamente. A subserviência é uma das características dos nossos políticos e mandantes.
E para quando o 4 de Julho?
por SÉRGIO DE ANDRADE JORNALISTA
Vi, em tempos, muitos e bons filmes italianos, franceses ou ingleses; vi até muitos filmes menos bons ou mesmo pirosos oriundos de outros países. Hoje, faço como toda a gente quase que me limito a ver cinema "made in Hollywood".
É a chamada colonização cultural. Quando uma potência como os Estados Unidos chega a um ponto em que pode dizer "The world is us!", versão alargada do histórico "L'État c'est moi!", é inevitável, não que imponha as suas regras aos outros povos, mas que, passivamente, estes façam questão de as aceitar como suas.
(...)
Mas se calhar já não há nada a fazer num país que aceita que o colonizem, culturalmente que seja. Ainda assim, faço questão de me erguer e bradar bem alto "Senhores das escolas, senhores da Televisão, não é precisa tanta subserviência! Por que cargas de água é que havemos de assinalar o Halloween na véspera do Dia de Todos os Santos?! Desde quando é que a Noite das Bruxas faz parte da tradição portuguesa? O que virá a seguir? Faremos do 4 de Julho um feriado nacional?!".
De colonizadores a colonizados, voluntariamente. A subserviência é uma das características dos nossos políticos e mandantes.
Um fenómeno complexo em França
Pensamentos interessantes no "Le Monde" para ajudar a compreender o fenómeno dos incidentes em França: "Rien ne sépare les enfants d'immigrés du reste de la société" . Pode ser lido aqui
Mais um apelo em fim de festa
JN
Sampaio apela a novas regras no Superior
"O Ensino Superior está desregulado e organizado em redes sem sentido", considerou, ontem, o Presidente da República. Jorge Sampaio, que presidiu à cerimónia de abertura do ano lectivo no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), com a recepção dos novos 1.600 alunos das escolas da região, defendeu que "nenhum país será competitivo se não tiver uma multidão de licenciados", lembrando que, em Portugal, a taxa de licenciaturas ronda os 11% quando, "nos países nossos concorrentes a taxa é superior aos 20%
O mais interessante é que andamos sempre a repetir as mesmas coisas e tudo continua na mesma.
Sampaio apela a novas regras no Superior
"O Ensino Superior está desregulado e organizado em redes sem sentido", considerou, ontem, o Presidente da República. Jorge Sampaio, que presidiu à cerimónia de abertura do ano lectivo no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), com a recepção dos novos 1.600 alunos das escolas da região, defendeu que "nenhum país será competitivo se não tiver uma multidão de licenciados", lembrando que, em Portugal, a taxa de licenciaturas ronda os 11% quando, "nos países nossos concorrentes a taxa é superior aos 20%
O mais interessante é que andamos sempre a repetir as mesmas coisas e tudo continua na mesma.
Os estranhos lapsos de memória
JN
Jovem nega abusos que revelara à Judiciária
Casa Pia Alegada vítima desmentiu em tribunal abusos de Carlos Silvino Ex-motorista também garante que nunca violentou este jovem
(...)
Os advogados da Casa Pia não arriscam grandes explicações para esta situação, dizendo, apenas, que se trata de um jovem muito "perturbado do ponto de vista emocional" e que os pedopsiquiatras que irão testemunhar em tribunal darão, certamente, uma explicação para isto. Silvino nega também que alguma vez tenha abusado deste jovem.Os exames feitos no Instituto de Medicina Legal revelam que S.A foi abusado repetidamente.
Um dia destes, nem há violações...
Jovem nega abusos que revelara à Judiciária
Casa Pia Alegada vítima desmentiu em tribunal abusos de Carlos Silvino Ex-motorista também garante que nunca violentou este jovem
(...)
Os advogados da Casa Pia não arriscam grandes explicações para esta situação, dizendo, apenas, que se trata de um jovem muito "perturbado do ponto de vista emocional" e que os pedopsiquiatras que irão testemunhar em tribunal darão, certamente, uma explicação para isto. Silvino nega também que alguma vez tenha abusado deste jovem.Os exames feitos no Instituto de Medicina Legal revelam que S.A foi abusado repetidamente.
Um dia destes, nem há violações...
Uma das razões do mau ensino na Tribulandia
JN
Docentes universitários com diplomas falsos
denúncia Director-executivo da Fundação Fulbright alerta instituições de ensino para gravidade da situação "Canudos" à venda na Net
Há professores a leccionar no Ensino Superior com falsos diplomas académicas, comprados a empresas norte-americanas que pululam na Internet. Paulo Zagalo e Melo, director executivo da Fundação Fulbright, disse ao JN que bastaria apenas existir um único caso - embora afirme conhecer mais do que um - para se temer a gravidade da situação. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) não quis comentar a acusação e afirma ficar à espera das denúncias para agir em conformidade.
E vai acontecer alguma coisa no meio de tanta aldrabice que por aí anda? Alguns até são doutores por terem tirado um curso rápido no estrangeiro...
Docentes universitários com diplomas falsos
denúncia Director-executivo da Fundação Fulbright alerta instituições de ensino para gravidade da situação "Canudos" à venda na Net
Há professores a leccionar no Ensino Superior com falsos diplomas académicas, comprados a empresas norte-americanas que pululam na Internet. Paulo Zagalo e Melo, director executivo da Fundação Fulbright, disse ao JN que bastaria apenas existir um único caso - embora afirme conhecer mais do que um - para se temer a gravidade da situação. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) não quis comentar a acusação e afirma ficar à espera das denúncias para agir em conformidade.
E vai acontecer alguma coisa no meio de tanta aldrabice que por aí anda? Alguns até são doutores por terem tirado um curso rápido no estrangeiro...
segunda-feira, novembro 14, 2005
A ocupação dos estudantes em Portugal
'Furos' preenchidos com sudoku e batalha naval
ensino Ministério da Educação receptivo a proceder a modificações Situação preocupa pais
josé carmo Fernando Basto
"É preciso um professor para uma substituição na sala 12". A convocatória é feita por altifalante. Contrafeito, um professor de Filosofia dirige-se à sala do 7.º ano para substituir a professora de Matemática. Seguem-se 90 minutos de sudoku, batalha naval, jogo da forca e palavras cruzadas. Vale tudo, desde que se mantenham os cerca de 30 alunos na sala.
Mas que falta de imaginação...
ensino Ministério da Educação receptivo a proceder a modificações Situação preocupa pais
josé carmo Fernando Basto
"É preciso um professor para uma substituição na sala 12". A convocatória é feita por altifalante. Contrafeito, um professor de Filosofia dirige-se à sala do 7.º ano para substituir a professora de Matemática. Seguem-se 90 minutos de sudoku, batalha naval, jogo da forca e palavras cruzadas. Vale tudo, desde que se mantenham os cerca de 30 alunos na sala.
Mas que falta de imaginação...
Só mesmo em Portugal
DN
Um caso para Cavaco
As presidenciais poderão resolver-se, não pelas belas frases dos manifestos ou pelos nomes sonantes das várias comissões, mas sim pelo 'fait-divers'. O que Cavaco e a sua candidatura mais temem é um 'caso'
João Morgado fernandes
(...)
Enquanto puder, é isso que fará Cavaco. Em cenários estudados ao milímetro, com palavras e silêncios encenados ao pormenor, tentará gerir a vantagem, fingindo que, à semelhança do que aconteceu durante toda uma década, está sozinho na corrida.
Num país de calados e pachorrentos cidadãos, nada como um bom fingimento a ver se pega.
Um caso para Cavaco
As presidenciais poderão resolver-se, não pelas belas frases dos manifestos ou pelos nomes sonantes das várias comissões, mas sim pelo 'fait-divers'. O que Cavaco e a sua candidatura mais temem é um 'caso'
João Morgado fernandes
(...)
Enquanto puder, é isso que fará Cavaco. Em cenários estudados ao milímetro, com palavras e silêncios encenados ao pormenor, tentará gerir a vantagem, fingindo que, à semelhança do que aconteceu durante toda uma década, está sozinho na corrida.
Num país de calados e pachorrentos cidadãos, nada como um bom fingimento a ver se pega.
O cronista de serviço
DN
Linhas direitas
A força de Fátima
Luís delgado
São impressionantes, para um católico, mas igualmente para qualquer outro cidadão de outra religião, ou ateu, ou simplesmente desatento, as imagens de fé que levaram, no sábado, centenas de milhares de pessoas a acompanhar a imagem de Nossa Senhora de Fátima pelas ruas de Lisboa.
Bem precisamos que a Senhora de Fátima nos ajude com cronistas como este.
Linhas direitas
A força de Fátima
Luís delgado
São impressionantes, para um católico, mas igualmente para qualquer outro cidadão de outra religião, ou ateu, ou simplesmente desatento, as imagens de fé que levaram, no sábado, centenas de milhares de pessoas a acompanhar a imagem de Nossa Senhora de Fátima pelas ruas de Lisboa.
Bem precisamos que a Senhora de Fátima nos ajude com cronistas como este.
domingo, novembro 13, 2005
Mais uma da Comissão Europeia contra o direito dos consumidores
European Report Threatens Consumers' Rights
The Electronic Frontier Foundation (EFF) has criticized a European Commission group for assuming that digital rights management (DRM) is the only way to foster development of the home audiovisual market.
Full story, EFF's critique
Oct 17, 2005
Esperemos que o Parlamento Europeu lhes dê a mesma respota que deu ás Patentes de Software: reprovação.
The Electronic Frontier Foundation (EFF) has criticized a European Commission group for assuming that digital rights management (DRM) is the only way to foster development of the home audiovisual market.
Full story, EFF's critique
Oct 17, 2005
Esperemos que o Parlamento Europeu lhes dê a mesma respota que deu ás Patentes de Software: reprovação.
O terceiro mundo cá dentro
JN
Crise leva portugueses a trabalhar no estrangeiro
Emigração Espanha é o país mais procurado Salários mais elevados são um dos atractivos
A crise na construção civil atira todos os anos milhares de trabalhadores portugueses para o estrangeiro. Espanha, França, Holanda e Inglaterra são os principais destinos da mão-de-obra nacional, seduzida pela possibilidade de ganhar o triplo, fazendo praticamente o mesmo que fariam do lado de cá da fronteira.
O grande choque tecnológico dos políticos. Agora, só resta esperar que os imigrantes enviem as suas poupanças para Portugal para equilibrarem a balança de pagamentos.
Crise leva portugueses a trabalhar no estrangeiro
Emigração Espanha é o país mais procurado Salários mais elevados são um dos atractivos
A crise na construção civil atira todos os anos milhares de trabalhadores portugueses para o estrangeiro. Espanha, França, Holanda e Inglaterra são os principais destinos da mão-de-obra nacional, seduzida pela possibilidade de ganhar o triplo, fazendo praticamente o mesmo que fariam do lado de cá da fronteira.
O grande choque tecnológico dos políticos. Agora, só resta esperar que os imigrantes enviem as suas poupanças para Portugal para equilibrarem a balança de pagamentos.
O défice democrático português
JN
Municípios não estimulam participação dos cidadãos
estudo Tese de mestrado revela escasso envolvimento no processo de decisão Contacto quase exclusivo com os presidentes de Câmara constitui uma "ameaça séria à democracia local"
Autor do estudo declarou ao JN que "os políticos locais vivem numa redoma"
Paulo Martins
Os cidadãos estão afastados do processo de decisão política municipal, porque os autarcas, apesar de atribuírem grande importância à sua participação, não a estimulam. É esta a principal conclusão de uma tese de mestrado em Administração Pública defendida este ano na Universidade do Minho.
Nem lhes interessa estimular. A democracia em Portugal esgota-se no acto de votar.
Municípios não estimulam participação dos cidadãos
estudo Tese de mestrado revela escasso envolvimento no processo de decisão Contacto quase exclusivo com os presidentes de Câmara constitui uma "ameaça séria à democracia local"
Autor do estudo declarou ao JN que "os políticos locais vivem numa redoma"
Paulo Martins
Os cidadãos estão afastados do processo de decisão política municipal, porque os autarcas, apesar de atribuírem grande importância à sua participação, não a estimulam. É esta a principal conclusão de uma tese de mestrado em Administração Pública defendida este ano na Universidade do Minho.
Nem lhes interessa estimular. A democracia em Portugal esgota-se no acto de votar.
A mania dos modernismos no Porto
JN
porto
Aliados pela Avenida contra Baixa cinzenta
concentração Associações recolhem mais assinaturas contra projecto de requalificação Busca de diálogo é "a derradeira ofensiva diplomática"
(...)
O que se contesta é que "a Baixa fique cinzenta e desprovida de imaginação", aplicando-se "uma qualquer fórmula matemática ou padrão geométrico", "sem atender à história e ao carácter dos lugares". O que se rejeita é o abandono da calçada portuguesa a favor do granito. O que se pede , numa "derradeira ofensiva diplomática", é diálogo e um concurso de ideias.
Fernanda Junqueiro, reformada após 43 anos como funcionária na Câmara do Porto, decidiu aliar-se ao movimento que quer debater o projecto para a Avenida, de autoria dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, porque "tem voz". "Sou cidadã, não uma palerma que come e cala".
Eis o resultado de políticos sem qualquer vivência da cidade, de arquitectos que perderam a noção do equilíbrio e resolvem fazer experiências com o tecido social e de um cinzentismo cultural que escurece a cidade.
porto
Aliados pela Avenida contra Baixa cinzenta
concentração Associações recolhem mais assinaturas contra projecto de requalificação Busca de diálogo é "a derradeira ofensiva diplomática"
(...)
O que se contesta é que "a Baixa fique cinzenta e desprovida de imaginação", aplicando-se "uma qualquer fórmula matemática ou padrão geométrico", "sem atender à história e ao carácter dos lugares". O que se rejeita é o abandono da calçada portuguesa a favor do granito. O que se pede , numa "derradeira ofensiva diplomática", é diálogo e um concurso de ideias.
Fernanda Junqueiro, reformada após 43 anos como funcionária na Câmara do Porto, decidiu aliar-se ao movimento que quer debater o projecto para a Avenida, de autoria dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, porque "tem voz". "Sou cidadã, não uma palerma que come e cala".
Eis o resultado de políticos sem qualquer vivência da cidade, de arquitectos que perderam a noção do equilíbrio e resolvem fazer experiências com o tecido social e de um cinzentismo cultural que escurece a cidade.
Os excluídos do regime português de solidariedade
JN
Arrumadores entre o cassetete da Polícia e os 30 euros
porto feliz Câmara apenas contabiliza os que são toxicodependentes mas reconhece que há mais Polícia acusada de ineficácia e de maus tratos
Perderam o emprego, a família e os sonhos. E encontraram na droga - na heroína, quase sempre -, um refúgio. Ou o contrário. Experimentaram a droga primeiro, e perderam tudo o resto depois. Nas ruas do Porto, há versões infinitas para explicar a motivação de quem gasta as horas inteiras a arrumar carros até perfazer, diariamente, 30 euros - quantia exacta para adquirir uma dose de vício.
Eis o que acontece a uma sociedade que se alimenta do egoísmo e da corrupção.
Arrumadores entre o cassetete da Polícia e os 30 euros
porto feliz Câmara apenas contabiliza os que são toxicodependentes mas reconhece que há mais Polícia acusada de ineficácia e de maus tratos
Perderam o emprego, a família e os sonhos. E encontraram na droga - na heroína, quase sempre -, um refúgio. Ou o contrário. Experimentaram a droga primeiro, e perderam tudo o resto depois. Nas ruas do Porto, há versões infinitas para explicar a motivação de quem gasta as horas inteiras a arrumar carros até perfazer, diariamente, 30 euros - quantia exacta para adquirir uma dose de vício.
Eis o que acontece a uma sociedade que se alimenta do egoísmo e da corrupção.
Os intelectuais do regime
No programa do "Eixo do Mal" da RTP2 apareceu, desta vez, Ana Gomes, como convidada. Escusado será dizer que o programa perdeu a sua habitual acutilância e que ela absorveu, sempre que lhe foi possível, a conversação. Lá veio a malfadada questão dos pedófilos, o despacho que liberta alguns acusados de irem a tribunal, por erros de investigação e o costumado assunto da honorabilidade dos isentos por erros processuais. E isto não vai ter consequências? Ana Gomes lá veio com alguns argumentos anti-americanos (?) a propósito das detenções sem qualquer explicação em prisões europeias. Falou-se também de França e alguém lembrou as condições em que se vive em muitos bairros de Portugal, bem pior do que as cidades dormitório. A França que, na verdade, dá uma maior liberdade aos cidadãos e tem políticas sociais bem superiores a muitos outros países, sofre uma onda de choque de civilizações que é aproveitada para denegrir o seu modelo social. Debaixo de um pseudo-intelectualismo, Ana Gomes nada mais faz do que defender o sistema vigente em Portugal, esperando alguma colocação em orgão de destaque. Há intelectuais, que dando uma no cravo e outra na ferradura, constituem, de forma aparentemente inocente, a vanguarda de interesses instalados.
sábado, novembro 12, 2005
Uma bandeira do norte que veio de Lisboa
Semanário Económico
Costa Lima fica como presidente da comissão executiva
Basílio Horta quer fazer da API a bandeira do Norte
Nas primeiras declarações públicas enquanto sucessor ao cargo de Miguel Cadilhe, Basílio Horta diz que a API tem que ajudar o Porto e o Norte a reconquistarem poder. A tomada de posse deve ser ainda em Novembro.
Isto de viver em Lisboa tem muito que se lhe diga...
Costa Lima fica como presidente da comissão executiva
Basílio Horta quer fazer da API a bandeira do Norte
Nas primeiras declarações públicas enquanto sucessor ao cargo de Miguel Cadilhe, Basílio Horta diz que a API tem que ajudar o Porto e o Norte a reconquistarem poder. A tomada de posse deve ser ainda em Novembro.
Isto de viver em Lisboa tem muito que se lhe diga...
Uma democracia por cumprir
A grande liberdade do 25 de Abril foi sem dúvida a da expressão escrita e oral. A liberdade de pensamento já existia há muito. A liberdade de realização pessoal, continua na mesma, com desigualdade de oportunidades no acesso à educação, à cultura, à saúde e às oportunidades de carreira profissional, acrescentada com as precárias condições em que vivem muitos retirados da vida activa. A liberdade política é relativa com o monopólio dos partidos, os grupos de interesses instalados e a utilização dos media para a normalização dos comportamentos sociais. A grande liberdade tem sido a dos carreiritas, dos incompetentes, dos corruptos e dos pedófilos. A democracia continua por cumprir.
Como é gerido o dinheiro dos contribuintes
Segundo lemos aqui vai ser criada "mais uma" comissão de inquérito para analisar o pagamento de uma indemnização de 12 milhões de euros à Eurominas, não se percebendo muito bem porque o Estado desistiu da sua defesa, que envolve diversos membros de governo, uns fora e outros dentro. E eficiência deste tipo de comissões é por demais conhecida. Mais tempo, menos tempo, tudo ficará no rol do esquecimento, cremos. Entretanto, blá, blá, sobre honorabilidades, reputações, crédito dos políticos, etc.. O que é certo é que 12 milhões dos contribuintes foram à avó.
A lógica policial no tratamento dos fenómenos sociais
Um artigo muito interessante sobre os recentes acontecimentos em França no "Le Monde":
Je suis une racaille, par Marc Hatzfeld. Pode ler o artigo aqui
Je suis une racaille, par Marc Hatzfeld. Pode ler o artigo aqui
Os horizontes do futebol e não só
No "Público" de hoje:
O futuro do futebol
(...)
Um país pobre e pequeno, com um mercado pequeno e pobre, acaba por força na miséria quando tenta imitar os ricos.
Esta tresloucada mania das grandezas não destrói apenas o futebol. Expos, Campeonatos Europeus, Casas da Música and so on...
O futuro do futebol
(...)
Um país pobre e pequeno, com um mercado pequeno e pobre, acaba por força na miséria quando tenta imitar os ricos.
Esta tresloucada mania das grandezas não destrói apenas o futebol. Expos, Campeonatos Europeus, Casas da Música and so on...
A carga fiscal e os "burros" que a carregam
No "Público" de hoje,
Ri de quê?
A carga fiscal não tem parado de aumentar em Portugal e voltará a subir no próximo ano. O lema, persistente, tem sido o de colocar mais gente a pagar para que todos paguem cada vez mais. E não mudou com o governo de José Sócrates.
Mais gente ou os mesmos sempre a pagar mais? E porque haveria de mudar com o governo mais à direita que o país já conheceu, pesem os slogans de "socialista"?
Ri de quê?
A carga fiscal não tem parado de aumentar em Portugal e voltará a subir no próximo ano. O lema, persistente, tem sido o de colocar mais gente a pagar para que todos paguem cada vez mais. E não mudou com o governo de José Sócrates.
Mais gente ou os mesmos sempre a pagar mais? E porque haveria de mudar com o governo mais à direita que o país já conheceu, pesem os slogans de "socialista"?
A economia dos especialistas ao serviço dos ignorantes
No "Público" de hoje:
A apologia do óbvio
Rui Valada
"Pergunto-me às vezes de que serve que as nossas universidades despejem todos os anos centenas de licenciados em Economia e que as suas cátedras estejam repletas de reputados especialistas, se nem delas nem da sua influência surgem o defensores lúcidos de um rumo adequado para o país..."
Esses reputados especialistas, depois da casa de praia, do carro topo de gama, das viagens, limitam-se a repetir as teorias dos senhores que lhes pagam.
A apologia do óbvio
Rui Valada
"Pergunto-me às vezes de que serve que as nossas universidades despejem todos os anos centenas de licenciados em Economia e que as suas cátedras estejam repletas de reputados especialistas, se nem delas nem da sua influência surgem o defensores lúcidos de um rumo adequado para o país..."
Esses reputados especialistas, depois da casa de praia, do carro topo de gama, das viagens, limitam-se a repetir as teorias dos senhores que lhes pagam.
sexta-feira, novembro 11, 2005
A técnica do camaleão
Muitos dos políticos que constituem os núcleos fortes dos partidos foram educados segundo o modelos fascista ou soviético. Falhado o combóio da colectivização forçada do país, viraram democratas de direita e de esquerda. No fundo, mantiveram da política o culto do poder e nunca a ambição do progresso do seu povo. Embarcados no barco das regalias e benesses, aderiram entusiastas ao neoliberalismo. Quaisquer que sejam as consequências para o país das suas opções estarão sempre como as rolhas a boiar e a sugar o povo.
As seitas políticas
Não deixa de ter piada, ver companheiros de route política de indiciados por crimes de pedofilia e que por razões jurídicas, que nada têm ver com a declaração de inocência, não são sujeitos a julgamento, virem indignados pedir indemnizações e apontar o dedo a magistrados que tentaram levar com honestidade e coragem os processos até ao apuramento da verdade. Estranho país este onde as solidariedades levam a esquecer os princípios.
Por decência, podiam e deviam não se pronunciar.
Por decência, podiam e deviam não se pronunciar.
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