grave crise na Justiça Jorge Sampaio garantiu, ontem, ter procurado evitar a crise na justiça “enquanto tal foi possível”. Depois disso, tem “contribuído para conter” os seus “piores efeitos”, declarou na sua última mensagem de Ano Novo como presidente da República, que também aproveitou para enaltecer a importância do chefe de Estado e, a partir daí, apelar ao voto a 22 deste mês. Do mal o menos. Só que é muito pouco, infelizmente. | ||
![]() | ![]() | ![]() |
segunda-feira, janeiro 02, 2006
A importância do que é possível
O novo ano apresenta-se
Depois das festanças, das compras e dos sorrisos prazenteiros eis um novo ano que se apresenta cheio de facturas a pagar. Aumentos virão certamente do lado da despesa mas não do lado das receitas. Isto, para quem viver do trabalho ou das reformas. Haverá, sempre, os espertos do costume que se encarregarão de achar processos de encher os bolsos à custa do alheio, "legal" ou ilegalmente. Continuaremos fiéis espectadores de uma realidade que não comandamos e que nos é servida a cores pela televisão. O futebol continuará a servir de Prozac para a grande maioria e os escândalos servirão apenas para passar o tempo. Tempo que passará também, benignamente, para alguns arguídos de processos mediáticos. Alguém se sentará na cadeira "maior" do poder e fará reuniões semanais com aquele que interpreta o sentimento masoquista dos habitantes da Tribulandia, servindo-lhes doses mais duras de apertar o cinto. O bla, bla, bla, continuará a reinar na expressão verbal e a fazer as nossas delícias de humor substituto. Aqui e além mais uma tragédia ambiental que dará lucros a quem tiver os meios para a combater e para alugar ao Estado. Novos modelos de telemóvel e de jogos surgirão para prepararem os nossos técnicos do amanhã. Ah, e certamente teremso grandes concertosde pop e rock. Assim andamos nas rodas do vira.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Vira o disco e toca o mesmo
DN
Tentar perceber
Frustração
Francisco sarsfield cabral
Os debates televisivos com candidatos presidenciais parecem ter desiludido muita gente. Teriam talvez preferido confrontos violentos, com constantes interrupções impedindo completar uma única frase, muito menos formular uma ideia. Ora estes debates, no formato americano, evitaram essa confusão e tiveram notáveis níveis de audiência. Decerto, eles não trouxeram novidades - mas como as poderiam trazer? E os intelectuais ficaram frustrados com o conteúdo do que foi dito. O provincianismo nacional acha que, "lá fora", as discussões políticas são de elevada craveira cultural e política.
E eles têm dito alguma coisa para além de banalidades que vêm em qualquer revista?
Tentar perceber
Frustração
Francisco sarsfield cabral
Os debates televisivos com candidatos presidenciais parecem ter desiludido muita gente. Teriam talvez preferido confrontos violentos, com constantes interrupções impedindo completar uma única frase, muito menos formular uma ideia. Ora estes debates, no formato americano, evitaram essa confusão e tiveram notáveis níveis de audiência. Decerto, eles não trouxeram novidades - mas como as poderiam trazer? E os intelectuais ficaram frustrados com o conteúdo do que foi dito. O provincianismo nacional acha que, "lá fora", as discussões políticas são de elevada craveira cultural e política.
E eles têm dito alguma coisa para além de banalidades que vêm em qualquer revista?
Natal dos corações
Quadra de festas. Raízes profundas levam-nos à festa da paz e da amizade pelo próximo, mesmo que rodeados de um consumerismo feroz que nos atordoa e nos faz sentir isolados no meio do egoísmo. Festa das crianças, festa por realizar para muitas. Mais carros do que pessoas nas ruas, mais telefonemas por móvel do que conversas amenas. Mais buzinadelas do que sorrisos ou simpatias momentâneas. A despersonalização atingiu, praticamente, o auge. Pelo meio, diversos candidatos tentam convencer-nos de uma salvação próxima como se, alguma vez. esta classe de políticos pensou outra coisa que não fosse a conquista do poder pelo poder ou o exercício de uma retórica vazia de conteúdo e de ideais, num contexto onde as principais responsabilidades são suas. Tudo em nome de um sistema que se esgota na onda gigantesca da globalização. Os pobres e deserdados continuarão sem Natal a não ser na memória de alguns. Os recursos continuarão a ser desbaratados até que tudo seja mais escasso. Cristo, certamente fugindo das igrejas, contempla as amplas crucificações que vão correndo mundo.
Num plano mais restricto, o Estado prepara-se para impor novos sacrifícios aos cidadãos, invadir a sua privacidade e sujeitar a maioria a ditaduras “soft” derivadas dos votos obtidos. Tudo em nome da igualdade, da liberdade e dos grandes princípios.
Paz a todos os homens de boa vontade que no interior do seu coração não esqueceram os princípios éticos e morais dos seus antepassados. Desejos de um mundo diferente para todos os sacrificados.
O pensamento continuará a ser livre. Talvez Deus se lembre de nós.
Num plano mais restricto, o Estado prepara-se para impor novos sacrifícios aos cidadãos, invadir a sua privacidade e sujeitar a maioria a ditaduras “soft” derivadas dos votos obtidos. Tudo em nome da igualdade, da liberdade e dos grandes princípios.
Paz a todos os homens de boa vontade que no interior do seu coração não esqueceram os princípios éticos e morais dos seus antepassados. Desejos de um mundo diferente para todos os sacrificados.
O pensamento continuará a ser livre. Talvez Deus se lembre de nós.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Poderá ou irá conduzir à exclusão?
JN
"Pensar a Democracia"
Sampaio alerta para perigos da “erosão” dos direitos sociais
Presidente diz que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão
O Presidente da República, Jorge Sampaio, alertou hoje para os perigos de uma "erosão generalizada" dos direitos sociais, que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão, atingindo "o coração dos direitos cívicos e políticos".
Na abertura do seminário "Pensar a Democracia", promovido pela Presidência da República, Jorge Sampaio defendeu que a "equidade social" é uma das questões a que a democracia deve dar "atenção redobrada.
Está mais para isso do que para outra coisa, com os nossos estimados governantes sempre muito atentos e dedicados às suas carreirinhas...
"Pensar a Democracia"
Sampaio alerta para perigos da “erosão” dos direitos sociais
Presidente diz que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão
O Presidente da República, Jorge Sampaio, alertou hoje para os perigos de uma "erosão generalizada" dos direitos sociais, que poderá conduzir à "apatia cívica" e à exclusão, atingindo "o coração dos direitos cívicos e políticos".
Na abertura do seminário "Pensar a Democracia", promovido pela Presidência da República, Jorge Sampaio defendeu que a "equidade social" é uma das questões a que a democracia deve dar "atenção redobrada.
Está mais para isso do que para outra coisa, com os nossos estimados governantes sempre muito atentos e dedicados às suas carreirinhas...
Deve confundir o aparelho de controlo partidário com tecnologia
DN
O Plano Tecnológico
jorge coelho
Foi dado esta semana um passo fundamental para o futuro dos portugueses. O anúncio do Plano Tecnológico é um acontecimento que terá um forte impacto.
Portugal tem uma estratégia de desenvolvimento que assenta no conhecimento e na inovação. O trabalho que foi efectuado é, no entanto, o ponto de partida.
Estes homens do aparelho partidário inventam cada uma!
O Plano Tecnológico
jorge coelho
Foi dado esta semana um passo fundamental para o futuro dos portugueses. O anúncio do Plano Tecnológico é um acontecimento que terá um forte impacto.
Portugal tem uma estratégia de desenvolvimento que assenta no conhecimento e na inovação. O trabalho que foi efectuado é, no entanto, o ponto de partida.
Estes homens do aparelho partidário inventam cada uma!
A busca da felicidade ilusória
DN
Consumo de cocaína dispara na Europa
rute araújo
em bruxelas
O consumo de cocaína na Europa está a disparar e, em alguns países como a Espanha e o Reino Unido, chega a níveis históricos até aqui só verificados nos Estados Unidos. No total dos 25 Estados membros, nove milhões de pessoas já experimentaram a substância e 1,5 milhões são consumidores actuais. Portugal ainda mantém consumos baixos nesta substância, mas continua a liderar no que diz respeito à heroína e às taxas de infecção por HIV/sida e por hepatite C junto dos consumidores que se injectam.
Por aqui se vêm os índices de felicidade da sociedade do consumo.
Consumo de cocaína dispara na Europa
rute araújo
em bruxelas
O consumo de cocaína na Europa está a disparar e, em alguns países como a Espanha e o Reino Unido, chega a níveis históricos até aqui só verificados nos Estados Unidos. No total dos 25 Estados membros, nove milhões de pessoas já experimentaram a substância e 1,5 milhões são consumidores actuais. Portugal ainda mantém consumos baixos nesta substância, mas continua a liderar no que diz respeito à heroína e às taxas de infecção por HIV/sida e por hepatite C junto dos consumidores que se injectam.
Por aqui se vêm os índices de felicidade da sociedade do consumo.
Quem estará interessado num fogão usado desportivamente?
DN
Leilão Só um comprador se mostrou interessado no bem mais valioso do clube
União de Coimbra fica sem autocarro em hasta pública
João Fonseca
Em leilão estavam um autocarro, duas carrinhas, um fogão, um balcão frigorífico, mesas, sofás e cadeiras. Mas na 2.ª Repartição de Finanças de Coimbra só apareceu um comprador para "o bem mais valioso e importante" do União de Coimbra, entre os colocados, ontem, em hasta pública, devido à execução de uma penhora (12 mil euros), por dívidas ao Estado.
Assim vai o desporto neste país ou o pseudo-desporto...
Leilão Só um comprador se mostrou interessado no bem mais valioso do clube
União de Coimbra fica sem autocarro em hasta pública
João Fonseca
Em leilão estavam um autocarro, duas carrinhas, um fogão, um balcão frigorífico, mesas, sofás e cadeiras. Mas na 2.ª Repartição de Finanças de Coimbra só apareceu um comprador para "o bem mais valioso e importante" do União de Coimbra, entre os colocados, ontem, em hasta pública, devido à execução de uma penhora (12 mil euros), por dívidas ao Estado.
Assim vai o desporto neste país ou o pseudo-desporto...
Gestão à moda portuguesa
DN
Atletismo alvo de investigação
silvia freches
A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita da prática de irregularidades na gestão dos últimos dez anos. Segundo DN soube, a PJ iniciou a elaboração de um dossier sobre o organismo presidido por Fernando Mota, fundamentado numa denúncia relatada num abaixo-assinado já entregue à Procuradoria- -Geral da República.
Pelos vistos a pouca vergonha chega a todos os lados desta sociedade. O incrível é que andaram dez anos sem dar por nada...
Atletismo alvo de investigação
silvia freches
A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita da prática de irregularidades na gestão dos últimos dez anos. Segundo DN soube, a PJ iniciou a elaboração de um dossier sobre o organismo presidido por Fernando Mota, fundamentado numa denúncia relatada num abaixo-assinado já entregue à Procuradoria- -Geral da República.
Pelos vistos a pouca vergonha chega a todos os lados desta sociedade. O incrível é que andaram dez anos sem dar por nada...
quarta-feira, novembro 23, 2005
Viva o movimento anti-tradição sádica
JN
Praxe de Santarém vai ser primeiro caso em tribunal
Juiz decidiu enviar a julgamento seis dos sete alegados autores de praxe académica violenta realizada em 2003 Movimento antitradição académica mostrou-se satisfeito
Fernando Basto*
É o primeiro caso de praxe académica violenta a ser levado a julgamento. Foi em 2003 que uma aluna da Escola Agrária de Santarém se queixou de ter visto todo o seu corpo esfregado com excrementos de animal. Ontem, o juiz António Gaspar, do Tribunal de Santarém, decidiu levar seis dos sete arguidos a julgamento.
Outro costume que já deveria ter sido transformado em festa e alegria em vez de dar
alento ao sadismo existente por falta de educação.
Praxe de Santarém vai ser primeiro caso em tribunal
Juiz decidiu enviar a julgamento seis dos sete alegados autores de praxe académica violenta realizada em 2003 Movimento antitradição académica mostrou-se satisfeito
Fernando Basto*
É o primeiro caso de praxe académica violenta a ser levado a julgamento. Foi em 2003 que uma aluna da Escola Agrária de Santarém se queixou de ter visto todo o seu corpo esfregado com excrementos de animal. Ontem, o juiz António Gaspar, do Tribunal de Santarém, decidiu levar seis dos sete arguidos a julgamento.
Outro costume que já deveria ter sido transformado em festa e alegria em vez de dar
alento ao sadismo existente por falta de educação.
A sociedade do terror doméstico
DN
Violência doméstica leva 500 à prisão
sofia jesus
A violência doméstica levou a PSP a deter quase 500 suspeitos, no espaço de cinco anos e meio. Só no primeiro semestre deste ano, chegaram à PSP mais de 3900 casos deste tipo de violência, que resultaram na detenção de 83 pessoas. O problema, no entanto, é que se estima que apenas 2% das mulheres vítimas destes maus tratos denunciam a situação.
Já não era sem tempo acabar com o "Quanto mais me bates, mais gosto de ti" que cheira a masoquismo doentio. Nada justifica esta selvajaria dentro de casa.
Violência doméstica leva 500 à prisão
sofia jesus
A violência doméstica levou a PSP a deter quase 500 suspeitos, no espaço de cinco anos e meio. Só no primeiro semestre deste ano, chegaram à PSP mais de 3900 casos deste tipo de violência, que resultaram na detenção de 83 pessoas. O problema, no entanto, é que se estima que apenas 2% das mulheres vítimas destes maus tratos denunciam a situação.
Já não era sem tempo acabar com o "Quanto mais me bates, mais gosto de ti" que cheira a masoquismo doentio. Nada justifica esta selvajaria dentro de casa.
Um "velho" que vale por muitos mais jovens
DN
A tenacidade do velho general
Sharon voltou a surpreender. Aos 78 anos, a decisão de formar um novo partido é mais uma prova da tenacidade do velho general, envolvido em todas as guerras entre judeus e árabes. A obsessão pela segurança e os métodos duros valeram-lhe a admiração dos israelitas, mas, nos últimos meses, tem sido acusado de traição. Os radicais do Likud não lhe perdoaram a evacuação dos colonatos de Gaza.
Pode-se concordar ou não com as suas orientações, algumas positivas como a retirada de Gaza mas temos que lhe reconhecer uma fibra rara de homem de Estado.
A tenacidade do velho general
Sharon voltou a surpreender. Aos 78 anos, a decisão de formar um novo partido é mais uma prova da tenacidade do velho general, envolvido em todas as guerras entre judeus e árabes. A obsessão pela segurança e os métodos duros valeram-lhe a admiração dos israelitas, mas, nos últimos meses, tem sido acusado de traição. Os radicais do Likud não lhe perdoaram a evacuação dos colonatos de Gaza.
Pode-se concordar ou não com as suas orientações, algumas positivas como a retirada de Gaza mas temos que lhe reconhecer uma fibra rara de homem de Estado.
terça-feira, novembro 22, 2005
segunda-feira, novembro 21, 2005
As finanaças públicas como meio de engordar alguns
DN
Finanças públicas como e para quê
joão cravinho
(...)
De acordo com a posição de cada um no espectro político e ideológico, pôr ordem nas finanças públicas pode significar as coisas mais diversas. Para uns significará gerir as condições necessárias à sustentação eficaz de políticas públicas conducentes a um Estado de Bem-Estar dobrado por um Estado facilitador da iniciativa e da inovação cujo paradigma se encontra nos países nórdicos. Para outros significará reduzir o Estado Social ao mínimo possível para poder diminuir drasticamente os impostos sobre os rendimentos elevados e os lucros de empresas, instalando um neoliberalismo inspirado no modelo americano. Para outros ainda, significará acertar contabilisticamente receitas e despesas segundo uma óptica inspirada pela castiça dupla "pobrezinhos mas honrados" e "quem não tem dinheiro não tem vícios".
Cá para nós o governo segue a óptica neoliberal, misturada com a perspectiva contabilística.
Finanças públicas como e para quê
joão cravinho
(...)
De acordo com a posição de cada um no espectro político e ideológico, pôr ordem nas finanças públicas pode significar as coisas mais diversas. Para uns significará gerir as condições necessárias à sustentação eficaz de políticas públicas conducentes a um Estado de Bem-Estar dobrado por um Estado facilitador da iniciativa e da inovação cujo paradigma se encontra nos países nórdicos. Para outros significará reduzir o Estado Social ao mínimo possível para poder diminuir drasticamente os impostos sobre os rendimentos elevados e os lucros de empresas, instalando um neoliberalismo inspirado no modelo americano. Para outros ainda, significará acertar contabilisticamente receitas e despesas segundo uma óptica inspirada pela castiça dupla "pobrezinhos mas honrados" e "quem não tem dinheiro não tem vícios".
Cá para nós o governo segue a óptica neoliberal, misturada com a perspectiva contabilística.
Trabalhar toda a vida para reformas de vadio
DN
"Trabalhei toda a vida mas tenho reforma de vadio"
"Envelhecimento e Autonomia" é o tema da jornada de quatro dias de presidência aberta que hoje se inicia para discutir a problemática dos idosos em Portugal
graça henriques
joana rei
(...)
"Soares" é apenas um entre os 1,7 milhões de idosos existentes em Portugal. Designação que as estatísticas atribuem a quem tem mais de 64 anos. Os números têm crescido a uma velocidade vertiginosa (nos últimos 45 anos aumentaram 140%) - e os problemas também. É este fenómeno social que o Presidente da República quer ver discutido nos quatro dias de uma jornada sobre o "Envelhecimento e Autonomia", que hoje inicia (ver caixa). Jorge Sampaio entende que os problemas da terceira idade obrigam à reflexão sobre questões como a subsistência, qualidade de vida, estatuto social, solidariedade intergeracional e sustentabilidade dos sistemas de segurança social e da saúde. O voluntariado e o envelhecimento activo são outros temas da "presidência aberta".
Será que vamos sair das boas intenções e das boas palavras para encher jornais e televisão? Será que começa a haver vergonha na cara de muitos poderosos?
"Trabalhei toda a vida mas tenho reforma de vadio"
"Envelhecimento e Autonomia" é o tema da jornada de quatro dias de presidência aberta que hoje se inicia para discutir a problemática dos idosos em Portugal
graça henriques
joana rei
(...)
"Soares" é apenas um entre os 1,7 milhões de idosos existentes em Portugal. Designação que as estatísticas atribuem a quem tem mais de 64 anos. Os números têm crescido a uma velocidade vertiginosa (nos últimos 45 anos aumentaram 140%) - e os problemas também. É este fenómeno social que o Presidente da República quer ver discutido nos quatro dias de uma jornada sobre o "Envelhecimento e Autonomia", que hoje inicia (ver caixa). Jorge Sampaio entende que os problemas da terceira idade obrigam à reflexão sobre questões como a subsistência, qualidade de vida, estatuto social, solidariedade intergeracional e sustentabilidade dos sistemas de segurança social e da saúde. O voluntariado e o envelhecimento activo são outros temas da "presidência aberta".
Será que vamos sair das boas intenções e das boas palavras para encher jornais e televisão? Será que começa a haver vergonha na cara de muitos poderosos?
Um mundo sem princípios nem valores
DN
"Falta política global para os idosos"
F. N.
Afectos. Bem-estar psicológico e físico definem qualidade de vida
A solidão, e o isolamento que ela determina, os problemas acrescidos de saúde (físicos e psicológicos) e também a pobreza, que reduz drasticamente a qualidade de vida, fazem dos idosos um grupo populacional especialmente desprotegido em Portugal. Sobram o abandono, mas também a falta de políticas sociais concertadas para atacar os problemas.
Os idosos em Portugal para os neoliberais são carga a mais que há que deitar pela borda fora.
"Falta política global para os idosos"
F. N.
Afectos. Bem-estar psicológico e físico definem qualidade de vida
A solidão, e o isolamento que ela determina, os problemas acrescidos de saúde (físicos e psicológicos) e também a pobreza, que reduz drasticamente a qualidade de vida, fazem dos idosos um grupo populacional especialmente desprotegido em Portugal. Sobram o abandono, mas também a falta de políticas sociais concertadas para atacar os problemas.
Os idosos em Portugal para os neoliberais são carga a mais que há que deitar pela borda fora.
domingo, novembro 20, 2005
É sempre a pagar e não bufar
JN
Mudança da declaração amigável pode prejudicar consumidor
A Deco admite que a proposta de alteração do regime de declaração amigável que a Associação Portuguesa de Seguros (APS) pretende apresentar ao Governo possa vir a prejudicar financeiramente os tomadores de seguro automóvel
(...)
Como exemplo, cita um caso de dois sinistrados, ambos com um seguro de terceiros (que só cobre os danos infligidos no outro veículo). Se passarem a ser as companhias de seguro a decidir unilateralmente o culpado, "podem ter a tendência para aumentar o número de casos em que a culpa é partilhada", logo em que não terão que indemnizar os automobilistas. Não foi possível ontem contactar a APS.
Mais uma habilidade para prejudicar o consumidor que é o bombo de festa do Estado e das empresas.
Mudança da declaração amigável pode prejudicar consumidor
A Deco admite que a proposta de alteração do regime de declaração amigável que a Associação Portuguesa de Seguros (APS) pretende apresentar ao Governo possa vir a prejudicar financeiramente os tomadores de seguro automóvel
(...)
Como exemplo, cita um caso de dois sinistrados, ambos com um seguro de terceiros (que só cobre os danos infligidos no outro veículo). Se passarem a ser as companhias de seguro a decidir unilateralmente o culpado, "podem ter a tendência para aumentar o número de casos em que a culpa é partilhada", logo em que não terão que indemnizar os automobilistas. Não foi possível ontem contactar a APS.
Mais uma habilidade para prejudicar o consumidor que é o bombo de festa do Estado e das empresas.
O aproveitamento dos distúrbios em França
DN
Ao fim e ao cabo
Mestiçagem
Vicente jorge Silva
O facto de os recentes motins nas banlieues francesas terem sido seguidos com uma atenção inusitada em todo o mundo - e explorados de forma sensacionalista por destacados media internacionais - é susceptível de várias explicações. Alguns editorialistas parisienses não deixaram, por exemplo, de atribuir todo esse alarde noticioso ao ressentimento que a tradicional sobranceria gaulesa desperta em países como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos (nomeadamente por causa do Iraque). Estando a França a braços com uma crise grave, teria soado a hora da revanche contra quem pretende dar lições de civilização aos outros mas se mostra incapaz de aplicá-las na sua própria casa.
Basta ter observado a maneira como foi aproveitada a questão em Portugal. A França, mesmo com os problemas que tem, sempre foi um país mais civilizado.
Ao fim e ao cabo
Mestiçagem
Vicente jorge Silva
O facto de os recentes motins nas banlieues francesas terem sido seguidos com uma atenção inusitada em todo o mundo - e explorados de forma sensacionalista por destacados media internacionais - é susceptível de várias explicações. Alguns editorialistas parisienses não deixaram, por exemplo, de atribuir todo esse alarde noticioso ao ressentimento que a tradicional sobranceria gaulesa desperta em países como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos (nomeadamente por causa do Iraque). Estando a França a braços com uma crise grave, teria soado a hora da revanche contra quem pretende dar lições de civilização aos outros mas se mostra incapaz de aplicá-las na sua própria casa.
Basta ter observado a maneira como foi aproveitada a questão em Portugal. A França, mesmo com os problemas que tem, sempre foi um país mais civilizado.
O que o sistema quer impor nas Presidenciais
DN
Alegre diz que há batota nos debates nas TV
paula martinheira
(...)
O que Alegre não aceita é uma ordenação que "tenha influência no processo eleitoral, condicionando e forçando uma bipolarização que se está já a preparar, como se a campanha fosse um confronto entre dois candidatos". Ontem, na inauguração da sede de candidatura de Faro, fez questão de lembrar que esta corrida eleitoral é um "confronto entre cinco candidatos". Só é pena, disse, que "alguns desses candidatos estejam a ser levados ao colo"
Na política deste país tudo são joguinhos e habilidades, basta ouvir o prof Martelo.
Alegre diz que há batota nos debates nas TV
paula martinheira
(...)
O que Alegre não aceita é uma ordenação que "tenha influência no processo eleitoral, condicionando e forçando uma bipolarização que se está já a preparar, como se a campanha fosse um confronto entre dois candidatos". Ontem, na inauguração da sede de candidatura de Faro, fez questão de lembrar que esta corrida eleitoral é um "confronto entre cinco candidatos". Só é pena, disse, que "alguns desses candidatos estejam a ser levados ao colo"
Na política deste país tudo são joguinhos e habilidades, basta ouvir o prof Martelo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


