Vasco Pulido Valente, no "Público" de 8-10-05,
O presidente "normal"
Jorge Sampaio sempre quis ser um Presidente "normal" e provavelmente não podia ser outra coisa
O discurso de Jorge Sampaio no dia 5 de Outubro foi um discurso de despedida. No dia 10, começa a campanha para Belém e ele passará imediatamente à sombra.
Sem deixar muita saudade.
sábado, outubro 08, 2005
A brincar se vão dizendo verdades
No programa "A revolta dos pasteis de nata", na RTP2, um humor com interesse, muito longe das porcarias do Herman, um convidado disserta sobre a corrupção dizendo que ela é indispensável ao aperfeiçoamento da democracia e que a cunha é a espinha dorsal do regime. Aliás, a corrupção é um direito de todos um para que não fique cativa dos políticos e amigalhaços. Falou-se ainda das seitas secretas, das máfias organizadas, tudo em tom de sátira. A brincar se vão dizendo as verdades.
A grande festa da ida ao Mundial
Os comentadores de serviço bem se esforçaram para entusiasmar a malta. Remates fantásticos a metros da baliza, passes maravilhosos para os pés dos adversários, grandes bailados do Ronaldo (ainda acaba no ballet), e um golo salvador do Nuno Gomes que bate num defesa e engana o guarda-redes mas que é saudado como brilhante. Em suma, uma exibição medíocre perante uma equipa que mal conseguia trocar a bola entre si. Ricardo deu o frango do costume, um defesa do Liechtenstein defende com a mão e um avançado do mesmo evita, deitado, mais um golo na baliza de Ricardo. Futebol de primeira. Parabéns Scolari.
Termina o martírio da campanha
Vasco Pulido Valente, no "Público" de 7-10-05
Domingo acaba
(...)
Agora grosseria entra directa e democraticamente na cabeça de cada um. A bem ou a mal, temos de saber que existem eleições e conviver com criaturas que não se recomendam. Fugitivos da justiça, trapalhões de carreira, corruptos comprovados, frades sem roupeta e filósofos fictícios berram, injuriam, agarram, puxam e abanam o cidadão para os convencer da sua excelência
A feira de sabonetes chega ao fim, com muita publicidade gasta e muito pouca utilidade.
Domingo acaba
(...)
Agora grosseria entra directa e democraticamente na cabeça de cada um. A bem ou a mal, temos de saber que existem eleições e conviver com criaturas que não se recomendam. Fugitivos da justiça, trapalhões de carreira, corruptos comprovados, frades sem roupeta e filósofos fictícios berram, injuriam, agarram, puxam e abanam o cidadão para os convencer da sua excelência
A feira de sabonetes chega ao fim, com muita publicidade gasta e muito pouca utilidade.
sexta-feira, outubro 07, 2005
Jornal de Notícias - Candidato do PS renuncia após acusações de Rui Rio
30º na lista para a Assembleia Municipal diz-se inocente mas quer evitar embaraço aos socialistas Francisco Assis acusa Rio de "enganar os portuenses" e "contaminar" campanha
"O candidato do PS à Assembleia Municipal do Porto (é o 30º na lista) Daniel Jorge Andrade renunciou. No dia seguinte às acusações feitas pelo social-democrata Rui Rio, no debate da RTP1, entregou o pedido de desistência da lista ao presidente da Concelhia do PS/Porto, Nuno Cardoso."
Pelo menos, desta vez, houve alguma consequência...
"O candidato do PS à Assembleia Municipal do Porto (é o 30º na lista) Daniel Jorge Andrade renunciou. No dia seguinte às acusações feitas pelo social-democrata Rui Rio, no debate da RTP1, entregou o pedido de desistência da lista ao presidente da Concelhia do PS/Porto, Nuno Cardoso."
Pelo menos, desta vez, houve alguma consequência...
DN Online: Geração de 70
"O localismo e a subsidiariedade são princípios estimáveis, mas, desgraçadamente, nunca resultaram como deviam em Portugal. Diz-se que os problemas políticos se resolvem melhor se o poder estiver perto deles. Mas não se diz que a aproximação do poder às populações produz corrupção e caciquismo. Não se diz que o poder se torna perigoso e funesto nas mãos erradas. Small is beautiful é uma figura de estilo generosa. Mas é também uma questão de acaso e de fé."
Pedro Lomba
O caciquismo instalou-se por todo o lado mas os nossos circunspectos governantes não o vêm. Precisam de ir à Multióptica.
Pedro Lomba
O caciquismo instalou-se por todo o lado mas os nossos circunspectos governantes não o vêm. Precisam de ir à Multióptica.
DN Online: O País e a paróquia
João Miguel Tavares
"Esqueçam os alertas da União Europeia. Esqueçam os relatórios do FMI. Esqueçam o défice e a produtividade. Não há estudo, não há número, não há percentagem que demonstre tão claramente o nosso atraso estrutural como a campanha para as eleições autárquicas de domingo. O que temos visto é Portugal no seu pior um país paroquial e desconfiado, com um fosso intransponível a separar o poder local do poder central, o interesse pessoal do bem colectivo, o povo das elites. Economicamente, Portugal pode ter evoluído muito nos últimos 20 anos, mas a nossa classe média só o é na conta bancária. De resto, continua a ter uma mentalidade de camponês mal alimentado, cujo único objectivo é garantir a sua sobrevivência e a sobrevivência dos seus."
Não poderíamos estar mais de acordo.
"Esqueçam os alertas da União Europeia. Esqueçam os relatórios do FMI. Esqueçam o défice e a produtividade. Não há estudo, não há número, não há percentagem que demonstre tão claramente o nosso atraso estrutural como a campanha para as eleições autárquicas de domingo. O que temos visto é Portugal no seu pior um país paroquial e desconfiado, com um fosso intransponível a separar o poder local do poder central, o interesse pessoal do bem colectivo, o povo das elites. Economicamente, Portugal pode ter evoluído muito nos últimos 20 anos, mas a nossa classe média só o é na conta bancária. De resto, continua a ter uma mentalidade de camponês mal alimentado, cujo único objectivo é garantir a sua sobrevivência e a sobrevivência dos seus."
Não poderíamos estar mais de acordo.
quinta-feira, outubro 06, 2005
A luta pelos princípios e valores
O Senado americano interdita explicitamente a tortura
Por uma maioria de 90 votos contar 9, o Senado americano decidiu, ontem, interditar explicitamente, os maus tratos e limitar os procedimentos de interogatário, malgrado a ameaça de veto do presidente Bush. Ler o artigo completo aqui
Por uma maioria de 90 votos contar 9, o Senado americano decidiu, ontem, interditar explicitamente, os maus tratos e limitar os procedimentos de interogatário, malgrado a ameaça de veto do presidente Bush. Ler o artigo completo aqui
De boas intenções está o Inferno cheio
DN
Relançar a campanha 'Pobreza Zero'
Mmaria santos
(...)
"Segundo dados da "Global Call Against Poverty" (designação internacional da campanha "Pobreza Zero"), a manter-se este estado de coisas, cerca de 45 milhões de crianças morrerão; 247 milhões de pessoas na África subsariana terão de sobreviver com menos de um dólar por dia, e mais de cem milhões de meninas e meninos continuarão sem ir à escola. Estes são alguns dos números da nossa vergonha! Na resolução final da cimeira extraordinária das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque, de 14 a 16 de Setembro, estes números ficaram sem respostas concretas e metas quantificáveis. Mais uma vez ali se reafirmaram compromissos anteriores, aprovaram "listas de boas intenções" e se inscreveu na história da ONU uma nova oportunidade perdida ou um "recorrente fracasso".
O que dizem os neoliberalistas a isto? Produtos sem qualquer utilidade?
Relançar a campanha 'Pobreza Zero'
Mmaria santos
(...)
"Segundo dados da "Global Call Against Poverty" (designação internacional da campanha "Pobreza Zero"), a manter-se este estado de coisas, cerca de 45 milhões de crianças morrerão; 247 milhões de pessoas na África subsariana terão de sobreviver com menos de um dólar por dia, e mais de cem milhões de meninas e meninos continuarão sem ir à escola. Estes são alguns dos números da nossa vergonha! Na resolução final da cimeira extraordinária das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque, de 14 a 16 de Setembro, estes números ficaram sem respostas concretas e metas quantificáveis. Mais uma vez ali se reafirmaram compromissos anteriores, aprovaram "listas de boas intenções" e se inscreveu na história da ONU uma nova oportunidade perdida ou um "recorrente fracasso".
O que dizem os neoliberalistas a isto? Produtos sem qualquer utilidade?
Antes ou depois das presidenciais?
DN
Sampaio quer rever leis anticorrupção
O Presidente da República (PR), Jorge Sampaio, lançou ontem, no discurso de comemoração dos 95 anos do 5 de Outubro, um alerta à corrupção e à sua ligação com o mundo da política que poderá pôr em causa a estabilidade do regime.
Sampaio quer rever leis anticorrupção
O Presidente da República (PR), Jorge Sampaio, lançou ontem, no discurso de comemoração dos 95 anos do 5 de Outubro, um alerta à corrupção e à sua ligação com o mundo da política que poderá pôr em causa a estabilidade do regime.
O que terá o Vitorino de especial?
No "Expresso" de 17-09-2005,
Nuclear, ninguém sabe o que diz
João de Jesus Ferreira
O nuclear em quase nada reduziria a nossa dependência do petróleo e do gás.
" Vi e ouvi na RTP1, o Dr António Vitorino, a dissertar sobre o tema energia, de uma forma geral, e da «energia nuclear» em particular, reproduzindo um conjunto de frases feitas que terá memorizado para aquela entrevista. A sua interlocutora, Judite de Sousa, limitou-se a ouvir, não tendo sido capaz de colocar quaisquer questões críticas ou comentários, como é seu apanágioem «matérias políticas simples»."
Mais comentadores para encher programa. Assim vai lançando a candidatura a qualquer coisa em que não está "interessado"...
Nuclear, ninguém sabe o que diz
João de Jesus Ferreira
O nuclear em quase nada reduziria a nossa dependência do petróleo e do gás.
" Vi e ouvi na RTP1, o Dr António Vitorino, a dissertar sobre o tema energia, de uma forma geral, e da «energia nuclear» em particular, reproduzindo um conjunto de frases feitas que terá memorizado para aquela entrevista. A sua interlocutora, Judite de Sousa, limitou-se a ouvir, não tendo sido capaz de colocar quaisquer questões críticas ou comentários, como é seu apanágioem «matérias políticas simples»."
Mais comentadores para encher programa. Assim vai lançando a candidatura a qualquer coisa em que não está "interessado"...
Debate sobre eleições na Câmara do Porto
Mais um debate. Desta vez, sobre as eleições para a Câmara do Porto. Um pouco repetitivo. Muita conversa sobre o bairros sociaias que, pelos vistos dão mais votos. De períodos anteriores, uma gestão socialista que preocupada com a imagem, descurou os problemas da cidade e pôs as finanças da câmara num caos. Como resultado, Rui Rio ganhou, quase sem saber como, a presidência. Apanhou uma situação difícil e como é homem de contas e quer ser sério, descurou outros aspectos da cidade, nomeadamente o seu reanimamento económico e a sua vida cultural. A par desta sua actividade contabilística, arranjou algumas questões com o poderoso do Dragão que estava acostumado a mandar. Combateu a promiscuidade e deixou de haver presidente político no camarote da bola. A cidade continuou a sua via do empobrecimento, tendo o seu único orgulho no futebol para pouca sorte da sua cruzada. Mas muitos consideram-no honesto e não é pouco para um país que só costuma assistir a jogadas (extra-futebol).
O partido socialista, como, pelos vistos, não tinha ninguém capaz na cidade, foi a Bruxelas buscar um "mouro", ainda por cima pouco à vontade na cidade. Este vem cheio de projectos internacionais mas a malta ainda se lembra das anteriores gestões dos seus companheiros. Se perder, faz a mala e vai para Bruxelas, presumimos. Lateralmente, Rui de Sá vai servindo de contrapeso e o Bloco veio fazer folclore. Entetiveram-se a discutir os bairros sociais que são o efeito da pouca actividade económica e que são um osso duro de roer, algumas vezes parecendo sem solução. Instado a mostrar alguns casos menos transparentes da Câmara, Rui Rio (desejoso) lá lhes fez a vontade. Sendo da sua cor a mancha, Assis achou pouco ético, como se isto de andar a meter a mão no prato seja questão de somenos. Parece que Rui Rio vai ganhar. Se não aprendeu nada durante o primeiro mandato, vamos continuar a assistir a uma casa onde todos ralham e ninguém tem razão. Esperemos que, em qualquer dos casos não se continue a descaracterizar a cidade e a deixá-la como um deserto com muitas estações de metro (eles lá sabem porquê), Casas da Música e quejandos.
O partido socialista, como, pelos vistos, não tinha ninguém capaz na cidade, foi a Bruxelas buscar um "mouro", ainda por cima pouco à vontade na cidade. Este vem cheio de projectos internacionais mas a malta ainda se lembra das anteriores gestões dos seus companheiros. Se perder, faz a mala e vai para Bruxelas, presumimos. Lateralmente, Rui de Sá vai servindo de contrapeso e o Bloco veio fazer folclore. Entetiveram-se a discutir os bairros sociais que são o efeito da pouca actividade económica e que são um osso duro de roer, algumas vezes parecendo sem solução. Instado a mostrar alguns casos menos transparentes da Câmara, Rui Rio (desejoso) lá lhes fez a vontade. Sendo da sua cor a mancha, Assis achou pouco ético, como se isto de andar a meter a mão no prato seja questão de somenos. Parece que Rui Rio vai ganhar. Se não aprendeu nada durante o primeiro mandato, vamos continuar a assistir a uma casa onde todos ralham e ninguém tem razão. Esperemos que, em qualquer dos casos não se continue a descaracterizar a cidade e a deixá-la como um deserto com muitas estações de metro (eles lá sabem porquê), Casas da Música e quejandos.
Palavras e discursos leva-os o vento
Houve tempos em que os discursos tentavam traduzir perante as multidões ideais ou intentos apaixonados. Emocionar a assistência. obter a aprovação do enunciado ou proposto era a recompensa para o esforço feito. Agora, os discursos são de circunstância e destinam-se a apaziguar consciências ingénuas. Falam-se termos caros a alguns e que a outros nada dizem. Quando ouvimos falar de abertura dos partidos à sociedade, de maior transparência, de apenas "alguns" deslustrarem a classe política, de correcção da corrupção que tem grassado temos a sensação que quem fala não lê jornais, não vê televisão e não lê alguns livros publicados. Sobretudo devem estar a ver mal. Mas também o que poderíamos esperar mais? Os poderes que nos colocaram nesta situação continuam a mandar e, certamente, a pressionar a face visível política. Na rua, os palavrões são mais do que muitos mas a impotência também é muita. O sistema prega a moral para o exterior, gera a sua própria imunidade e banqueteia-se.
quarta-feira, outubro 05, 2005
Consciências há muitas, obras há poucas
JN
Pobreza e insucesso andam de mão dada
(...)
"O país tem hoje uma consciência mais nítida e mais aguda dos problemas e das soluções", sublinhou o presidente da República. "Sabemos o que é preciso fazer, mas é ainda longo o caminho a percorrer." Contudo, considerou inúteis "dramatizações excessivas", porque o país se constrói com "pedras vivas", e com "uma aposta clara na formação e na qualificação dos portugueses" .
Pelos vistos nos últimos trinta anos só temos tido pedras mortas...
Pobreza e insucesso andam de mão dada
(...)
"O país tem hoje uma consciência mais nítida e mais aguda dos problemas e das soluções", sublinhou o presidente da República. "Sabemos o que é preciso fazer, mas é ainda longo o caminho a percorrer." Contudo, considerou inúteis "dramatizações excessivas", porque o país se constrói com "pedras vivas", e com "uma aposta clara na formação e na qualificação dos portugueses" .
Pelos vistos nos últimos trinta anos só temos tido pedras mortas...
terça-feira, outubro 04, 2005
Sempre a pensar
Público
Aborto: Presidente da República está "a pensar" convocar um novo referendo
O Presidente da República, Jorge Sampaio, admitiu hoje estar "a pensar" convocar o referendo ao aborto, mas não adiantou quaisquer datas para a sua marcação.
Esperemos que não se canse muito.
Aborto: Presidente da República está "a pensar" convocar um novo referendo
O Presidente da República, Jorge Sampaio, admitiu hoje estar "a pensar" convocar o referendo ao aborto, mas não adiantou quaisquer datas para a sua marcação.
Esperemos que não se canse muito.
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