domingo, outubro 02, 2005

Haja equidade já que a justiça está por fazer

Ao contrário do que muito "boas" consciências nos querem fazer acreditar, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Isaltino e Valentim não são diferentes de muitos outros candidatos que por aí polulam. São, na verdade, a face mais visível de procedimentos que alguns ainda entendem por condenáveis e que atingiram foro mediático. Eles não são a excepção como pretendem para justificar a regra. Servem para iludir muito eleitor, apontando outros como mais dignos ou menos manchados. Quantos andam por aí, sendo objecto de relatórios graves do Tribunal de Contas, impávidos e serenos? Quantos não têm acusações pendentes da Justiça mas apresentam sinais mais do que evidentes de enriquecimento ilícito? Quantos não estragaram dinheiros públicos em obras de interesse duvidoso e aprovaram indemnizações do Estado, sem justificação visível? Serão eles muito diferentes dos que entregam património nacional de gerações a interesses privados, abaixo do real valor? Dos que atribuíram subsídios do Fundo Social Europeu (formação) e nunca pediram contas? Por uma questão de equidade têm todo o direito a serem candidatos.

A Caritas, pelos vistos, não anda a dormir

DN
Gestão da água preocupa Caritas

A Caritas Portuguesa está preocupada com "tentativas de privatização" da água, dado que "se trata de um recurso à disposição de todos". A Comissão Permanente da Caritas reuniu-se ontem em Fátima e decidiu propor ao Conselho Geral, que se reúne em Novembro no Algarve, a água como tema das comemorações do Dia Caritas em 2006.

O voto discreto

A Os sectores de ponta da economia nacional

JN
Construtoras ganham terreno às têxteis

"Os sectores da construção e das actividades imobiliárias são os que mais têm aumentado o seu peso na estrutura empresarial portuguesa."

O problema é exportar tijolos e cimento.

Tempo de circo na Tribulandia


wendypan
Publicado ao abrigo de uma licença Creative Commons

A ilusão do poder do povo

"Expresso" de 1-10-05
Choque e Pavor
Daniel Oliveira
Mostem as Imagens

(...)
O eleitor, esse, está-se nas tintas para os programas, para os debates, para as propostas. Carrilho é antipático, Carmona é técnico, Rio é corajoso, Assis é apagado. Para quem resuma as suas obrigações cívicas ao telecomando da televisão, a política é isto. Mostrem-lhes as imagens. Depois vem a ressaca. São todos iguais, concluem. A democracia da televisão promove isso mesmo: o grotesco faz-se norma.

E o que têm procurado os partidos? Adormecer os eleitores. Fazer da ignorância uma alavanca de ascensão social e económica.

Os jogos da política

"Expresso" de 1-10-05

Autárquicas 2005
«Incoerentes são eles»

Fátima Felgueiras fala de «jogo perigoso» entre agentes judiciais e políticos

Será que de quem menos se espera se vão começar a descobrir outras verdades?

Não mexas muito que estragas

"Expresso" de 1-10-05,
Jorge Ferreira

Presidenciais: um imenso vazio

Quanto ao essencial do sistema, tudo continuará exactamente na mesma com Cavaco ou com Soares

Mais uma vez o país se vai iludir nas próximas eleições presidenciais. Pelo andar da carruagem já se percebeu como vai ser o debate. Os problemas fundamentais do regime, das instituições e da sociedade, que todos passam a vida a dizer que é necessário enfrentar, vão ficar à margem do suculento debate que se aproxima.


O que é preciso é baralhar e voltar a dar...o mesmo.

Diz-me com quem aprendeste

"Expresso" de 1-10-05,

Proibir as candidaturas independentes?

Esta semana, num debate na SIC-Notícias, o dirigente socialista Jorge Coelho disse uma coisa espantosa: que os candidatos independentes às eleiçoes autárquicas deviam ser proíbidos, porque apenas procuram ajustes de contas com os seus antigos partidos.
A pergunta a fazer é esta: e depois?
Os cidadãos não devem ter o direito de romper com os partidos a que pertencem e continuar na política? Deverá a vida política ser um exclusivo dos partidos?


Vindo a afirmação de quem vem, não admira muito. A eminência parda do aparelho PS não deveria desejar outra coisa para os seus objectivos. Aliás quem formou estes "independentes" senão o respectivo partido?

Ofertas eleitorais

"Expressso" de 1-10-05,

Quanto vale o voto?

Um frigorífico, um chouriço ou uma sessão de circo? As estratégias dos candidatos para conquistar os eleitores

O chouriço deve ser o que tem mais saída dado o "apetite" pelo gamanço.

sábado, outubro 01, 2005

Liberdade de informação


Mihai Igant (Romania) - Cartoonists Rights Network -East Europe

Uma comédia em ensaio geral

O espectáculo deprimente dos debates sobre eleições autárquicas é bem o retrato do interesse político, num sentido nobre, da realização de mais um pré-cozinhado eleitoral. Eles por aí andam nos cartazes com as sua melhores gravatas e os seus sorrisos contrafeitos de quem sabe que a única ambição é do lugarzinho de destaque. São alguns milhares e vão passar os próximos anos a viver à nossa custa, muitos sem qualquer préstimo ou retribuição. Descobriram, espertos como são, que o "politicamente correcto" é um filão, não falando já da famosa corrupção e enriquecimento ilícito. Numa sociedade mais evoluída seriam, certamente, amanuenses e escriturários.Nesta sociedade, são o estandarte da boçalidade mais pura. Uma pescadinha de rabo na boca para a qual não se vê saída.

A canção de Lisboa

DN Online: "Partidos não exigem seriedade aos membros"

"Em Portugal, a maioria dos magistrados é bastante conservadora e pouco assertiva em relação a casos de corrupção que envolvam figuras políticas e altos empresários."

O que aliás é uma atitude generalizada.

A grande motivação política

DN
entrevista
Luís de Sousa Investigador no ISCTE
"Partidos não exigem seriedade aos membros"
Investigador diz que magistrados são "pouco assertivos" nos casos de corrupção de figuras públicas ou "altos empresários"
(...)
Ou seja, é "natural" que as pessoas subam à custa do dinheiro.

Hoje temos uma nova classe de arrivistas que entra na política para fazer dinheiro. Parte do problema reside no facto de os partidos, enquanto instituições, não exigirem critérios de seriedade, integridade e transparência aos seus membros e candidatos. Mas há também uma quota-parte de culpa dos eleitores, que não só não penalizam certas condutas como ainda as premeiam .

Mas que grande negócio... E com é natural os sérios são marginalizados.

As vantagens do poder autárquico

DN
Mais de um terço das câmaras sob investigação
carlos rodrigues lima

Das 308 câmaras municipais do País, mais de um terço estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ). Segundo dados recolhidos pelo DN, estão a correr na PJ 264 inquéritos, mais 41 averiguações preventivas sobre 124 autarquias locais. Os dados dizem respeito às investigações de todos os departamentos da PJ, sendo que os crimes mais frequentemente identificados passam por corrupção, peculato, tráfico de influências e abuso de poder, o que não significa que todos venham a ser alvo de uma acusação. Certo é que, nestas eleições, a maioria dos candidatos não colocou o discurso anticorrupção no topo das prioridades.

Tudo bons rapazes...

Conversa social


gapingvoid

Uma eleição mediática

JN
Carrilho acentua dramatização
Lisboa

À medida que se aproxima a última semana de campanha eleitoral, o candidato socialista à Câmara de Lisboa vai acentuando a dramatização do voto no PS. Manuel Maria Carrilho pede abertamente "uma grande convergência na única candidatura que pode mudar Lisboa" e avisa que "por um voto se ganha, por um voto se muda".

Pode ser que lhe chegue o voto da Bárbara...

Jornal de Notícias - Por um mundo mais humano

Por um mundo mais humano

A dignidade, os direitos humanos,a autonomia, a relação deproximidade entre responsáveis de saúde e doentes foram temas debatidos ontem, num workshop dedicado à Bioética, no Porto.
Maria Barroso, presidente da Fundação Pro Dignitate alertou para o facto de vivermos numa sociedade "desatenta", "egoísta", "mais preocupada com os valores materiais". Maria Barroso reconheceu que os avanços da ciência foram positivos para a melhoria da qualidade de vida, mas tal ainda acontece de uma forma pouco equitativa. Os interesses económicos prevalencem sobre os direitos humanos. Barroso referiu o exemplo da Zâmbia, que segundo o relatório das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem menos probabilidade de a sua população chegar aos 30 anos do que tinham as pessoas em Inglaterra em 1840.


Chama-se a isto progresso histórico...

quinta-feira, setembro 29, 2005

O que é preciso é complicar a vida ao cidadão

DN
Legislação complexa, ineficaz e contraditória
r. c

Complexa, contraditória e pouco eficiente. É assim a legislação sobre planos e licenciamento, facto que descredibiliza as instituições, atrapalha o investimento e abre caminho a soluções menos claras e lícitas. "É tão difícil obter um licenciamento que é mais rápido tentar ir por outro lado", lamenta o secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão.

E não terá sido feita para complicar e ir a outro lado, nomeadamente aos escritórios de advogados? Algum normal mortal é capaz de a entender?