sábado, agosto 27, 2005
Toca a enterrar quem quebra a lei do silêncio
JN
Vereador Paulo Morais vai ser ouvido já para a semana
Polémica Averiguações preliminares sobre as denúncias efectuadas pelo vice-presidente da Câmara do Porto estarão concluídas até dia 9 Oposição reclama que Rui Rio quebre o silêncio
(...)
Pedidas explicações ao PS
As denúncias de Paulo Morais continuam a criar polémica, no Porto. O BE exige que o vereador seja constituído arguido. "É tão grave o silêncio como o acto de tentar corromper", justifica João Teixeira Lopes, exortando o presidente da Câmara do Porto a dar explicações.
O dirigente do BE lança igualmente um desafio ao candidato socialista "Gostava de saber se Francisco Assis vai pedir a José Sócrates para se pronunciar, uma vez que o actual Governo também é visado".
Boa teoria do BE. Seguindo o raciocínio, os arguidos seriam aos milhares. Ainda acabaremos por ter o Paulo Morais como único arguido o que não seria de espantar.
Vereador Paulo Morais vai ser ouvido já para a semana
Polémica Averiguações preliminares sobre as denúncias efectuadas pelo vice-presidente da Câmara do Porto estarão concluídas até dia 9 Oposição reclama que Rui Rio quebre o silêncio
(...)
Pedidas explicações ao PS
As denúncias de Paulo Morais continuam a criar polémica, no Porto. O BE exige que o vereador seja constituído arguido. "É tão grave o silêncio como o acto de tentar corromper", justifica João Teixeira Lopes, exortando o presidente da Câmara do Porto a dar explicações.
O dirigente do BE lança igualmente um desafio ao candidato socialista "Gostava de saber se Francisco Assis vai pedir a José Sócrates para se pronunciar, uma vez que o actual Governo também é visado".
Boa teoria do BE. Seguindo o raciocínio, os arguidos seriam aos milhares. Ainda acabaremos por ter o Paulo Morais como único arguido o que não seria de espantar.
sexta-feira, agosto 26, 2005
A transparência do regime
Paulo Morais à Visão:
«Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais», declara Paulo Morais na entrevista, sem no entanto especificar a que projectos e municípios se refere.
O vereador acrescenta que «as estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática. Se os vereadores do Urbanismo são os coveiros da democracia, os partidos são as casas mortuárias».
Tudo neste país começa a ser aparente ou aparentado.
«Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais», declara Paulo Morais na entrevista, sem no entanto especificar a que projectos e municípios se refere.
O vereador acrescenta que «as estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática. Se os vereadores do Urbanismo são os coveiros da democracia, os partidos são as casas mortuárias».
Tudo neste país começa a ser aparente ou aparentado.
Poderia ser na Tribulandia
"A corrupção que envolve os funcionários de alto nível pode traduzir sérias distorções na maneira como o governo e a sociedade funcionam. O Estado paga demais por aquisições em larga escala e recebe de menos das privatizações e dos prémios das concessões. Funcionários corruptos distorcem as escolhas no sector público para gerar grandes rendimentos para si próprios e para produzir políticas ineficientes e desiguais. Os governos produzem demasiados projectos errados e gastam demais mesmo em projectos que parecem fundamentalmente necessários. A corrupção reduz os benefícios das receitas das privatizações e das atribuições das concessões. As empresas que retêm poder monopolista através do suborno e do favoritismo minam a eficiência do Estado e beneficiam da mudança das firmas estatais para o sector privado."
Corrupção e Governo
Susan Rose-Ackerman
Corrupção e Governo
Susan Rose-Ackerman
A regra de ouro do silêncio
JN
Palavras vistas à lupa
O Ministério Público vai averiguar a eventual existência de matéria com relevância criminal nas declarações do vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, Paulo Morais, cuja entrevista à revista "Visão", publicada ontem, justificou instruções "imediatas" do secretário de Estado adjunto e da Administração Local à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT), para que inicie uma averiguação.
(...)
Do ponto de vista penal, as "insinuações" do autarca podem não ter relevância suficiente, mas moralmente já há quem o condene "Se tem provas do que afirma, deveria tê-las apresentado já às autoridades; se não tem, deveria calar-se", opina o professor Germano Marques da Silva.
E porque será que o autarca não fala em nomes? Será tão difícil de adivinhar nesta sociedade de meias-verdades e de poderes paralelos?
Palavras vistas à lupa
O Ministério Público vai averiguar a eventual existência de matéria com relevância criminal nas declarações do vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, Paulo Morais, cuja entrevista à revista "Visão", publicada ontem, justificou instruções "imediatas" do secretário de Estado adjunto e da Administração Local à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT), para que inicie uma averiguação.
(...)
Do ponto de vista penal, as "insinuações" do autarca podem não ter relevância suficiente, mas moralmente já há quem o condene "Se tem provas do que afirma, deveria tê-las apresentado já às autoridades; se não tem, deveria calar-se", opina o professor Germano Marques da Silva.
E porque será que o autarca não fala em nomes? Será tão difícil de adivinhar nesta sociedade de meias-verdades e de poderes paralelos?
O faz de conta e deixa correr
JN
Procuradoria investiga denúncias
promiscuidade Vereador da Câmara do Porto denuncia pressões políticas no Urbanismo Oposição e Associação de Municípios exigem esclarecimentos
(...)
Em entrevista à revista "Visão", Paulo Morais falou da "promiscuidade entre diversas forças políticas, dirigentes partidários, famosos escritórios de advogados e certos grupos empresariais".
Considerando-se um "resistente" às pressões "de todo o tipo e de todos os lados", o vereador deixa no ar a ideia de que o seu afastamento pode tornar o pelouro do Urbanismo mais permeável a influências ilegítimas. É a interpretação dos partidos da Oposição e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que exigem explicações ao vereador e ao presidente da autarquia. Ontem, nem Paulo Morais nem Rui Rio quiseram prestar declarações sobre a entrevista.
Nas páginas da "Visão", o número dois da Câmara do Porto generaliza a existência de corrupção nas autarquias, ataca os vereadores do Urbanismo e os partidos, financiados por quem quer tirar contrapartidas.
Paulo Morais que, segundo consta, já é rico e não precisa de luvas como tantos outros que se fazem de virgens inocentes, pôs a boca no trombone. Num universo onde quase todos fazem de cegos, surdos e mudos, por medo ou por conivência, tenta-se dar algum sensacionalismo a uma situação por demais falada, bastando ouvir conversas de café.
Veja-se ainda o que tem dito e escrito Maria José Morgado.
Procuradoria investiga denúncias
promiscuidade Vereador da Câmara do Porto denuncia pressões políticas no Urbanismo Oposição e Associação de Municípios exigem esclarecimentos
(...)
Em entrevista à revista "Visão", Paulo Morais falou da "promiscuidade entre diversas forças políticas, dirigentes partidários, famosos escritórios de advogados e certos grupos empresariais".
Considerando-se um "resistente" às pressões "de todo o tipo e de todos os lados", o vereador deixa no ar a ideia de que o seu afastamento pode tornar o pelouro do Urbanismo mais permeável a influências ilegítimas. É a interpretação dos partidos da Oposição e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que exigem explicações ao vereador e ao presidente da autarquia. Ontem, nem Paulo Morais nem Rui Rio quiseram prestar declarações sobre a entrevista.
Nas páginas da "Visão", o número dois da Câmara do Porto generaliza a existência de corrupção nas autarquias, ataca os vereadores do Urbanismo e os partidos, financiados por quem quer tirar contrapartidas.
Paulo Morais que, segundo consta, já é rico e não precisa de luvas como tantos outros que se fazem de virgens inocentes, pôs a boca no trombone. Num universo onde quase todos fazem de cegos, surdos e mudos, por medo ou por conivência, tenta-se dar algum sensacionalismo a uma situação por demais falada, bastando ouvir conversas de café.
Veja-se ainda o que tem dito e escrito Maria José Morgado.
quinta-feira, agosto 25, 2005
De boas ideias estão as gavetas cheias
O Primeiro de Janeiro"
Boas ideias” apoiadas
As “boas ideias” dos empresários portugueses vão ser concretizadas. A garantia foi ontem dada pelo primeiro-ministro, que assumiu o seu empenho pessoal na matéria. Sócrates reconhece a falta de condições mas diz que este é um período já no “vale da morte”.
Agora é que vamos ver mais automóveis de luxo.
Boas ideias” apoiadas
As “boas ideias” dos empresários portugueses vão ser concretizadas. A garantia foi ontem dada pelo primeiro-ministro, que assumiu o seu empenho pessoal na matéria. Sócrates reconhece a falta de condições mas diz que este é um período já no “vale da morte”.
Agora é que vamos ver mais automóveis de luxo.
Um exemplo a seguir
JN
Escolas polacas sem Coca-Cola já em Setembro
A Coca-Cola vai retirar os seus refrigerantes das escolas do ensino básico polaco, substituindo-os por garrafas de água e sumos de fruta, devido aos receios públicos em relação à obesidade infantil, anunciou ontem a empresa.
Escolas polacas sem Coca-Cola já em Setembro
A Coca-Cola vai retirar os seus refrigerantes das escolas do ensino básico polaco, substituindo-os por garrafas de água e sumos de fruta, devido aos receios públicos em relação à obesidade infantil, anunciou ontem a empresa.
Divertimentos modernos
De acordo com as notícias, rapazotes divertem-se a assalta pessoas de idade nos combóios entre Faro e Tavira e deslocam-se para as discotecas da zona sem pagar bilhete todos os fins de semana. Bons resultados do sistema educativo e prenúncio do alastrar da selva nesta sociedade.
Valores desaparecidos sem rasto
No "Expresso" de 20-08, Henrique Monteiro escreve:
Amizade e traição
"A ética pessoal e a lealdade não têm que ficar arredadas da vida política"
E por onde andarão esses valores tão afastados da vida política? Darão algum lucro como a construção civil?
Amizade e traição
"A ética pessoal e a lealdade não têm que ficar arredadas da vida política"
E por onde andarão esses valores tão afastados da vida política? Darão algum lucro como a construção civil?
Visaõ estratégica do futuro da Tribulandia
Pelo terceiro ano consecutivo o país continua a não estar preparado para o combate aos incêndios. Para além dos condicionalismos próprios de um povo descuidado e pouco diligente, os governos têm atacado os incêndios com declarações de circunstância e deslocações rápidas aos locais das tragédias para impressionar chinês. Apuramos assim que a principal culpa é das condições climatéricas, do vento que sopra demais e claro dos governos anteriores. A situação não justifica a declaração de calmidade pública mas talvez justifique a declaração de imbecilidade colectiva. Será que estarão a pensar fazer ao país o que os alemães previam para Paris, durante a retirada? Ou será que como Nero esperam vir a construir um país novo sobre as cinzas?
O tempo se encarrega de tudo
No "Expresso de 20-8-2005:
Andar pelas estradas do concelho de Mação é ver aldeias quase desertas onde a mata cresce até à porta das casas.
(...)
"Em 1950 tínhamos 26 mil habitantes, 22 mil dos quais eram agricultores, e 60 mil cabeças de gado. Hoje temos 8 mil habitantes, nenhum é agricultor a tempo inteiro e cinco mil cabras.", conta o vereador Louro. A desertificação foi aproveitada pela floresta. E os que herdaram terrenos dos pais agricultores, apreciaram as árvores que pareciam não dar trabalho e eram uma espécie de seguro de reforma. "Um dia haviam de dar alguma coisa", diz Eurico Diogo. Mas o tempo provou que estaseria uma opção dramática para a floresta portuguesa. Tal como as matas dste emigrante da Suiça, muitas arderam por falta de cuidados.
Mais um retrato dos resultados da desertificação rural, da invasão das cidades que se julga serem a "civilização" e do deixa andar que os benefícios vêm aí sem trabalhar, seja da CEE ou do decorrer do tempo.
Andar pelas estradas do concelho de Mação é ver aldeias quase desertas onde a mata cresce até à porta das casas.
(...)
"Em 1950 tínhamos 26 mil habitantes, 22 mil dos quais eram agricultores, e 60 mil cabeças de gado. Hoje temos 8 mil habitantes, nenhum é agricultor a tempo inteiro e cinco mil cabras.", conta o vereador Louro. A desertificação foi aproveitada pela floresta. E os que herdaram terrenos dos pais agricultores, apreciaram as árvores que pareciam não dar trabalho e eram uma espécie de seguro de reforma. "Um dia haviam de dar alguma coisa", diz Eurico Diogo. Mas o tempo provou que estaseria uma opção dramática para a floresta portuguesa. Tal como as matas dste emigrante da Suiça, muitas arderam por falta de cuidados.
Mais um retrato dos resultados da desertificação rural, da invasão das cidades que se julga serem a "civilização" e do deixa andar que os benefícios vêm aí sem trabalhar, seja da CEE ou do decorrer do tempo.
terça-feira, agosto 16, 2005
A sociedade que só aceita juventude
No "Público" de hoje:
Pensões Absorverão Mais de 13 Por Cento do PIB em 2020
"Nos cálculos de uma firma de consultadoria, os encargos do Estado português com pensões de velhice vão atingir os 13,1 por cento do PIB em 2020. Os efeitos do envelhecimento da população são onerosos em toda a Europa mas Portugal é dos países onde o impacte se sentirá mais cedo."
Que preocupação como o que vai acontecer em 2020! Claro que estes problemas não surgiriam se as pessoas morressem mais cedo... Mas que tragédia!
Pensões Absorverão Mais de 13 Por Cento do PIB em 2020
"Nos cálculos de uma firma de consultadoria, os encargos do Estado português com pensões de velhice vão atingir os 13,1 por cento do PIB em 2020. Os efeitos do envelhecimento da população são onerosos em toda a Europa mas Portugal é dos países onde o impacte se sentirá mais cedo."
Que preocupação como o que vai acontecer em 2020! Claro que estes problemas não surgiriam se as pessoas morressem mais cedo... Mas que tragédia!
A cantar se elevam as almas
Como todo o mundo canta as maravilhas das tecnologias da informação, não entendemos muito bem porque foi necessário o Bono e os U2 virem a Portugal para os nossos compatriotas tomarem conhecimento da miséria que grassa em África. E o entusiasmo que tal notícia despertou? Tanta alma boa! Esperemos que um dia os seus cantos não sejam por nós.
Férias com safari
Pois, caros companheiros da blogosfera, ausentamo-nos por uns tempos para reflexão sobre a vidinha neste canto à beira mar plantado. Aceitamos um convite de um soba africano nosso leitor e lá fomos de safari para África. Não tivemos o prazer de acompanhar a excitante vida deste país pela televisão que é coisa que não existe por lá, felizmente. De regresso, não nos admiramos nem com os fogos nem com as candidaturas a supremos magistrados. Sempre o mesmo disco. O soba nosso amigo, de nome Democratikus achou que a nossa democracia é muito divertida e que o facto de também estarmos de tanga nos irmanava. A grande diferença é que, como eles ainda são um pouco primitivos, quando algum ministro passa por lá a dizer balelas ele o oferecem em sacrifício à sua deusa da ilusão, o mesmo acontecendo com os deputados. Lá lhe explicámos que, por cá, tudo funciona ao contrário: são sempre os cidadãos a serem sacrificados. Achou que era uma injustiça e aconselhou-nos a inverter a situação. Respondemos que não é possível porque fazemos parte da Europa civilizada. Rezamos a todos os santos para que o nosso querido primeiro, que parece andava por perto, não fizesse algum desvio. Era uma grande perda para o futuro do choque tecnológico.
E, cumulados de atenções, lá nos despedimos com saudade, prometendo voltar no próximo ano, de o ministro dos impostos nos deixar algum euro no bolso para viagens.
E, cumulados de atenções, lá nos despedimos com saudade, prometendo voltar no próximo ano, de o ministro dos impostos nos deixar algum euro no bolso para viagens.
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