terça-feira, julho 26, 2005

Resposta elucidativa


wearenotafraid

O tempo que volta para trás

Na 2 um debate sobre uma nova legislação reguladora da actividade jornalística. A propósito da possível violação dos direitos pessoais percebe-se que o sistema político-económico-jurídico existente pretende um organismo para, além dos conselhos de imprensa existentes e dos tribunais, impor sanções aos jornalistas que fotografem "personalidades" em calção de banho, fora das suas funções oficiais! E claro, muitas mais situações virão a ser susceptíveis de punição desde que "ofendam" os poderes constituídos! Docemente, as restrições à liberdade de imprensa começam a aparecer e quando se coartam liberdades, nunca se sabe onde acabaremos. No decorrer do programa, uma declaração filmada de José Manuel Fernandes, desassombrada, põe os pontos nos is: trata-se de um assunto grave de ataque à liberdade de imprensa. Parabéns ao director do Público pela sua visão acertada do problema. Felizmente, ainda não estão todos adormecidos.

segunda-feira, julho 25, 2005

Queremos um Português na Presidência


Manuel Alegre

Não se pode ser poeta nem ter princípios na Tribulandia

Manuel Alegre, figura destacada da nossa democracia, posicionou-se para Secretário-Geral do PS e foi o que se viu. Que era poeta, que já estava cansado, muitos elogios e poucos votos. A máquina escolheu o mais mediático. Há tempos declarou-se disponível para travar combate eleitoral com o candidato tecnocrático da continuidade. Silêncio. A política dos ideais e dos princípios mete medo. Muito preferível não fazer ondas, alinhar com a Comissão Europeia nas esmolinhas (para alguns mais do que isso) e como dizia o Marcelo, o Presidente de todos os portugueses tem que saber de gestão, de economia e de orçamentos! Valha-nos Santa Bárbara! Entretanto, com tantos espertos em contas o país já está meio afundado! Mas mesmo assim, como muitos desejam alguém com raízes portuguesas e com o brio suficiente para não se deixar amordaçar pelos mesquinhos interesses dos lobbies, toca de desenterrar o que alguns chamam de "pai da Pátria": agrada a gregos e a troianos. Embora já o achem velhinho, sempre dará menos incómodos.
Cá ficaremos aguardando o desenvolvimento da novela.

Alguns têm "lunch" com o dinheiro dos outros

Quando é preciso uma ajudinha para as concepções dominantes lá aparece na Tribulandia o catedrático ensigne que ensina numa universidade sonante e, a seguir, a entrevista momentosa. Agora lemos um que defende a energia nuclear por ser mais económica. Quem o teria trazido? No meio do palavreado neo-liberal lá vem a frase: "There is no free lunch" do Milton. Gato escondido com o rabo de fora. O pior é que muitos não têm "lunch" porque alguns comem tudo.

Modernices da Tribulandia

Por mal dos meus pecados, tenho que ir a uma estação dos correios de bairro. A fila de espera vem até à porta. Vários balcões de atendimento mas apenas 3 funcionários, à frente. Uma funcionária resolve fazer uma pausa. Outra atende há meia hora uma cliente complicada. Resultado: um balcão activo. O calor é de morrer. Enquanto esperamos, vamos observando a instalação. Um cachecol do Benfica encima uma campanha; um livro do Mourinho pendurado nas cartas; uma máquina digital que imagino possa ser comprada no local; Uma publicidade de revista e por aí adiante. A publicidade é omnipresente e avassaladora. Que saudades dos serviços de correio tradicionais. Por este andar ainda acabam por oferecer serviços de massagens. O serviço público já foi à avó. Em vez de uma estação de serviço público, temos uma espécie de loja dos 300, mas continuamos a pagar as taxas. Tudo em nome da rentabilidade e para servir o mercado. O cidadão que espere sentado.

sábado, julho 23, 2005

Fases


gapingvoid

A invasão castelhana

JN
Espanhóis reforçam posição nos média portugueses
Alexandra Figueira

O acordo de compra de uma posição de controlo na Media Capital pela Prisa é o primeiro negócio de vulto que deixa em mãos espanholas o controlo de um grande grupo de comunicação português.
A entrada da Prisa na "holding" que detém, entre outros, a TVI e a Rádio Comercial pode acontecer em simultâneo com a saída dos também espanhóis da Prensa Ibérica dos títulos "Comércio do Porto" e "A Capital" (ver caixa), bem como da luz verde dada pela Autoridade da Concorrência para a compra, sem restrições, da Lusomundo Media (à qual pertence o JN) pela Controlinveste de Joaquim Oliveira.


Também é importante condicionar o pensamento dos indígenas.

O que faz correr a Tribulandia?

Lentamente, a Tribulandia vai deslizando para o buraco final. Saída de uma ditadura retrógrada e fechada sobre si, enlouquecida pelos vivas esquerdistas revolucionários (?), acabou por mergulhar nos amanhãs do neo-liberalismo teórico, enquanto foi desperdiçando os fundos comunitários em obras de luxo e no enriquecimento de alguns. Leitora atenta de Nero não esqueceu o circo romano para diversão da populaça; seguindo os espertos locais, foi-se tornando apátrida e renegando as suas raízes culturais; entende a globalização como a venda de todo o património construído por gerações a estrangeiros dos quais espera vir a ser criada de quarto; confunde a reorganização do Estado com a realização de uns negóciozitos na saúde e na educação. Considera desígnio nacional a realização de um campeonato de futebol (?). Sexualmente, tem como expoente uma cambada de pedófilos e de impotentes machistas que batem nas mulheres; considera-se moderna porque passa a vida a acariciar telemóveis e a comer hamburguers; parola, deixa cair em ruínas património insubstituível mas constrói bunkers a preços que não lembram ao diabo; no trabalho, quer regressar à escravatura para aumentar a competitividade. Kafka não faria melhor.

Os grandes líderes da Tribulandia

Na Tribulandia descobriu-se uma nova tese económica. Para incrementar a competividade no mercado global, alguns teóricos sugerem que se viva numa democracia corrupta adoptando os ritmos de trabalho e os salários de um país comunista. Com tais sacrifícios em nome da pátria, engordaremos mais alguns poderosos e receberemos como dádiva alguns reforços para as equipas do campeonato de futebol.

His Masters Voice

No "Público" de hoje, São José Almeida, escreve sobre a demissão do ministro das Finanças, em "O rolo compressor":

"E satisfeitos e contentes com a sua sapiência, a classe dos economistas, esse novo tipo de guru português, desdobra-se em palestras e monólogos, defendendo teses que não pratica quando partilha responsabilidades, a debitar sabedoria na comunicação social, numa espécie de doutrinação tele-evangelista a múltiplas vozes sobre como o caminho é estreito, como só há uma via para achar a luz ao fundo do túnel, como a infalibilidade das suas palavras é certa, como não há alternativa, numa nova versão da estafada receitados amanhãs que cantam."


Há que defender os patrões que lhes pagam as mordomias. O neoliberalismo visto de cima até nem parece muito mau.

Nem todos andam cegos

Não percam no Herald Tribune o artigo Lessons of Spain and Portugal para ficarem a saber a maneira como não se devem empregar os recursos financeiros atribuídos aos países da União Europeia tomando como exemplo o caso português. Uma vergonha.

terça-feira, julho 19, 2005

As duas faces da moeda


coxandforkum.com

O martírio da Tribulandia

Quando Jesus pronunciou a memorável frase "Perdoai-lhes Pai porque não sabem o que fazem" deveria estar a antever a actuação de muitos economistas da Tribulandia.

Os mullah da Tribulandia

Durante ou a seguir ao jantar a parte mais divertida das televisões são os comentadores. Ficamos a saber qual a moda das gravatas, como se branqueiam as dentuças e como é possível sorrir permanentemente. Agora oferecem-nos o Bitorino. Lembramo-nos sempre da Branca de Neve ou da Alice no País das Maravilhas.Mas afinal de onde saíram os grandes méritos mui proclamados pelos arautos da caixa? Banalidades, mais banalidades. Muita cultura árabe. Depois de tanta cultura islâmica, não se deve falar de outra coisa no Afeganistão. Os mullah que se cuidem que a concorrência é grande.

segunda-feira, julho 18, 2005

Trajectória da Tribulandia

Em 30 anos de colonizador a colonizado. De um ensino repetitivo a um ensino relaxado. De trabalhador mal pago a trabalhador escravizado. De juventude cerceada a juventude copiada, de brinco e telemóvel na orelha, sem esquecer a sapatilha de marca. De velhos analfabetos e com fracas pensões de reforma a velhos para deitar ao lixo. De criatividade intelectual censurada a criatividade boçal e estereotipada. Do bacalhau com todos ao hamburger e à pizza.De partido único e absoluto a vários partidos desconchavados. De ideais e sonhos a salve-se quem puder. De fado a hip-hop. De carros modestos e utilitários a jeeps topo de gama e a pagar em 60 meses. Da vergonha ensinada por pais e avós à sua completa ausência em nome do espertismo.De uma vivência pouco realizadora a uma sobrevivência imposta e aceite de bom grado. De uma televisão a preto e branco a uma colorida e acéfala. De jornais censurados a jornais orientados. De uma economia pouco desenvolvida a uma economia desenvolvida por estrangeiros. De excesso de valor da moeda a uma moeda rara. Da inflacção à deflacção mas sempre vivendo pior. De uma guerra em casa a guerras em todo o mundo. De um orgulho excessivamente nacionalista a uma abdicação de nacionalidade. De uma espingarda a um cravo e de um cravo a uma esterqueira.

domingo, julho 17, 2005

A caminho do Saara

Comércio do Porto
ENTREVISTA - Azeredo Lopes (Director do curso de Direito do Centro Regional do Porto da Universidade Católica)
"Trocámos a nossa proximidade regional pela besta que é Lisboa" - Azeredo Lopes
(...)
-Não aproveitamos oportunidades...

-Não. Não conseguimos foi perceber que a região não é auto-justificada, custa-me perceber como podemos estar numa região que parece que deixou de acreditar. Em geral, o Norte parece que está a assumir uma espécie de condição de zona sinistrada...


A desertificação continua e não é por culpa do efeito de estufa.

Dança com números

Diario Digital
O buraco do Banco de Portugal
Filipe Rodrigues da Silva

Há qualquer coisa que nos números do Banco de Portugal não bate certo. Qualquer coisa que – para não se ir mais longe no tempo - tem a ver com que era dito há seis meses ou há um ano. E o que é dito agora. As pessoas responsáveis pelo banco central não mudaram. São as mesmas.
Com o divulgado na terça-feira no seu boletim económico de Verão – a coincidir com a revelação do relatório anual de 2004 -, o Banco de Portugal reduziu a previsão do crescimento do PIB nacional para 0,5% em 2005 e 1,2%, em 2006. Basicamente, a retoma - a haver - fica adiada para daqui a ano e meio.


Nada como um número objectivo para ser trabalhado subjectivamente.

sábado, julho 16, 2005

Gasaconda


coxandforkum.com

Boas notícias da Tribulandia

Segundo prestigiados economistas da Tribulandia o fim da crise económica e financeira aproxima-se do fim para alegria de todos os tribus. O relançamento económico do país começará no início do campeonato nacional de futebol. A partir dessa data mágica não se falará mais de crise, contribuindo os clubes para um crescimento de 5% ao ano do PIB, através de golos para todos os gostos.

Inovação na Tribulandia

Abriu recentemente na Tribulandia uma agência de empregos que oferece aos desempregados deste país condições verdadeiramente atractivas: possibilidade de empregos múltiplos, contagem de antiguidades inexistentes, reformas ao fim de 6 anos, indemnizações chorudas acumuladas com novos empregos, possibilidade de colocação simultânea de familiares até ao 6º grau de parentesco para manter o ambiente cordial e ameno, e ausência de qualquer currículo, qualificação ou diploma, bastando apenas pertencer à "Associação dos Tachos Recíprocos".

A vida triunfará


wearenotafraid

Extinção do Ballet Gulbenkian

Quem não estiver de acordo com a extinção do Ballet da Gulbenkian pode assinar uma petição para a sua manutenção aqui: Petição contra a extinção do Ballet Gulbenkian

Quando a poesia comanda a vida

As escolas da Tribulandia têm uma especial vocação para ensinar o verbo "Mexer", sobretudo nos bolsos dos outros. Eu mexo, tu mexes, eles mexem. Eu mexia, tu mexias, eles mexiam. É ou não é um verbo poético?

Uns divertem-se, outros pagam

No "Expresso" de 9-7-2005:
Aveiro vai pagar prejuízo do Estádio

"A Cãmara de Aveiro pode ter de transferir mais dinheiro para a empresa que gere o novo estádio especialmente construído para o Euro 2004. A situaçõa é tanto mais grave quanto o seu principal utilizador, o Beira-Mar, desceu de divisão.
De acordo com os revisores oficiais de contas que avaliaram o relatório de 2004, o capital social da Empresa Municipal de Aveiro encontra-se "fortemente exaurido"..."


Eis o resultado da política megalómana dos estádios mas resolve-se tudo com o masoquismo do povo que adora pagar impostos.

As patentes de software na Europa

O Parlamento Europeu rejeitou a directiva das patentes de software com uma votação expressiva: 648 deputados votaram contra, 14 a favor e 18 abstenções. Perante o desaire a Comissaõ Europeia desistiu de apresentar novas propostas, a menos que o Parlamento o solicite. Congratulamo-nos com esta vitória da liberdade de criação.

A estupidez da violência

Tempos de violência, de egoísmo, de ilusão de felicidades isoladas. Tempos onde o acaso ceifa vidas e a roleta da morte constrói notícias. A máquina da mentira assenta arraiais por todo o lado e os cavaleiros do Apocalipse divertem-se na alegria das suas vitórias, umas vezes em nome da liberdade outras em nome da fé. O pobre cidadão serve de joguete, numa visão kafkiana de "O Castelo". Estamos aqui para te servir mas não te deixamos viver. Fim de uma civilização? Decadência, certamente. Sobre as campas dos inocentes a máquina cega da violência espera a sua ida para a sucata dos infernos. Deus se encarregará de os punir.

sexta-feira, julho 08, 2005

Acabou o Barnabé

Barnabé
Um dia a gente chega lá

"...estava pensando que para Portugal ter uma situação de desemprego parecida com o Brasil vai precisar de pelo menos dez anos de investimento na irresponsabilidade."

Tom Zé, em reportagem de João Bonifácio, ao suplemento Y do Público.


Não sendo, propriamente, um fã do Barnabé, lamentamos o seu desaparecimento da Blogosfera por posts como o acima referenciado e outros reveladores de pensamento e de cultura.

No quotidiano da Tribulandia

Entramos numa pequena mercearia. Efectuamos a compra e, ao pagar, a dona pergunta-nos se vamos ver as corridas na Avenida da Boavista. Sorrimos. Não concordamos com brincadeiras de autarcas irresponsáveis e manipuladores de votos. Na sequência fala-se dos estragos na Avenida dos Aliados e no gasto dos nossos impostos; que está tudo muito difícil. Concordamos. Para finalizar, a dona do estabelecimento diz-nos que seria melhor algum outro país tomar conta de nós. Retorquimos com o velho orgulho de sermos, ainda, portugueses. A senhora não fica muito convencida e o seu olhar continua triste. Pagamos. Ao sair, sabemos, interiormente, que estamos em vias de extinção.

quarta-feira, julho 06, 2005

Quando a corrupção mata

Reporters sans frontières
Brésil6.07.2005
Assassinat d'un journaliste anticorruption

Reporters sans frontières est indignée par l'assassinat, le 1er juillet 2005, à Carpina (Etat de Pernambuco, Nord-Est), de José Cândido Amorim Pinto, de Rádio Comunitária Alternativa.

A verdadeira informação que nunca falha

Num dos muitos telediários que nos informam e cultivam, ficamos a saber que um conhecido guarda-redes rapou o cabelo e que outros dois gostam muito de cá vir de férias para irem comer aos seus restaurantes preferidos e que, que, que, que...

Os líderes do nosso empobrecimento

No "Prós e Contras" ilustre figura do universo empresarial da Tribulandia indica como solução para o desemprego distribuir, casa a casa, pão, leite e jornais. Mais adiante, defende a liberalização dos horários de trabalho porque há muitos jovens que anseiam por trabalhar dez horas por dia e mais. A isto, chamamos capacidade de inovação empresarial.

Olha para o que eu digo

Na rádio da Tribulandia, ilustre figura do nosso universo politiqueiro vem apelar ao patriotismo do vulgar e infeliz cidadão que vem acreditando nas patranhas dos mesmos. E por onde andava o patriotismo dele(s) quando gastavam à tripa forra e engordavam os amigos?

Moderna justiça mediática

nicholson cartoons

Amor paternal moderno

JN
3500 crianças morrem por maus tratos nos países desenvolvidos
violência e abusos sexuais ONU prepara importante relatório a publicar em 2006 Centro de investigação da UNICEF revela que 83% dos portugueses consentem bater nas crianças

Morrem anualmente 3 500 crianças de idades inferiores a 15 anos vítimas de maus tratos no seio da família, nos 30 estados membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE). Segundo relatório recente do Centro de Investigação Innocenti (IRC) da UNICEF, 23 desses estados são países da Europa.

Eis aqui uma estranha forma de civilização e desenvolvimento.

segunda-feira, julho 04, 2005

A decadência da Tribulandia

É frequente ouvir-se: "A Tribulandia é um país pobre" para justicar a quantidade de carências que existem por todo o lado. Na verdade, a Tribulandia não é um país pobre mas sim uma quinta onde existem mais "chouriços" encartados por metro quadrado do que em qualquer outro ponto da galáxia. Estes "chouriços", acolitados por respeitáveis "céguinhos" engravatados que nada vêm nem cheiram, acumularam fortunas consideráveis que pavoneiam perante a indiferença geral. Maior estado de decadência social seria difícil de imaginar.

O apertar do cinto dos outros

No "Público" de domingo,

"Constâncio fala em regresso a "Europa mais modesta"

Governador do Banco de Portugal compara a época actual com a que se viveu na Europa entre as duas últimas guerras mundiais.

A maioria do povo não vai regressar porque nunca saíu da tal modéstia.

O desporto na Tribulandia

No "Público" de domingo, José Manuel Meirim escreve, em Desporto:

A quem entreguei o meu filho

"40 federações não possuem na sua organização, qualquer sector vocacionado para pensar e conduzir a prática juvenil"

Isto é o que se chama verdadeira utilidade pública. Aliás, basta que aprendam a comprar bilhetes para se sentarem nas bancadas.

Amados e enriquecidos

No "Público" de domingo, António Barreto escreve:
"Como é possível que tenhamos chegado a este ponto? Anos sucessivos de demagogia. Anos de governos em busca do caminho mais fácil, à procura de serem amados. Anos de criação de expectativas acima das possibilidades. Anos de satisfação de desejos para os quais não havia meios."

Concordamos inteiramente, só que se esqueceu dos que realizaram mais do que as expectativas à custa do dinheiro de todos.

quinta-feira, junho 30, 2005

Bug no Blogger

De acordo com sugestão do Blogger Buzz, conseguimos retirar o espaço em branco mas ficamos com problemas no final do template. Do mal o menos. Esperemos que tudo se conserte. Obrigado pela paciência dos que aqui vão passando.

terça-feira, junho 28, 2005

Bug no Blogger

O espaço em branco que aparece entre o título do post e o seu conteúdo (Internet Explorer) ou entre o post e os comentários (Mozilla) deriva de um bug bo Blogger que esperamos desapareça em breve, segundo nos informaram.

sábado, junho 25, 2005

O baile dos incompetentes

Tentando dar um sinal positivo à economia da Tribulandia, o presidente de todos nós tem visitado diversas empresas, algumas aparentemente de verdadeiro sucesso. Animado, fala do excesso de crédito ao consumo e da insuficiência da actuação das capitais de risco. Levanta-se uma ligeira tormenta: aos bancos não lhes compete assumir o capital de risco e já muito fazem eles, dizem. No dia seguinte, já o presidente vem dizer que as pessoas têm direito a ter automóvel e televisões, a crédito presumimos. Isto de irritar o sector financeiro tem muito que se lhe diga. Para quem conhecer o panorama empresarialdo país fácil é ver que as empresas, na sua maioria, não têm capitais próprios adequados e que, normalmente, só navegam em mercados facilitados por forte expansão. Em época de crise é o que se vê. A juntar a isto toda uma série de factores negativos, entre os quais, a confusão entre património empresarial e património pessoal, falta de imaginação e amparo dos poderes públicos. Uma verdadeira salgalhada que dá como resultado salários baixos e apertos de cinto mais ou menos patrióticos. Bem precisávamos de empresas de capital de risco a sério e de um mercado de capitais mais desenvolvido, mas temos que nos contentar com os professores cobradores de impostos e com a abdicação, mais, ou menos generalizada, da competição internacional.Todos os rios levam a Espanha, talvez mesmo a nacionalidade.

segunda-feira, junho 20, 2005

O pesadelo do travestismo

Quando olhamos para o panorama político da Tribulandia e vimos a quantidade de figuras que descendem de famílias fascistas ou se formaram na escola comunista e se tornaram grandes neo-liberais, temos a sensação de estar a viver um pesadelo.

Os convertidos que vieram da cortina de ferro

Pina Moura diz que o PS pode perder eleições de 2009

O ex-ministro das Finanças, Pina Moura defendeu, ontem, nas jornadas parlamentares do PS, que o Governo não deve recuar nos "ajustamentos" que anunciou e que os socialistas têm de estar preparados para perder as próximas eleições. O ex-membro do Governo liderado por António Guterres advogou igualmente que é preciso uma resposta firme à contestação social na rua. Seguindo-se em frente, sem cedências nem recuos. Isto, em alusão à ameaça de greve geral, anteontem admitida por um dirigente sindical.

Onde teria ele aprendido estas posições democráticas neo-liberais?

Os compromissos na Tribulandia


gapingvoid.com

domingo, junho 19, 2005

Quando a ignorância e a boçalidade imperam

A condecoração da Catarina Furtado e a mediatização da morte de Álvaro Cunhal revelam bem o desconserto de uma sociedade que vive de ilusões e sobretudo de imagens. Perdidos entre a necessidade de obtenção de subsídios europeus para a manutenção de um estado de marasmo gastador e as alegrias efémeras do campeonato de futebol, o país não tem projecto em várias áreas e, alegremente, não cria condições para a saída do lamaçal económico e moral. Os espertos batem palmas e devem já ter reservas no estrangeiro para os tempos que virão a ajudaram a criar. Tudo vão vendendo, em nome da globalização, para disfarçarem a ausência de iniciativa e de ambição. Alguns sonharão até entregar a governação a uma entidade europeia qualquer; livres de responsabilidades, poderão andar a passear a sua ignorância pelos torneios de golf. Os que ficarem que trabalhem e sejam escravos de um trust qualquer. Camões não será mais do que um objecto de leilão.

O grande negócio da ilusão no feminino

JN
Johansson irrita jogadoras de futebol

Um jogo ainda mais bonito. O slogan da organização do Europeu Feminino de Futebol colhe a simpatia dos "patrões" do futebol mundial. Lennart Johansson, presidente da UEFA, sugeriu que os atributos físicos das futebolistas devem ser aproveitados pelos patrocinadoras do futebol feminino. "Há tantas empresas que podiam usar raparigas a jogar na relva, graciosas, suadas, sob chuva, ou a saírem dos balneários. Isso vende", disse Johansson. "Gosto de futebol de senhoras, cada ano está melhor", afirmou o presidente da UEFA, em entrevistaà BBC.

O ópio dos povos também pode ser companhado do erotismo. Tudo se vende.

Mais um herói para festejar

JN
Tiago Monteiro é o primeiro português no pódio da F1
Schumacher vence corrida disputada por apenas seis monolugares

Tiago Monteiro tornou-se hoje o primeiro piloto português a subir ao pódio de uma corrida de Fórmula 1, ao terminar em terceiro no Grande Prémio dos Estados Unidos, nona prova do Mundial, ganho pelo alemão Michael Schumacher.
A corrida no circuito de Indianapolis foi disputada por apenas seis monolugares, depois de os 14 pilotos com carros equipados com pneus Michelin terem desistido ainda antes da partida, por razões de segurança.

Pena não terem corrido apenas 2...

Os cinzentos apolíticos

O ministro Impostos da Cunha tem demonstrado ser um tecnocrata, amigo dos números e esquecido das pessoas. Com aquele ar sério de professor lá nos vai deixando cada vez mais pobres e sem ver medidas de futuro. Dizem que cumpre ordens do Vitor Tontâncio. É muito possível.Existe, neste país uma raça de tecnocratas de serviço, que serviriam para todos os regimes, conservando o seu ar inocente. Temos sempre muito receio destes seres cinzentos que são mais perigosos que muitos políticos por muito pouco técnicos que sejam.

sexta-feira, junho 17, 2005

A estética do Porto Cidade Limpa

Os empresários do choque tecnológico

Na SIC, reportagem sobre a atribuição de um prémio ao empresário Belmiro dos supermercados, numa escola de gestão. No elogio, o prof Bessa esmera-se (director da Escola de Gestão e trabalhando também para o empresário). Na palestra do homenageado uma referência aos empresários que constróiem o Mercado Comum e aos políticos que estragam tudo. Deve andar desatento pois não foram os políticos que disseram não ao Tratado, foram os povos da França e da Holanda. A seguir, o ministro da Economia diz, a propósito do choque tecnológico, que se tivéssemos mais Belmiros o choque seria oito vezes mais fácil. Mas onde está a tecnologia de vender laranjas de segunda apanha, produzidas em Espanha, construir shoppings para alugar, explorar telemóveis e quejandos, de tecnologia estrangeira? Qual é a indústria de vanguarda que o grupo desenvolve e com a qual concorre no mercado global? Zero. Ah, já sabemos a resposta: montou supermercados no Brasil!

A montanha pariu um rato

DN
Referendo adiado
fernando de sousa
delegado em bruxelas

José Sócrates anunciou, ontem em Bruxelas, o adiamento do referendo ao tratado constitucional em Portugal, inicialmente previsto para ser realizado junto com as autárquicas em Outubro próximo. O primeiro- -ministro comunicou esta decisão após ter consultado, para o efeito, o Presidente da República, Jorge Sampaio.

Que pena não continuaramos a ver o presidente a fazer propaganda pelo Sim...

O fundo da podridão

JN
Apoiantes de Felgueiras já recolhem assinaturas
Movimento "Sempre Presente" procura "vaga de fundo" no concelho "Não é uma mais-valia", diz o socialista Francisco Almeida
alfredo cunha

O eventual regresso de Fátima Felgueiras ao concelho começou a dar nas vistas. Depois dos contactos mantidos com a autarca foragida no Brasil, um grupo de cidadãos anónimos começou a recolher assinaturas para a hipotética candidatura independente. "Já temos quatro caixas prontas", diz uma das militantes do movimento "Sempre Presente".

Mas que vaga bem funda...

terça-feira, junho 14, 2005

A beleza do Porto junto ao rio

Algo que a Cãmara Municipal ainda não conseguiu estragar

Quando a realidade chega à banca

No "Público", entrevista com João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos:
(...)
O que há a fazer em termos de tratado?

O Tratado já parou. Os portugueses mitificaram a Europa e deixaram de ter uma estratégia própria.A Dinamarca tem uma estratégia própria, A Catalunha também. Porque é que nós não podemos ter?

Porque somos uns anjinhos e andamos comandados por muitos imbecis, alguns dos quais mal sabem ler e escrever.

segunda-feira, junho 13, 2005

Homens que se fazem respeitar

Faleceram Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal. Personagens de uma época política, empenhados e coerentes, dedicaram a vida ao sonho e a uma ideologia que os apaixonou. Servirão ainda durante muito tempo para objecto de ódio dos que mais não servem a não ser o dinheiro, senhor de muita alma. Envoltos num destino que se afastava das realidades, tentaram impor um modelo que não se adequava à evolução cultural de um povo.Empurrados pelas ondas convulsas de multidões patéticas e pseudo-revolucionárias (as mesmas que agora frequentam os shoppings e aderiram ao modelo egoísta do materialismo imediato) julgaram ter encontrado o portal histórico das igualdades . Poderiam ter feito melhor? Duvidamos. Esta sociedade podre tanto caminha para o 8 como para o 80. Os heróis de hoje serão os vilipendiados de amanhã, de acordo com a inconsciência do momento. O circo (onde o liberalismo perdeu os ideais e chafurda no lamaçal das grandes desigualdades) continua sem a procura do equilíbrio. Como Salazar, morreram decentes e de pé. Paz às suas almas.

Homenagem ao poeta que nos deixou



Entre duas folhas

Encostado à noite
sobe de mim
a haste
que recusa flor
e procura um pássaro
para amanhecer -

o trigo é alto
e entre duas folhas
pode-se morrer
Eugénio de Andrade

Um flagelo insuportável


JN
Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil
DENNIS SABANGAN / EPA
Em Portugal há 48 mil meninos trabalhadores


Ontem; comemorou-se o Dia Mundial de Combate ao Trabalho infantil. Em Portugal, é a região Norte que apresenta indicadores mais preocupantes. Os últimos dados apontam para a existência de 48 mil crianças trabalhadoras no nosso país.

A gestão estética da cidade do Porto

Rua de Passos Manuel - centro da cidade

A Câmara dos buracos

JN
Porto
Romaria às entranhas da polémica do túnel de Ceuta
visita Centenas de pessoas foram conhecer a obra, praticamente concluída até ao Carregal Apoiantes da JS vestiram-se de luto para lembrar a Rui Rio que "o Porto não é um brinquedo"


O convite foi aceite. A Câmara do Porto abriu, durante o dia de ontem, as "portas" do túnel de Ceuta e centenas de pessoas rumaram às entranhas da mais polémica obra da cidade. Olharam, apreciaram e concluíram que a empreitada está praticamente pronta, à excepção da zona embargada, na Rua D. Manuel II. A confiança em Rui Rio saiu reforçada e a ministra da Cultura, que ordenou a paralisação da empreitada, ficou com as orelhas a arder.

Nada como uma boa demagogia para abrir buracos. Os problemas da cidade não estão apenas no túnel de Ceuta, estão em todo o lado. Basta passear pelas suas ruas para ver a decadência que a assombra. Pobre cidade que caíu nas mãos de escribas, pelos vistos também com tendência para a demagogia.

sábado, junho 11, 2005

Os mediáticos da Tribulandia


gapinvoid

Chega de demagogia barata

JN
"Não basta aumentar impostos "
mensagem Jorge Sampaio quer incentivos à economia e medidas para reduzir despesa Notícias sobre reforma que recebe da advocacia causou incómodo
(..)
"Como não produzimos mais bens e serviços que permitam melhorar o nosso nível de vida, só podemos viver melhor se pedirmos dinheiro emprestado ao estrangeiro ou aumentarmos os impostos", começou por constatar Sampaio.

Já não era sem tempo que o presidente pusesse o dedo na ferida mas a política que tem sido seguida baseia-se no incentivo ao consumo com recurso ao crédito externo. Para que nos querem endividados?

Os elogios e defesa do defunto

Quem estiver interessado em ler os elogios ao defunto Tratado Constitucional Europeu pode ir aqui: Ésim.

sexta-feira, junho 10, 2005

Os valores da Tribulandia

Em Guimarães vai ser condecorado o Mourinho e homenageado D. Afonso Henriques. Sem comentários.

Dia de Portugal

Camões dirige-se aos seus contemporâneos
Jorge de Sena

Podereis roubar-me tudo:
as ideias, as palavras, as imagens,
e também as metáforas, os temas, os motivos,
os símbolos, e a primazia
nas dores sofridas de uma língua nova,
no entendimento de outros, na coragem
de combater, julgar, de penetrar
em recessos de amor para que sois castrados.
E podereis depois não me citar,
suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
outros ladrões mais felizes.
Não importa nada: que o castigo
será terrível. Não só quando
vossos netos não souberem já quem sois
terão de me saber melhor ainda
do que fingis que não sabeis,
como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
reverterá para o meu nome. E mesmo será meu,
tido por meu, contado como meu,
até mesmo aquele pouco e miserável
que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
para passar por meu. E para outros ladrões,
iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.

O mundo que oferecemos aos jovens

JornalismoPortoNet
Um em cada cinco universitários do Porto consome haxixe

Estudo do ICBAS revela que haxixe está em terceiro lugar na lista das substâncias mais consumidas pelos estudantes da UP, atrás do álcool e tabaco.

O estado normal da Tribulandia


non-2005.org

Os grandes e dramáticos apelos aos sentimentos

Momento difícil deve reforçar coesão nacional
dia de Portugal Sampaio diz que período de crise "obriga a partilhar responsabilidades" Manifestação de protesto não teve qualquer adesão

A sessão de boas vindas ao presidente da República, ontem, em Guimarães, decorreu em ambiente sereno e sem sinais da manifestação, convocada, no dia anterior, através de panfletos. Jorge Sampaio admitiu que "as comemorações ocorrem num momento difícil" mas salientou que tal "deve reforçar a coesão e identidade" e "obriga a partilha de responsabilidades".

Quando é para esbanjar e gozar ninguém apela à coesão e identidade. Quando é para pagar a factura lá vêm os apelos patrióticos. Haja Deus!

O grande progresso da economia lusa

JN
Economia portuguesa sai da recessão técnica
conjuntura INE revela ter havido um crescimento da riqueza nacional no primeiro trimestre Aumento da procura interna melhorou as contas
(...)
O consumo privado deu um contributo de 2,1 pontos percentuais para o crescimento do produto e a aceleração desta componente da despesa deve-se principalmente ao forte crescimento do consumo de bens duradouros, que aumentou 6,5%, principalmente devido à compra de veículos automóveis.

Grande aumento produtivo!

Benefícios em causa própria

Ficamos a saber numa mesa redonda que aas mordomias do Banco de Portugal foram propostas pelos beneficiados. Eis aqui uma clara forma de exercer a independência: chorudas reformas ao fim de meia dúzia de anso de trabalho. Isto é que é produtividade.

Toca a esbanjar que alguém pagará

À saída de uma sessão da Assembleia o ministro dos Assuntos Parlamentares declara, perante as câmeras que os sacrifícios impostos aos deputados e outros políticos são bem aceites e são necessários para manter o Estado Social. Nada nos faria mais rir, depois dos desperdícios continuados de subsídios e dinheiros públicos que não serviram para nada a não ser para satisfazer o ego megalómano e cimenteiro dos faraós modernos (estádios, expos, campeonatos, metros e outros quejandos) para não falarmos da corrupção.

Espectador de mesa redonda sofre

Mesa redonda sobre o Tratado Europeu. Um que votava sim acha que se deveria fazer um compasso de espera e refelectir. Outro pensa que se deve fazer o referendo para ver quantos ainda votam sim. O representante do governo acha que se deve votar, junto com a "sombra" das autárquicas para ver se os tribus são céguinhos. Os que votam não não explicam porque o fazem. A discussão arrasta-se à volta de uma ideia abstracta do direito de votar. Resumindo: o parente pobre tem medo de perder os subsídios tudo em nome de uma Europa forte. Uma verdadeira anedota. A seguir, deve o Freitas do Amaral ter opinião ou não? Se ele dissesse sempre que Sim tudo estaria bem mas fugindo-lhe a boca para a verdade ai Jesus. Tenham dó.

terça-feira, junho 07, 2005

Os horrores deste nosso mundo

Amnistia Internacional

Desde enero de 2004 Amnistía Internacional tiene en marcha una campaña para acabar con las ejecuciones de menores en el mundo para el año 2005.

"" El 1 de marzo de 2005 el Tribunal Superior de los EE.UU ha anulado la ejecución de menores. Se trata de un gran hito en el camino hacia la abolición de la pena de muerte en todos los casos, por la que Amnistía Internacional lleva trabajando muchos años.

"" Leyla Mafi sometida a prostitución forzada desde la edad de 8 años, ha sido condenada en firme por ejercer la prostitución y mantener relaciones sexuales fuera del matrimonio.
¡Actúa!

segunda-feira, junho 06, 2005

Um país em liquidação

DN
Linhas direitas
Em todas as frentes
Luís delgado

Tudo ao molho, de uma vez, é dose que não conduz a vitória nenhuma, mesmo que nos primeiros tempos exista essa ilusão. O tempo, felizmente, encarrega-se de virar e proteger os mais atingidos, afectados e incomodados. O PM meteu-se num caldeirão, mas fê-lo conscientemente. E por agora, enquanto tudo não passa de um plano em papel, nada vem à superfície com uma violência inaudita. Mas apliquem essas medidas todas, contra todos, ao mesmo tempo, e logo se verá a tempestade, até ao final de 2005, e quando em 2006 o clima persecutório atingir todos, incluindo os mais fracos e indefesos. Há, repito, uma maneira simples de corrigir o défice fechando o País. Assim teremos contas certas...

Até que enfim o Delgado acerta uma. Só que o país apenas fecha para a maioria da população. Os espertos continuarão a sugar a malta.

Oa arautos do holocausto

DN
A Europa e Portugal, realidade inquietante
A factura da deslocalização, por exemplo, tem muito mais a ver com os investidores europeus, que acertadamente escolherem os países e regiões onde a produtividade seja um facto e a competitividade a nível global uma realidade
Oj. M.de morais cabral

(...)
Alguém tem dúvidas que os investimentos industriais, feitos com equipamentos europeus, iriam causar graves mossas no tecido industrial estático, gordo e cheio de regalias que a Europa foi alimentando? Não há almoços grátis e a população europeia, envelhecida e artificialmente sustentada por Estados e cidadãos endividados, tinha o destino traçado.

Ora aqui está uma grande solução. Não se alimentam os velhos nem se tratam. Deitam-se ao lixo! Mas que grande perspectiva económica...

Uma classe em vias de extinção

DN
"Classe média está 15% mais pobre desde 2001"
"As pessoas andaram pelo menos um ano iludidas com o euro até perceberem que estavam a pagar tudo mais caro"
ncarla aguiar

"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão e presidente do Instituto dos Actuários Portugueses. O economista estima em cerca de 15% a perda de poder de compra sofrida pela classe média apenas entre 2001 e 2005. Uma erosão que deverá manter-se nos próximos anos, tendo em conta o agravamento do IVA e o anúncio de aumentos salariais médios de 2% para os funcionários públicos até 2009, abaixo da inflação prevista.

Andam todos muito entretidos com os telemóveis, as telenovelas e o futebol. Quando derem por ela, já eram. Quanto a paciência, devem passar a figurar no Guiness.

Que saudades temos de ver polícias nas ruas

JN
Polícias mas pouco
No arranque, Governo comprometeu-se a financiar 80 % dos custos, mas cinco anos depois não pagou nada Taxa de reprovação no recrutamento é de mais de metade (56,4 %)
João Luís Campos

Cinco anos depois, ainda são as câmaras que pagam, sozinhas, o funcionamento das polícias municipais, ao contrário do que foi prometido no arranque de uma iniciativa que ainda estará longe de atingir na plenitude os objectivos com que foi criada. São 30 os municípios que têm os seus corpos de Polícia Municipal em funções (Albufeira deverá ser o próximo a sair à rua) mas nem metade destes tem mais de duas dezenas de agentes. Condicionantes que fazem destes agentes, essencialmente, fiscais de trânsito e de posturas municipais.

Para que serviu esta ideia peregrina? Julgam que estão nos EUA? Aliás, nas ruas do Porto, polícias nem vê-los. Cada um que se defenda. Texas não é só isto.

domingo, junho 05, 2005

O grande avaliador de competências


Ficamos a saber nas conversas do professor que Nuno Cardoso lhe escreveu a dizer que era competente para administrador das Águas de Portugal e que a seguir o ministro do Ambiente lhe telefonou a dizer que não ia nomear Nuno Cardoso e já tinha nomeado outros. Estaremos num regime surrealista? Nesta linha, também ficamos a saber que temos dois ministros das finanças: o Campos moralista e o Tontâncio.

A decadência no centro da cidade do Porto

Rua Sá da Bandeira

Serão os países quintas dos eleitos?

No "Público" de 5-06-05:
Quando a opinião se revolta contra os seus donos
Mário Mesquita

(...)
O "teste da europositividade"
O tal "rolo compressor dos media", unificando a maioria da classe política e a elite mediática, desencadeou aquilo que os publicitários chamam "efeito boomerang" (ricochete). O feitiço voltou-se contra o feiticeiro. A pressaõ excessiva provocou um efeito de revolta que não se dirige apenas contra uma Europa construída à revelia dos cidadãos, mas também coloca em causa todo o sistema de representação política em que a relação entre representantes e representados se afigura cada vez mais preversa.

Eles já se julgam os donos da vontade e da consciência colectiva mas parece que se enganaram, a começar pelo presidente e demais comparsas do especto político nacional.

A teoria do absurdo na Tribulandia

No "Público" de 5-06-05:
Fátima Felgueiras avança com candidatura independente
Empresários e socialistas de Felgueiras estiveram no Brasil

Pode até ser legal a sua imunidade mas não deixa de dar uma imagem do absurdo que reina este país.

O populismo e o moralismo na Tribulandia

NO "Público de 5-06-05":
A pólvora às vezes explode lá em casa
Ana Sá Lopes
(...)
Objectivamnete, o discurso de Sócrates sobre esta matéria (governo moralista) estava feito à tangente do populismo. No Parlçamento, o primeiro-ministro serviu-se da raiva popular contra os deputados "que não fazem nada" para desviar atenções do impacto das medidas para combater o défice e do problemático aumento dos impostos. A estratégia seria brilhante para efeitos populistas se nestas coisas o feitiço - como sempre e inapelavelmente - não se virasse contra o feiticeiro.

Isto de moralismos tem muito que se lhe diga. Queira Deus não tenham aberto a caixinha de Pandora ao acirrarem a atenção do povo para aspectos mesquinhos da governação.

O 28º FITEI NO PORTO


Companhia HACHIOJI KURUMA NINGYO - Japão

Está a decorrer no Porto, entre 31-5-05 e 12-06-95, o mais antigo dos festivais de teatro de Portugal. Com as habituais dificuldades financeiras, agora agravadas pelo congelamento de verbas atribuídas, O FITEI continua a apresentar espectáculos de boa qualidade, animando a cultura da cidade que sai assim da política de cimento e do vazio vivencial.

Bandeira para manifestação de reformados

Com o aperto dos outros podemos nós bem

O sr. ministro das Finanças parece que se prepara para ir ao bolso dos pensionistas diminuindo a dedução aos rendimentos das pensões. Será que ele pensa que todos os pensionista têm reformas chorudas como a dele, conseguidas com seis anos de trabalho apenas? Os que trabalharam 35 anos e mais e recebem uma miséria podem preparar uma homenagem ao sr ministro e porque não uma estátua?

No país das maravilhas

JN
Felgueiras prepara regresso e não corre risco de ser presa
insólito Lei eleitoral dá imunidade aos candidatos e não prevê inelegibilidade dos foragidos à justiça Grupo de apoio denominado Terceira Via está no Brasil a ultimar pormenores
Tânia Laranjo

Fátima Felgueiras, a autarca da cidade com o mesmo nome, que se encontra fugida à justiça, depois de ter sido pronunciada pela prática de 23 crimes, prepara a sua recandidatura à autarquia como independente e não pode ser presa caso regresse - ao abrigo da lei eleitoral, que lhe confere imunidade.

Se ela não pudesse concorrer é que era para admirar!

O país da incompetência instituída

Durante décadas foi um autêntico regabofe. Reformas por dá cá aquela palha, benefícios sem qualquer controlo, desperdício de recursos financeiros, em suma, um desgoverno total, acolitado por toda uma série de pensadores de cara séria (leia-se entendidos) que ajudaram a enfiar os barretes ao povinho. A própria história do défice aparece mal contada e tardia como convinha. Agora, toca de apelar ao patriotismo dos que trabalham para os sustentarem, e, ainda por cima, aparecem com cara de santos e moralistas de sacristia. Agora percebemos porque são tão importantes as bananas.

Um referendo aflige muita gente

JN
Europa desnorteada
Cavaco Silva defende que não deve haver referendo este ano Alemanha aceita mudanças para tentar evitar uma crise financeira
correspondente em colónia

Toda a União Europeia vive, agora, na ressaca dos referendos francês e holandês. Só o Conselho Europeu de 16 e 17 do corrente dará respostas mais concretas a esse "quo vadis?" generalizado, mas, por todo o lado, surgem vozes que entendem ser necessária uma pausa, como a de Cavaco Silva, que ontem defendeu uma espera de dois anos, para "não fragilizar ainda mais o projecto da União Europeia".

Anda tudo muito aflito com o referendo. Começando pelo prof. Cavacas e acabando no Presidente que, durante uma visita, se mostrou enfadado com os jornalistas por eles lhe fazerem perguntas sobre o referendo. Saiu-lhes a carta furada do sim sem questões.

O moralista das Finanças

JN
Sócrates defende Campos e Cunha

A Oposição considera "inadmissível" Luís Campos e Cunha acumular o seu vencimento de ministro das Finanças com a reforma do Banco de Portugal. No Parlamento, os partidos criticaram a falta de ética do ministro. José Sócrates garante que "não serão campanhas como esta, que visam o assassinato de carácter, que afastarão o Governo do seu "caminho".
De acordo com uma notícia avançada pela TVI e pelo semanário "O Independente", o ministro das Finanças acumula o salário de 6759 euros com uma reforma anual superior a 114 mil euros, dos seis anos que desempenhou funções de vice-governador do Banco de Portugal.


Para quem propunha tantas transparências e falsas moralidades de publicação de declarações de IRS e denúncia de empresas em dívida não está nada mal. Para nós o grande descalabro está na reforma do Banco de Portugal que conseguiu com 6 (seis) anos de trabalho apenas. Nada como ser professor...

sexta-feira, junho 03, 2005

Os automatismos democráticos

O parque jurássico da Tribulandia


non-2005.org

Menos na Tribulandia

OpenDemocracy
France’s “non”, Holland’s “nee”, Europe’s crisis

Teremos todos que votar sim?

JN
Sampaio tece críticas à revisão constitucional

Jorge Sampaio discorda da solução aprovada pelos dois maiores partidos na revisão constitucional, uma vez que a norma transitória para a Constituição ser referendada com as autárquicas de Outubro, acaba por "não resolver agora o problema global".


Não resolve o problema global da forma nem do conteúdo. Já agora qual foi a razão da deslocação a França par apoiar o Tratado Constitucional Europeu? Influenciar o voto interno? Melhor teria sido promover o esclarecimento das questões em causa, internamente.

Um Tratado a balões da oxigénio

Diário Digital
UE: Projecções indicam vitória do «não» na Holanda

Os holandeses rejeitaram esta quarta-feira o tratado da constituição Europeia, avança a estação de televisão do país. De acordo com as primeiras projecções no encerramento das urnas, às 21:00 locais, o «não» venceu o referendo com 63% dos votos, contra 37% do «sim».

Mais uma banhada para os adeptos do sim, cego e seguidista. Quando começam os nossos representantes a elucidar os eleitores sobre as repercussões do defunto Tratado Constitucional Europeu?

Quem tem medo dos referendos?

Em directo da Assembleia da República, assistimos a uma discussão curiosa sobre a revisão da Constituição. Entre preceitos e doutinas jurídicas, conceitos abstractos e gerais, salamaleques de advogado e picuínhas de meninos bons estudantes, acabaram por consagrar um princípio transitório relativo ao referendo sobre o (defunto) Tratado Constitucional Europeu. Míopes, não se deram conta que a teimosia também é defeito e que insistir em ser bom servidor de interesses duvidosos pode levar a caminhos ridículos. Lá aprovaram a anormalidade com todos os preceitos jurídicos. E já agora, porquê tanto interesse em juntar o referendo a outros actos eleitorais? Para ir tudo na leva, sem discussão própria?

O custo de uma vida vale quanto?

JN
Taxista ajuda PJ a procurar assassino
Suspeito da morte de taxista do Porto continua a monte Motoristas protestaram ontem nas ruas da cidade e voltaram a exigir condições de segurança Madrugada marcada por um incidente na Baixa
Hugo Silva, Nuno Silva e Tânia Laranjo

Sem dúvida que a insegurança aumentou com o flagelo da droga e das suas origens sociais mas no caso dos taxis porque não tomam os proprietários dos taxis medidas? Porque se viram para o Estado quando podiam proteger os seus motoristas com divisórias de vidro à prova de bala e isolando os passageiros na parte de trás? Não querem gastar dinheiro; acham que as suas vidas são menos importantes.

segunda-feira, maio 30, 2005

A cultura da Tribulandia

Marcelo Rebelo de Sousa para além da propaganda a livros, no seu programa das escolhas, não se esqueceu de lembrar que o futebol é cultura. Pois, pois. Também o circo romano era cultura.

Candidatos há muitos

No BLOGUITICA

30.5.05
E VÍTOR CONSTÂNCIO? (IV)
[662] -- Muito claramente, a possibilidade de Vítor Constâncio se candidatar à Presidência da República gerou alguns receios. Excelente sinal.


Safa. Mais défices?

Os nossos queridos líderes

DN
A grande queda dos líderes partidários
m. s.

José Sócrates e Luís Marques Mendes, os líderes dos dois maiores partidos políticos portugueses, são os mais penalizados num mês em que nenhum líder partidário escapa a um valente tombo.

E ainda não começou o ritual dos sacrifícios: desemprego e impostos.

A competitividade da indústria nacional

JN
Empresas desiludidas com fim da produção em Portugal
Benetton Marca italiana desiste de produzir no país e abandona mais de 100 empresas Impacto maior faz-se sentir em Cabeceiras de Basto, concelho que mais vestiu a camisola

Estima-se que mais de uma centena de pequenas e médias empresas de todo o país venham a ser prejudicadas pela decisão da marca de vestuário italiana Benetton de abandonar a produção em Portugal e de encerrar o centro logístico que detinha na Maia, que fazia a gestão da subcontratação. Mas é em Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, que a retirada da marca para países com custos de produção mais baratos está a ter mais impacto.

Eis mais um resultado da política de mão-de-obra barata e da falta de creatividade da indústria têxtil portuguesa. A culpa não é da Benetton que procura os seus interesses mas sim da atitude passiva que assumem os produtores nacionais., sempre à espera que os outros lhes dêm uma mãozinha. Enquanto dura, compam-se mais uns carrões e constróiemm-se umas piscinas.