segunda-feira, junho 06, 2005

Que saudades temos de ver polícias nas ruas

JN
Polícias mas pouco
No arranque, Governo comprometeu-se a financiar 80 % dos custos, mas cinco anos depois não pagou nada Taxa de reprovação no recrutamento é de mais de metade (56,4 %)
João Luís Campos

Cinco anos depois, ainda são as câmaras que pagam, sozinhas, o funcionamento das polícias municipais, ao contrário do que foi prometido no arranque de uma iniciativa que ainda estará longe de atingir na plenitude os objectivos com que foi criada. São 30 os municípios que têm os seus corpos de Polícia Municipal em funções (Albufeira deverá ser o próximo a sair à rua) mas nem metade destes tem mais de duas dezenas de agentes. Condicionantes que fazem destes agentes, essencialmente, fiscais de trânsito e de posturas municipais.

Para que serviu esta ideia peregrina? Julgam que estão nos EUA? Aliás, nas ruas do Porto, polícias nem vê-los. Cada um que se defenda. Texas não é só isto.

domingo, junho 05, 2005

O grande avaliador de competências


Ficamos a saber nas conversas do professor que Nuno Cardoso lhe escreveu a dizer que era competente para administrador das Águas de Portugal e que a seguir o ministro do Ambiente lhe telefonou a dizer que não ia nomear Nuno Cardoso e já tinha nomeado outros. Estaremos num regime surrealista? Nesta linha, também ficamos a saber que temos dois ministros das finanças: o Campos moralista e o Tontâncio.

A decadência no centro da cidade do Porto

Rua Sá da Bandeira

Serão os países quintas dos eleitos?

No "Público" de 5-06-05:
Quando a opinião se revolta contra os seus donos
Mário Mesquita

(...)
O "teste da europositividade"
O tal "rolo compressor dos media", unificando a maioria da classe política e a elite mediática, desencadeou aquilo que os publicitários chamam "efeito boomerang" (ricochete). O feitiço voltou-se contra o feiticeiro. A pressaõ excessiva provocou um efeito de revolta que não se dirige apenas contra uma Europa construída à revelia dos cidadãos, mas também coloca em causa todo o sistema de representação política em que a relação entre representantes e representados se afigura cada vez mais preversa.

Eles já se julgam os donos da vontade e da consciência colectiva mas parece que se enganaram, a começar pelo presidente e demais comparsas do especto político nacional.

A teoria do absurdo na Tribulandia

No "Público" de 5-06-05:
Fátima Felgueiras avança com candidatura independente
Empresários e socialistas de Felgueiras estiveram no Brasil

Pode até ser legal a sua imunidade mas não deixa de dar uma imagem do absurdo que reina este país.

O populismo e o moralismo na Tribulandia

NO "Público de 5-06-05":
A pólvora às vezes explode lá em casa
Ana Sá Lopes
(...)
Objectivamnete, o discurso de Sócrates sobre esta matéria (governo moralista) estava feito à tangente do populismo. No Parlçamento, o primeiro-ministro serviu-se da raiva popular contra os deputados "que não fazem nada" para desviar atenções do impacto das medidas para combater o défice e do problemático aumento dos impostos. A estratégia seria brilhante para efeitos populistas se nestas coisas o feitiço - como sempre e inapelavelmente - não se virasse contra o feiticeiro.

Isto de moralismos tem muito que se lhe diga. Queira Deus não tenham aberto a caixinha de Pandora ao acirrarem a atenção do povo para aspectos mesquinhos da governação.

O 28º FITEI NO PORTO


Companhia HACHIOJI KURUMA NINGYO - Japão

Está a decorrer no Porto, entre 31-5-05 e 12-06-95, o mais antigo dos festivais de teatro de Portugal. Com as habituais dificuldades financeiras, agora agravadas pelo congelamento de verbas atribuídas, O FITEI continua a apresentar espectáculos de boa qualidade, animando a cultura da cidade que sai assim da política de cimento e do vazio vivencial.

Bandeira para manifestação de reformados

Com o aperto dos outros podemos nós bem

O sr. ministro das Finanças parece que se prepara para ir ao bolso dos pensionistas diminuindo a dedução aos rendimentos das pensões. Será que ele pensa que todos os pensionista têm reformas chorudas como a dele, conseguidas com seis anos de trabalho apenas? Os que trabalharam 35 anos e mais e recebem uma miséria podem preparar uma homenagem ao sr ministro e porque não uma estátua?

No país das maravilhas

JN
Felgueiras prepara regresso e não corre risco de ser presa
insólito Lei eleitoral dá imunidade aos candidatos e não prevê inelegibilidade dos foragidos à justiça Grupo de apoio denominado Terceira Via está no Brasil a ultimar pormenores
Tânia Laranjo

Fátima Felgueiras, a autarca da cidade com o mesmo nome, que se encontra fugida à justiça, depois de ter sido pronunciada pela prática de 23 crimes, prepara a sua recandidatura à autarquia como independente e não pode ser presa caso regresse - ao abrigo da lei eleitoral, que lhe confere imunidade.

Se ela não pudesse concorrer é que era para admirar!

O país da incompetência instituída

Durante décadas foi um autêntico regabofe. Reformas por dá cá aquela palha, benefícios sem qualquer controlo, desperdício de recursos financeiros, em suma, um desgoverno total, acolitado por toda uma série de pensadores de cara séria (leia-se entendidos) que ajudaram a enfiar os barretes ao povinho. A própria história do défice aparece mal contada e tardia como convinha. Agora, toca de apelar ao patriotismo dos que trabalham para os sustentarem, e, ainda por cima, aparecem com cara de santos e moralistas de sacristia. Agora percebemos porque são tão importantes as bananas.

Um referendo aflige muita gente

JN
Europa desnorteada
Cavaco Silva defende que não deve haver referendo este ano Alemanha aceita mudanças para tentar evitar uma crise financeira
correspondente em colónia

Toda a União Europeia vive, agora, na ressaca dos referendos francês e holandês. Só o Conselho Europeu de 16 e 17 do corrente dará respostas mais concretas a esse "quo vadis?" generalizado, mas, por todo o lado, surgem vozes que entendem ser necessária uma pausa, como a de Cavaco Silva, que ontem defendeu uma espera de dois anos, para "não fragilizar ainda mais o projecto da União Europeia".

Anda tudo muito aflito com o referendo. Começando pelo prof. Cavacas e acabando no Presidente que, durante uma visita, se mostrou enfadado com os jornalistas por eles lhe fazerem perguntas sobre o referendo. Saiu-lhes a carta furada do sim sem questões.

O moralista das Finanças

JN
Sócrates defende Campos e Cunha

A Oposição considera "inadmissível" Luís Campos e Cunha acumular o seu vencimento de ministro das Finanças com a reforma do Banco de Portugal. No Parlamento, os partidos criticaram a falta de ética do ministro. José Sócrates garante que "não serão campanhas como esta, que visam o assassinato de carácter, que afastarão o Governo do seu "caminho".
De acordo com uma notícia avançada pela TVI e pelo semanário "O Independente", o ministro das Finanças acumula o salário de 6759 euros com uma reforma anual superior a 114 mil euros, dos seis anos que desempenhou funções de vice-governador do Banco de Portugal.


Para quem propunha tantas transparências e falsas moralidades de publicação de declarações de IRS e denúncia de empresas em dívida não está nada mal. Para nós o grande descalabro está na reforma do Banco de Portugal que conseguiu com 6 (seis) anos de trabalho apenas. Nada como ser professor...

sexta-feira, junho 03, 2005

Os automatismos democráticos

O parque jurássico da Tribulandia


non-2005.org

Menos na Tribulandia

OpenDemocracy
France’s “non”, Holland’s “nee”, Europe’s crisis

Teremos todos que votar sim?

JN
Sampaio tece críticas à revisão constitucional

Jorge Sampaio discorda da solução aprovada pelos dois maiores partidos na revisão constitucional, uma vez que a norma transitória para a Constituição ser referendada com as autárquicas de Outubro, acaba por "não resolver agora o problema global".


Não resolve o problema global da forma nem do conteúdo. Já agora qual foi a razão da deslocação a França par apoiar o Tratado Constitucional Europeu? Influenciar o voto interno? Melhor teria sido promover o esclarecimento das questões em causa, internamente.

Um Tratado a balões da oxigénio

Diário Digital
UE: Projecções indicam vitória do «não» na Holanda

Os holandeses rejeitaram esta quarta-feira o tratado da constituição Europeia, avança a estação de televisão do país. De acordo com as primeiras projecções no encerramento das urnas, às 21:00 locais, o «não» venceu o referendo com 63% dos votos, contra 37% do «sim».

Mais uma banhada para os adeptos do sim, cego e seguidista. Quando começam os nossos representantes a elucidar os eleitores sobre as repercussões do defunto Tratado Constitucional Europeu?

Quem tem medo dos referendos?

Em directo da Assembleia da República, assistimos a uma discussão curiosa sobre a revisão da Constituição. Entre preceitos e doutinas jurídicas, conceitos abstractos e gerais, salamaleques de advogado e picuínhas de meninos bons estudantes, acabaram por consagrar um princípio transitório relativo ao referendo sobre o (defunto) Tratado Constitucional Europeu. Míopes, não se deram conta que a teimosia também é defeito e que insistir em ser bom servidor de interesses duvidosos pode levar a caminhos ridículos. Lá aprovaram a anormalidade com todos os preceitos jurídicos. E já agora, porquê tanto interesse em juntar o referendo a outros actos eleitorais? Para ir tudo na leva, sem discussão própria?

O custo de uma vida vale quanto?

JN
Taxista ajuda PJ a procurar assassino
Suspeito da morte de taxista do Porto continua a monte Motoristas protestaram ontem nas ruas da cidade e voltaram a exigir condições de segurança Madrugada marcada por um incidente na Baixa
Hugo Silva, Nuno Silva e Tânia Laranjo

Sem dúvida que a insegurança aumentou com o flagelo da droga e das suas origens sociais mas no caso dos taxis porque não tomam os proprietários dos taxis medidas? Porque se viram para o Estado quando podiam proteger os seus motoristas com divisórias de vidro à prova de bala e isolando os passageiros na parte de trás? Não querem gastar dinheiro; acham que as suas vidas são menos importantes.