sábado, março 05, 2005

A liberdade dos bloggers

Visto em Anomia, onde aparece também um interessante post sobre a perseguição aos fumadores...
miércoles, febrero 23, 2005
¡Liberad a Mojtaba y Arash!

Exposición para una Democracia en Red:
Dos de los nuestros están en prisión. Los belogeros Mojtaba Saminejad y Arash Sigarchi han sido encarcelados por las autoridades gubernativas iraníes. Por esto el comité para la protección de belógeres -The Committee to Protect Bloggers- anuncia su primera campaña de acción:

¡Liberad a Mojtaba y Arash


Ainda há países muito piores do que a Tribulandia...

Lucubrações académicas da Tribulandia

Um pré-ministro muito opinativo

Achamos muito interessante que um ministro antes de tomar conta do lugar (presumimos que sem conhecer bem os assuntos que lhe irão parar às mãos) se ponha, de imediato, a mandar postas de pescada. Lemos no Expresso que o futuro ministro das finanças defenfe o fim do sigilo fiscal, com a obrigatoriedade de publicação dos rendimentos brutos por cada contribuinte. Ora aqui está um processo inovador de incentivar a coscuvilhice na Tribulandia. Além disso tem muito interesse nacional, qualquer um de nós saber quanto declara o seu barbeiro ou a vizinha do lado. Cheira-nos a populismo barato ou a medida maoísta para incentivar denunciantes invejosos da vida alheia. Por outro lado, parece que sustenta o fim do financiamento privado dos partidos. Esta, então, parece-nos a melhor anedota da semana. Estará a falar a sério?

Mais uma dose de liberalismo-social

Portugal Diário
Campos e Cunha: um liberal com consciência social

Ministro de Estado e das Finanças foi vice-governador do Banco de Portugal
O ministro de Estado e das Finanças do XVII governo constitucional, Luís Campos e Cunha, foi vice-governador do Banco de Portugal e considera-se um liberal com consciência social.

Bem nos parecia que iriam aparecer os neo-liberal-socialistas...

Carta de condução para quê?

Público
números próximos dos de 2003
Mais de nove mil condutores apanhados sem carta durante o ano passado
Sofia Rodrigues

Intensificação da fiscalização apontada como principal responsável pelo aumento
de infracções detectadas
A PSP e a Brigada de Trânsito (BT) da GNR detectaram 9327 condutores sem carta de condução em 2004, um número muito próximo do que tinha sido registado pelas autoridades no ano anterior - 9621.

Um bom indicador do civismo e do respeito pela lei. E não nos venham dizer que o povo é todo assim...

Viva a iniciativa privada com fundos públicos

"O problema é que se criou em Portugal uma dança com um curioso par: de um lado o Estado, que gosta de distribuir benesses, do outro organismos privados que se habituaram ao guarda-chuva do Estado."
David Ferreira
O Independente, 04-03-05

E os que mais beneficiam do guarda-chuva são os que mais o destróiem.

Frases da Tribulandia

"Portugal começa a ser visto como case study de país que investe muito na educação e não tem retorno. Gastamos mais do que a maioria europeia na educação e isso não se reflecte na cultura e produtividade."
António Fonseca
Sábado, 04-03-05

Não é por gastar muito dinheiro com os filhos (a maior parte das vezes mal) que se educam melhor. Ou tudo se mede pela quantidade de dinheiro gasto?

Um político que acha o seu povo cheio de defeitos

Público
A sociedade escondida
Augusto Santos Silva

Queremos compreender realmente a sociedade portuguesa? Este povo cuja esmagadora maioria se declara católica, embora parte contraditoriamente "não praticante", e viu maciçamente um programa televisivo cuja estrela era um actor pornográfico? Esta opinião pública tão amiga da família que convive pacatamente com índices dos mais altos do mundo desenvolvido quanto a violência doméstica ou indiferença perante o isolamento dos idosos? Esta gente tão pacata que se mata aos milhares na estrada? Este país que gosta de reclamar padrões de bom comportamento e se revela, afinal, refém de tantas dependências, do tabaco, do álcool, das drogas, dos antidepressivos, dos jogos de azar, das casas de alterne?
(...)
Não podemos também substituir a informação pelo preconceito. De nada serve condenar sumariamente os tempos actuais em nome de uma suposta superioridade moral de outrora. Nem cortar as pontes de entendimento com o que nos pareça diferente ou estranho ou novo. Nem distorcer a realidade das coisas só para carregar no drama, generalizando sem critério ou desvalorizando os sinais de esperança. Nem encontrar à pressa bodes expiatórios, sejam eles os jovens suburbanos ou os rurais iletrados.

Mais adiante o prof. diz que é preciso sacudir a sociedade. Será que o futuro ministro espera que sejam as vítimas das erradas políticas de educação, economia, finanças, a alterar o quadro em que vivem? Será que ele vai sacudir alguma coisa? Ou está apenas a justificar o injustificável? Ficaremos a aguardar as intervenções públicas do ministro no sentido de alterar os maus comportamentos da sociedade.

Atenção aos tecnocratas com falinhas mansas

Público
Futuro ministro de Estado e das Finanças
Campos e Cunha diz que subida de impostos é praticamente inevitável

O próximo ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, admite que a subida dos impostos, a médio prazo, é praticamente inevitável.
"A subida dos impostos é uma possibilidade, a encarar não como primeira medida mas, se necessário for, pelo menos no médio prazo, o que é provavelmente quase inevitável", afirmou Campos e Cunha à rádio TSF.

Na TV ouço-o dizer que há que reduzir a despesa e talvez aumentar os impostos. Grande receita para um cérebro da Economia! Começa a cheirar a tecnocrata...

Um filme simples passado num terminal de aeroporto

Alugo "Terminal de Aeroporto" com Tom Hanks, realização de Steve Spielberg. Uma tarde de gripe. Um a história de um simples cidadão retido no aeroporto de Nova Iorque por causa de uma revolta no seu país que o deixa sem estatulo legal (uma falha no sistema). Obrigado a permanecer no aeroporto, simples e decente, acaba conquistando a simpatia de muitos, menos do responsável pela segurança do aeroporto, funcionário ambicioso e, ao mesmo tempo, zeloso e com pouco humanismo. Com um objectivo bem simples, cumprir uma promessa que fez ao pai moribundo, acaba por sofrer uma série de complicações, muitas delas provocadas por quem deveria tentar resolver a situação. Filme interessante, com uma boa interpretação deixa, pelo menos, uma ideia. Pode um cidadão ser exemplar e ter objectivos aceitáveis mas pode, ao mesmo tempo, ser objecto de falhas no sistema ou da arbitrariedade de um alto funcionário que apenas vê regulamentos e promoções. Generalizando, pode um povo decente ser alvo das regras de governantes que não sejam tão límpidos e tão modestos, na sua interpretação
das regras de viver.

Novas caras nas cadeiras do poder da Tribulandia

Num dia de muito frio aparecerem as caras de um novo governo. Algumas já por lá andaram com maior ou menor sucesso. Alguns apelidam-nos de independentes...mas parecem-nos mais elementos em rotação de adequação a um neo-liberalismo talvez com alguma componente humana. Ficaremos à espera mais dos actos do que dos currículos ou intenções. Ao eng Sócrates a tarefa da suma responsabilidade num país que pratica o culto da personalidade. E que secretários virão por aí? E quem comandará os corredores do poder? Tudo a seu tempo virá ao de cima. Como sempre, à partida o benefício da dúvida sistemática por causa do passado. Uma certeza: o prof Freitas apostou no cavalo certo.

sexta-feira, março 04, 2005

Ministro ideal para qualquer governo da Tribulandia

A publicidade na Tribulandia

Segundo lemos nos jornais a última fórmula de publicidade consiste no aluguer da pele para exibição de anúncios. Pensamos que por tal motivo muitos têm querido engordar. Nada que nos escandalize, uma vez que já estamos habituados a ver quem venda o corpo e a alma para publicitar ideias alheias.

Uma cidade decadente com alguns impulsos pelo meio

JN
10 ANOS
"O que seria das pessoas sem o Coliseu do Porto?"

arquivo jn
Manifestação de 1995 foi uma das maiores de sempre a favor de uma causa cultural

(...)
"Foi uma luta cívica ímpar, porque as pessoas se reviram naquele crime", reflecte, à distância, Pedro Abrunhosa. "Mas foi possível porque o então presidente da Câmara, Fernando Gomes, foi rápido a reagir. Não sei se hoje, a mesma situação, suscitaria a mesma sensibilidade no presidente Rui Rio".
O autor de "Tudo o que eu te dou" revê criticamente a cidade "Temos assistido a uma série de atentados. Há locais em risco. Porque é que ninguém faz nada pelo Batalha? Porque é que o Porto era mais vivo há dez anos? Porque é que a cidade perdeu a força cultural e ficou cinzenta? Se fosse hoje", teme, "não sei o que seria do Coliseu. É uma incógnita."

São meritórios os impulsos por causas meritórias. Mas o que tem acontecido de há anos para cá? Uma degradação contínua. E como a cidade está muito cinzenta, e não aparece o cinzento na televisão, não temos ninguém acorrentado ao Batalha, ao Águia de Ouro ou aos locais onde as pessoas conviviam e davam vida à cidade.

Frases lapidares da Tribulandia

"Portugal está numa situação que não é fácil e eu só posso fazer votos para que tenhamos um Governo que governe bem e enfrente os problemas do país."
Cavaco Silva
Rádio Renascença, 03-03-05

Grandes sentenças da Tribulandia

Público
Frase do oráculo dos cargos públicos
Portugal é um país feito de metades: uma sempre deprimida - que tende a crescer - e outra desinibida, que tende a exagerar. É o nosso fado."
Luís Delgado
"Diário de Notícias", 03-03-05

Uma reforma muito badalada na Tribulandia

Público
E agora?
Madalena Barbosa

"Que a reforma da Administração Pública é urgente, todos/as concordamos. Precisa--se é de coragem para mudar as regras, os regulamentos, e não recorrer a fórmulas empresariais na moda."

E agora? Há décadas que ouvimos falar de reforma da Administração Pública e que vemos sucessivas comissões de entendidos serem constituídas: tudo na mesma. A menos que alguém veja algum furo para lucros excepcionais e resolva privatizar serviços.

Os preferidos dos amigos na Tribulandia

Público
As grandes cidades
Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte

(...)
No Porto, as questões são complexas, porque temos a noção de um enredamento de recriminações, rivalidades e intrigas que acaba por ser saturante. Francisco Assis, que inicialmente parecia que ia pôr tudo em pratos limpos, parece ter-se deixado enredar pela própria teia de interesses e pressões e soçobrar com ela. É pena. Vai ser preciso uma intervenção de Jorge Coelho e Sócrates para começar em termos mais saudáveis e limpos. Pessoalmente, tenho um nome preferido, que me parecia a melhor solução: Elisa Ferreira. Inteligente, competente, simpática, com interesses culturais mas também desportivos.

O que sabe o EPC do Porto, além das tripas? Quem lhe teria encomendado o recado sobre o que é mais conveniente para o Porto? Os adjectivos são simpáticos mas parecem mais para uma roda de amigos. O mais interessante é um intelectual ressaltar os interesses desportivos...

A boa gestão à maneira da Tribulandia

Público
Telecom mais do que duplica lucro
Bruno Castanheira
Miguel Horta e Costa anunciou redução de mil trabalhadores

A Portugal Telecom anunciou ontem ter registado, em 2004, um lucro líquido de 500,1 milhões de euros, 108% acima do alcançado no ano anterior.
O crescimento dos lucros resultou, em parte, da diminuição em 45% dos custos, para 171 milhões de euros, após o recurso a um programa de redução de postos de trabalho, segundo a Reuters.

E não resulta das tarifas exorbitantes que o cidadão paga? Isto é que é um verdadeiro serviço público: explora-se o cliente e contribui-se para o aumento de desemprego. Ainda gostávamos de saber quais foram as reduções nos vencimentos e nas gratificações dos administradores...

Quem quiser que se aguente na Tribulandia

JN
Cerca de três mil epilépticos aguardam por cirurgia

Os serviços de saúde portugueses só conseguem operar 50 dos 250 a 300 novos doentes com epilepsia que todos os anos surgem e cujas crises não são controláveis com medicação. Além desses, há 2500 a três mil doentes já à espera de uma intervenção que lhes devolva uma vida sem ataques epilépticos. Tudo por falta de unidades para monitorizar as crises e permitir, dessa forma, o diagnóstico rigoroso do foco epiléptico a retirar do cérebro do paciente.

E isto interessa aos responsáveis e ao respeitável público? Ainda se fosse a chegada de novos reforços para alguma das nossa brilhantes equipas profissionais ou a inauguração dos novos submarinos...